Listografia: 10 lugares no mundo que eu gostaria de conhecer antes de morrer

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O tema desta vez foi uma sugestão da amiga Anamaria (Obrigada pela colaboração com o meu projeto, querida!), nas palavras dela:

Minha sugestão pro seu projeto listografia: faça uma lista dos top 10 lugares no mundo que você gostaria de conhecer, lugares que você TEM que visitar antes de morrer. Mas não vale simplesmente sair listando nomes de países ou lugares famosos e clichês turísticos, tem que ser mais específico, dizer que lugar você gostaria de visitar nesses países e dizer o porquê. Acho que os lugares pelos quais uma pessoa se interessa de verdade podem dizer muito sobre ela. Bora lá?

Bora lá, então!

Fazer esta lista foi difícil e divertido. Difícil porque o mundo é lugar grande e interessante demais para que eu consiga pensar em apenas 10 lugares para conhecer. E divertido porque, bem, não sei se vocês também são assim, mas para mim, o simples fato de pensar em uma viagem, mesmo que ainda seja uma perspectiva um pouco distante, é uma delícia, tem aquele gostinho de aperitivo para a viagem em si.

A lista não segue qualquer ordem de preferência e, na maioria dos casos, são sonhos antigos, lugares que tenho vontade de visitar há muito tempo…

Listografia: 10 lugares no mundo que eu gostaria de conhecer antes de morrer

Fernando de Noronha – Brasil

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Foto: (cc) Pictrues @ Flickr

Uma vontade tão antiga que já não sei mais dizer quando ou porquê ela surgiu, sequer a primeira vez em que ouvi falar do lugar, é como uma dessas coisas que simplesmente parecem crescer com a gente. Lembro-me de ter lido alguns livros com a temática de ilhas e/ou náufragos quando era criança e na minha imaginação o cenário sempre se encaixava na ideia que eu costumava ter de Fernando de Noronha. Hoje essa fantasia já não funciona mais, para o bem ou para o mal, agora imagino alguma coisa mais para “turística” (ainda que bem conservada) do que para “perdida” ou “deserta”, mas ainda é um dos lugares que mais tenho vontade de conhecer.

Pantanal – Brasil

Two jabirus at the nest

Foto: (cc) Tambako the Jaguar @ Flickr

A vontade de conhecer o Pantanal vem desde a época da novela. Sim, aquela, exibida pela extinta TV Manchete no ano de 1990. As cenas aéreas das planícies alagadas, dos tuiuiús, dos jacarés, das sucuris e até mesmo das grandes boiadas enchiam meus olhos e embora eu sempre tenha mantido em mente que jamais conseguiria viver em um lugar assim, em algum momento botei na cabeça a ideia de que gostaria muito de conhecer – e fotografar até o dedo indicador sofrer uma entorse! – a região. Em tempo, um safári fotográfico no Pantanal é uma meta que pretendo realizar tão logo seja possível.

Florestas de Sequóias – Costa Oeste dos EUA

Redwoods National Park 2

Foto: (cc) deltaMike @ Flickr

Eu tenho uma coisa por florestas. Uma coisa meio… inexplicável. Os cheiros, os sons, as texturas, as cores… quando caminho por uma floresta eu me sinto viva como em nenhum outro momento, é quando eu realmente me sinto parte de algo verdadeiro, dotado de força e energia. Parada ao pé de uma grande árvore, olho para o alto e é quase como se eu fosse transportada para um outro mundo, um cenário literário ou cinematográfico, mágico e fantástico, mas ali, palpável, real. Agora imagina o peso de tudo isso em meio a árvores que podem viver por milênios e ultrapassar os 100 metros de altura. Imaginou? Pois é.

Parque Nacional Vatnajökull – Islândia

Glacial Lagoon

Foto: (cc) Worlds In Focus @ Flickr

Geleiras, cenários congelados e quase monocromáticos me fascinam, um sentimento parecido com a “coisa” que tenho por florestas, com um “quê” de mágico e fantástico. Entenda, sei que esse é um tipo de ambiente bastante hostil, que demanda uma série infindável de dificuldades para o dia a dia ou mesmo para uma rápida visita, e que não há muito mais a ver do que isso, mas ainda assim eu a-do-ra-ria conhecer! O mais perto que já cheguei de um lugar tão gelado – e na verdade nem de longe parecido – foi uma visita à região do Aconcágua, nos Andes argentinos, quando já era primavera mas ainda havia neve nas partes mais altas.

Vale Jiuzhaigou – China

JIUZHAIGOU

Foto: (cc) Juer 78 @ Flickr

Há muita, muita, MUITA coisa que eu gostaria de ver na China, poderia fazer uma lista exaustiva falando exclusivamente disso, dentre outras coisas meus maiores interesses são pela cultura tradicional e pelas paisagens naturais, mas já que a tarefa da vez é ser seletiva e específica, fico com o Vale Jiuzhaigou. Documentários, fotos e histórias sobre esse lugar sempre me fascinaram e se eu só pudesse escolher uma opção para visitar na China esse seria o local.

Barreira de Corais – Austrália

Turtle 4

Foto: (cc) fugm10 @ Flickr

Antes de ser obrigada a enterrar os pés na realidade, eu costumava dizer que “quando crescesse” seria bióloga marinha, oceanógrafa e trabalharia fazendo documentários, algo como uma versão feminina, japa e sem-noção de Jacques Costeau. A vida me levou por outros caminhos, mas a paixão pelo mundo submarino persiste, assim como a vontade de conhecer de perto a maior barreira de corais do mundo, cujo tamanho e biodiversidade me fascina sobremaneira desde sempre.

LOTR and Hobbit Tour – Nova Zelândia

Mount Owen Karst

Foto: (cc) Dru! @ Flickr

A Nova Zelândia sempre figurou entre os top lugares para onde eu gostaria de viajar, é um país de paisagens que sempre associei a cenários que cabiam perfeitamente na minha imaginação durante minhas leituras, especialmente dos livros de fantasia. Acho que não preciso dizer muito mais, depois das adaptações dos livros de um dos meus escritores favoritos para o cinema essa vontade só fez aumentar e o tour pelas locações e cenários utilizados nos filmes é um dos roteiros que não quero deixar de fora quando tiver a oportunidade.

Pamukkale – Turquia

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Foto: (cc) jechstra @ Flickr

Vi fotos desse lugar pela primeira vez na época dos primórdios do Fotolog, em meados de 2004, quando eu ainda estava dando meus primeiros passos na fotografia digital com a P32 e um dos meus contatos viajou pra lá. Fiquei de boca aberta com as postagens dele, tudo aquilo me pareceu muito exótico, botei na cabeça que um dia visitaria esse lugar. E ainda não mudei de ideia.

Mar Morto – Israel/Jordânia

Dead sea

Foto: (cc) Gustavo Jeronimo @ Flickr

Pela curiosidade em conhecer algo único no gênero, pelas paisagens inusitadas, por todo o legado histórico nos arredores, para experimentar e fotografar todos os clichés turísticos da região e poder dizer, algum dia: “sim, eu realmente dá para ler um livro boiando no Mar Morto”.

Região da Toscana – Itália

Tuscan Dreams

Foto: (cc) Michael Bolognesi @ Flickr

As belas paisagens, o clima romântico repleto de charme em cada detalhe, a gastronomia, a cultura riquíssima com fortes influências eruditas, o fato da região ser considerada o berço da Itália Renascentista, toda a sua herança histórica, o legado etrusco… Precisa de mais? Vou lhes dizer uma coisa, se eu tivesse a oportunidade de passar um ano sabático em algum lugar do mundo, consideraria seriamente fazê-lo nessa região.

Machu Picchu – Peru

Machu Picchu

Foto: (cc) thibhou @ Flickr

Um dos muitos lugares relacionados às chamadas “civilizações pré-colombianas” que eu gostaria de conhecer. Para ser bem sincera, quando estou procurando por algum livro sobre o assunto, tenho uma inclinação maior para os povos da região Mesoamérica, mas quando penso em ruínas arqueológicas Machu Picchu é o que me vem à mente primeiro, talvez pela proximidade ou pela ampla divulgação turística. De uma maneira ou de outra é um lugar que eu gostaria muito de conhecer e, aqui na lista, representa também os locais relacionados aos povos mais ao norte.

Ilhas Galápagos – Equador

Marine Iguana enjoys the view

Foto: (cc) blinkingidiot @ Flickr

Minha vontade de visitar as Ilhas Galápagos reside em motivos muitos parecidos com aqueles que me fazem ter vontade de conhecer a Barreira de Corais na Austrália, mas aqui, além da vida submarina, também cabe a biodiversidade riquíssima e as abundantes espécies endêmicas, com destaque especial para as tartarugas gigantes e as iguanas.

ico_plug Este post faz parte do Listografia, um projeto que consiste em escrever listas como um exercício de memória, criatividade e autoconhecimento. Mais informações e as listas já publicadas aqui.

Palavras Garimpadas #16

Eu

Até agora eu não me conhecia,
julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.

Mas que eu não era Eu não o sabia
mesmo que o soubesse, o não dissera…
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim… e não me via!

Andava a procurar-me – pobre louca!-
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!

E esta ânsia de viver, que nada acalma,
E a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!

Florbela Espanca

O deslizar dos dias

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Balanço Maio 2014

Dizer que maio foi um mês tranquilo não seria bem uma verdade, mas os dias “deslizaram” com mais facilidade e, depois de ter passado os meses anteriores sentindo-me esgotada pelas tentativas de equilibrar o cansaço, as urgências e as vontades, é um alívio perceber que aquela sensação de sufoco e a falta de energia não ficam mais pairando sobre mim o tempo todo.

Eu não pude tirar férias ainda, mas me permiti reduzir o ritmo, me desobriguei de tarefas menores e me concedi um período de reflexão para descobrir o que é que estava dando errado. Creio que eu só precisava mesmo reorganizar minhas prioridades.

Repensar. Replanejar. Recomeçar.

Como resultado: dias mais leves, um novo ânimo (para encarar o que realmente importa e o que quero priorizar neste momento) e um novo Projeto 101 Coisas em 1001 Dias (que reflete bem o que quero para os próximos meses, vai me ajudar a manter um direcionamento e servir como incentivo para não perder o fôlego novamente).

Sinto que as próximas semanas serão bem mais interessantes por aqui. =)

Leituras de Maio

  • Crime e Castigo – Volume 1, de Fiódor Dostoiévski
  • Bridget Jones #3 – Louca Pelo Garoto, de Helen Fielding
  • The Wolves of Mercy Falls #2 – Linger, de Maggie Stiefvater (kindle book)
  • The Wolves of Mercy Falls #3 – Forever, de Maggie Stiefvater (kindle book)
  • Solaris, de Stanislaw Lem

Minha lista completa de livros e links para as respectivas resenhas aqui.

Filmes assistidos em Maio

  • De Repente 30 (13 Going on 30, 2004)
  • Garota, Interrompida (Girl, Interrupted, 1999)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo, 1966)
  • Chinatown (Chinatown, 1974)
  • Psicopata Americano (American Psycho, 2000)
  • Eu Sou Sozinha (Yo Soy Sola, 2007)
  • A Mão do Diabo (Frailty, 2001)
  • As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995)
  • Crowsnest (Crowsnest, 2012)
  • A Prisioneira (Walled In, 2009)
  • Delta de Vênus (Delta of Venus, 1995)
  • Häxan – A Feitiçaria Através dos Tempos (Häxan, 1922)
  • Pocahontas (Pocahontas, 1995)
  • Os Miseráveis (Les Misérables, 1998)
  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin, 1925)

Minha lista completa de filmes e links para as respectivas resenhas aqui.

Projeto 101 Coisas em 1001 Dias – 4ª edição

Projeto 101 Coisas em 1001 Dias

Decidi começar um novo Projeto 101 Coisas em 1001 Dias.

Quem me acompanha há bastante tempo (ou teve a curiosidade de fuçar posts mais antigos) sabe que eu já fiz o projeto 3 vezes antes. A primeira vez, que “vigorou” de junho/2006 a fevereiro/2009, foi a única que segui até o fim, as outras duas foram canceladas quando a maior parte dos itens deixou de fazer sentido durante um período de turbulências e reviravoltas na minha vida.

E aí que de uns tempos para cá senti vontade de começar novamente. Sim, eu tenho uma bucket list, mas a dinâmica é diferente e o fato de ter um prazo concreto funciona surpreendentemente bem para mim. Lembrei de quanto era divertido, de como era gostoso riscar um item, de como me ajudou a correr atrás das coisas, em como o processo todo foi um baita exercício de autoconhecimento e pensei “por que não?”.

Escolher os itens que entrariam para a lista foi bem menos difícil desta vez, as experiências anteriores, o fato de eu conhecer melhor minhas limitações e ter uma noção do que significa esse período de 1001 dias foram fatores determinantes. Algumas metas foram “importadas” da tal bucket list ou até mesmo das edições anteriores (prova de que, embora muitas coisas deixem de fazer sentido no decorrer do caminho, outras permanecem firmes), eu não quis acrescentar nada muito pesado ou “viajado”, procurei ajustar as metas à minha realidade atual e às perspectivas que tenho para o período e evitei, tanto quanto possível, aquelas vontades que dependem de muito dinheiro ou me ocupariam por períodos de tempo que não tenho disponível. Resultado: uma lista, talvez menos ambiciosa ou “glamourosa”, mas muito mais confiante e realista! :)

Então aí está: minha nova lista de 101 coisas a realizar em um prazo de 1001 dias, começando hoje, 30 de maio de 2014, para terminar em 24 de fevereiro de 2017.

Para saber mais sobre o que é o projeto, visite: http://www.dayzeroproject.com.

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Posts que gostei de ter lido nos blogs que acompanho, tendo eu me identificado com eles ou não:

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