Qualquer Gato Vira-Lata tem uma Vida Sexual mais Sadia que a Nossa

Sucesso de público e crítica desde sua estréia em 1998, o espetáculo Qualquer Gato Vira-Lata tem uma Vida Sexual mais Sadia que a Nossa, de autoria de Juca de Oliveira e com direção de Bibi Ferreira, chega ao palco da sala Acrísio de Camargo no próximo dia 20, às 20 horas, para uma única apresentação. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e podem ser adquiridos a partir de segunda-feira, no Centro Cultural Wanderley Peres (Praça Dom Pedro II – Centro).
A nova temporada do espetáculo teve início em janeiro, no Teatro Bibi Ferreira. Em sua no-va formação, o elenco conta com Thierry Figueira, Luciely Camargo e Fábio Villa Verde. No início da trama, conhecemos Tati (Luciely), uma bela estudante quartanista de Direito, que após um dos seus “definitivos” rompimentos semanais com o namorado Marcelo (Thierry), resolve se refugiar em um dos auditórios de sua faculdade, para lamentar em paz. Sem querer, acaba assistindo à palestra de um brilhante biólogo, cujo tema era o evolucionismo de Darwin.
Para espanto da moça, o jovem cientista Conrado (Fábio) elucida o porquê das desventuras amorosas das pessoas: homens e mulheres não se entendem simplesmente porque leis biológicas vêm sendo transgredidas ao longo da história. Isso significa que as meninas atualmente assediam sexualmente os meninos, que fogem apavorados.
Extasiada com a incrível revelação, Tati convence o professor a assessorá-la na reconquista de Marcelo. Após muitas dicas sobre o que dizer no primeiro encontro, como olhá-lo e o que vestir, tudo à luz do evolucionismo de Darwin.
Nascido em São Roque (SP) em 16 de março de 1935, José de Oliveira Santos, mais conhecido como Juca de Oliveira, abandonou a faculdade de Direito no terceiro ano, para ingressar na Escola de Arte Dramática de São Paulo. Desde então, vem construindo uma vitoriosa carreira no cinema, teatro e televisão. “Gato Vira-Lata nasceu da longa observação do comportamento amoroso dos jovens, que desde o nascimento da minha filha, têm vivido a minha volta”, conta Juca. “Intrigado pelos erros elementares que são cometidos pelas meninas e meninos na manutenção de seus relacionamentos afetivos, sempre busquei expor meu ponto de vista. Sem nenhum resultado, é claro.”
Através do teatro, Juca de Oliveira encontrou um meio para assoalhar suas idéias. “Como ninguém me ouvia, resolvi escrever O Gato Vira-Lata”, ressalta. “Claro que estava pensando em minha filha quando comecei a pesquisar o tema. Foi quando me surpreendi. Os erros não faziam parte de nada ligado à psicologia social, mas à biologia”, comenta. “Especialmente ao evolucionismo de Darwin, à evolução e adaptação das espécies que – não sei se todos sabem – nada está revogado. Claro que nessa fascinante pesquisa, muito ajudou a minha origem caipira, meu longo contato com os animais e a observação do seu comportamento. A comédia é uma ficção, mas o tema é real.”
Juca de Oliveira garante que o espetáculo irá agradar a homens e mulheres. “Claro que muitos hão de confundir as teses de Conrado com posições machistas, quem sabe até anti-feministas”, opina. “Nada disso. Estou falando apenas do biologicamente desejável, do que é fundamental na transmissão do gene, o alvo mais importante do ser vivo, ao qual sucumbem as demais ações e prioridades”, completa. Maiores informações sobre o espetáculo podem ser obtidas através do telefone (19) 3825-2056.
Fonte: Tribuna de Indaiá.






