O Código Da Vinci, de Dan Brown
Na minha classificação pessoal este é um daqueles livros pelo qual acabo me desinteressando um pouco justamente porque é badalado demais, um dos motivos porque demorei tanto a ler. Mas, dia desses, passeando por uma de minhas livrarias favoritas topei com uma promoção da versão ilustrada: a oportunidade e o resquício de curiosidade convenceram meu lado mais relutante de que talvez fosse uma boa hora para conhecer a trama da qual tanto falam…
Já deixo claro: não vou fazer nenhuma análise dos fatos citados no livro, não vou ficar tecendo comentários a respeito da veracidade das informações apresentadas, nem cutucar as polêmicas em torno dele. Para mim tudo isso já está super saturado e há muuuuito material disponível por aí, não estou com muita paciência, nem inspiração para tentar algo novo nem para ficar tentando chover no molhado… Só quero mesmo deixar uma opinião - leve e totalmente pessoal - sobre o livro, considerando somente o lado “entretenimento” da coisa.
Quando terminei de ler a última frase e fechei o livro, a sensação que tive foi a de estar saindo do cinema depois de assistir a uma dessas produções bem hollywoodianas. Não, eu não assisti ao filme ainda, quis mesmo ler o livro primeiro, mas é como eu comentei com meu irmão: o livro parece ter sido escrito já com foco preciso neste propósito.
O livro é bom, mas nem de longe tão surpreendente quanto comentado. Dentro do estilo Dan Brown trabalhou bem, tem ritmo e faz boas amarras na trama, empolga e é bastante dinâmico, mas eu ainda acredito que o maior mérito do sucesso do livro é a polêmica causada pelo questionamento da divindade de Jesus Cristo, assunto que não é nenhuma novidade mas que sempre causa rebuliço.
A trama envolve o nome de grande organizações católicas e sociedades secretas, engloba muitas informações sobre locais, obras de arte, documentos e rituais secretos (eu recomendo a versão ilustrada). Partindo do assassinato de Jacques Saunière, curador do Museu do Louvre, dentro do próprio museu, que traz a tona uma conspiração para revelar um segredo que teria sido protegido pelo Priorado de Sião desde a época de Cristo. Os enigmas deixados por Saunière acabam por reunir Robert Langdon (um simbologista) e Sophie Neveu (uma criptógrafa, neta do curador) que, juntos, vêem-se envolvidos em um quebra-cabeças que envolve desde o mistério do sorriso de Mona Lisa até o verdadeiro significado do Santo Graal, ao mesmo tempo em que precisam fugir das autoridades.
No final das contas, para mim, o grande sucesso do best-seller baseia-se em um fato muito simples: o público adora uma boa polêmica e, principalmente, uma boa conspiração reforçada pela idéia de que “todas as informações” apresentadas no livro são verídicas e fruto de pesquisas realistas. Afinal, você sabe o que é fnord?
Código Da Vinci, O
Brown, Dan
- Título Original em Inglês: The Da Vinci Code
- Categorias: Romance Policial / Aventura







junior
em 01/12/2006 às 14:36h
Luminha, tb demorei para começar a ler pelo mesmo motivo. Quando li percebi que a badalação tinha sentido. É uma trama bacana que além de ter um bom assunto, nos leva a lugares muito bacanas e conta boas lendas.
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Herika
em 01/12/2006 às 16:56h
Gostei muito do livro, que li logo que foi lançado. Detestei o filme, que assisti porque era encenado por Tom Hanks. Quem não leu o livro vai ficar boiando em muitas partes, mas para quem leu, o filme é muito fraquinho. Bom, eu não gostei
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Dricota
em 01/12/2006 às 21:57h
Eu fui seca e não comprei a versão ilustrada, muito melhor até para vc visualizar a coisa toda.
Seu RSS não tá atualizando no meu bloglines que coisa!
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Claudio
em 02/12/2006 às 07:42h
Eu gostei muito mais do livro do que do filme.
bjs
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Douglas
em 02/12/2006 às 13:53h
Não li ainda esse livro, e, pra ser sincero, não tenho muita curiosidade de ler…o filme, nunca vi também, se um dia eu assistir quero ler o livro primeiro, porque dá pra entender melhor, eu acho.
Beijo!
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André
em 04/12/2006 às 15:04h
Eu até agora não li esse livro justamente pelo mesmo motivo: ser badalado demais.
O que é um fnord?
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Marcell
em 01/04/2008 às 13:04h
Ser abalado de mais? Meu caro, isso é o que mais atiça a curiosidade, abalar aquilo que vc estava acostumado a pensar… Só aconselho não tomar tudo no livro como absoluta verdade, visto que ele é uma ficção. Mas o livro é genial, e acho que independente de fé ou religião de alguem é um livro que deve ser lido por se tratar de fatos.
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Luma Kimura
em 01/04/2008 às 13:07h
Meu caro Marcell,
Eu disse “badalado” demais, e não “abalado” demais…
[]s
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Marcell
em 02/04/2008 às 19:48h
Hoo mio Dio! Me desculpe amigo, li muito rápido… o que vc quis dizer com badalado?
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