Resumo do Caos

O caos pode ser resumido?

Terça-feira chuvosa e cinzenta. Delícia de friozinho.

Sonhando com capuccino e bolo de chocolate, debaixo de cobertas quentinhas, muito bem acompanhada enquanto encaro sem muita vontade uma pilha de pendências e problemas a resolver.

Monitor piscando pra mim. Piscando? Sim, piscando. Literalmente. Oscilações de energia e logo… puff!

Sem energia, sem computador, sem música. Tempestade se formando do lado de fora.

Vento assobiando muito forte, telhas sendo chacoalhadas lááá em cima, forro boqueta de papelão querendo voar… Assustador.

Desprotegidos. Define bem a sensação. Esconder onde, se o teto sobre sua cabeça é o primeiro a te dar medo?

Os barulhos eram muito fortes. O vento era muito forte.

Primeiras impressões, ainda na Prefeitura: divisórias caídas, vidros estilhaçados, portas e janelas inteiras arrancadas, árvores quebradas e/ou tombadas, prédio destelhado, carros estragados, parabólicas, muito lixo, cones, bandeiras… bandeiras? Haviam mesmo bandeiras alí?

Dispensados por volta das 16h da tarde. Fotos para registrar o pretenso caos.

Caminho para casa: melhor visão da extensão da coisa. Cidade de ponta-cabeça. Literalmente. O que estava sendo construído, desabou. O que já estava construído, desabou. Postes não caíram, foram retorcidos. Árvores não quebraram, foram arrancadas do chão com a raiz.

Sem água e sem luz desde o momento em que tudo começou. Ainda não normalizou.

Estado de calamidade pública decretado.

Mais aqui e aqui.

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