Livro: A História Sem Fim, de Michael Ende
“A História sem Fim” é a mágica aventura de um garoto solitário que passa através das páginas de um livro para um reino muito particular, o reino de Fantasia. Nesta terra imaginária, numa busca original e cheia de perigos, Bastian descobre a verdadeira medida de sua própria coragem e aprende também que até ele tem capacidade para amar.
[sinopse retirada do Skoob]
A História Sem Fim é um livro que pode adquirir significados diferentes na sua vida dependendo da maneira como ele chega às suas mãos. Por que? Simplesmente porque este fato fará parte da sua história sem fim. Se você já leu, entenderá o que quero dizer.
Eu ganhei o livro do Daniel, um amigo blogueiro com quem tenho contato já há bastante tempo, desses que às vezes a gente não imagina ser tão próximo, mas se parar para pensar um tiquinho percebe que está e sempre esteve ali, discretamente por perto. Acho isso o máximo.
Quando ele disse que me enviaria o livro, insisti para que me dissesse quanto e como eu poderia lhe pagar, não porque quisesse fazer alguma desfeita à sua gentileza mas porque não queria que ele se sentisse sem graça de cobrar, então insisti um pouco. A resposta que recebi (e aqui peço sua licença, Daniel, para transcrever um trecho do que me disse):
“Encare como se o tivesse roubado de mim. E depois perceberá como ele jamais passou em minhas mãos. É assim que todos começam a escrever sua própria história sem fim. Mas se mesmo assim tiver vontade de me pagar, me pague da seguinte forma: leia-o, com calma, e me conte o que achou. Depois de um ano, leia-o novamente, com calma, e me conte novamente.“
Acho que foi só nessa hora que me dei conta de que a leitura seria uma experiência muito maior do que eu imaginava. Até então a única referência que eu tinha d'A História Sem Fim era a versão para o cinema, a aventura adaptada e dirigida por Wolfgang Petersen em 1984 e que, mesmo sabendo agora que está longe de fazer juz ao livro, ainda considero um dos clássicos da minha infância.
A questão é que o livro é muito mais profundo e vai muito além de uma simples aventura infantil. Michael Ende foi simplesmente genial, conseguiu juntar uma centena de ideias diferentes em uma história ao mesmo tempo forte e encantadora, abordando questões de peso psicológico e filosófico sem perder a delicadeza, a coerência e o ritmo. Uma história viva, repleta de ação e movimento, com descrições vibrantes que saltam das páginas.
É, definitivamente, um livro de sensações e reflexões.
Há muito tempo eu tinha vontade de ler A História Sem Fim e, sinceramente, ainda não consigo explicar porquê demorei tanto a fazê-lo. Talvez não fosse, ainda, a “hora certa” – sim, eu acredito em hora certa. Minhas próprias aventuras no reino de Fantasia não foram somente uma leitura maravilhosa, mas também uma viagem pessoal fascinante, carregada de metáforas, mensagens e lições que, eu acredito, agora têm importância e significados especiais porque o livro chegou às minhas mãos em um momento específico e particularmente difícil da minha vida…mas essa é uma outra história e terá de ser contada em outra ocasião.
Por hora digo apenas que A História Sem Fim entrou para a galeria dos “livros da minha vida”, favorito e recomendado. Marquei vários trechos que pretendo comentar em outros posts, mas neste aqui evitarei maiores spoilers (até porque o texto já está ficando longo demais). E, sim, cumprirei a promessa que fiz ao Daniel, daqui um ano, mais ou menos, voltarei a ler e comentar o livro.
História Sem Fim, A ![[recomendado]](/wlog/wp-content/uploads/ico_recomendado.png)
Ende, Michael
- Título Original em alemão: Die unendliche Geschichte
- Categorias: Literatura Estrangeira, Clássico, Fantasia
- Avaliação:





P.S. do P.S. do P.S.
Eu devia ter publicado este post no mês passado para o Desafio Literário, mas fevereiro foi um mês absurdo e atribulado por aqui e embora eu tenha lido os livros (sim, no plural mesmo, também li o livro reserva) a tempo não tive cabeça para escrever as resenhas antes…
Uma constatação recente (ou “sim, eu sou lerda e só percebi agora”): praticamente todos os livros que hoje considero meus favoritos eu ganhei de presente!
Janela
Da minha mesa, no trabalho, eu só posso enxergar uma janela. Parte dela, na verdade. A única a qual meus olhos têm acesso durante todo o tempo em que permaneço sentada ali.
Uma janela de vidros azuis que não me permitem saber se o dia está ensolarado ou nublado. Uma janela que meu olhar pega emprestada de outra sala quando manter a visão fixa no monitor LCD torna-se muito cansativo.
E através dela vejo apenas uma parede.
É impossível não me sentir, em algum momento do dia, todos os dias, sufocada.
Sonata Arctica - In Black And White
Livro: Coração Ferido, de Chelsea Cain
Sinopse
Ao ser capturado por Gretchen Lowell, a serial killer que perseguia há dez anos, o detetive Archie Sheridan foi torturado, mas, em vez de morto, acabou liberado. E a criminosa entregou-se à polícia. Archie vive assombrado pelos dias de terror que passou nas mãos de Gretchen, mas mesmo assim, faz visitas semanais à ela, com a justificativa de que só ele pode fazê-la confessar onde estão os corpos das vítimas. Mas a verdade é que ele simplesmente não consegue ficar longe dela.
Recebi este livro da Suma de Letras (@Suma_BR no Twitter) há alguns dias para ler e dar minha opinião. Quando me perguntaram se tinha interesse eu ainda não conhecia a história nem a autora, mas fiquei quase que instantaneamente atiçada quando li a sinopse.
E eu não me decepcionei!
Tenho uma teoria particular quanto a thrillers de ficção e serial killers: acredito que, quando se propõe a escrever uma história do gênero, um escritor precisa encontrar o ponto exato na medida dos ingredientes de sua trama. Se não tiver coragem suficiente o resultado será fraco e medíocre, se forçar demais poderá cair em um ridículo exagero. Saber até onde ir com os limites da tensão e causar o impacto “certo” no leitor é praticamente uma arte. Em Coração Ferido, Chelsea Cain parece ter encontrado este ponto ótimo.
Logo que terminei o primeiro capítulo comentei com minha mãe: “este é um livro forte”. E de fato: uma narrativa robusta, tensa, com descrições cruas das torturas e das cenas dos crimes (sinceramente, não indico para aqueles que têm o estômago fraco). A trama prende a atenção, os capítulos nos conduzem a um emaranhado de fatos aparentemente dispersos até se fechar em um círculo inesperado e surpreendemente bem tramado. Os personagens são complexos, muito bem construídos e, embora haja um tendência a extremos e alguns dos personagens secundários soem um pouco cliché, são bastante humanos quando nos mostram seu caráter ambíguo, suas fraquezas, seus interesses e obsessões.
Falando em obsessão, não dá para deixar de comentar o “relacionamento” entre o detetive e a assassina, para mim o ponto forte da trama. Doentio, perturbado, diabólico e estranhamente sedutor. Em se tratando de uma trilogia, tenho a certeza de que os aspectos dessa relação ainda não são totalmente explorados neste primeiro volume, o que é ótimo, o tipo de desenvolvimento gradual que nos deixa na expectativa pelos próximos volumes.
Enfim, Coração Ferido é uma ótima pedida para quem curte um bom romance policial, um suspense de personalidade, como há muito eu não encontrava. Animada, comecei a ler Coração Apaixonado – o segundo livro da trilogia que recebi junto, no mesmo dia em que terminei o primeiro. Resenha em breve.
Coração Ferido
Cain, Chelsea
- Título Original em inglês: Heartsick
- Série: Archie e Gretchen (#1)
- Categorias: Literatura Estrangeira, Suspense, Policial, Thriller
- Site do autor: http://www.chelseacain.com
- Avaliação:





“A História sem Fim” é a mágica aventura de um garoto solitário que passa através das páginas de um livro para um reino muito particular, o reino de Fantasia. Nesta terra imaginária, numa busca original e cheia de perigos, Bastian descobre a verdadeira medida de sua própria coragem e aprende também que até ele tem capacidade para amar.
Ao ser capturado por Gretchen Lowell, a serial killer que perseguia há dez anos, o detetive Archie Sheridan foi torturado, mas, em vez de morto, acabou liberado. E a criminosa entregou-se à polícia. Archie vive assombrado pelos dias de terror que passou nas mãos de Gretchen, mas mesmo assim, faz visitas semanais à ela, com a justificativa de que só ele pode fazê-la confessar onde estão os corpos das vítimas. Mas a verdade é que ele simplesmente não consegue ficar longe dela.





















