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Livro: Bellini e a Esfinge, de Tony Bellotto

Capa: Bellini e a Esfinge, de Tony Bellotto A curiosidade de ler os livros de ficção policial do Tony Bellotto já convive comigo há muito tempo, a primeira vez que ouvi falar no investigador Bellini foi em meados de 1997, época do lançamento do segundo livro – Bellini e o Demônio. Não sei explicar porque até então não tinha ido atrás de nenhum dos livros, é um desses casos em que a coisa fica no “preciso ver…” e nunca sai disso. O fato é que me lembrei disso tudo quando fui montar minha lista para o Desafio Literário e tive a certeza de que, finalmente, a leitura não seria mais adiada.

Bellini e a Esfinge é o primeiro livro de uma pequena série com o investigador Bellini, um ex-advogado, desiludido com a antiga carreira e oprimido por lembranças de um passado traumático, que agora trabalha para a agência de detetives de Dora Lobo e recebe a tarefa de descobrir o paradeiro de uma garota de programa por solicitação de um renomado cirurgião infantil. Este é o ponto de partida para um caso cheio de reviravoltas e uma interessante incursão pelo submundo da noite paulistana – uma ambientação que – na ficção, que fique bem claro – me atrai bastante.

Apesar de toda a curiosidade eu não sabia o que esperar, não conhecia o estilo de Tony Bellotto como escritor, não sabia nada da história e não vi a adaptação para o cinema (dirigida por Roberto Santucci Filho, com Fábio Assunção no papel do investigador). Não posso dizer que tenha me surpreendido de maneira extremamente positiva, mas sim, posso dizer que gostei.

É um livro de leitura rápida, com uma escrita bem fluida, algumas sacadas interessantes e muitas referências a música (alguma novidade aqui?), a outros escritores e ao cinema. Para mim a aventura do detetive tem um clima meio film noir (alguém sabe me dizer como é na adaptação?), meio satírico, com toques de humor dramático. A história em si é mediana, com um final um pouco fraco, mas que cumpre o que promete, diverte e mantém presa a atenção.

Uma boa leitura que não foi surpreendente por si só, mas me deixou bastante curiosa para ler os outros livros.

Este post faz parte do Desafio Literário cuja tarefa para o mês de agosto é ler um romance policial. Este, na verdade, está listado como o meu livro reserva para o mês, ainda não consegui terminar de ler a primeira opção, Lar Doce Lar, de Mary Higgins Clark.

Bellini e a Esfinge

Bellotto, Tony

  • Série: Investigador Bellini #1
  • Editora: Companhia das Letras
  • Categorias: Literatura Nacional, Romance Policial
  • Avaliação: ★★★☆☆

Vídeo: 35mm

Vídeo: Tumblingerstraße

Bienal do Livro SP 2010: eu fui!

Selo Bienal - Eu fui Então que ontem eu fui visitar a Bienal do Livro de São Paulo acompanhada do namorado (abre parênteses para a rasgação de seda: companhia mais que perfeita sempre, sempre!! Obrigada por tudo, meu Lindo!), que topou ir comigo me levar e ainda carregou as sacolas pesadas cheias dos livros que a descontrolada aqui não pôde deixar de comprar! XD

Acho que por ser dia de semana o movimento não foi tão grande, o que para nós foi ótimo: pudemos andar sossegados, sem estresse. Deu tempo de caminhar por todas as ruas da feira, almoçamos sem atropelos e sem precisar disputar uma mesa a tapas, visitamos todos os estandes que mais nos interessaram, conferimos várias novidades, alguns lançamentos e eu pude comprar alguns dos livros que já estava namorando há tempos.

Bienal do Livro de SP 2010

Óia só como estava tranquilo para andar!

Imagino que no fim de semana, quando o movimento é maior, a coisa toda fique um pouco mais bagunçada, mas tenho que dizer que tudo me pareceu mais limpo e melhor organizado do que na edição anterior (tá, aconteceram umas 2 ou 3 quedas de energia em todo o pavilhão enquanto estivemos lá, mas não cheguei a topar com uma situação de problema por causa disso). Pontos negativos: o valor do estacionamento (R$25,00, na minha humilde opinião, é um exagero, comprei livros por muito menos do que isso!) e a “estratégia” dos promotores de estandes de revistas que adotam a tática da abordagem agressiva, insistente e extremamente incômoda de fazer você aceitar “brindes” quase à força.

Ao contrário da Bienal de 2008 achei que as oportunidades de compra estavam um pouco mais atrativas neste ano. Fui preparada, pesquisei antes os preços dos livros que mais me interessavam e pude avaliar as vantagens na hora, nada tão exraordinário e o evento ainda está muito longe de ser um lugar onde vou para comprar livros, mas foi possível conseguir alguns descontos e, para quem estiver com paciência de garimpar as bancas de misturebas, as opções de livros com preços abaixo de R$ 10 são numerosas.

É claro que eu tive que fazer um grande esforço para me controlar e não exagerar muito. Como disse, desta vez fui preparada, eu já tinha em mente mais ou menos o que eu queria e tentei não fugir muito disso. As comprinhas deste ano:

Adquiridos na Bienal Adquiridos na Bienal

Fantasia e Mitologia

Eu não sabia exatamente qual, mais sabia que queria voltar de lá com pelo menos um livro de J. R. R. Tolkien (item 51 da minha lista de 101 coisas) e acabei trazendo dois: As Aventuras de Tom Bombadil, que eu estava querendo há um tempão, e A Lenda de Sigurd e Gudrún, cuja edição brasileira acabou de sair do forno pela Martins Fontes. Também não podia deixar de dar uma passadinha no estande da Artes e Ofícios, que edita os livros de A. S. Franchini e Carmem Seganfredo que têm sido, nos últimos tempos, minha principal referência quando se trata de mitologia universal. Eu pretendia comprar o de Mitologia Egípcia e o de Mitologia Africana, mas na falta do primeiro, comprei este de Mitologia Hindu que também acabou de sair do forno (tão novo que não consegui nem encontrar uma imagem da capa para cadastrar no Skoob).

Adquiridos na Bienal Adquiridos na Bienal

HQ’s

Também comprei duas edições especiais de Quadrinhos que eu estava querendo muito: Sandman – Edição Definitiva – Volume 1, do Neil Gaiman, e Gênesis, do Robert Crumb. A série Torre Negra: Nasce o Pistoleiro, do Stephen King foi uma aquisição de ocasião: os 7 volumes, referentes à adaptação do primeiro livro, por “20 conto”, sendo que até no próprio site da Panini eles já se encontram esgotados.

Adquiridos na Bienal

Algumas pechinchas =)

E por fim, alguns não planejados: O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias, de Kelly Link (que, vou confessar, me chamou a atenção por causa da capa!), Mapas Mentais e De olho na equipe (porque eu prometi a mim mesma que vou ler mais livros sobre assuntos de desenvolvimento pessoal e profissional) e mais dois livretinhos da Publifolha (porque pedir míseros R$3 por livrinhos que falam de assuntos que eu adoro, é irrestível demais para mim!).

Não costumo comparecer às palestras e/ou seminários durante a minhas visitas à Bienal, nem tenho muita paciência para enfrentar filas para conseguir autógrafos, como já comentei antes, normalmente só posso ir por um dia e gosto de ficar andando pelos estandes, conferindo as novidades e procurando por oportunidades de aquisição, mas seja qual for o seu foco de interesse, há muitas coisas a se fazer por lá, a programação deste ano está bem variada e o passeio, com certeza, vale a pena. ;)

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