O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger
Moda, grifes e afins são assuntos que soam um bocado estranhos para mim, um universo que parece muito distante da minha realidade já que nunca fui verdadeiramente ligada nisso tudo (o que, segundo me disseram, talvez seja exatamente o ponto que me identifique com a personagem-narradora do livro)… o que me levou, mais uma vez, a encarar o livro foi a curiosidade aliada a um bom desconto no Submarino.
A história é simples: Andrea Sachs é uma garota de 23 anos, recém formada e idealista, que chega a Nova York a procura de seu primeiro emprego na área editorial e, mesmo sem entender nada de moda, consegue “o lugar que milhões de garotas dariam tudo para de ter”: torna-se assistente de Miranda Priestley, a poderosa e temida editora-chefe da mais influente revista de moda de Nova York. Batendo o pé na convicção de que a oportunidade irá lhe abrir muitas portas em sua carreria no futuro, ela se sujeita às mais absurdas tarefas e humilhações, ao mesmo tempo em que tenta entender este mundo de mulheres magérrimas, efemeridade e roupas exorbitantemente caras e, ainda, manter sua vida pessoal em dia.
A história contada por Lauren Weisberger é baseada na experiência da própria autora, que no seu primeiro emprego trabalhou para Anna Wintour, da Vogue Americana, conhecida pelo gênio muito forte e pelo poder de construir e destruir carreiras com um simples levantar de sobrancelhas. Falo mais sobre ela na resenha/crítica do filme, que prometo para em breve.
Voltando ao livro: é razoável. Gosto do estilo bem humorado e da linguagem descontraída usados pela autora, serve para cativar o princípio da simpatia dos leitores contra a megera descrita como Miranda, ao mesmo tempo em que tenta dizer: eu posso ser maior e mais forte do que isso, saio por cima. Mas a coisa toda chega a um ponto em que começa a ficar entendiante, repetitiva: a gente sabe o desenrolar da história, sabe que tipo de acontecimentos serão apresentados, sabe como vai acabar (a menos que você não tenha ouvido nada a respeito na mídia, nem lido as abas do livro (!!)) e aquela esperançazinha de que qualquer coisa ainda surpreenda antes que se chegue ao final… bem, fica mesmo só na esperança.
Bom, resta dizer que ainda assim fiquei curiosa para ver o filme, sem grandes expectativas, mesmo porque não faz meu estilo, mas… incorrigível eu sou: gosto da idéia de poder comparar o “original” e a “adaptação”, seja qual for o estilo e o nível da ‘obra’…
Diabo Veste Prada, O
Weisberger, Lauren
- Título Original norte-americano: The Devil Wears Prada
- Categorias: Ficção Norte-americana







Dricota
em 10/01/2007 às 14:07h
Ainda não vi este filme!
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Eu
em 12/02/2007 às 00:44h
Assistir ao filme e me identifiquei muito com a personagem Andy Sachs, eu tive meu primeiro emprego em uma famosa empresa de comunicação, a quarta do mundo. Aqui não é muito diferente da revista Runway, quem manda dita as regras, é quem quer pagar as contas no final do mês obedece quieto.
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Augusto
em 18/09/2007 às 23:36h
Você realmente leu o livro?
Porque de todas as pessoas que leram, inclusive eu, temos certeza que o o desfecho foi inusitado!
Não lembra do acidente da lily, que fez Andrea mudar completamente de idéia (contrariando a opnião de muitos)?
De boa, quando miranda mostrou ser um humano de verdade falando com andrea a respeito do seu futuro emprego, já foi uma parte que eu não esperava, e mais ainda, o “vai se f*” que ela mandou…Desfecho inusitado, SIM!
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Luma Kimura
em 19/09/2007 às 08:58h
Olá, Augusto!!
Sim, eu realmente li o livro.
Eu não duvido que para muita gente o livro possa ter um final “inusitado”, acho que a questão pende muito para as impressões pessoais de cada leitor. Para mim não foi e explico porquê: por mais que seja “baseado em fatos reais” o livro traz muitas situações que já estão clicherizadas pela massa “hollywoodiana”, pelo uso frequente, pela mesmice. Idéias como “um-acidente-que-de-repente-faz-alguém-mudar-de-idéia”, depois de ter lutado tanto, passado tanto tempo bitolado com algo, mandar tudo às favas para dar uma reviravolta na vida não foi novidade nenhuma para mim, já vi a situação muitas e muitas vezes antes. Durante todo o desenrolar da trama, conforme acompanhava o que estava acontecendo com Lilly, o pensamento que me vinha à cabeça: “taí, ela tá bebendo demais, vai acontecer alguma coisa com essa guria, Andrea vai se arrepender de não ter dado atenção a ela antes e só então vai ter coragem de mandar essa rabugenta pro lugar onde merece”. Ou seja, pensamentos e impressões que eu tive com a minha leitura. Isso é pessoal, não é? Para os outros pode ser diferente. =)
O final em si, também não me surpreendeu porque não era mesmo para ser nenhuma “surpresa”, até mesmo na aba do livro está escrito o que acontece.
Que bom que para você foi inusitado, causou surpresa, ao menos não teve a mesma sensação ligeiramente frustrada que eu tive. =)
Obrigada pela visita e comentário!
É o tipo de coisa que sinto falta para enriquecer as resenhas e discussões por aqui, pessoas que falem, que dêem sua opinião!
Abraço!
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Augusto
em 19/09/2007 às 13:58h
Ahh luma, acho que fui muito grosso com você e você tão paciente! x)
Primeiramente, peço deesculpas pelo mal jeito, mas é que era tarde e como já havia um tempo em que eu tinha lido o livro, e precisava lembrar de todos os detalhes para hoje de manha, eu passei um pouco dos limites, já que na web quando se procura por “O Diabo veste Prada” só se acha notícia do “filme”, se é que podemos chamar assim…
Bem, o que eu quis dizer, agora de modo calmo e respeitando a sua opnião e qualquer outra, é que realmente tudo que você falou faz sentido, mas o que me chamou atenção foi quando a Miranda perguntou, frente a frente de Andrea, o que ela queria da vida… Conhecemos um Miranda completamente diferente, e isso me chamou muita atenção. Então, por causa dessa “mudança” repentina, me parecia que Andrea simplesmente iria ganhar o tão cobiçado emprego na The New Yorker com a ajuda de Miranda, e, ainda bem, não aconteceu!
Eu nem acredito que eu esquevi “Você realmente leu o livro?”!
Pra mim, o mais importante que o livro tráz é a moral, que no meu ponto de vista é que não evoluímos sem obstáculos, que se Miranda não existisse na vida de Andrea ela não seria recompensada como foi….
Abraço ai tá
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