Cinema e Vídeo

Filme: O Mundo dos Pequeninos

Mais uma ótima produção com a marca do Studio Ghibli, O Mundo dos Pequeninos é baseado na série de livros The Borrowers (não tenho certeza, mas me parece que aqui no Brasil é conhecida como Os Pequenos Borrowers) da inglesa Mary Norton e conta a história de Arrietty, uma adolescente cheia de vida que vive com seus pais debaixo do assoalho de uma casa antiga no interior. Sim, debaixo do assoalho. Arrietty e sua família são seres com cerca de 10 cm de altura, que se auto-entitulam “coletores”, pois vivem de pequenos fragmentos e objetos retirados da casa dos outros, passam a maior parte do tempo escondidos e precisam sobreviver a ataques de insetos e outros bichos.

Arrietty cresceu ouvindo dos pais que os humanos eram perigosos, por isso a família sempre se manteve escondida. As coisas mudam quando Sho, um garoto frágil com problemas no coração, vem passar uma temporada na casa da infância de sua mãe para fugir da vida pouco saudável em Tóquio e se preparar para uma cirurgia séria e acaba por descobrir a pequenina garota. Vencidas as primeiras barreiras da desconfiança, a amizade entre eles começa a florescer, mas eles precisam tomar muito cuidado pois, caso sejam descobertos, Arrietty e sua família correrão sério perigo, principalmente porque a empregada da casa está determinada a capturá-los.

Na contramão da maior parte das produções animadas mais recentes, que parecem privilegiar a técnica e os efeitos especiais em detrimento de um bom roteiro, este longa de animação dá valor à história. Os traços, do tipo mais tracional, são caprichados e bem detalhados, os cenários são fascinantes, mas os valores embutidos nos fatos pretensamente simples é que agem como os verdadeiros elementos cativantes.

É o tipo de animação que encanta pela pretensa simplicidade. Não chega ser tão arrebatadora quanto outras produções mais conhecidas do Studio, mas é bonitinho, gostoso de acompanhar, uma ótima opção para assistir com as crianças.

Mundo dos Pequeninos, O

Kari-gurashi no Arietti (Japão, 2010, 160 min.)

Cartaz: O Mundo dos Pequeninos

  • Direção: Hiromasa Yonebayashi
  • Roteiro: Hayao Miyazaki, Keiko Niwa (baseado no livro The Borrowers de Mary Norton)
  • Gênero: Animação, Fantasia
  • Elenco Principal (vozes): Mirai Shida, Ryunosuke Kamiki, Shinobu Ōtake
  • Avaliação: ★★★★☆

Trailer

Livros

Livro: As Vinhas da Ira, de John Steinbeck

As Vinhas da Ira (John Steinbeck)

Publicado pela primeira vez em 1939, As Vinhas da Ira discorre sobre a Grande Depressão de 1929 e seus efeitos sobre os pequenos trabalhadores rurais nos EUA. A história é centrada nos Joad, uma família de meeiros que se vê obrigada a abandonar suas terras em Oklahoma afugenta pela introdução de tratores e maquinários “que podem fazer o trabalho de muitos homens”, novos regimes de propriedade e pelo agravante de um período de péssimas colheitas.

Perdidas as esperanças de se manterem na propriedade que ocuparam por décadas, os Joad se deixam seduzir pelas promessas de trabalho, bons salários e oportunidades de alguns folhetos espalhados pela região, pegam o pouco dinheiro que lhes resta e partem rumo à Califórnia, a mesma direção para a qual incontáveis outras famílias na mesma situação estão partindo.

A realidade, no entanto, não é nada animadora. Os problemas se avolumam enquanto o dinheiro acaba, há muita mão de obra disponível para pouquíssimas oportunidades de trabalho, os emigrantes ficam sujeitos à exploração de mão de obra barata e são obrigados a passar os dias em acampamentos temporários onde os conflitos – com a polícia e com outros emigrantes – afloram a todo momento.

A escrita de Steinbeck é muito tranquila de ler e acompanhar, consegue um tom sério e transpirante de crítica sem o abuso de expressões excessivamente rebuscadas e embora seja uma história regionalizada, a temática abrange muito mais do que apenas esta crise específica. O texto é muito bem ambientado, com descrições claras e diálogos adequados a personagens caracterizados por uma curiosa mistura daquela “simplicidade caipira” com a dureza e a brutalidade impostas pela vida.

E é absolutamente envolvente. Nem precisei avançar muito na leitura para começar a sentir como se estivesse viajando junto com a família, enfrentando seus problemas, vivendo seus dramas e apreensões.

John Steinbeck tem uma bibliografia bem recheada de trabalhos reconhecidos, mas este é apenas o segundo livro dele que peguei para ler. O primeiro, Ratos e Homens, já tinha ido para os meus preferidos e agora com As Vinhas da Ira o escritor entra, definitivamente, para aquela listinha dos que considero essenciais.

Vinhas da Ira, As [recomendado]

Steinbeck, John

Capa: As Vinhas da Ira

  • Editora: Record, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Clássicos
  • Título Original em inglês: The Grapes of Wrath
  • Avaliação: ★★★★★
Vídeos Interessantes

Vídeo: Indiana Jones Meets Metal

Projetos Pessoais

#100happydays – Dias 1 a 10

Porque é impossível não começar o projeto com uma das criaturinhas que mais amo nesse mundo e que é protagonista de grande parte dos meus momentos felizes todos os dias! #100happydays #day1 [ Dia 1 - 06 Ago ]
Porque é impossível não começar o projeto com uma das criaturinhas que mais amo nesse mundo e que é protagonista de grande parte dos meus momentos felizes todos os dias!

Separando produtos das clientes. Tentar uma graninha extra como revendedora Avon e Natura dá trabalho e toma tempo, mas é uma delícia receber a caixa do mês e ver a cara das compradoras quando recebem os produtos que elas estavam esperando com ansiedade. #100happydays #day2 [ Dia 2 - 07 Ago ]
Separando produtos das clientes. Tentar uma graninha extra como revendedora Avon e Natura dá trabalho e toma tempo, mas é uma delícia receber a caixa do mês e ver a cara das compradoras quando recebem os produtos que elas estavam esperando com ansiedade.

Redescobrir (e me apaixonar por) aquele livro cuja leitura eu havia abandonado em outra ocasião. Alguns livros precisam mesmo ser lidos no momento certo. #100happydays #day3 [ Dia 3 - 08 Ago ]
Redescobrir (e me apaixonar por) aquele livro cuja leitura eu havia abandonado em outra ocasião. Alguns livros precisam mesmo ser lidos no momento certo.

Hoje teve cineminha com as pessoinhas top-master-ever do meu ♥! #100happydays #day4 [ Dia 4 - 09 Ago ]
Hoje teve cineminha com as pessoinhas top-master-ever do meu ♥!

Feijoada delícia no domingão. #100happydays #day5 [ Dia 5 - 10 Ago ]
Feijoada delícia no domingão.

Bolinho para comemorar o aniversário do meu blog que está fazendo 12 anos hoje. Não preparei nenhum post-discurso comemorativo, mas só de lembrar tudo o que "vivemos juntos" e quanta coisa boa ele me trouxe... ! #100happydays #day6 [ Dia 6 - 11 Ago ]
Bolinho para comemorar o aniversário do meu blog que está fazendo 12 anos hoje. Não preparei nenhum post-discurso comemorativo, mas só de lembrar tudo o que "vivemos juntos" e quanta coisa boa ele me trouxe… !

Aquele dia inspirado em que as experimentações culinárias dão super certo. :9 #100happydays #day7 [ Dia 7 - 12 Ago]
Aquele dia inspirado em que as experimentações culinárias dão super certo. :9

E no dia em que a enxaqueca ataca forte, momento feliz é aquele curto período de quase trégua em que consigo sair da cama no meu quarto escuro para, pelo menos, tomar um banho e tentar comer alguma coisa... #100happydays #day8 [ Dia 8 - 13 Ago ]
E no dia em que a enxaqueca ataca forte, momento feliz é aquele curto período de quase trégua em que consigo sair da cama no meu quarto escuro para, pelo menos, tomar um banho e tentar comer alguma coisa…

Um bom livro, chá e uma coberta bem macia para curtir o friozinho delícia. :) #100happydays #day9 [ Dia 9 - 14 Ago ]
Um bom livro, chá e uma coberta bem macia para curtir o friozinho delícia. :)

Filme + pipoca. Mais uma combinação clááássica e perfeita para curtir o friozinho. =) #100happydays #day10 [ Dia 10 - 15 Ago]
Filme + pipoca. Mais uma combinação clááássica e perfeita para curtir o friozinho. =)

Não sabe do que se trata o desafio 100 Happy Days? Dá uma espiadinha aqui!

Cotidiano

Fiapos do Cotidiano #2

Agência dos Correios lotada. Pego minha senha. 619. O painel mostra 582. Vai demorar. Consigo uma cadeira, abro o Kindle.

Minutos depois uma mulher senta ao meu lado, pega o celular, abre o Facebook e passa a teclar freneticamente. Mal dá para ver os dedos dela se movimentando e o efeito de som do teclado mais parece uma pipoqueira.

A filha dela, uma garotinha de uns 5 ou 6 anos, decide que ficar sentada ali é muito tedioso e sai para explorar o ambiente, cutucando tudo o que encontra pela frente. E encontra a máquina de senhas. Ah, a máquina de senhas! Para que serve esse botãozinho?

Aperta o botão, fica maravilhada com o papelzinho que sai dali de dentro.

- Mãããe! Olha que legal!

- Fica quieta aí, menina! – sem nem tirar os olhos do celular.

A menina olha ao redor e descobre o que fazer com aquele papelzinho: aquelas fendas nas caixas postais não são perfeitas para isso?

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Aperta o botão. Pega o papelzinho. Coloca na caixa postal.

Quando, finalmente, minha senha aparece no painel a guria ainda está empenhada na árdua tarefa.

A mãe? Não a vi tirar os olhos do celular sequer uma vez.