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Eu que fiz: caixa de chá com miniaturas

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pintura e biscuit

Cinema e Vídeo

Filme: Advantageous

Cenas do Filme

Já faz tempo que estou cutucando este post, mas tenho encontrado dificuldades para colocar em palavras que consigam expressar com clareza e de maneira satisfatória as minhas impressões sobre o filme.

A sinopse disponível na Netflix não esclarece absolutamente nada. De uma maneira geral eu poderia dizer que é uma ficção científica distópica, escrita e dirigida por mulheres, com um alerta feminista poderoso, que passa no Bechdel Test com louvor. Mas vamos ver se consigo “melhorar” isso, certo?

O período e o local exatos não são esclarecidos, a história se passa em um futuro não muito distante – tanto no aspecto temporal, quanto na realidade para a qual parecemos estar nos encaminhando – e é ambientada em uma grande metrópole. O filme começa em ritmo lento, apresentando as características deste mundo, às vezes de maneira bastante sutil. A tecnologia avançada na área de comunicação, na automatização de tarefas e no aspecto futurista da grande cidade esconde problemas como a superpopulação, o desemprego, a instabilidade econômica e sérios distúrbios sociais.

A protagonista, Gwen (Jacqueline Kim), trabalha como porta-voz de um grande centro de engenharia biomédica que oferece serviços de saúde e beleza e, como mãe solteira, luta para dar à sua filha Jules (Samantha Kim) a chance de um futuro digno. É por meio delas que a situação da mulher nessa sociedade nos é apresentada.

No mundo de Advantageous as mulheres são as mais profundamente afetadas, quando chegam a uma certa idade são dispensadas de seus empregos sem chances de recolocação profissional quando o mesmo não acontece com os homens, uma vez que a crença dita que mesmo em situação de miséria as mulheres não reagem tão violentamente como os homens. Algumas cenas deixam bem claras as consequências dessa posição, vemos, por exemplo, crianças e adolescentes abandonadas, vivendo na miséria, recorrendo à prostituição para sobreviver.

Gwen vê seu emprego ameaçado quando o Centro decide que ela já está muito velha para continuar sendo a “cara” da companhia. Sem qualquer esperança de outras opções, ela é obrigada a aceitar um novo procedimento oferecido pela empresa, ainda em fase experimental, com repercussões drásticas e irreversíveis, para fugir da miséria e manter sua filha na escola.

Não é uma ficção científica para agradar aqueles que procuram ação e efeitos especiais. O filme é baseado em diálogos e percepção, com situações quase sempre subentendidas e uma linguagem que não procura explicar os fatos, mas despertar questionamentos. Advantageous é um crítica clara a um mundo onde as pessoas são julgadas pela estética, levadas a situações-limite para garatir a própria sobrevivência.

Sim, é um filme muito bom, recomendo fortemente. Então, por que não uma avaliação melhor? Porque acho que uma temática tão forte e tão pertinente merecia uma abordagem mais agressiva, no sentido de algo mais impactante. Embora esta sutileza seja afiada e me agrade bastante, não vai chegar a muitos espectadores, especialmente aqueles a quem a mensagem deveria realmente atingir. O preguiçoso irá simplesmente jogar o filme no balde dos chatos e tediosos, sem quaisquer reflexões sobre o riquíssimo debate embutido na delicadeza com que história nos é apresentada. Não é um desperdício?

Advantageous

Advantageous (EUA, 2015, 90 min.)

Cartaz: Advantageous

  • Direção: Jennifer Phang
  • Roteiro: Jacqueline Kim, Jennifer Phang
  • Gênero: Ficção Científica, Distopia, Drama, Feminismo
  • Elenco Principal: Jacqueline Kim, Samantha Kim, Ken Jeong, Freya Adams
  • Avaliação: ★★★½☆

Trailer

Projetos Pessoais

Listografia: Coisas que gosto de comer

O exercício desta vez foi feito em uma única “sessão” de 30 minutos com o objetivo de forçar a memória. Não posso dizer que tenha ficado realmente satisfeita com o resultado. Não é inacreditável a maneira como a cabeça fica vazia justamente quando tentamos puxar pela memória?

Listografia: Coisas que gosto de comer

  • arroz, feijão e ovo frito
  • quindim
  • pudim de leite com muitos furinhos
  • merengue de morango
  • yakisoba
  • salada de bifum
  • queijos
  • torrada com patê de presunto
  • chocolate branco
  • passas cobertas com chocolate
  • mil folhas
  • salada de ovos de codorna
  • quiabo refogado com molho shoyu
  • risoto de abóbora com carne seca
  • pastel
  • pão de queijo
  • pudim de maria mole
  • fondue de queijo
  • pastel de belém
  • pêssegos em calda com creme de leite
  • risoto primavera
  • feijoada
  • risoto de gorgonzola com passas
  • maionese de legumes
  • salpicão de frango
  • coxinha de frango
  • kibe recheado com catupiry
  • espaguetti carbonara
  • soufflé de chuchu
  • pão de côco
  • manteiga caseira
  • iogurte natural com geléia de morango
  • mousse de leite ninho
  • brigadeiro com hortelã
  • brigadeiro branco
  • bolo mousse
  • folheado de frango
  • nhoque de batata
  • sopa de osso
  • purê de batatas bem cremoso e com muita manteiga
  • sagu de vinho
  • escondidinho
  • gyoza
  • chips de batata doce
  • pão de alho
  • manjar branco
  • fios de ovos
  • salada de frutas
  • pão caseiro recém saído do forno com muita manteiga
  • picanha ao alho
  • strogonoff
  • cookies que derretem na boca
  • sequilhos
  • batatas rústicas
  • ovo cozido
  • omelete com queijo
  • sorvete com frutas
  • pão de côco
  • bolo brevidade
  • chips de provolone
  • chocolate Charge
  • chocolate Twix
  • iscas de frango empanadas
  • rolinho primavera com molho agridoce
  • gelatina mosaico
  • bolo de fubá cremoso
  • caldo verde
  • cereal de milho açucarado
  • pipocas
  • peras cozidas ao vinho
  • maçãs caramelizadas
  • banana empanada frita
  • mac & cheese
  • churros
  • pavê
  • sonho de creme
  • batata suíça
  • rocambole de carne
  • ovo cozido recheado
  • cebolas caramelizadas
  • cebolas ao shoyu
  • batatas douradas na manteiga
  • macarrão alho e óleo
  • arroz doce
  • sagu de leite
  • sagu de vinho
  • batata palha bem fininha
  • batatas Pringles
  • carolinas de doce de leite
  • petit gateau
  • queijo coalho assado
  • bolinho de queijo
  • torta salgada de liquidificador
  • gelatina com frutas
  • carne de verão
  • paçoca
  • maria mole caseira
  • pé de moça
  • salgado de massa folhada
  • salada de pepino com molho de missô
  • frutas com nata e mel
  • salada de frios

ico_plug Este post faz parte do Listografia, um projeto que consiste em escrever listas como um exercício de memória, criatividade e autoconhecimento. Mais informações e as listas já publicadas aqui.

Livros

Livro: O Símbolo Perdido, de Dan Brown

O Símbolo Perdido (Dan Brown)

Robert Langdon, nosso já conhecido simbologista e professor de Harvard, é convidado por Peter Solomon, seu grande amigo e maçom de alto grau, para ministrar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Chegando lá, no entanto, descobre que foi atraído para uma armadilha: Peter está desaparecido e como pagamento do resgate, seu sequestrador, conhecido por Mal’akh, exige que Robert decifre os símbolos do mapa que o levarão a um lendário tesouro capaz de dar poderes inimagináveis aos que se apoderarem dele.

O “problema” de um escritor com um estilo tão bem definido como Dan Brown é que fica quase impossível evitar a sensação de mais do mesmo. O Símbolo Perdido traz todos os ingredientes que já se tornaram a marca do autor: conspiração, obsessão, verdades ocultas, sociedades secretas, corrida contra o tempo, lugares históricos, muitos símbolos e uma boa dose de lições de moral.

A questão é que mesmo sabendo o que esperar sempre tenho a esperança de ser surpreendida e em momento algum o livro consegue esta façanha. Mesmo com a clara intenção de ser uma narrativa que tire o fôlego, a leitura foi cansativa e o discurso não me convenceu.

É possível traçar alguns paralelos e comparativos com outros livros do autor: O Símbolo Perdido se aprofunda mais nas histórias pessoais de suas personagens – e este ponto eu gostei bastante, mas os acontecimentos são facilmente previsíveis e a ação é tão mais vagarosa que a sensação de “uau, tudo isso em poucas horas!” simplesmente não acontece.

Funciona como um detox metal para aqueles momentos em que precisamos de algum entretenimento, quando a cabeça precisa descansar de leituras mais densas, mas não seria minha primeira opção no caso de uma recomendação.

Símbolo Perdido, O

Brown, Dan

Capa: O Símbolo Perdido

  • Editora: Sextante
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Thriller
  • Título Original em Inglês: The Lost Symbol
  • Site do autor: http://danbrown.com/
  • Avaliação: ★★☆☆☆

Mais resenhas de livros de Dan Brown aqui.

Cotidiano

Fiapos do Cotidiano #7

7:10h da manhã. Estou parada no semáforo, a caminho do trabalho, quando ouço o ronco de um motor sendo forçado no último se aproximando.

Retrovisor.

Vejo um ponto marrom, um carro que ainda não posso distinguir, costurando loucamente pelo trânsito em alta velocidade, tirando lascas dos veículos ao redor, deixando para trás uma nuvem de fumaça cinza escuro.

É um Fiat 147, detonado de uma maneira que qualquer julgaria impossível andar, quanto mais acelerar daquela maneira, com uma pintura tão remendada que o faz parecer uma vaca furiosa. E quando encosta ao meu lado, trazendo o cheiro de borracha queimada, vejo a motorista.

É uma senhorinha que aparenta ser realmente idosa, cabelos de algodão doce, óculos de lentes muito grossas, encurvada sobre o volante em concentrada determinação, encarando fixamente a contagem regressiva para o sinal verde, já acelerando, como se estivesse prestes a encarar o maior rally de todos os tempos.

Da série “cenas que nunca deixam de me surpreender”.

Quem foi que inventou o cliché das avózinhas de ares bondosos, cheirando a bolo recém saído do forno? 😆