O que não pode ser explicado

Parque da Independência, em São Paulo

Houve um tempo em que eu acreditei que poderia explicar com palavras, metáforas e letras de músicas todos os sentimentos que me habitavam, que um simples blog poderia trazer, nas linhas e nas entrelinhas, um retrato em cores do que se passa aqui dentro. Ledo engano?

Descobri que as coisas mais simples e mais importantes eu jamais vou conseguir retratar. Como eu poderia traduzir em uma junção de caracteres digitados por mãos ligeiramente trêmulas o quanto o dia de hoje foi importante para mim? Como poderia dimensionar o quanto foi bom poder estar com minha família - papai, mamãe, maninho e maninha -, passeando descompromissadamente pelo Parque da Independência em São Paulo em um momento em que eu jurava para mim mesma que estava bem, quando talvez devesse ter percebido que não estava?

Muito mais que bons momentos: significado que eu não deveria nunca ter a expectativa de que alguém pudesse compreender além da superfície…

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