Projeto 101 Coisas em 1001 Dias – 3ª edição

Começo hoje a minha 3ª lista no Projeto 101 Coisas em 1001 Dias! :D

Uma das coisas que mais gosto neste projeto é que o aprendizado já começa no momento em que decidimos montar nossa lista de metas. Parar para pensar no que desejamos, nos objetivos que queremos atingir, no ponto a que queremos chegar e colocar tudo isso no papel é um ótimo exercício de autoconhecimento. E pode não parecer, mas mesmo com a “experiência” acumulada nos projetos anteriores sempre há novidades, descobertas e outros desafios a encarar.

Montar esta 3ª lista não foi uma tarefa tão fácil. Confesso: senti alguma insegurança depois do cancelamento da 2ª lista. Não acredito que haja algo de anormal nisso, também faz parte do aprendizado, mas fez com que eu refletisse mais a fundo sobre cada uma das metas da nova lista, afinal, não quero elas deixem de fazer sentido no meio do caminho novamente.

Há algum tempo decidi que meu “mantra”, especialmente naqueles momentos em que começo a me perder das coisas simples e sinto que estou me deixando levar pelo estresse, será: “não leve a vida tão a sério”. Ainda estou longe de conseguir esta leveza mas é onde quero chegar e minha nova lista reflete bem isso. Decidi que meu projeto, desta vez, tinha que ter um tom mais divertido e menos obrigatório, com foco direcionado para coisas que gosto e quero, não somente para as que preciso ou devo fazer. Mais leve, com mais qualidade de vida, mais recreativo, nem por isso menos significativo, deu para sacar? ico_hanhan

Também quero fazer um acompanhamento mais próximo e mais constante, ao invés de listar somente as metas já cumpridas quero ir comentando o andamento no decorrer do processo, com mais fotos, mais vídeos e mais posts. Cá para nós, meu blog anda mesmo precisando de uma boa sacudida, acredito que vai ser um bom empurrãozinho até mesmo para outros posts não relacionados diretamente ao projeto. ;)

Edguy - Trinidad

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Vídeo: T-Shirt War

Livro: Memórias de uma Gueixa, de Arthur Golden

Capa: Memórias de uma Gueixa, de Arthur Golden Narrado em primeira pessoa pela personagem principal, Memórias de uma Gueixa é uma biografia fictícia que conta a história da menina Chiyo. Nascida em uma pequena aldeia de pescadores, filha de um pai já idoso e uma mãe muito doente ela acaba sendo vendida para um okiya (casa de gueixas) em Gion/Kyoto. Separada de sua irmã, trabalhando pesado nas tarefas domésticas e maltratada por suas patroas, Chiyo cresce desesperançada e sem perspectivas até que uma virada em sua sorte a coloca como aprendiz de uma das mais conceituadas gueixas de todo o país, o primeiro passo para a transformação da pequena Chiyo na lendária gueixa Sayuri.

O primeiro contato que tive com a história, na verdade, foi no cinema. Assisti a versão para a telona dirigida por Rob Marshall em 2005 e, vejo agora, que este é mais um daqueles casos em que minha opinião sobre a adaptação seria um tanto diferente se já tivesse lido o livro na ocasião. Não que o filme seja ruim (tenho cá algumas reservas quanto à “gueixas chinesas e malaias falando inglês no Japão”, mas isso é papo para outro momento), ele consegue transmitir o básico da história e tem uma fotografia belíssima, só que depois de ler o livro percebi que muito da riqueza da obra escrita simplesmente se perdeu ou foi diluída no processo de adaptação. Faltaram aqueles detalhes sutis mas essenciais que fazem toda a diferença e até mesmo a postura dos atores pareceu alterar a personalidade de alguns personagens.

O livro, por sua vez, é uma viagem fascinante! Rico nas descrições e detalhes, mostra um panorama pormenorizado da cultura e dos costumes no Japão da época, sem deixar de lado o cuidado com os dramas pessoais. Tenho que concordar com o que está escrito na contracapa:

… um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem.

Este é, de fato, um livro que pode ser lido de várias maneiras.

Eu me impressionei com a minúcia com que o autor conseguiu criar personagens femininas tão profundas e complexas, descrevendo com segurança seus gestos delicados e seus espíritos ardilosos. Pode parecer sexismo, mas se eu não soubesse, não diria que Sayuri, Hatsumomo, Mameha e Abóbora são personagens criadas por um homem.

Esta é uma obra escrita por um ocidental (um toque ligeiramente tendencioso nas opiniões acerca da 2ª Guerra delata bem isso e nos fazem lembrar que o autor é estaduniense) e é claramente direcionada para ocidentais: os termos em japonês, os hábitos e os costumes são bem explicados, em uma linguagem clara, própria para os que não estão familiarizados com a antiga cultura japonesa. É um livro fácil de ler, uma prosa informal quase como um bate-papo, gostoso de acompanhar apesar da carga dramática. Uma boa recomendação, especialmente para quem gosta de cultura tradicional japonesa.

Este post faz parte do Desafio Literário 2010 cuja tarefa para o mês de julho é ler um livro que tenha sido adaptado para o cinema.

Memórias de uma Gueixa

Golden, Arthur

  • Editora: Imago
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance
  • Título Original em inglês: Memoirs of a Gueisha
  • Avaliação: ★★★★☆

Vídeos: Sand Art by Ilana Yahav

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