Livro: Infiel, de Ayaan Hirsi Ali

02/07/2009 | Livros | ( 17 ) | ( 0 )

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Capa do livro Infiel, de Ayaan Hirsi Ali

Infiel é a autobiografia de Aayan Hirsi Ali. Nascida em 1969 na Somália, filha de um revolucionário que se opunha ao regime de governo de Siad Barre, ela foi obrigada a se exilar do país com sua família quando ainda criança indo se estabelecer na Arábia Saudita, depois na Etiópia e mais tarde no Quênia. Já na idade adulta, recusou-se a aceitar um casamento arranjado pelo pai e fugiu para a Holanda, onde conseguiu asilo político e o status de refugiada. Lá, trabalhou como tradutora, entrou para o curso de Ciências Políticas na Universidade de Leiden, ingressou no Partido Trabalhista Holandês e começou a ganhar visibilidade com artigos que criticavam severamente o islamismo. No ano de 2002 foi convidada a integrar o Partido Liberal e foi eleita deputada no ano seguinte.

Ayaan ganhou reconhecimento levantando a bandeira da luta pelo igualitarismo e pelos direitos da mulher, fazendo duras e polêmicas críticas ao islamismo, sobretudo aos costumes de servidão e violência doméstica a que são submetidas as muçulmanas. Em 2004, em parceria com Theo Van Gogh – um controverso cineasta, também crítico do Islã – ela fez um filme chamado “Submissão”, sobre a opressão da mulher na cultura islâmica. O filme aferventou a ira dos fundamentalistas e rendeu várias ameaças de morte, obrigando Ayaan a abandonar o país e restringir a sua circulação. Ayaan Hirsi Ali foi considerada, pela revista Time, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Ayaan Hirsi Ali

Não nego que possa ter sido influenciada por modismos, mas é fato que me interesso muito por livros relacionados aos costumes e o cotidiano nos países islâmicos. Talvez por isso as histórias de O Livreiro de Cabul, de Åsne Seierstad e Persépolis, de Marjane Satrapi, só para citar alguns exemplos, estejam entre as leituras que mais me marcaram e este seja sempre um tema que procuro nas prateleiras das livrarias.

Para quem também se interessa, “Infiel” vale a recomendação.

A infância e a adolescência de Ayaan na condição de exilada permitiram que sua biografia nos trouxesse descrições de costumes e tradições em diferentes países ainda tão exóticos para os ocidentais, além de um interessante testemunho do processo de crescimento e difusão do fundamentalismo islâmico. A vida da autora – que teve o clitóris mutilado quando tinha apenas 6 anos de idade, cresceu sob uma educação que lhe ensinava a se rebaixar em nome de tradições primitivas, sofreu espancamentos e humilhações, mas decidiu não baixar a cabeça – é, para muitas pessoas, exemplo de coragem e luta.

Minha principal reserva fica por conta do tom exageradamente romântico, até ingênuo, com que a autora descreve o mundo ocidental, especialmente nos aspectos relacionados a direitos individuais, igualdade entre os sexos, liberdade sexual e democracia. A visão que ela nos apresenta dá a entender que nos países do ocidente, em posição totalmente oposta aos países de origem e costumes islâmicos, tudo isso funciona sobre perfeição imaculada. Eu não penso assim, e você?

Infiel

Ali, Aayan Hirsi

  • Título em inglês: Infidel
  • Categorias: autobiografia
  • Avaliação: ★★★★☆

Brinquedinho novo (de novo!)

01/07/2009 | 101 coisas em 1001 dias | ( 24 ) | ( 4 )

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Sony Cybershot DSC-H10

Sony Cybershot DSC-H10

Mais um item riscado na minha lista de 101 coisas:

  • 76. Compras: Câmera digital compacta (se eu não encontrar a minha) ou uma filmadora

No ano passado eu estava pensando em comprar uma filmadora. Tenho alguns projetos relacionados a vídeos guardadinhos no fundo na gaveta, pensei que talvez estivesse chegando a hora de colocá-los em prática e comecei a estudar as possibilidades. Ainda não tinha nada muito bem definido, nenhuma noção de tipos, marcas e modelos, não manjo nada da coisa, estava apenas rascunhando as ideias.

Mas eis que… eu perdi a minha câmera fotográfica digital compacta! Não me pergunte como, eu simplesmente não sei. Um belo dia me dei conta de que não a encontrava em nenhum dos lugares onde costumava guardá-la. Triste, triste.

Bom, fato é que quando fui montar minha lista ainda não tinha certeza do que faria, se procuraria uma nova compacta, deixando os projetos de vídeo engavetados por mais algum tempo ou tentaria me virar com a câmera do celular para encarar a nova onda. Acabei acrescentando o item de modo que poderia escolher entre as duas possibilidades – a câmera fotográfia ou a filmadora (já que o orçamento não permitiria as duas juntas) – assim eu teria algum tempo para testar “a vida sem uma compacta” e poderia decidir com mais propriedade quando chegasse a hora.

Acabei optando mesmo pela câmera fotográfica. Senti mesmo falta de uma compacta – os motivos eu já comentei aqui – e, não tem jeito, Luminha é muito mais fotos do que vídeos (e com a compacta também dá para fazer vídeos, né?).

Uma vez que a decisão estava tomada não foi muito difícil escolher o modelo, eu já tinha em mente o que queria. A Sony, para mim, já é marca cativa (digam o que quiserem, eu gosto e pronto!), mas desta vez abri mão de uma ultra-compacta, como era a W200, em troca de um pouco mais de zoom. A escolhida, no final das contas, foi a Sony Cybershot DSC-H10, 10x de zoom, 8MP, lentes Zeiss, com menos recursos do que as outras da série H, mas é menorzinha e atende a maior parte dos recursos que eu queria.

Siesta (by Luma Kimura) Me (by Luma Kimura)

Primeiras fotos com a H10: Nickie tirando uma sonequinha e eu morrendo de vontade de fazer o mesmo! =P

Histórico do item

  • 27/05/2009 – Fazendo cotações de preços de câmeras digitais.
  • 09/06/2009 – Modelo escolhido.
  • 18/06/2009 – Câmera comprada!

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Meme dos celulares

24/06/2009 | Blogosfera | ( 27 ) | ( 2 )

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Este eu vi há um tempão no blog da Nanda e deixei marcado para postar em uma dessas fases de escassez criativa no blog. :P

As instruções:

  • listar os celulares que você teve nos últimos cinco anos;
  • falar um pouquinho de cada um deles e como/porque trocou de aparelho;
  • se possível, colocar uma foto do aparelho;
  • colocar as regras do meme no seu blog;
  • indicar cinco pessoas para responder o meme.

Não foi difícil nem muito trabalhoso porque não tive muitos celulares, normalmente compro um que já tem mais recursos do que preciso, então demora para que ele deixe de ser suficiente para mim. Também não costumo usar muito, o que evita desgastes precoces – exceção, talvez, para este que tenho atualmente, com acesso a internet e uma câmera razoável, ele já apresenta alguns riscos e botões descascados… :P

Samsung Voicer Fashion

Samsung Voicer Fashion

Não cheguei a ter um daqueles tijolões de antigamente, demorei para sentir a necessidade de ter um celular sempre comigo porque sempre tive telefone em casa e o dinheirinho suado era voltado para outras prioridades. Comprei meu primeiro celular por causa do trabalho (fazia falta quando tinha que fazer atendimentos externos), na época em que os primeiros aparelhos de tamanho reduzido estava aparecendo no mercado.

Na verdade cheguei a ter dois desses, iguaizinhos. É que o primeiro foi furtado de dentro da minha bolsa quando eu passeava pela 13 de Maio, em Campinas, antes mesmo de terminar de pagar (ainda faltava a 3ª prestação). Como gostei bastante dele e não encontrei outro que me agradasse, peguei outro do mesmo.

LG Champ

LG Champ

Troquei de celular depois de muito tempo, o botão de “send” do Samsung começou a dar problemas de contato mas ainda funcionava com um pouquinho de força, o aparelho acabou sendo “doado” para minha irmã.

Também gostei muito deste LG, era bonitinho, tela colorida, com os tais toques polifônicos (na época era o máximo! :P ). Só não tinha câmera, aparelhos com este recurso ainda estavam só começando, achei que o preço não compensava uma vez que a qualidade das imagens era sofrível e eu sempre andava com minha compacta na bolsa.

Cheguei a cogitar a troca quando a telinha de LCD vazou, mas descobri um lugar que fez a troca por R$10, achei que valia a pena, ainda era suficiente para minhas necessidades e continuei com ele por mais algum tempo.

Nokia N95

Nokia N95

Pois é, eu disse que tive poucos celulares! :P Meu terceiro celular é o que tenho atualmente.

O anterior ainda funciona e está engavetado em casa, mas troquei por uma série de outros motivos: o LG é CDMA e não funciona com chip, eu queria trocar de operadora, queria aproveitar melhor os recursos da mobilidade para acomodar meu dia a dia cada vez mais conectado, além de outras questões relacionadas ao trabalho de desenvolvimento de aplicativos para S60.

Como comentei lá em cima, este é o aparelho que uso com mais frequência, tenho há cerca de 1 ano e já tem sinais de desgaste, já estive até fazendo algumas cotações para um novo aparelho, mas este ainda deve ficar comigo por algum tempo. ;)

Sonata Arctica - Fly With The Black Swan

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21/06/2009 | Links Interessantes | ( 36 ) | ( 4 )

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