06/05/2005 | ( 42 ) | ( 0 )
Anúncio Trago os olhos naufragados em poentes cor de sangue… Trago os braços embrulhados numa palma bela e dura e nos lábios a secura dos anseios retalhados… Enrolada nos quadris cobras mansas que não mordem tecem serenos abraços… E nas mãos, presas com fitas azagaias de brinquedo vão-se fazendo em pedaços… Só nos olhos naufragados estes poentes de sangue… Só na carne rija e quente, este desejo de vida!… Donde venho, ninguém [...]






