O “projeto maior”

Sinto desapontar aqueles que apostaram em casamento quando mencionei o projeto maior no post do início das férias. Não, ainda não alcancei esta fase, não é para casar que pretendo construir agora.

O projeto na verdade é uma reconstrução da casa onde ainda estou morando com meus pais. É uma casa já velhinha, deve ter lá seus quase 50 anos e cá para nós, mal-estruturada e mal-conservada. Moramos aqui há cerca de 11 anos, nem cabe ficar divagando sobre os motivos de termos comprado a casa nestas condições, mas fato é que a situação tem piorado bastante nos últimos tempos.

A idéia inicial, de fazer uma “senhora” reforma, não vai vingar. A estrutura-base está muito abalada, os gastos seriam gigantescos e logo os problemas recomeçariam. Dizem que a região aqui não tem um solo muito bom e o grande problema está na base, inadequada para o terreno. Uma casa construída por um pedreiro que sabe levantar paredes mas não tem conhecimentos de engenharia, fatalmente apresentará problemas algum dia. Tempos atrás uma casa da mesma quadra, na esquina de cima, teve problemas parecidos e teve que ser demolida. Parece que agora é a nossa vez.

Ao invés de vender e comprar uma casa em outro lugar escolhemos demolir e reconstruir tudo, desde a fundação, porque a localização aqui é perfeita para nós. Um local tranquilo, vizinhança sossegada, perto de tudo: do centro comercial, de farmácias, supermercados, posto de saúde, bancos. Especialmente para meu pai, que tem problemas na vista e só consegue se virar sozinho porque tudo é conhecido e está perto, esse ponto é bastante importante.

O grande problema, de ordem imediata, é que ontem surgiu um agravante que está nos obrigando a acelerar os planos. Um vazamento no encanamento da rua aqui do lado trouxe o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos) da cidade para umas obras de manutenção. Fizeram buracos enormes no asfalto e o maquinário pesado abalou ainda mais a estrutura. Em um único dia surgiram rachaduras medonhas em todos os cômodos da casa, o azulejo está trincando e caindo, o portão quase não fecha de tão torto que ficou.

Estamos com medo. O plano era ficar aqui até que pudéssemos nos organizar para arcar com os gastos da construção e dar início à demolição e às obras, mas eu sinceramente não estou afim de ficar para ver, literalmente, o teto desabando sobre nossas cabeças. Temos que agilizar os trâmites e encontrar, urgentemente, um lugar para ficarmos…

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