Filme: Eu Sou A Lenda

Baseado em livro homônimo, escrito por Richard Matheson, o filme começa com a cena de uma entrevista com a cientista (Emma Thompson) que pensa ter encontrado a cura do câncer através de um vírus modificado em laboratório. Depois de um período de testes com mais de 10 mil pacientes e um aparente sucesso, alguma coisa dá errado e em menos de 4 anos, praticamente toda a população da Terra é dizimada. Na sequência seguinte vemos cenas da rotina de Robert Neville (Will Smith), um cientista militar imune ao vírus que aceitou o desafio de encontrar a cura para o mal apocalíptico. Ele vive sozinho na desolada cidade de Nova York com sua fiel companheira – a esperta cadela Sam – faz experiências, procura por cobaias, alimento e por outros sobreviventes durante o dia e se esconde depois que o sol se põe, pois é durante a noite que as criaturas em que se transformaram os infectados saem para tentar saciar a fome.
Cena do filme
Eu andava curiosa para ver este filme, não pelo plot – que logo de cara se mostrou mais uma dessas tentativas de reciclagem clicherizada de um tema desgastado – mas por causa do protagonista Will Smith. Embora eu nunca tenha antipatizado com o ator também não considerava sua atuação nos níveis mais altos, aquele caso em que mesmo sendo um dos hollywoodianos que mais atrai bilheteria atualmente, para mim “não fede, nem cheira”, sabe? Minha curiosidade veio depois de assistir À Procura da Felicidade, quando uma atuação fantástica me fez querer prestar mais atenção em seu trabalho.
Digo que não me decepcionei. Will Smith está ótimo, não tão bem quanto em “À Procura da Felicidade”, mas com certeza muito melhor do que em “Eu, Robô” ou “Hancock”. Em “Eu Sou A Lenda” ele apresenta boa expressividade, está sintonizado com o personagem e segurou bem a onda nas longas sequências em que está sozinho em cena.
A brasileira Alice Braga se apresenta bem. Com um sotaque discreto, parece à vontade e, se não chega a brilhar e roubar a cena em sua pequena participação, também não deixa a desejar.
Cena do filme
De resto o filme tem pouco a acrescentar. Os cenários ambientados na cidade desolada são caprichados e demonstram o cuidado com os detalhes, mas o conjunto com uma trama que de fato não fugiu aos clichés remonta tanto a outras produções do mesmo tema que não dá para considerá-lo original. Impossível não enxergar, em diversas partes, cenas transportadas de “Resident Evil”, por exemplo. Não acredito que tamanho gasto (como a famosa cena única que custou mais de 5 milhões de dólares) tenha sido mesmo justificado.
Vale a pena para quem está disposto a acompanhar o trabalho de Will Smith e Alice Braga em evolução. Eu, com certeza, continuarei acompanhando ambos “de perto”. Fica a torcida para que seus trabalhos possam continuar crescendo em produções à altura.
Eu Sou A Lenda
I am Legend (2007)
- Direção: Francis Lawrence
- Roteiro: Mark Protosevich e Akiva Goldsman, baseado no livro de Richard Matheson
- Origem: EUA
- Gênero: Ficção Científica, Drama, Terror
- Elenco Principal: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Willow Smith, Darrell Foster, Emma Thompson, Dash Mihok
- Site Oficial: http://iamlegend.warnerbros.com/
- Avaliação:

























Leandro
26/07/2009 - 08:54
Não entendo como uma pessoa consegue elogiar um filme desdenhando ao mesmo tempo, alíás clichê maior do que desdenhar de produções hollywoodianas não há. No entanto, raríssimos casos acontecem onde produções fora de Hollywood sejam dignas se serem assistidas… enfim, não há nada mais clichê do que esnobar um filme chamando de clichê…
Luma Kimura
26/07/2009 - 09:59
Olá, Leandro!
Eu acho que é possível “analisar” um filme sob diferentes aspectos, gostar de alguns deles e não gostar de outros e penso que isto não significa necessariamente elogiar e desdenhar ao mesmo tempo – o que, por sua vez, também não considero inadmissível.
Gostei do trabalho do ator, mas não acho que o roteiro tenha correspondido, apenas isso.
Também não concordo com a afirmação de produções fora de Hollywood não sejam dignar de serem assistidas.
Por fim, sim, eu sou cliché e adoro isso! Quem me conhece sabe! =D
Obrigada pela opinião!
Abraço!