Histórias Proibidas

Dizem que os filmes de Todd Solondz só podem causar duas reações bem distintas: adoração ou aversão. O polêmico diretor já tem sua assinatura no mundo cinematográfico: marcou fama por retratar de maneira crua assuntos como pedofilia, racismo extremista, violência sexual ambientados em cenários onde seus personagens possuem personalidades condenáveis e se metem em situações repreensíveis sem conseguir o status e a simpatia de um anti-herói clássico, permanecem no submundo da moralidade. Postura vista por muitos como uma dura crítica social, por outros como “forçação” de barra em cima de tabus para alcançar a popularidade pelo choque. Histórias Proibidas é um filme que não foge a essas características.

Na primeira parte do filme temos “Ficção”, que traz a história de Vi (Selma Blair), uma estudante de literatura ávida por reconhecimento e aceitação no meio em que vive. Ela precisa lidar com a personalidade difícil do namorado que sofre de paralisia cerebral, um professor frio e rude que desvaloriza e humilha seus escritos na frente dos colegas e o desprezo destes, que não a respeitam.

Na segunda parte, “Não-Ficção”, conhecemos Toby Oxman (Paul Giamatti), um ator fracassado que quer se tornar diretor de documentários, mesmo sem um tostão furado para a empreitada e sente ter encontrado o seutema da juventude americana da atualidade, tomando como objeto de pesquisa o garoto Scooby (Mark Webber), típico estereótipo do adolescente confuso, problemático e sem perspectivas, que sonha em ser astro de TV, mas é oprimido por uma família conservadora comandada por um pai (John Goodman) autoritário ao extremo.
Não posso dizer que não gosto do trabalho de Solondz, acredito que qualquer filme que cause algum tipo de sensação diferente da total indeferença, seja ela agradável ou não, merece ponto. Para mim, filmes têm que imprimir alguma reação. Mas o “mundo” deste diretor me incomoda um pouco. Essa atmosfera desagradável, de instantes continuamente pessimistas, quando você sabe que não há nenhuma esperança de momentos de leveza ou de se alcançar a luz no fim do túnel, sempre me deixa mal. Não que eu seja destas que só “acredita” em filmes otimistas, bonitinhos e finais felizes, estou apenas comentando o quanto, de alguma forma, esse submundo retratado pelo diretor me afeta no sentido de não conseguir me engraçar com o filme.
Na contramão da maioria dos espectadores de Histórias Proibidas eu ainda não assisti aos anteriores Bem Vindo à Casa de Bonecas e Felicidade. Sem querer me deixar levar por opiniões que li por aí, e já me deixando, tenho a impressão de que das três produções esta é a mais fraca. Decidi escrever este post deixando uma porta aberta, para quando tiver a oportundade de conferir os outros trabalhos do diretor, quem sabe, entender um pouco melhor este universo de vidas constrangedoras e poder acrescentar algum comentário…
Histórias Proibidas
Storytelling (2001)
- Direção: Todd Solondz
- Origem: EUA
- Gênero: Drama
- Elenco Principal: Selma Blair, Leo Fitzpatrick, Robert Wisdom, Maria Thayer, Angela Goethals, Devorah Rose, Nancy Ann, Ridder, Steven Rosen, Aleksa Palladino, Mary Lynn Rajskub, Tina Holmes, Paul Giamatti, John Goodman, Mike Schank, Jonathan Osser, Mark Webber, Julie Hagerty, Noah Fleiss
- Avaliação:












Cecilia
em 08/06/2008 às 00:27h
Apesar de todo o clima deprê que o filme parece ter, de alguma maneira fiquei bem interessada…
Vou conferir e depois de digo.
Beijocas
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Luma Kimura
respondeu em June 9th, 2008:
Vale a pena sim, é um filme que pode parecer um pouco pesado, mas é rico em interpretações.
Fico esperando sua opinião!
Ricardo Rayol
em 09/06/2008 às 16:12h
nesse ponto vejo que não conheço xongas.
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