101 Coisas: [✔] 84. Botar em prática 3 novas ideias de seções para o blog

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Blogging

Mantenho este blog há exatos 12 anos (sim, exatos, coincidentemente ele está fazendo aniversário hoje , vejam só!) e embora nunca tenha desistido, nem mesmo considerado a ideia de fechar o blog, tive muitas fases de desânimo e períodos de hiatus. Normal, creio eu, para um blog pessoal com um período tão longo de existência que não é exatamente um diário, mas reflete muito meu próprio humor e as fases da minha vida.

De uns tempos para cá, depois de um looongo período de baixa inspiração e posts esporádicos, voltei a me animar com a ideia de blogar e comecei um trabalho de reorganização por aqui. Coisinhas pequenas, revisão de código, acertos no layout, reclassificação de posts, tags e categorias, e junto com tudo isso a iniciativa de, finalmente, colocar no ar algumas ideias de posts em série que há tempos venho acalentando.

As seções que já começaram a ser publicadas (e com as quais já posso riscar mais um item da minha lista de 101 coisas):

  • Na Minha Playlist: esta era uma ideia antiga que até chegou a ser anunciada mas ainda não havia sido implementada. Tudo muito simples, apenas um espaço para falar sobre música, um assunto que eu costumava abordar com bastante frequência lááá nos primórdios do blog mas que andava completamente dezprezado nos últimos anos.
  • Fiapos do Cotidiano: aquelas cenas do cotidiano, mini crônicas, coisinhas que vivo ou presencio no dia-a-dia e que não se encaixam em nenhuma outra categoria do blog.
  • Pergunta que eu respondo!: ideia reciclada de um recurso que eu costumava manter no blog há muitos anos, uma seção onde respondo, com posts, às perguntas dos leitores e visitantes do blog.

Acrescentei o item à minha lista de 101 coisas na esperança de me funcionasse como uma injeção de ânimo para que eu retomasse as atividades do blog e, pelo visto, está funcionando. Uma amiga minha costuma dizer que o processo de escrita é como uma plantinha, quanto mais a gente cuida e se dedica, mais ela cresce e se desenvolve. Interessante constatar como a analogia faz todo sentido, quanto mais escrevo, mais vontade tenho de escrever, muitas ideias – para novos posts e mais seções – fervilhando na cabeça!

Meme: 5 programas de TV que marcaram minha vida

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Hoje em dia é raríssimo você me encontrar em frente à televisão, o único aparelho que tenho em casa – um bem antigo, de tubo, que não me preocupo em trocar justamente porque quase não é usado – passa cerca de 90% do tempo desligado. Sou dessas que sempre fica boiando em qualquer conversa a respeito de programas televisivos, não conheço mais as celebridades do meio, não posso dar qualquer pitaco… e posso ser sincera? Não sinto falta nenhuma. Entretanto, sim, eu fui uma criança de televisão, tenho muitas boas memórias dessa época e acredito que muito da minha “formação” no que tange a gostos e interesses veio dessa época.

‘Bora dar uma espiadinha nos meus escolhidos?

Glub Glub

Glub Glub

Glub Glub foi um programa infantil apresentado pela TV Cultura na década de 90, era apresentado por dois peixes, um macho e uma fêmea, ambos chamados Glub. Cada episódio abordava a discussão de um tema problemático, alternando o diálogo entre os tais peixes e a apresentação de animações relacionadas de alguma forma com o tema e, ao final, culminava em alguma lição de moral. Eu amava aquelas animações, especialmente aquelas feitas com bonecos de massinha. Creio que minha paixão pelas animações e pelo stop-motion vem dessa época.

Caverna do Dragão

Caverna do Dragão

Eu poderia citar uma lista bem recheada de desenhos clássicos que eu curtia quando era criança, mas vamos ser sucintos, certo? Escolhi um dos meus preferidos para representar todos eles. Caverna do Dragão é um desenho baseado no jogo de RPG Dungeons & Dragons que foi transmitido pela primeira vez pela CBS dos EUA na primeira metade da década de 80. Basicamente é a história de 6 crianças que acabaram perdidas em um reino de fantasia quando visitavam um parque de diversões e enfrentam diversos perigos na tentativa de voltar para casa. Levando em conta o quanto os jogos de RPG medieval e a temática de fantasia fizeram parte significante da minha vida posteriormente, eu não estaria errada em dizer que o desenho foi de uma forte influência para mim.

Changeman

Tokusatsu

Tokusatsu é uma expressão japonesa que antigamente descrevia praticamente qualquer produção cinematográfica que se utilizava de efeitos especiais, mas atualmente tornou-se sinônimo daquelas séries de super-heróis produzidas no Japão. Houve um tempo na minha vida em que eu acompanhava vááários desses seriados na TV Manchete. Changeman, que usei para ilustrar o item, era um dos meus preferidos, mas eu também curtia muitos outros da “turma das antigas” como Jaspion, Jiraiya, Flashman, Jaspion e Cybercop (que, acredito, deve ter sido o último que acompanhei antes de começar a voltar meu interesse para outras coisas).

Chaves

Chaves e Chapolim

Chaves e Chapolim foram séries de comédia criadas e estreladas pelo mexicano Roberto Bolaños e produzidas pela Televisa principalmente na década de 70. Creio que não preciso muito me alongar em descrições, preciso? Não conheço ninguém que não saiba do que se trata, mesmo que não curta muito. Da minha parte, o que dizer de um programa que me faz gargalhar deliciosamente até hoje, mesmo que eu já tenha visto os episódios repetidas vezes?

Blossom

Blossom

Acho que posso considerar Blossom como a primeira série de comédia dramática que acompanhei com assiduidade. Criada por Don Reo a série foi produzida no início da década de 90 e foi transmitida no Brasil pelo SBT. Eu simplesmente adorava, ria e me emocionava, a Blossom não era necessariamente uma personagem com quem eu me identificava na personalidade, mas sempre podia reconhecer alguns dramas tão comuns na fase adolescente e foi uma delícia “acompanhar” a adolescência dela ao mesmo tempo em que eu mesma encarava a minha.

» Este post faz parte do meme proposto pelo Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que procura resgatar a velha paixão por manter diários virtuais. Quer participar? Veja como no grupo do Rotaroots no Facebook.

Como é que você consegue ler tanto?

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Já me fizeram essa pergunta uma porção de vezes e eu nunca soube realmente o que responder.

A questão é que não existe uma técnica, não existe um truque, não existe uma fórmula mágica. Nunca precisei de nada parecido porque nunca li por obrigação, anoto tudo o que leio porque sou viciada em listas, uso números como referências, não me importo realmente com quantidades.

Leio muito porque gosto, leio relativamente rápido porque não sei fazer de outra maneira.

Para mim é simples assim.

Quem é apaixonado pelos livros como eu sabe que tudo isso é muito subjetivo. Mesmo nos períodos em que leio muito a sensação de que eu ainda não leio o “suficiente” permanece porque minha lista de desejos literários só faz aumentar e parece tender ao infinito.

Uma vez uma amiga sugeriu que o “segredo” talvez esteja nos meus hábitos de leitura e acho que faz algum sentido, minha faceta “devoradora de livros” pode ser simplesmente uma questão de escolha, resultado da paixão somada ao hábito.

Dentre todos os hobbies a que me dedico, a leitura é sempre o que vem primeiro à minha mente quando tenho um tempo livre. A tal da questão de escolha, de decidir o que fazer com aqueles preciosos minutos entre as obrigações. Eu posso escolher ver um filme, fazer algum artesanato, sair para fotografar, fuçar a vida alheia no Facebook – e, claro, faço tudo isso – mas na maioria das vezes fico com o livro. O velho princípio de optar por um caminho em detrimento de outro. Leio muitos livros, mas não vejo tantos filmes quanto eu gostaria, por exemplo.

Dois momentos do dia em que sempre leio um pouco: horário de almoço (depois de comer e socializar um pouquinho com Mamãe) e antes de dormir (já na cama, aquele momento em um livro muito bom pode fazer com que eu avance madrugada adentro).

Mas eu não fico apenas esperando por um “tempo livre” ou a “hora marcada” para ler, carrego um livro comigo – pode ser um impresso tradicional, o Kindle ou apenas o celular, onde tenho o Kindle App instalado – para onde quer que eu vá e aproveito qualquer folguinha para ler um pouco, normalmente nem reclamo quando preciso enfrentar filas ou longos chás de cadeira.

É claro que ler assim, aos bocadinhos, faz com que eu precise retornar alguns parágrafos de vez em quando se a linguagem ou a temática forem mais complexas, mas isso não é problema para mim. Assim como não tenho dificuldade em ler vários livros “ao mesmo tempo” o que facilita esse negócio de ler um pouquinho de cada em lugares e situações diferentes.

Algo que também deve fazer alguma diferença é o fato de que me adaptei bastante bem aos audiolivros. Lanço mão deles enquanto executo outras tarefas como lavar louças, limpar a casa, fazer as unhas, algum artesanato, ou mesmo no trabalho, quando tenho que dar conta de algo que para mim já se tornou “automático”, como formatar um longo texto em HTML. Para mim funciona porque eu consigo me concentrar em ambas as coisas, mas acho que vai de cada um. Essa mesma amiga que mencionei aí em cima já me disse que não consegue se concentrar em um audiolivro mesmo que esteja dedicando seu tempo exclusivamente a isso.

O propósito deste post é responder à pergunta-título, mas se você chegou até aqui à procura de uma resposta para si mesmo e se algumas dicas forem de algum valor, vale a pena dizer:

  • Em primeiro lugar desencane. Se você acha que precisa ler porque é bonito mostrar isso, porque as pessoas vão achar que você é mais inteligente, porque você se sente pressionado, não vale a pena. Ler por obrigação e sem vontade não é prazeiroso, nem proveitoso. O simples fato de ler muito não significa nada e há um zilhão de outras atividades tão “bonitas” quanto, a que você pode se dedicar e com as quais pode crescer como pessoa.
  • Se você gosta e tem vontade de ler mais, mas simplesmente não encontra tempo, o primeiro passo é descobrir o que está errado na maneira como você usa o seu tempo. Eu acredito que todos nós temos muito mais tempo do que imaginamos, mas arcamos com muito desperdício. Estou participando de um desafio sobre o aproveitamento do tempo e os resultados são surpreendentes, mas vou deixar o assunto para um outro post. Por enquanto basta dizer que não é o caso de bitolar e estressar ainda mais, pernas pro ar é uma delícia e faz bem, é apenas identificar se você não está gastando energia com atividades inúteis que não acrescentam nada à sua vida.

Enfim, acredito que respondi à pergunta e me estendi até mais do que o necessário. Agora eu é que quero saber: você lê tanto quanto gostaria? Como é sua rotina de leitura?

ico_plug Este post é uma resposta à pergunta da Drika no Pergunta que eu respondo!, uma seção do blog onde respondo, com posts, às perguntas dos leitores. Para saber mais, enviar a sua pergunta ou ver a lista de perguntas/respostas já publicadas espia aqui.

Palavras Garimpadas #19

Um escritor nunca esquece a primeira vez que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço.

O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón

#100happydays

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Você conseguiria ficar feliz durante 100 dias seguidos?

Há tempos venho acompanhando os 100 Happy Days de vários(as) amigos(as) e desde que eu soube do que se trata tenho vontade de participar, tanto que acabou virando um dos itens da minha lista de 101 coisas. Eu vinha segurando a onda e não tinha começado ainda porque estou com outros projetos de registros diários e não queria embolar tudo, mas…

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… eis que descobri que duas das pessoinhas das mais queridas que conheci na blogosfera (embora uma delas, para infelicidade geral da nação, não esteja mais blogando), a Tábata e a Mah, estão querendo começar o desafio e na troca de ideias acabei ficando na maior fissura de começar também.

Sempre é possível encaixar mais um projetinho, especialmente um tão bonitinho, ao meu dia-a-dia, não?

Então é isso, começo hoje com postagens lá no meu Instagram e sempre que possível aparecerei aqui no blog com um resumo das fotos publicadas e do que está rolando no desafio.

Não sabe do que se trata? Quer participar também? Dá uma espiadinha aqui!