Projetos Pessoais

Você tem alguma fobia estranha?

Phobia

Foto: (cc) JD @ Flickr

Fobia estranha?? Gente, é cada pergunta que vocês jogam no meu colo… 😛

Tenho para mim que toda fobia é estranha para quem não sofre do mesmo mal e está apenas observando “de fora”, mas vá lá, algumas realmente nos parecem mais estranhas do que outras.

Em termos de fobia mesmo, no sentido mais extremo da palavra, acho que a única da qual sofro é mesmo a catsaridafobia, o medo irracional, incontrolável e atordoante de baratas – aliás, comentei um pouco sobre isso recentemente nesse post. Não creio que seja uma fobia assim tão estranha, muita gente tem problema com essas monstrengas, mas concordo que em um nível tão problemático como o meu é caso mais raro.

Respondida sua pergunta, Mari? Obrigada pela participação! 😉

ico_plug Este post é uma resposta à pergunta da Mari no Pergunta que eu respondo!, uma seção do blog onde respondo, com posts, às perguntas dos leitores. Para saber mais, enviar a sua pergunta ou ver a lista de perguntas/respostas já publicadas espia aqui.

Projetos Pessoais

52 Objetos – #10: Diana Mini

52 Objetos - #10: Diana Mini

  • O quê: toy camera
  • Onde: quando não estou usando fica na minha estante
  • Origem: comprada por mim mesma na Lomography

Eu comecei a brincar com fotografia ainda na época do filme, mas só depois que o domínio digital já havia se consolidado é que minha paixão pela fotografia analógica realmente despertou. Gosto de fotografar com filme de maneira geral, mas tenho um especial interesse pela lomografia e quando descobri esse mundo, foi inevitável: não sosseguei até adquirir minhas próprias câmeras de brinquedo.

Hoje tenho outras câmeras desse tipo (e outras tantas na wishlist), mas a Diana Mini foi a minha primeira e por isso a escolhida para representar o grupo no 52 Objetos. Além de uma atividade divertida, acho essas câmeras super charmosas, quando não estou usando as minhas ficam todas expostas como se fossem bibelôs.

Embora essas câmeras sejam, no geral, consideradas de “baixo custo” a brincadeira em si não sai muito barata, além do que é difícil encontrar filmes e bons laboratórios para a revelação, motivos pelos quais só me dedico ao hobby eventualmente. Mas aí está, mais um objeto que diz um pouquinho sobre a minha pessoa e minhas paixões nessa vida. 😉

» Este post faz parte do Projeto 52 Objetos que consiste em postar, uma vez por semana, durante um ano, objetos que sejam significativos para mim e digam um pouco sobre a minha pessoa. Para saber mais espia aqui e para ver os objetos já publicados aqui.

Palavras garimpadas

Palavras Garimpadas #25

O mundo são as circunstâncias em volta da vida da gente. Não são as coisas, fatos e fenômenos que ocorrem no planeta: o mundo da gente não é o planeta Terra; este a gente vê no cinema e na televisão, sabe pelos jornais, mas não é o mundo dela. Diz-se do ser humano que é ser-no-mundo porque o mundo parte intrínseca do seu ser: são as relações pessoais, as pessoas com quem fala e convive, as coisas que faz, a sua ocupação, o seu trabalho, os seus projetos. O mundo é maior ou menor conforme a largueza dessas circunstâncias.

Os Quatro Contos do Mundo – R. Saturnino Braga

Cotidiano

Fiapos do Cotidiano #6

O aniversário de uma amiga está se aproximando, depois de consultar a wishlist dela vou a uma livraria a fim de pesquisar preços. Uma vendedora vem me atender:

– Precisa de ajuda?

Eu:

– Vocês tem “O Caderno” de Saramago?

Ela dá uma bufada sem se preocupar em disfarçar e me olha como se eu não fizesse a menor ideia do que estou fazendo ali além de desperdiçar o tempo dela:

– Olha moça, aqui é só livraria, não é papelaria não. Tem uma papelaria aqui na rua de trás, lá eles vendem caderno, deve ter esse aí que você quer.

😕

Cinema e Vídeo

Filme: Além da Liberdade

Cenas do filme

Além da Liberdade, dirigido por Luc Besson, é um filme biográfico que retrata a história de Aung San Suu Kyi, uma política birmanesa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz (1991), que ganhou notoriedade mundial por sua luta, firme mas pacífica, pela democracia e a condição de prisão domiciliar em que viveu por quase 15 anos.

Suu Kyi é filha de Aung San, considerado herói nacional e “pai” da Birmânia moderna (Myanmar), que foi assassinado pouco antes da independência do país, quando ela tinha apenas 2 anos. Estudou na Universidade de Oxford, onde conheceu Michael Aris, um especialista em cultura butanesa, tibetana e himalaia, com quem se casou e teve dois filhos. Em 1988 Suu Kyi voltou a seu país, para cuidar de sua mãe doente, justamente no momento em que eclodiu a revolta popular contra o regime militar que acabou por provocar uma violenta repressão e graves consequências na economia do país. Seu envolvimento com o movimento foi inevitável.

Não é um filme para quem procura um melhor conhecimento a respeito da recente história política da Birmânia, o roteiro praticamente não contempla esse aspecto e mantém o foco no núcleo familiar de Suu Kyi, em especial no seu relacionamento com o marido e os sacrifícios enfrentados por sua família. Uma bonita, embora triste, mensagem sobre o que é verdadeiramente afetado quando suprimida a liberdade de um povo.

De minha parte, não vi a escolha por um alicerce familiar como um problema, uma vez que eu não tinha expectativas de um viés mais político/histórico que pudessem ser frustradas. E posso dizer que gostei do resultado, com algumas reservas.

Como ponto de destaque eu citaria o ótimo trabalho dos atores principais. Michelle Yeoh (que interpreta Aung San Suu Kyi) e David Thewlis (Michael Aris) apresentam uma química perfeita em tela, ambos estão muito a vontade em seus papéis, convencem e emocionam. Minha reservas ficam apenas por conta de alguns buracos no roteiro (cortes na edição?) que acabam por tornar algumas passagens meio confusas no decorrer dos acontecimentos e na falta de profundidade quando trata das razões para que a luta seja tão importante para o casal ou de onde vem essa consciência política tão acirrada. O filme não mostra o que é os une verdadeiramente, mesmo quando separados por milhares de quilômetros e longos períodos de tempo.

De uma maneira ou de outra é um filme recomendável. Se não por uma grandiosidade cinematográfica, pelo mérito de abordar um conflito pouco documentado que, à parte a notoriedade alcançada por Suu Kyi, permanece obscuro para a grande massa ocidental.

Além da Liberdade

The Lady (França / Reino Unido, 2011, 132 min.)

Cartaz: Além da Liberdade

  • Direção: Luc Besson
  • Roteiro: Rebecca Frayn
  • Gênero: Drama / Biografia
  • Elenco Principal: Michelle Yeoh, David Thewlis, Jonathan Raggett, Jonathan Woodhouse, Benedict Wong, William Hope
  • Avaliação: ★★★★☆

Trailer