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Série: Star Trek – The Next Generation

Star Trek - The Next Generation

Gosto bastante da franquia Star Trek, mas não me considero uma trekkie de carteirinha. No máximo posso dizer que eu costumava assistir a série clássica quando era criança e anos depois, já na era Netflix, resolvi reassistir toda TOS e depois seguir com os spin-offs.

Comecei Star Trek TNG já faz alguns anos, mas quando estava no meio da 3ª temporada a série saiu do catálogo da Netflix e só fui retomar no ano passado quando voltou a ficar disponível.

O argumento de TNG é o mesmo de TOS: acompanhar as viagens da nave estelar USS Enterprise, aqui na versão NCC-1701-D, em sua missão de “explorar novos mundos, procurar novas formas de vida e novas civilizações”. As aventuras se passam cerca de 70 anos depois das últimas missões da tripulação original comandada pelo Capitão James Kirk (William Shatner) e agora são protagonizadas pelo Capitão Jean-Luc Picard (Patrick Stewart) e seus oficiais seniores – o Primeiro Oficial Comandante Will Riker (Jonathan Frakes), o andróide Tenente-Comandante Data (Brent Spiner), a Chefe de Segurança Tenente Tasha Yar (Denise Crosby), o Oficial Tático/Chefe de Segurança Tenente Worf (Michael Dorn), a Conselheira Deanna Troi (Marina Sirtis), a Dra. Beverly Crusher (Gates McFadden) e o Engenheiro-Chefe Tenente Geordi La Forge (LeVar Burton).

Algumas mudanças refletem o passar desses 70 e poucos anos. O papel da Federação é mais evidente no dia-a-dia da tripulação e aparece com uma postura militar mais rígida, ao mesmo tempo em que aumentam as controvérsias (especialmente acerca da Primeira Diretriz) e as possibilidades em meio a camadas de complexidade mais subjetivas. O cenário político também sofreu alterações importantes: os Klingons agora fazem parte da Federação deixando para os Romulanos e os Borg, o papel de principais antagonistas.

A dinâmica da coisa toda permanece a mesma: uma missão por episódio, com o foco da personagem principal variando entre os membros da equipe sênior. TNG, no entanto, dá um pouco mais de atenção à continuidade das histórias pessoais, às personagens e situações recorrentes – nada que prime pela consistência nos detalhes, mas não fica tudo jogado no limbo, sabem? – e também rolam crossovers e referências a TOS e a DS9 que são sempre bem interessantes para quem também acompanha/ou as outras séries.

Eu era muito nova para acompanhar a reação do público quando TNG foi ao ar pela primeira vez (lááá em 1987). Parece-me que na época houve muitos protestos pelos simples fato de não ser o “original”. Não cheguei a ter preconceitos com a série por causa disso, mas acho compreensível o sentimento. Minha reação aos primeiros episódios foi de uma certa estranheza, aquele ciuminho “que é que esse cara está fazendo aí no lugar do Capitão Kirk?” ou “cadê o Spock numa hora dessas?”, manja?

Sensação passageira. Com poucos episódios e um mínimo de familiaridade eu já estava conquistada. Star Trek – The Next Generation é uma série de entretenimento old-school que faz bem o tipo que gosto de acompanhar sem pressões, perfeita para quando a ideia é distração e divertimento.

Star Trek – The Next Generation

(EUA, sindicação, Set 1987 a Mai 1994, finalizada)

Cartaz: Star Trek - The Next Generation

  • Títulos Alternativos: Jornada nas Estrelas – A Nova Geração (Brasil), Star Trek – A Geração Seguinte (Portugal)
  • Episódios: 178 episódios (45 min./ep.) em 7 temporadas
  • Criação: Gene Roddenberry
  • Produção: Gene Roddenberry, Maurice Hurley, Rick Berman, Michael Piller, Jeri Taylor
  • Gênero: Ficção Científica, Ação, Aventura
  • Elenco Principal: Patrick Stewart, Jonathan Frakes, LeVar Burton, Michael Dorn, Marina Sirtis, Denise Crosby, Gates McFadden, Brent Spiner, Wil Wheaton
  • Avaliação: ★★★★☆

Opening

(Dados coletados em Junho/2017)

Desenho e Pintura

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Lost Ocean (Johanna Basford)

Lost Ocean (Johanna Basford) –

Séries

Anime: Psycho-Pass

Psycho-Pass

Japão, século XXII. Graças ao Sistema Sybila a Secretaria de Segurança Pública é capaz de determinar o nível de estresse de qualquer indivíduo escaneando sua atividade cerebral para descobrir sinais de intenções criminosas através de um parâmetro de coeficiente mental conhecido como Psycho-Pass.

Inspetores trabalham em defesa da Lei com base no julgamento do Sybila, prendendo ou eliminando criminosos ou potenciais criminosos, mesmo que o crime em si ainda não tenha sido cometido. Ao seu lado estão os Executores (também chamados Justiceiros em algumas traduções), criminosos latentes a quem foram concedidos relativa liberdade em troca da execução do trabalho sujo, para que os Inspetores possam manter seus Psycho-Pass saudáveis.

Akane Tsunemori é uma jovem idealista, recém-nomeada Inspetora, que acredita na possibilidade de recuperação dos chamados criminosos latentes e na justiça honesta sob o jugo restrito do Sistema Sybila, mas seu trabalho ao lado dos Executores – em especial de Shinya Kogami, um ex-Inspetor que teve seu coeficiente criminal irremediavelmente alterado depois de um incidente que resultou na morte de um de seus subordinados – e todas as situações atípicas com que se deparam fazem-na perceber que nem tudo é preto no branco.

A princípio a ideia de detectar a intenção de um crime antes que ele aconteça lembra muito Minority Report – A Nova Lei (Minority Report, 2002), aquele filme com o Tom Cruise baseado no conto de Philip K. Dick, sabem? Psycho-Pass, no entanto, toma um rumo diferente e aborda outros questionamentos – vale adiantar que os debates sobre o que é a Justiça, sobre quem tem o direito de julgar são atordoantes (adoro!).

Para mim foi difícil acreditar que um anime pudesse ser tão violento – física e psicologicamente – e ao mesmo tempo tão viciante. Mind-fuck em diversos níveis, argumento interessante, cenas de ação para tirar o fôlego, plot twists para dar nó nos neurônios.

Os personagens são muito bem construídos, nada de moe irritantes ou clichés-caça-público. Mesmo os mais soturnos, quase antipáticos, conseguem atrair a curiosidade e cativar. Eu me apeguei com força… e chorei, literalmente, com algumas das mortes. A linha entre “mocinhos e vilões”, “certo e errado” ou “bom e mau”, tal como na vida real, é muito subjetiva. O principal antagonista, Shogo Makishima, é meu tipo de “vilão” favorito. Ele não luta pelo poder ou para “dominar o mundo”, mas para fazer frente a um sistema judiciário em que não acredita, instiga as melhores reflexões, é metódico, concentrado e inteligente.

Ao lado de Zankyou no Terror é o anime que mais me empolgou nos últimos tempos.

Psycho-Pass 2

Psycho-Pass 2

Atenção! A partir deste ponto alguns comentários podem revelar spoilers da primeira temporada.

Psycho-Pass 2, também listado em alguns lugares como a segunda temporada da série, se passa cerca de um ano e meio depois dos acontecimentos dos episódios passados. Depois de descobrir a verdade por trás do Sybila, Akane Tsunemori continua seu trabalho como Inspetora da Secretaria de Segurança Pública e pondera sobre a legitimidade de seu trabalho e dos vereditos do controverso sistema, ao mesmo tempo em que entende que a sociedade ainda não está preparada para as implicações se tudo fosse revelado publicamente.

Enquanto ela precisa lidar com sua nova colega, a inspetora-junior Mika Shimotsuki – inflexível e cegamente leal ao Sybila -, novos Executores e a ausência de Kogami, surge uma nova ameaça: um homem misterioso descobre uma maneira de manipular o coeficiente criminal, os escaners não o detectam, mantendo as Dominators travadas mesmo frente a um flagrante de assassinato ou um ataque terrorista.

Confesso que a morte do Makishima e a ciência de que o Kogami não teria uma participação ativa nessa temporada me desanimou um pouco, eu não botava muita fé. Fico feliz em ter que admitir que me enganei.

Afora fato de que o antagonista não é tão genial nem tão interessante quanto o Makishima, esta segunda temporada consegue segurar as pontas. Algumas cenas são ainda mais chocantes, o ritmo é frenético e a tensão palpável.

Gostei muito da evolução da Inspetora Tsunemori, uma mulher de mais atitude, mais forte e endurecida, ao mesmo tempo em que se mantém fiel às suas convicções mais profundas frente ao choque de realidade. Mais a mais: Ginoza também está muito mais interessante e badass como Executor, conhevamos.

Psycho-Pass [recomendado]

(Japão, Out 2012 a Mar 2013, finalizada)

Cartaz: Psycho-Pass

  • Episódios: 33 episódios (22 min./ep.) em 2 temporadas
  • Estúdio: Production I.G
  • Direção: Katsuyuki Motohiro
  • Roteiro: Gen Urobuchi
  • Design de Personagens: Akira Amano
  • Produção: Dentsu, Fuji TV, Nitroplus, Sony Music Entertainment, Kyoraku Industrial Holdings
  • Gênero: Ficção Científica, Ação, Policial, Suspense, Psicológico
  • Avaliação: ★★★★★

Trailer – Season 1

Trailer – Season 2

(Dados coletados em Maio/2017)