Vídeo: Kseniya Simonova’s Amazing Sand Drawing

101 Coisas em 1001 Dias: lista cancelada

Não uma decisão tomada por impulso, tampouco sem uma pontinha de chateação pela sensação de estar desistindo no meio do caminho: decidi cancelar minha 2ª lista no Projeto 101 Coisas em 1001 Dias.

Acho que 1001 dias é um prazo relativamente longo, mudanças de contexto são inevitáveis e pequenas alterações nas metas são perfeitamente aceitáveis – aprendi isso com a experiência da 1ª lista. Mas e quando percebemos que muitas das metas estabelecidas não fazem mais sentido, a tal ponto que toda a lista começa a perder a razão de ser?

Há alguns meses percebi que não estava me sentindo satisfeita ao cumprir algumas das metas listadas ali, perdi o ânimo de correr atrás de outras e nem mesmo tinha a sensação de estar fazendo algo bom…

Sinal vermelho, hora de parar e encarar uma boa reavaliação.

Passei algum tempo repensando o projeto a sério. Avaliei as metas individualmente, fui sincera comigo mesma quando me perguntava o quanto cada uma delas era importante para mim e/ou o quanto eu ficaria feliz em alcançá-las, procurei adaptações que pudessem reacender o ânimo no caso daquelas que pareciam indiferentes ou desanimadoras. A ideia, a princípio, era fazer uma reforma de modo que eu pudesse seguir adiante, mas havia taaanta coisa para mudar, não seria a mesma lista! Mais algum tempo quebrando a cachola e acabei mesmo optando por cancelar a 2ª lista e começar uma nova. Sim, dentro de poucos dias começarei uma nova lista, a 3ª edição.

Sabe qual é a grande ironia da situação? Depois da 1ª experiência eu me sentia muito mais focada e segura no momento em que montei a 2ª lista…

O que mudou? Difícil explicar, difícil definir. E, a bem da verdade, é preciso? Talvez seja apenas pessoal demais e eu não queira comentar a respeito. Também não quero estabelecer nenhum divisor de águas e dizer: “depois de tal coisa tudo mudou na minha vida” porque não seria uma verdade, tudo faz parte de um processo, de um conjunto de várias pequenas coisas. É certo que no último ano passei por experiências que me fizeram mudar minhas prioridades, até alguns de meus hábitos, mas nada tão aparente para quem vê de fora. O emprego é o mesmo, a família é quase a mesma, o namorado é o mesmo, as paixões são as mesmas… apenas eu mudei e, pode acreditar, estarei muito mais feliz buscando realizar metas com as quais eu me identifique, mesmo recomeçando do zero. E, cá para nós, quantas vezes você já desejou uma chance para recomeçar e fazer diferente? ;)

Projeto 12×12 > Junho: Comida > Semana 4

Fotos da última semana do segundo mês do projeto! Foi uma semana atribulada por aqui e na fala de tempo para o preparo de comidas muito elaboradas ou mesmo para pensar em qualquer coisa mais criativa, apelei mesmo para o registro simples das refeições básicas do dia a dia.

Karê

Karê

Maçã

Maçã

Carne de Panela

Carne de panela

Veja as fotos dos outros participantes do projeto na página do grupo no Flickr! ;)

Vídeo: Stop Motion Drawing

Desafio 10 Livros em 10 Dias – 10º Dia

No último dia do desafio tenho que citar o livro mais velho que já li. Assim como a Tábata, fiquei na dúvida quanto à definição de “velho”. Devo considerar quando foi escrito? A publicação? A edição que li?

Grande parte das edições mais antigas que li foram emprestados de bibliotecas. Muitos deles, especialmente os clássicos, eram mesmo livros beeem antigos e com certeza o mais velho neste sentido está entre eles, mas… você deve imaginar, impossível averiguar agora.

Então, para fechar o desafio, vou considerar como os mais velhos aqueles que foram escritos há mais tempo.

Início da Odisseia em seu idioma original

Início da Odisseia em seu idioma original.[1]

A obra literária mais antiga que consegui me lembrar – obviamente considerando somente as que já li – foi a Odisseia, atribuída a Homero. O original, que conta a jornada de Odisseu (Ulisses) na volta para casa após a queda de Tróia, é considerado uma das obras fundamentais da Grécia Antiga e foi escrito no final do século VII a.C.. Porém… sim, é claro que há um porém, o original foi escrito em forma de poema e a versão que li era uma adaptação em prosa, portanto talvez não seja justo considerar a obra como a mais antiga que eu já tenha lido.

A Arte da Guerra - livro em bambu

A Arte da Guerra, em livro de bambu da época do Imperador Qianlong, séc. XVIII.[2]

Procurando por outras obras que eu poderia citar lembrei que também já li A Arte da Guerra, escrito pelo estrategista militar chinês Sun Tzu no século IV a.C.. É óbvio que não li o livro em bambu, muito menos em chinês, mas ninguém pode negar que é “velho”, anh? ;)

Aqui também há quem levante controvérsias sobre as edições distribuídas por aqui dada a dificuldade de tradução do chinês antigo para as línguas ocidentais. Parece-me que a primeira tradução ocidental considerada fidedigna data de 1927 e em português brasileiro, somente 1995!

Capa da primeira edição de Os Lusíadas, de 1572

Capa da primeira edição de Os Lusíadas, de 1572.[3]

Então, só para que não digam que não citei nada que tenha lido em versão mais próxima do original, vou encerrar com a epopeia portuguesa Os Lusíadas, que Luís Vaz de Camões terminou de escrever, provavelmente, em meados de 1556.

Se você ainda não leu, a obra encontra-se integralmente disponível em diversos sites na internet e no GBooks é possível encontrar, inclusive, as versões traduzidas para outras línguas.

[1] (c) Wikimedia Commons – Domínio Público.
[2] (cc) Wikimedia Commons – Creative Commons Atribuição 2.0 Genérica.
[3] (c) Wikimedia Commons – Domínio Público.

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