Voltas
Frio. Seco. Evasivo.
E ainda não sei onde quero chegar.
Deixou de ser carinho recíproco? Muito mais parece que deixou de ser querência. E o que resta? Carne, costume, ego, piedade?
Eu peço sinceridade. Crua, nua, branca e sem metáforas. Ainda que dilacerante, ainda que pouco cortêz.
Queria não me sentir sempre tão perdida em pensamentos e sensações confusas e contraditórias simplesmente porque insisto em considerar uma pessoa que para mim ainda é um grande ponto de interrogação.
[ Será que realmente ainda é? Ou será que não gosto das respostas que consigo, não gosto do que vejo e teimo em negar, buscando lá bem no fundo, uma palavrinha de carinho, mínima que seja, que apenas faça eu me sentir um tantinho melhor? ]
Artificial. Doentio. Pensei muito, por algum tempo, nessas palavrinhas. E se faço de conta me contentar com respostas ocas, se depois de tantas voltas poucos conclusivas, medo e dúvidas continuo insistindo apenas porque ainda sigo impulsos de vontade, se é isso que classifica o que sinto e a maneira como ajo dessa maneira, que seja então: artificial e doentio.
Olho pra mim. Impulsos e vontades. Mas, todavia, entretanto, porém. Estou me policiando para não usar de muito carinho para não me sentir unilateral. Contenho-me em demonstrar empolgação por um encontro, por medo do que esta demonstração de entrega poderia acarretar à minha auto-defesa. Seguro a vontade de telefonar, mandar recadinhos e mensagens por não querer sufocar aquele a quem admiro justamente pela imagem-sensação de liberdade que me passa…
E no final das contas, o que consigo? Ser a imagem da garota confusa e doente, que quando deixa “escapar” repentes de alguma dessas atitudes acaba soando artificalmente aritificial, que sendo enfim genuína, sente-se ridícula porque não consegue deixar de se importar com o que pensam e sentem por ela.
Retiro o que disse: sei sim onde quero chegar, só não sei como. Talvez apenas percorrendo o caminho errado, ou tentando com as pessoas erradas. Buscando um lugar tranquilo onde possa viver sem me preocupar em ser linear.
Por que é tão difícil acreditar na sinceridade de minhas palavras quando digo que repassei a limpo muitos de meus conceitos quando o mundo ao meu redor veio me mostrar novas maneiras de ver as coisas? Muita coisa é parte de mim, mas por isso não posso mudar nada nunca? Por que julgar apenas conformismo e aceitação de migalhas? Por que só eu não vejo assim, não sinto assim?
Digo e repito: certos detalhes já não me importam mais, sequer cutucam como antes. Tornando-me uma pessoa cada vez mais egoísta, em prol de mim mesma. Em muitos aspectos, só quero mesmo saber do meu bem estar, não importam os outros. Feio isso? E…? … Que me joguem pedras!
Abrir mão de algumas coisas pode ser conformismo, mas também pode ser pura e simplesmente eleição de prioridades, não pode? História dos gansos. Não se pode ter tudo. Tudo não existe. O que não abro mão, independente de rótulos e detalhes, é de consideração, cumplicidade e bons momentos. Com espontaneidade. Seja com quem for. Eu não sei ser feliz sozinha, não sei ser feliz nula, não sei ser feliz sendo apenas uma anônima. Carência, maldita e estúpida carência. Mas eu. Repetitiva, mas eu.
Fui amplamente questionada.
Gostar? Sim. Ainda. Muito. De cada um de uma maneira. E de nenhum da mesma maneira que antes. Não acredito em medidas, mas acredito em formas diferentes de gostar e amar.
Funcionando? Não sei. É preciso mesmo saber? Não se pode apenas viver?
Qual o problema então?
Incomodo-me com a sensação de superficialidade para qual as coisas parecem ir caminhando. Se for pra ser assim e cada vez mais frágil e banal, não quero mais. Nenhum de vocês.
Lembra-se, minha amiga, do que conversávamos ontem? A história muito babaca do “beijãozão”? Detalhe idiota, que para mim era um sinal importante. Exemplo de um tipo de mimo que para mim tinha muito valor. Para mim somente. Garota que quer ser mimada, quer carinho, quer atenção, mas não quer cobrar, nem ser cobrada. Manhosa, carente e orgulhosa. Outra lição a aprender.
Leveza e intensidade. Contraditório? Talvez. Contextos. Leveza no global, intensidade no local. Leveza nas neuras, intensidade no relacionamento. Esquecer o mundo lá fora. Ou, apenas viver o mundo lá fora sem pensar muito, no sentido mais pesado da palavra. Ninguém precisa engolir o mundo em que vive.
E não me venha, amiga, com mais teorias e definições sobre ser “open”. Aqui, não está encaixando.
Post dirigido a 3 pessoas em especial. Se elas chegarem a ler, saberão quem são.
Mal, eu? Em absoluto. De fato estou mesmo me sentindo bem. Tudo isso? Fiapos do que se passa pela minha cabeça por vezes… e alguma coisa do que andei pensando depois de certas conversas pelo MSN… Apenas um pouco do que se passa aqui. Deu vontade de escrever.
Nem sou chegada em Evanescence, mas gosto dessa música. Muito e nada a ver com o post.
Evanescence - My Immortal
Composição: Amy Lee/Ben Moody/David Hodges
my immortal
i’m so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
i wish that you would just leave
because your presence still lingers here
and it won’t leave me alonethese wounds won’t seem to heal
this pain is just too real
there’s just too much that time cannot erasewhen you cried i’d wipe away all of your tears
when you’d scream i’d fight away all of your fears
and i’ve held your hand through all of these years
but you still have all of meyou used to captivate me
by your resonating light
but now i’m bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in methese wounds won’t seem to heal
this pain is just too real
there’s just too much that time cannot erasewhen you cried i’d wipe away all of your tears
when you’d scream i’d fight away all of your fears
and i’ve held your hand through all of these years
but you still have all of mei’ve tried so hard to tell myself that you’re gone
but though you’re still with me
i’ve been alone all along






