Caminhando e ouvindo
Janela. Fascinação por janelas.
Brisa no rosto.
Turbilhões na cabeça, serenidade no olhar.
Sempre.
Sempre, sempre, sempre…
Sempre?
Disseram-me que agora somente tenho que ouvir. Ouvir o meu coração, ouvir a minha intuição, ouvir meus próprios pensamentos. Ouvir o que traz o vento, os sussurros do olhar, os pensamentos sibilantes, os sinais do tempo, os segredos das estrelas.
Devo dizer que estou concordando com isso. Tudo bem caminhar no escuro, mas vou fazê-lo tateando o chão com a ponta dos pés.
Momento de ouvir. Introspecção.
Mais uma fase como tantas outras…
Um pouco estranha. Não consigo descrever com palavras como estou me sentindo, o que estou sentindo, ou porque estou assim.
Leve apatia. Algo de mecânico na execução de tarefas.
Mas estou bem, engraçado é isso. Sorriso sincero ao dizer “Bom Dia”.
Calmaria. Vendo uma porção de coisas que outrora pareciam extremamente confusas com mais clareza, ou pelo menos, mais serenidade.
Otimista. Sim, otimista. Acreditando que posso, e vou, encontrar os caminhos para todos os aspectos da minha vida em que me sentia perdida há algum tempo atrás. Independente de quais caminhos forem estes.
Repentindo sempre: tudo a seu tempo. Ouvindo a mim mesma agora, para no momento em que julgar “certo” agir de acordo com o que acredito e desejo.
Braços abertos para o que vier.
Por enquanto caminhando apenas.
“I have to try to break free
from the thoughts in my mind.
Use the time that I have,
I can’t say goodbye,
have to make it right.
Have to fight, cause I know
in the end it’s worthwhile,
that the pain that I feel slowly fades away.
It will be alright.”
[ Pale, do Within Temptation ]






