10.000 A.C.

A história se passa no final da era glacial, período de mudanças climáticas, quando as tribos de caçadores nômades começam a perceber que precisam encontrar alternativas para sobreviver em tempos de comida escassa se quiserem continuar existindo. Em meio a tempos difíceis, surge em uma dessas tribos a pequena Evolet, uma garotinha de olhos azuis, órfã de uma outra tribo destruída pelos chamados “demônios de quatro patas” e com ela, a primeira profecia que dará rumo à história: o jovem que conseguisse dominar sozinho o mamute líder da manada durante a última grande caçada, se casaria com a jovem e salvaria toda a aldeia do desaparecimento.
O maior caçador da tribo resolve correr o mundo em busca de alternativas, mantendo suas intenções em segredo e deixando tudo para trás, inclusive seu filho D’Leh (interpretado, quando adulto, pelo ator Steve Strait), que fica aos cuidados de seu melhor amigo Tic Tic (Cliff Curtis). O menino cresce rejeitado pelos outros garotos da aldeia por ter um pai considerado covarde. Sua única amiga é Evolet (interpretada por Camilla Belle). Apaixonado, quando chega o momento da última caçada, D’Leh faz de tudo para conseguir o posto de escolhido e, mesmo que por “acidente’, consegue! Mas a grande aventura do rapaz começa mesmo quando um grupo dos “demônios de quatro patas” invade a aldeia sequestrando boa parte de seus moradores, inclusive Evolet. D’Leh parte então para uma longa viagem através das montanhas geladas e desertos áridos, cruzando outras tribos que sequer imaginava existir, e que também já haviam sido vítimas dos “demônios”, tendo que mostrar seu valor para convencer seus líderes a segui-lo na luta pela liberdade de seus povos.

Sempre que ouço falar do cineasta alemão Roland Emmerich o que vêm à minha cabeça são produções pretensamente grandiosas, bastante ação e nenhum tempo (ou necessidade) para pensar. “Godzilla”, “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã” que o digam! 10.000 A.C. não foge à regra, é mais uma produção onde o que importa é a diversão descompromissada para o momento.
O roteiro é cansativo em alguns pontos, o mais grave deles, ao meu ver, é o volume de profecias e coincidências que invariavelmente vão apontar na direção de D’Leh. Não basta o rapaz ter sido “O escolhido” uma única vez, ou apenas em sua tribo… por todo lugar que passa, em toda tribo que encontra há uma nova profecia, tem que se repetir o tempo todo: “é ele! é ele!”, parece haver uma necessidade de manter o rapaz em evidência, confirmar sua supremacia no papel principal, de convencer, não por bons argumentos, mas pelo cansaço, o porquê dele estar ali.
Filmado na África, o filme traz bonitas paisagens e uma fotografia bastante usual. Clichés típicos desse tipo de produção, muito movimento e efeitos visuais grandiosos mas bem realistas completam as características do longa. É um bom blockbuster que procura? Eu não diria que você se arrependeria em escolher este. Sim, eu me diverti. Você nunca me verá dizendo: “assiste que o filme é bom” e a grande sacada está justamente aí, porque um filme será ruim quando você cria um grande expectativa sobre ele e depois sai do cinema sentindo-se frustrado. Uma vez que já fui ao cinema sem esperar absolutamente nada, pude curtir a pretensa super produção numa boa… =)
Nota final: estou bastante curiosa em ver como Camilla Belle se sairá no elenco de À Deriva, o próximo filme de Heitor Dahlia…
10.000 A.C.
10,000 B.C.
- Direção: Roland Emmerich
- Origem: EUA / Nova Zelândia
- Gênero: Aventura
- Elenco Principal: Steven Strait, Camilla Belle, Cliff Curtis, Joel Virgel, Affif Ben Badra, Mo Zinal, Nathanael Baring, Marco Khan, Reece Ritchie, Joel Fry, Kristian Beazley, Junior Oliphant, Mona Hammond
- Cotação:











