BlogosferaDesabafos, Devaneios e Divagações

Diário:

Foi uma coincidência, totamente sem querer. Fui pra faculdade na sexta-feira só pra resolver umas questões a respeito de um projeto que estou desenvolvendo. Quinze minutos e depois já não tinha mais o que fazer, eu não tinha aula. Fui pro laboratório verificar meus e-mais já que durante a tarde toda a internet esteve fora do ar lá no serviço, mas isso também não me ocupou muito e pra passar o tempo comecei a visitar alguns blogs. Entrei no Blogs.com e fui fuçando. Acabei caindo em um blog que me chamou mais a atenção, pela coincidência de alguns fatos. A garota, que se identificava somente pelo nick, era de Indaiatuba – minha cidade, falava alguma coisa sobre estar morando em Americana – cidade onde estudo, e sobre ter sido pra chamada pra trabalhar na Prefeitura de Indaiatuba – onde eu trabalho. Fui lendo, lendo… E juntando fatos aqui e ali, acabei descobrindo que era a garota. Ela estuda ma mesma faculdade que eu, mas nunca tivemos muito contato. Íamos pra lá em carros separados e quando a galera se juntou para vir de Van, ela se mudou pra Americana. E de repente eu comecei a não me sentir muito bem lendo as confidências dela. É estranho você “entrar” assim na vida de uma pessoa sem ter sido convidada… me senti intrusa. Parei de ler. Como se não tivesse direito àquilo. Tá certo que se uma pessoa faz um blog e publica na net, está alí se abrindo pro mundo… mas mesmo assim era desconfortável. Talvez fosse a maneira que ela escreve… contando mesmo muito do que ela sente, coisas muito pessoais… Deixei um comentário e saí fora. Vou acabar voltando, eu acho… quem sabe? Se essa sensação de ter “metido o bedelho onde não devia” passar eu volto.

Cotidiano

Diário:

Essa semana eu comecei a ir pra facul de Van. Depois de muito rolo, muita discussão e muita confusão, parece que a turma finalmente conseguiu se acertar. É bem legal, com toda a galerinha reunida a bagunça também é bem maior! Tomara que realmente dê tudo certo agora!

O Carnaval já tá aí… Semana que vem não tenho aulas, mas também não vou viajar nem tenho nada de especial marcado e, na boa, com toda essa correria do dia-a-dia eu quero mais é sossego!

Amanhã é a minha estréia lá no Blog Novela. A gente começou essa semana e já está tendo uma boa repercussão, um bom número de acessos e de comentários… tá sendo bem lega, o pessoal opina, critica, elogia, dá palpites, torce, é muito engraçado! E pra gente, que escreve é uma boa dose de adrenalina, a gente nunca sabe que rumo a história vai tomar, fica na expectativa…

Cotidiano

Cenas do Cotidiano, testemunhadas por Luma Kimura durante uma aula vaga enquanto aguarda seus companheiros de viagem, sentada no corredor externo da faculdade

O corredor está vazio. São 8h. da noite… falta muito ainda para as 10:30h… respiro fundo, fecho os olhos e encosto a cabeça na mureta.
Ouço vozes. Uma moça magra e alta vem subindo a rampa acompanhada de um rapaz um pouco mais baixo do que ela. Ele caminha de cabeça baixa, não consigo nem mesmo ver seu rosto. Eles vão se aproximando. Ela fala muito, gesticula muito, e eles passam por mim.

“… e eu fiquei realmente muito feliz com sua sinceridade, muito lisonjeada, mas, sabe… nunca passou pela minha cabeça, você pra mim é como um irmão, nunca imaginei uma situação diferente entre nós e…”

Eles saem para o estacionamento em frente a faculdade. E por algum tempo o silêncio volta a reinar.

Uma turma sai do prédio fazendo barulho, acho que o 3º PD, a aula deles provavelmente terminou, alguns vão embora, outros sentam-se em grupos pelo corredor e, eis que no meio da algazarra, o casalzinho reaparece.

Ela pára, quase na minha frente e fica em pé, sofrendo de alguma espécie de tique nervoso que a faz subir e descer o degrau da canaleta de água compulsivamente. Ele se senta, continua mudo.

“… é o que eu te disse, não tô preparada agora, e nem vou ficar te dando esperanças pra daqui um tempo, eu não estaria sendo justa com você, o que eu sinto por você é muito puro, é amizade, eu não consigo sentir diferente, você me entende? Eu realmente fiquei muito lisonjead, você é um cara maravilhoso, compreende, mas a gente não manda no que a gente sente, não é?…”

Mais uma vez eles voltam a caminhas e descem a rampa, retornando pelo mesmo caminho que vieram da primeira vez.

O pessoal da diretoria fecha as salas da coordenação dos cursos e vai embora. As moças da secretaria fecham a recepção e vão embora. O casal reaparece, subindo mais uma vez a rampa e dessa vez os dois se sentam, bem perto de onde estou.

“… não quero que você fique magoado comigo, quero que me entenda, estou sendo sincera com você… Ai meu Deus!…”

Ela se levanta.

“… eu não queria que tivesse que ser assim…”

Ela se senta.

Ele mudo, olhando pro nada e assim de perto eu finalmente consigo ver seu rosto.

Logo o pessoal que volta pra Indaiatuba comigo aparece e eu vou embora.

Toda essa história teria simplesmente passado em branco, se não fosse um outro fato, acontecido na mesma semana, no mesmo corredor. Eu estava mais uma vez sentada, aguardando o pessoal sair, quando o tal rapaz aparece subindo a rampa acompanhado de uma garota baixa, um pouco gordinha, de cabelos claros. E dessa vez eu ouvi a voz dele:

“… então, a gente sempre foi tão amigos, sabe… e eu comecei a perceber que você estava se tornando mais do que uma amiga pra mim… assim, na boa… acho que tô gostando de verdade de você…”

Vai entender…

Desabafos, Devaneios e DivagaçõesMeus sites e blogs

Comentando comentários:

Recebi alguns comentários bem legais nos últimos posts aqui no blog e me deu vontade de falar um pouco mais sobre os assuntos deles…

Um texto com o qual um certo pessoal esteve se identificando bastante foi aquele da “crise dos 20 e poucos anos…“. Chega a ser engraçado: a galera dos 20 se identificou, os que já passaram a fase dizem sentir saudades e a turma dos que ainda não chegaram lá perguntaram se eu realmente me identifiquei, se é realmente assim…

Eu não sei exatamente quanto às pessoas que disseram concordar com o texto, eu no máximo posso ter uma noçãozinha sobre mim… Eu realmente me identifiquei com muitas coisas, várias passagens do texto acabam traduzindo em palavras algumas das angústias que eu carrego comigo… Quando eu ainda estava na chamada adolescência, muita coisa era realmente complicada, eu tinha todos aqueles medos, angústias e variações de humor exaustivamente descritas por psicólogos médicos e especialistas, mas eu tinha certeza de que as coisas mudariam quando a adolescência passasse, afinal, havia a famosa “coisa de aborrecente“. Aí, antes que eu pudesse me dar conta, o tempo passou. As coisas boas da adolescência também passaram… Mas eu percebi que ainda restavam muito de medo, angústia e variações de humor… Os motivos talvez tenham se alterado, mas ainda existem, e com uma intensidade diferente porque agora eu não tenho mais a desculpa de que tudo isso era por causa dos famosos hormônios. Aí pinta tudo aquilo que tá descrito no texto, porque eu sei que já vivi muita coisa, sei que ainda há muito o que viver, mas de verdade mesmo, eu não sei absolutamente nada…

É claro que todas as fases da vida têm também suas coisas boas e maravilhosas, não pensem que eu sou uma amargurada… e eu não trocaria por nada o que sou e o que vivo hoje… simplesmente falei sobre o tal lado do medo que a gente vive, porque esse era o enfoque do texto…

Outro texto que o pessoal comentou bastante foi aquele sobre música, da Eguinha Pocotó… Que eu não curto meeeeesmo, não ouço e não aprovo todo mundo sabe, não é segredo… Legal é saber que outras pessoas também pensam assim. Sou a favor, sim, da livre escolha, que cada um ouça o que quiser, o que chega a ser uma contradição dentro de mim mesma, porque não entra na minha cabeça idéias de “músicas” como essa estarem fazendo sucesso, rendendo tanto dinheiro. Uma “música” que não diz nada, não acrescenta nada a nada, pelo contrário, parece exercer algum estranho tipo de influência alienadora sobre uma massa populacional… Chega a ser revoltante…. E eu fico pensando: como é que pode? A que ponto chegamos e aonde vamos parar?

Pra terminar eu quero deixar público aqui, algumas anotações sobre alguns comentários que meu maninho deixou por aqui:

1) O salto alto está no lugar certo sim! Porque eu não sei se você reparou, maninho, o link é pras coisas que EU GOSTO e não pras coisas que VOCÊ NÃO GOSTA.

2) Eu até pensei em colocar uma seção pras tais guloseimas no blog, mas acho que isso ia dar uma impressão “totalmente errada” da minha pessoa pra quem não me conhece, afinal, você sabe bem que “guloseimas” não combinam nem um pouco comigo.

3) Quanto à Blog Novela, não se preocupe, maninho, eu realmente sou um bocado crítica demais com relação a detalhezinhos, não é mesmo? Mas a proposta desse projeto é justamente de juntar 5 pessoas bem diferentes e ver no que dá… então eu já estou entrando nessa com o espírito preparado para tal…

Palavras garimpadas

Interessante reversão

“A coisa mais injusta sobre a vida, é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer 1º, se livrar disso logo. Daí, viver em um asilo até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo bastante para aproveitar a sua aposentadoria. Aí vc curte tudo,bebe bastante, faz festas e se prepara para fazer a faculdade.Depois você vai pro colégio tem várias namoradas(os), vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta para o útero mãe, passa seus últimos 9 meses de vida flutuando…E termina tudo com um ótimo orgasmo.”

Update

Sobre a autoria do texto, visite:

http://comoutrosolhos.multiply.com/journal/item/52.