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Da série: posts que eu poderia ter escrito

Livro: Fortaleza Digital, de Dan Brown

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Capa: Fortaleza Digital Susan Fletcher, uma brilhante matemática e criptóloga que trabalha na NSA (National Security Agency), é chamada em caráter de emergência quando o TRANSLTR, o supercomputador da agência considerado uma arma invencível na decodificação de mensagens, se depara com um novo algoritmo de encriptação aparentemente inquebrável. O engenhoso código, batizado de Fortaleza Digital, foi criado por um ex-funcionário da própria NSA que agora pretende expor os podres e segredos da agência ao grande público e Susan precisa descobrir a chave do código para impedir o colapso dos serviços de inteligência, ao mesmo tempo em que se vê envolvida por uma perigosa teia de segredos e mentiras que coloca em risco sua própria vida e a de seu noivo, David.

Fortaleza Digital é o primeiro livro do escritor estadunidense e já traz um pouco de todos aqueles ingredientes que, futuramente, vieram a caracterizar seu estilo e o tornaram tão popular na categoria dos thrillers contemporâneos.

Dan Brown não é um de meus escritores favoritos, mas eu mentiria se dissesse que não admiro sua capacidade de criar uma conspiração gigantesca e emaranhada a partir de uma simples ponta ou sua habilidade em manter a narrativa em um ritmo frenético, com cenas tão cinematográficas regadas à mania de grandeza. Não importa o que se diga, não deixa de ser uma receita que ainda está funcionando.

Sim, há um pouco disso tudo em Fortaleza Digital, mas mesmo não sendo versada no trabalho do autor (li apenas 3 livros dele, este foi o segundo) arrisco acreditar que este é o mais fraco de todos eles. A despeito da narrativa acelerada, o excesso de informações técnicas – para dar um “quê” de veracidade, talvez? – não favorece a leitura: aqueles que não entendem nada do assunto acabam por se sentir perdidos, aqueles conhecem captam as pequenas falhas e “licenças poéticas” que vão minando com a credibilidade da história. Também tive alguma dificuldade em simpatizar com os personagens, mocinhos ou vilões, nenhum deles me cativou realmente.

Não é um livro que eu acrescentaria em minhas recomendações, mesmo que a intenção seja apenas uma leitura de entretenimento descompromissada. Há tantas e tantas outras opções mais interessantes nessa mesma categoria…

Fortaleza Digital

Brown, Dan

  • Editora: Sextante
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Thriller
  • Título Original em inglês: Digital Fortress
  • Site do autor: http://www.danbrown.com/
  • Avaliação: ★★☆☆☆

Listografia: filmes que me fizeram chorar

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Fazer esta lista foi muito mais difícil do que eu imaginei.

Primeiro: quem me conhece sabe que eu sou chorona. Choro por qualquer motivo, do mais cliché ao mais esdrúxulo (portanto não estranhe alguns dos títulos que aparecem nessa lista), e em se tratando de filmes não duvido que eu seja capaz de me emocionar até assistindo a um documentário sobre besouros comedores de bosta. Não seria previsível imaginar que eu teria muitas e muitas opções para listar? Pois é. Então me digam: onde se esconderam todas essas opções quando “precisei” delas? :P

O grande problema aqui foi mesmo a memória (ou a falta dela, melhor dizendo). Incrível como o “branco” ganha força na mesma proporção do esforço que fazemos para lembrar algo. A tentação de consultar minhas listas de filmes assistidos foi grande… mas não vamos estragar a brincadeira logo de cara, certo? A lista não ficou muito extensa, mas acho que consegui lembrar os principais.

O tema foi uma sugestão da amiga Adriana (Obrigada, flor!) que não especificou mais detalhes, então listei aqueles que me emocionaram de alguma maneira, mesmo quando apenas uma cena de poucos segundos, e me trouxeram lágrimas aos olhos ainda que não tenham me feito chorar copiosamente:

listografia-filmes-que-me-fizeram-chorar

  • Meu Primeiro Amor (My Girl)
  • Meu Pé de Laranja Lima
  • O Tigre e o Dragão (Wo Hu Cang Long)
  • Up – Altas Aventuras (Up)
  • Frankenweenie (Frankenweenie)
  • Toy Story 3 (Toy Story 3)
  • Cavalo de Guerra (War Horse)
  • Luzes da Ribalta (Limelight)
  • Procurando Nemo (Finding Nemo)
  • O Túmulo dos Vagalumes (Hotaru No Haka)
  • Um Dia (One Day)
  • Para Sempre Lilya (Liljia 4-Ever)
  • Mary e Max (Mary and Max)
  • Preciosa – Uma História de Esperança (Precious)
  • O Castelo Animado (Hauru no ugoku shiro / Howl’s Moving Castle)
  • Amor e Inocência (Becoming Jane)
  • P.S. Eu Te Amo (P.S. I Love You)
  • Eu sou a Lenda (I am Legend)
  • Um Amor Para Recordar (A Walk to Remember)
  • Wall-E (Wall-E)
  • Ghost – Do Outro Lado da Vida (Ghost)
  • A Cura (The Cure)
  • Marley & Eu (Marley & Me)
  • Reino dos Felinos (African Cats)
  • Click (Click)
  • Hoje é Ontem (È già ieri)
  • Antes de Partir (The Bucket List)
  • Desejo e Reparação (Antonement)
  • Final Fantasy (Final Fantasy: The Spirits Within)
  • À Espera de Um Milagre (Green Mile)
  • Vanilla Sky (Vanilla Sky)
  • O Rei Leão (The Lion King)
  • Menina de Ouro (Million Dollar Baby)
  • Conta Comigo (Stand by Me)
  • Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me)
  • Simplesmente Amor (Love Actually)
  • Irmão Urso (Brother Bear)
  • O Príncipe do Egito (The Prince of Egypt)
  • AI – Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence)
  • Bridget Jones no Limite da Razão (Bridget Jones: The Edge of Reason)
  • A Irmandade da Guerra (Taegukgi hwinalrimyeo)
  • A Casa do Lago (The Lake House)
  • Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands)

E você, quais filmes te fizeram chorar?

Mais sobre o Projeto Listografia e as listas já publicadas aqui.

Filme: As Coisas Simples da Vida

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Cartaz: As Coisas Simples da Vida Uma família de classe média comum, estabelecida na Taipei moderna, período logo após o sintomático “boom” da economia asiática. NJ (Nien-Jen Wu), sua esposa Min-Min (Elaine Jin), seus dois filhos e sua sogra, vivem em uma rotina aparentemente sólida até que alguns problemas cotidianos desencadeiam uma crise que abala, individualmente e de maneiras diferentes, cada um dos membros da família.

As Coisas Simples da Vida é um daqueles filmes cujo roteiro não parece instigante frente à uma primeira olhadela descuidada – e, de certa forma, continuará parecendo insosso até o final se o espectador não concordar em se despir de convencionalismos hollywoodianos – mas que acaba por se revelar complexo nas sutilezas de sua pretensa simplicidade e, tenho que admitir, extremamente aflitivo no aspecto da identificação.

O filme questiona o cotidiano do ser contemporâneo, bombardeia o universo conhecido com perguntas incômodas, faz com que o espectador sinta alívio e vergonha quando reconhece em si mesmo os aspectos mais patéticos das crises existenciais. É uma narrativa exigente, de ritmo próprio, repleta de frases dignas de nota, complementada com precisão por um excelente trabalho de fotografia.

No mais, achei particularmente interessante o modo com que Yang utilizou apenas o que é absolutamente corriqueiro para tecer as redes de dramas e aflições de cada uma das personagens, membros da família e relacionados, contrapondo constrastes sem fazer alardes excessivamente dramáticos e ressaltando o aspecto da solidão e da individualidade, mesmo quando em família e com problemas em comum.

Para finalizar sempre um convite aberto à reflexão: no mundo em que vivemos, por que é tão difícil aquietar a recorrente sensação de que estamos perdendo – ou já perdemos – aquilo que é realmente importante?

Coisas Simples da Vida, As

Yi Yi (Japão / Taiwan, 2000, 173 min.)

  • Direção: Edward Yang
  • Roteiro: Edward Yang
  • Gênero: Drama
  • Elenco Principal: Nien-Jen Wu, Elaine Jin, Issei Ogata, Kelly Lee, Jonathan Chang, Hsi-Sheng Chen, Su-Yun Ko, Shu-shen Hsiao, Adriene Lin
  • Avaliação: ★★★★☆

Trailer

Palavras Garimpadas #12

Se você um dia puder escrever “Eu a perdoo” debaixo do meu nome, mesmo que seja muito tempo depois de meu coração partido virar pó… por favor escreva.

Grandes Esperanças – Charles Dickens