Don Juan DeMarco

Johnny Depp interpreta, nos dias de hoje, um jovem de 21 anos que diz ser o famoso amante Don Juan DeMarco - personagem criado no século XVI por Lord Byron - que decide colocar fim a própria vida por causa de uma desilusão amorosa. O Dr. Jack Mickler (Marlon Brando), psiquiatra, consegue convencê-lo a mudar de idéia e inicia o tratamento do rapaz, entretanto, o carisma e romantismo dele começam a influenciar o comportamento das pessoas na clínica, especialmente o do próprio médico.
O filme nos faz questionar a maneira como enxergamos o mundo e vivemos a 'realidade', trazendo o expectador, pouco a pouco, para dentro da fantasia de Don Juan. Por que não acreditar que ele seja mesmo Don Juan, se é só vivendo neste mundo de grandes aventuras e paixões que ele se permite respirar?
No ponto em que todas as dúvidas rondam o personagem do jovem rapaz, a psiquiatria tradicional é diretamente questionada: é mais fácil dopá-lo, para que suas ilusões simplesmente desapareçam? Jack se dá conta de sua própria vida perdeu a magia, fazendo-o pensar que não importa que Don Juan seja fictício e que matá-lo com medicamentos não faria do mundo um lugar melhor.
O elenco central, brilhante, não deixa nada a desejar. Johnny Depp mostra-se mais uma vez brilhante e em perfeita harmonia com o papel que tem em mãos e Marlon Brando no papel do psiquiatra prima pelo acerto.
A grande mensagem do filme está justamente no poder que qualquer pessoa tem de criar um mundo como o de Don Juan, onde se permita viver seus sonhos e fantasias.







Mariliz
em 16/03/2008 às 17:49h
Oi!
Asssisti novamente este filme hoje, e como cada vez que vemos um filme ele toma significados diferentes, para mim hoje ele revestiu-se de uma mensagem muito especial. Dom Juan Demarco, era a verdade essencial do personagem, quem ele é em seu intimo, sendo todo resto considerado máscara, papeis que desempenhamos para nos integrarmos numa sociedade. Encontrar a nossa verdadeira identidade e ter a coragem de vive-la é a mensagem desta filme hoje para mim. Viver esta identidade nem que para isso sejamos considerados loucos pelo restante da sociedade.
Bom dia.
Mariliz
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