Valorização do Funcionário Público Municipal

Durante as campanhas para as eleições municipais do ano passado, o candidato hoje Prefeito eleito falou muito a respeito da valorização do funcionário público municipal, ressaltando em seus discuros, a idéia básica de que “funcionário satisfeito” rende mais, atende melhor, fica menos doente, gera menos gastos e outras generalidades do tipo. Prometeu, a nós funcionários, melhorias nas condições de trabalho, mais oportunidades, maior abertura para sugestões, idéias e reclamações, aproximação e integração, até mesmo revisão e aumento de salários.

Embora concorde com a filosofia do “funcionário satisfeito“, sempre fui muito pirrónica com relação a promessas de campanha eleitoral. Ora, até hoje não encontrei candidato que tenha me convencido com sorrisão “vote em mim”, apertos de mãos pelas ruas, carisma político e discursos pré-fabricados. Menos ainda, encontrei algum que depois de eleito tenha me provado que eu estava errada em não botar fé.

Mas na verdade não estou escrevendo tudo isso para despejar revolta, nem mesmo para dizer que de fato tem sido como eu acreditava que seria, pelo contrário, devo dizer que alguma movimentação - mesmo que apenas para “mostrar” que qualquer coisa está tentando ser feita - está acontecendo. Do começo do ano para cá venho me deparando com pequenas mudanças nos procedimentos operacionais, alguma alteração na postura dos superiores - diretores e secretários, mais especificamente - além de uma maior preocupação com a integração entre os funcionários de diferentes departamentos, não só dentro do ambiente de trabalho, como também do lado de fora.

Iniciativas de promover confraternizações fora da Prefeitura, em happy hours, churrascos e pizzadas, convocações para pequenas pausas com o intuito de cumprimentar os aniversariantes do mês, organização de palestras e programas de ajuda ao funcionário, coisinhas assim, que antes não aconteciam, pelo menos não com a mesma “vontade” - atenção para as aspas da vontade.

Tudo isso me causa uma certa estranheza ainda, não consigo ver essa mudança de atitude com a naturalidade de alguém que realmente se sente valorizado, sempre está alí o pé atrás daquele que sabe que está, de alguma forma, sendo manipulado. A extrema oposição, claro, reforça esta idéia e continua incitando levantes de revolta. Segundo ela, o que vem sendo feito nada mais é do que uma tentativa de desviar a atenção das nossas verdadeiras necessidades, iludindo-nos com a imagem montada de que alguém se importa e faz algo por nós.

Acreditar de peito aberto nas mais límpidas intenções dos cabeças é pouco saudável e distante demais para mim, mas também não chego a ver tudo isso de maneira negativa. Confraternizações, integração e esclarecimentos através de palestras não deixam de ser úteis e importantes, então por que não aproveitar as oportunidades?

Só para constar no assunto: esta semana está rolando por aqui o projeto “Saúde no Alvo“. Uma série de palestras direcionadas aos funcionários públicos com temas voltados para a prevenção, além de exames de verificação de pressão arterial, glicemia e avaliação física. Ontem a tarde, fui (obrigada a) assistir a uma das palestras - Orientação Postural, com o Dr. Márcio Urban.

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