Diarinho tosco do fim-de-semana*
*Porque não estou com pique para escrever um post decente! =P
Sexta-feira a noite - depois de um dia turbulento e cansativo que inclui um exame extremamente incômodo no otorrino e 3 horas! de chá de cadeira na sala de espera, chuva forte na cidade e queda de energia total na Prefeitura, nada de rendimento no serviço (que que significa atraso) - fui para Campinas encontrar o Bruno e uma amiga dele - Sandra - para uma “baladinha” que poderia ter sido muito melhor se não fosse um episódio bem chato que com certeza estragou boa parte da minha noite…
Dormi bem tarde (ou cedo?) e mesmo não tendo acordado tão cedo no sábado, mais tarde pude sentir os efeitos do cansaço - a semana toda foi bem cansativa. Almocei com o Bruno e voltei logo em seguida para Indaiá, já engatando uma viagem com Mamãe e o Gabriel para Rio Claro: buscar a minha irmã (ela passou na Unicamp!!!). Uma paradinha no Habib’s e, de volta a Indaiá nem pudemos respirar direito já corremos para nos arrumar para o aniversário de uma grande amiga nossa, a Robita, que naquele horário já devia estar comemorando com a galerinha toda na Casa da Esfiha.
Eu já estava desabando, mas foi legal poder reencontrar alguns amigos que não via há muuuito tempo e outros que de um tempo para cá vêem se tornando companheiros constantes. De lá ainda resolvemos encarar um vídeo - Os Esquecidos - mas confesso: entreguei os pontos, cochilei e despertei o tempo todo até desistir de vez e dormir no meio do filme, que só vim terminar de assistir no domingo a noite (muito mais por curiosidade, porque o pessoal de casa já havia dito que o final era tosco! =P).
Passei a tarde de domingo todinha esparramada em um colchão no meio da sala! Só a noite consegui juntar um pouquinho de coragem para encarar um cineminha (Memórias de Uma Gueixa) com minha irmã e alguns amigos (Daniel, Renatinha e Alex)…
Os Esquecidos

*** Cuidado: pode conter spoilers! ***
Neste filme Julianne Moore vive Telly Paretta, uma jovem mãe que perdeu seu filho de 9 anos em um acidente de avião há quatorze meses e desde então vive dia-a-dia a dor da perda mergulhada em lembranças. Seu drama alcança o auge quando ela descobre que pode estar psicológicamente desequilibrada: seu marido (Anthony Edwards) e seu terapeuta (Gary Sinise) asseguram que ela jamais teve um filho e as memórias que ela afirma ter não passam de produto de sua mente, ao mesmo tempo em que todos os objetos, fotos e vídeos que guardava como lembrança desaparecem misteriosamente. Abalada, ela conhece Ash Correll (Dominic West), o pai de uma das outras vítimas da queda do avião e juntos eles empreendem uma luta para descobrir o porquê das pessoas à sua volta não se lembrarem mais de seus filhos, enquanto passam a ser perseguidos pela Segurança Nacional, o que só faz aumentar a convicção de que realmente existe alguma coisa muito estranha por trás da história.
A princípio o filme tinha tudo para ser muito bom: uma trama “diabólica” baseada em drama e suspense com toques de ação, uma idéia diferente, atores apresentando uma ótima interpretação (Julianne Moore, especialmente, brilha em seu papel) em um ritmo que “deveria” conduzir a uma revelação final surpreendente. “Deveria”. Este poderia ter sido das mais inteligentes e envolventes tramas já criadas para o cinema, mas infelizmente não consegue segurar as pontas, perde totalmente o ritmo e acaba caindo em um final ridículo.
Cotação pessoal: um thriller dispensável, que tem alguns bons momentos, mas que jamais seria capaz de convencer.
Memórias de Uma Gueixa

*** Cuidado: pode conter spoilers! ***
Eu já tinha ouvido muuuitos comentários pouco animadores a respeito deste filme, mas ainda assim estava bem curiosa para assisti-lo.
Basicamente a trama toda gira em torno de melodrama típico: a garotinha pobre que sofre, sofre, sofre e sofre, lutando contra tudo e contra todos para vencer e terminar junto ao grande amor da sua vida. Tem todos os ingredientes básicos para uma história do tipo: Chiyo (interpretada por Ohgo Suzuka) e sua irmã são vendidas pelos seus pais, trabalhadores da zona pesqueira do Japão, para tornarem-se maiko (aprendiz de gueixa). Chegando ao okiya (a casa das gueixas) é separada da irmã e passa a ter a vida infernizada por Hatsumomo (Gong Li), a principal gueixa da casa e por conta dessas intrigas torna-se escrava. Já quase na fase adulta (passando a ser interpretada por Zhang Ziyi) ela é acolhida por Mameha (Michelle Yeoh) e torna-se a gueixa Sayuri, ganhando status e reconhecimento sem conseguir, no entanto, se aproximar de seu grande amor. Em seu auge como gueixa vem a Segunda Guerra Mundial e ela é obrigada a abandonar tudo para se esconder, voltando anos depois para reencontrar uma realidade totalmente diferente da que viveu.
O ritmo não é o que se pode chamar de empolgante, tive momentos de quase engolir o cara da poltrona da frente de tanto bocejar. A preocupação maior parece ter sido com a parte visual: acabamento muito bem cuidado, figurino magnífico (embora os mais entendidos contestem sua fidelidade) e uma bela fotografia (bela mas que eu ainda não acho que fosse de fato merecedora do Oscar), bem casada com o trabalho de John Williams (sou fã dele!) na música. Um conjunto capaz, sim, de encher os sentidos.
A escolha do elenco é um ponto que incomoda, e muito. Embora ótimas atrizes, fazendo um belo e esforçado trabalho, ver duas chinesas e uma malaia nos três principais papéis femininos não casa. Para a já tão contestada máquina hollywoodiana o que menos parece importar é a nacionalidade das protagonistas, desde que pudessem estampar nos cartazes alguns nomes famosos. Japonesas, chinesas, malaias é tudo igual? Remete ao velho e babaca preconceito: “oriental tem tudo a mesma cara”. =/
No final das contas, não dá para dizer que “Memórias de Uma Gueixa” seja um filme que não valha a pena, mas não pode ser assistido com grandes expectativas. Como eu disse aos meus amigos quando saímos do cinema: “gostei, mas não foi aqueeela coisa”…






