Branco Infinito

Um ex-colega de faculdade com quem nunca conversei. O dono de uma locadora de vídeos da minha cidade. Meu ex-chefe. Um paquera de muuuitos anos atrás. Meu professor de Alemão. Um ex-namorado. Uma prima que não vejo há muito tempo. Uma das meninas que trabalha comigo. Um colega do curso de inglês. A esposa de um amigo. Um musicista que se apresentou aqui em Indaiá no último Maio Musical. Uma das copeiras da Prefeitura. Um dos motoristas da Prefeitura. Um apresentador de televisão. O namorado de uma amiga. Um conhecido do Orkut. Dois ex-professores. A secretária do consultório dentário. A ajudante de um fotógrafo conhecido meu. Dois primos que estão morando no Japão. Três grandes amigos de São Paulo. A mãe de um desses meus amigos. O namorado da irmã de um desses meus amigos. Minha irmã.

Sonho movimentado. Tudo acontece muito rápido, uma sucessão louca de pequenos flashes onde vejo pessoas que conheço em situações, para cada uma delas, improváveis. Como se todos tivessem trocado os papéis, mas só eu percebesse isso. No entanto, também não tenho nenhuma reação aparente ou alarmante, apenas vou me deixando levar, agindo como se tudo fosse normal e, estranhamente, sabendo como agir dentro das situações que me apresentam.

Mas tudo e todos se juntam em um só lugar.

Começo a ficar tonta.

Gente demais falando ao mesmo tempo.

Não entendo mais nada do que dizem.

Os cenários ao fundo desaparecem.

Estou afundando em um branco infinito.

Acordei suada, enroscada nas cobertas, travesseiros ao chão.

Outro desses sonhos doidos que não me saem da cabeça o dia inteiro…

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