Na Minha Playlist: In Flames

O título do post bem poderia ser “Ressuscitando um natimorto” ou qualquer coisa parecida e tão-sem-sentido-quanto, anunciei esta seção aqui no blog há muito tempo, mas – shame on me – nunca cheguei a publicar um post na categoria (embora ainda tenha uns 4 ou 5 “pré-textos” sobre o assunto no meu arquivo de rascunhos, só para constar). Talvez vocês já saibam, sou uma procrastinadora profissional nível master e a despeito de quaisquer outras desculpas que eu possa tentar desencavar esse ainda é o principal motivo para o “delay“. E olha que levei até um puxão de orelha! :P

Minha criatividade não anda lá em seus melhores dias e eu ainda estou na dúvida quanto ao formato que darei a esses posts, mas eu realmente quero dar um pontapé nisso para desencalhar o treco de vez, então vamos começar devagar, falando um pouquinho da banda que mais tem marcado presença na minha playlist nas últimas semanas:

In Flames é uma banda sueca de death metal melódico que começou como um projeto paralelo do baixista do Desecrator/Ceremonial Oath, Jesper Strömblad, em 1990, e que só teve sua primeira formação oficial em 1993 quando Jesper deixou o Ceremonial Oath alegando incompatibilidades musicais.

As músicas do In Flames são caracterizadas por síncopes bem evidentes, riffs pesados, algumas “experimentações sonoras alternativas” e um vocal screaming style (algo como um vocal “gritado”) combinado com o gutural. Só para constar: eu, pessoalmente, gosto mais da banda a partir do quarto álbum, Colony, lançado em 1999.

Mas vejam só, conheci a banda apenas em 2004. Vocês se lembram daquela época em que a gente tinha a opção de exibir no status do MSN a música que estávamos ouvindo? Pois é. Eu usava muito o MSN e esse recurso me rendeu vários pretextos para puxar papo e diversas descobertas musicais, o In Flames foi uma delas. Já não me recordo quais foram as primeiras músicas que ouvi, só sei que um amigo cujo gosto musical combinava um pouco com o meu estava ouvindo e eu fiquei curiosa.

Não posso dizer que esta é uma banda que eu acompanho de perto, antes de começar este post eu ainda nem tinha ouvido todas as músicas do albúm Sounds of a Playground Fading lançado em 2011, sendo que o próximo já está previsto para setembro, mas as músicas que tenho frequentam bastante minhas playlists especialmente nos dias mais estressantes. Acho que o som deles tem uma pegada meio “agressiva” que combina bem com o meu estado de espírito nessas horas. :P

Para finalizar, e para satisfazer a curiosidade dos que não conhecem, uma pequena playlist com algumas das minhas preferidas da banda:

Require Flash player

In Flames

  • Origem: Gothenburg, Suécia
  • Gêneros associados: death metal melódico, metal alternativo
  • Atividade: 1990->
  • Formação atual: Anders Fridén, Björn Gelotte, Peter Iwers, Daniel Svensson
  • Site oficial: http://www.inflames.com

(Dados coletados em junho/2014)

Filme: Penelope

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Cenas do filme

‘Taí um bom exemplo de guilty pleasure para mim: um filme bobo, repleto de pequenos clichés e personagens caricaturizados, mas que ainda assim consegue ser deliciosamente cativante e, como um plus, conta com James McAvoy (♥!) no papel do “mocinho”.

Penelope (Christina Ricci) nasceu com um nariz de porco, consequência de uma maldição que paira sobre sua família há várias gerações, desde que um de seus antepassados engravidou e abandonou uma das empregadas da casa que, desiludida, se matou. Inflamada pelo desejo de vingança, a mãe da desafortunada empregada enfeitiçou a linhagem dos abastados herdeiros: a próxima menina nascida na família teria um nariz de porco e a maldição somente seria quebrada quando um de seu próprio meio a aceitasse.

Devido ao receio de sua mãe Jessica (Catherine O’Hara) de que a sociedade descobrisse e ridicularizasse a situação da garota e o nome da família, Penelope cresceu enclausurada em casa, rodeada apenas por um mundinho particular construído especialmente para ela até que, ao completar 18 anos, começa a busca por um pretendente de seu nível social que aceite se casar para quebrar a maldição.

O problema é que os rapazes simplesmente fogem aterrorizados quando olham para Penelope e as coisas apenas mudam de rumo quando Edward (Simon Woods), um desses assustados pretendentes, quer provar da existência da garota para não ser mais taxado de louco e se une ao jornalista Lemon (Peter Dinklage). Juntos eles contratam o jovem Max (James McAvoy), um jogador compulsivo e falido, para se passar por um pretendente e tentar tirar uma foto da garota.

Dentre os aspectos que mais gostei no filme cito a cenografia – essa Londres alegre, de cores vibrantes e aquele sonho que é o quarto da protagonista (fiquei querendo um igual para mim!) – e o figurino, que trabalham bem para criar a atmosfera de um conto de fadas que mistura toques de modernidade com ares vintage.

A trama em si carrega discussões bem interessantes, mas o drama é tratado de maneira bastante rasa, traz lições de moral bem explícitas e simplórias. O conjunto da obra, para mim, foi salvo pelo ótimo entrosamento do elenco. Christina Ricci manda bem no papel da ingênua Penelope, tem uma boa química em cena tanto com James McAvoy quanto com Catherine O’Hara – que por sua vez, está hilária nos momentos de histeria. Menções honrosas para Peter Dinklage, sempre ótimo, e Reese Witherspoon que assina a produção e faz uma ponta como a primeira amiga de Penelope.

Uma boa opção para aqueles momentos em que estamos procurando por entretenimento leve, aquela sensaçãozinha de assistir a um filme “fofo”.

Penelope

Penelope (EUA / Reino Unido, 2006, 102 min.)

Cartaz: Penelope

  • Direção: Mark Palansky
  • Roteiro: Leslie Caveny
  • Gênero: Fantasia, Comédia Romântica, Romance
  • Elenco Principal: Christina Ricci, James McAvoy, Catherine O’Hara, Reese Witherspoon, Peter Dinklage, Richard E. Grant, Simon Woods
  • Site Oficial: http://www.penelopethemovie.com/
  • Avaliação: ★★★½☆

Trailer

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Listografia: 10 lugares no mundo que eu gostaria de conhecer antes de morrer

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O tema desta vez foi uma sugestão da amiga Anamaria (Obrigada pela colaboração com o meu projeto, querida!), nas palavras dela:

Minha sugestão pro seu projeto listografia: faça uma lista dos top 10 lugares no mundo que você gostaria de conhecer, lugares que você TEM que visitar antes de morrer. Mas não vale simplesmente sair listando nomes de países ou lugares famosos e clichês turísticos, tem que ser mais específico, dizer que lugar você gostaria de visitar nesses países e dizer o porquê. Acho que os lugares pelos quais uma pessoa se interessa de verdade podem dizer muito sobre ela. Bora lá?

Bora lá, então!

Fazer esta lista foi difícil e divertido. Difícil porque o mundo é lugar grande e interessante demais para que eu consiga pensar em apenas 10 lugares para conhecer. E divertido porque, bem, não sei se vocês também são assim, mas para mim, o simples fato de pensar em uma viagem, mesmo que ainda seja uma perspectiva um pouco distante, é uma delícia, tem aquele gostinho de aperitivo para a viagem em si.

A lista não segue qualquer ordem de preferência e, na maioria dos casos, são sonhos antigos, lugares que tenho vontade de visitar há muito tempo…

Listografia: 10 lugares no mundo que eu gostaria de conhecer antes de morrer

Fernando de Noronha – Brasil

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Foto: (cc) Pictrues @ Flickr

Uma vontade tão antiga que já não sei mais dizer quando ou porquê ela surgiu, sequer a primeira vez em que ouvi falar do lugar, é como uma dessas coisas que simplesmente parecem crescer com a gente. Lembro-me de ter lido alguns livros com a temática de ilhas e/ou náufragos quando era criança e na minha imaginação o cenário sempre se encaixava na ideia que eu costumava ter de Fernando de Noronha. Hoje essa fantasia já não funciona mais, para o bem ou para o mal, agora imagino alguma coisa mais para “turística” (ainda que bem conservada) do que para “perdida” ou “deserta”, mas ainda é um dos lugares que mais tenho vontade de conhecer.

Pantanal – Brasil

Two jabirus at the nest

Foto: (cc) Tambako the Jaguar @ Flickr

A vontade de conhecer o Pantanal vem desde a época da novela. Sim, aquela, exibida pela extinta TV Manchete no ano de 1990. As cenas aéreas das planícies alagadas, dos tuiuiús, dos jacarés, das sucuris e até mesmo das grandes boiadas enchiam meus olhos e embora eu sempre tenha mantido em mente que jamais conseguiria viver em um lugar assim, em algum momento botei na cabeça a ideia de que gostaria muito de conhecer – e fotografar até o dedo indicador sofrer uma entorse! – a região. Em tempo, um safári fotográfico no Pantanal é uma meta que pretendo realizar tão logo seja possível.

Florestas de Sequóias – Costa Oeste dos EUA

Redwoods National Park 2

Foto: (cc) deltaMike @ Flickr

Eu tenho uma coisa por florestas. Uma coisa meio… inexplicável. Os cheiros, os sons, as texturas, as cores… quando caminho por uma floresta eu me sinto viva como em nenhum outro momento, é quando eu realmente me sinto parte de algo verdadeiro, dotado de força e energia. Parada ao pé de uma grande árvore, olho para o alto e é quase como se eu fosse transportada para um outro mundo, um cenário literário ou cinematográfico, mágico e fantástico, mas ali, palpável, real. Agora imagina o peso de tudo isso em meio a árvores que podem viver por milênios e ultrapassar os 100 metros de altura. Imaginou? Pois é.

Parque Nacional Vatnajökull – Islândia

Glacial Lagoon

Foto: (cc) Worlds In Focus @ Flickr

Geleiras, cenários congelados e quase monocromáticos me fascinam, um sentimento parecido com a “coisa” que tenho por florestas, com um “quê” de mágico e fantástico. Entenda, sei que esse é um tipo de ambiente bastante hostil, que demanda uma série infindável de dificuldades para o dia a dia ou mesmo para uma rápida visita, e que não há muito mais a ver do que isso, mas ainda assim eu a-do-ra-ria conhecer! O mais perto que já cheguei de um lugar tão gelado – e na verdade nem de longe parecido – foi uma visita à região do Aconcágua, nos Andes argentinos, quando já era primavera mas ainda havia neve nas partes mais altas.

Vale Jiuzhaigou – China

JIUZHAIGOU

Foto: (cc) Juer 78 @ Flickr

Há muita, muita, MUITA coisa que eu gostaria de ver na China, poderia fazer uma lista exaustiva falando exclusivamente disso, dentre outras coisas meus maiores interesses são pela cultura tradicional e pelas paisagens naturais, mas já que a tarefa da vez é ser seletiva e específica, fico com o Vale Jiuzhaigou. Documentários, fotos e histórias sobre esse lugar sempre me fascinaram e se eu só pudesse escolher uma opção para visitar na China esse seria o local.

Barreira de Corais – Austrália

Turtle 4

Foto: (cc) fugm10 @ Flickr

Antes de ser obrigada a enterrar os pés na realidade, eu costumava dizer que “quando crescesse” seria bióloga marinha, oceanógrafa e trabalharia fazendo documentários, algo como uma versão feminina, japa e sem-noção de Jacques Costeau. A vida me levou por outros caminhos, mas a paixão pelo mundo submarino persiste, assim como a vontade de conhecer de perto a maior barreira de corais do mundo, cujo tamanho e biodiversidade me fascina sobremaneira desde sempre.

LOTR and Hobbit Tour – Nova Zelândia

Mount Owen Karst

Foto: (cc) Dru! @ Flickr

A Nova Zelândia sempre figurou entre os top lugares para onde eu gostaria de viajar, é um país de paisagens que sempre associei a cenários que cabiam perfeitamente na minha imaginação durante minhas leituras, especialmente dos livros de fantasia. Acho que não preciso dizer muito mais, depois das adaptações dos livros de um dos meus escritores favoritos para o cinema essa vontade só fez aumentar e o tour pelas locações e cenários utilizados nos filmes é um dos roteiros que não quero deixar de fora quando tiver a oportunidade.

Pamukkale – Turquia

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Foto: (cc) jechstra @ Flickr

Vi fotos desse lugar pela primeira vez na época dos primórdios do Fotolog, em meados de 2004, quando eu ainda estava dando meus primeiros passos na fotografia digital com a P32 e um dos meus contatos viajou pra lá. Fiquei de boca aberta com as postagens dele, tudo aquilo me pareceu muito exótico, botei na cabeça que um dia visitaria esse lugar. E ainda não mudei de ideia.

Mar Morto – Israel/Jordânia

Dead sea

Foto: (cc) Gustavo Jeronimo @ Flickr

Pela curiosidade em conhecer algo único no gênero, pelas paisagens inusitadas, por todo o legado histórico nos arredores, para experimentar e fotografar todos os clichés turísticos da região e poder dizer, algum dia: “sim, eu realmente dá para ler um livro boiando no Mar Morto”.

Região da Toscana – Itália

Tuscan Dreams

Foto: (cc) Michael Bolognesi @ Flickr

As belas paisagens, o clima romântico repleto de charme em cada detalhe, a gastronomia, a cultura riquíssima com fortes influências eruditas, o fato da região ser considerada o berço da Itália Renascentista, toda a sua herança histórica, o legado etrusco… Precisa de mais? Vou lhes dizer uma coisa, se eu tivesse a oportunidade de passar um ano sabático em algum lugar do mundo, consideraria seriamente fazê-lo nessa região.

Machu Picchu – Peru

Machu Picchu

Foto: (cc) thibhou @ Flickr

Um dos muitos lugares relacionados às chamadas “civilizações pré-colombianas” que eu gostaria de conhecer. Para ser bem sincera, quando estou procurando por algum livro sobre o assunto, tenho uma inclinação maior para os povos da região Mesoamérica, mas quando penso em ruínas arqueológicas Machu Picchu é o que me vem à mente primeiro, talvez pela proximidade ou pela ampla divulgação turística. De uma maneira ou de outra é um lugar que eu gostaria muito de conhecer e, aqui na lista, representa também os locais relacionados aos povos mais ao norte.

Ilhas Galápagos – Equador

Marine Iguana enjoys the view

Foto: (cc) blinkingidiot @ Flickr

Minha vontade de visitar as Ilhas Galápagos reside em motivos muitos parecidos com aqueles que me fazem ter vontade de conhecer a Barreira de Corais na Austrália, mas aqui, além da vida submarina, também cabe a biodiversidade riquíssima e as abundantes espécies endêmicas, com destaque especial para as tartarugas gigantes e as iguanas.

ico_plug Este post faz parte do Listografia, um projeto que consiste em escrever listas como um exercício de memória, criatividade e autoconhecimento. Mais informações e as listas já publicadas aqui.

Palavras Garimpadas #16

Eu

Até agora eu não me conhecia,
julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.

Mas que eu não era Eu não o sabia
mesmo que o soubesse, o não dissera…
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim… e não me via!

Andava a procurar-me – pobre louca!-
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!

E esta ânsia de viver, que nada acalma,
E a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!

Florbela Espanca