Opinião, Notícias e Atualidades

A Guerra

Quarta-feira eu cheguei da faculdade era quase meia-noite, meus pais e minha irmã estavam na sala com os olhos grudados na TV… a telinha mostrava imagens de Bagdá…

Eu estava evitando falar qualquer coisa aqui no blog sobre esse que é o grande assunto do momento: A GUERRA. Evitei falar porque a revolta que tenho contra o Bush e essa maldita obsessão pela guerra são tão grandes que eu nunca conseguiria exprimir com palavras o quanto, mesmo que eu ficasse aqui mil anos postando sem parar.

Até o momento que assisti o noticiário falando sobre o início dos ataques eu ainda guardava uma esperançazinha de que uma luz divina iluminasse esse babaca do Bush e ele mudasse de idéia. Agora… à revolta, ao nojo, ao asco, a tudo de mais vil que eu poderia sentir, se juntou o medo… O medo de tudo, das consequências que isso pode ter pro mundo, pro Brasil, pra minha família, pra minha vida! Já me disseram que tudo isso está longe, que eu não preciso ter esse medos todos.. Longe? O que são algumas centenas de kilômetros num caso desses? E no mais, não é impossível que a guerra venha bater na nossa porta, é? E porque eu só deveria me preocupar quando isso acontecesse?

Mais ridículo que tudo é ver que tem gente que apoia essa insanidade! Céus! Como isso é possível? O que passa pela cabeça dessa gente? Por mais que eu procure me colocar no lugar dessas pessoas, ver o lado delas.. não, não dá!

Aí bate aquela tristeza gigantesca, sinto-me em um buraco eternamente profundo, escuro e frio. Pequena e impotente. Sabe aquela sensação de que eu não posso fazer nada de efetivo para evitar algo tão monstruoso? Que eu não posso catar o Bush e todos que apoiam essa insanidade pelo pescoço e obrigá-los a entender o quanto isso é desumanamente ridículo? Nem de impedir que inocentes morram, nem tenho como amenizar a dor de todos aqueles que vão perder parentes e amigos… Vácuo. É onde me sinto…

Desabafos, Devaneios e Divagações

Dançando na Chuva

O cenário não tem nada de muito romântico, belo ou clássico. Não é um campo florido, nem uma praia deserta de areia fina e mar imponente, apenas uma rua sem saída, em alguma grande cidade, com algumas casas velhas e cinzentas e uma fábrica abandonada. Não vejo ninguém, apenas eu mesma, sozinha, com um vestido branco e longo, de tecido leve e sem mangas, dançando de braços abertos, rodopiando debaixo de uma grande tempestade. Estou muito feliz e sorrindo, com a cabeça levantada e os olhos semi cerrados…

É uma cena que me vem à cabeça de vez em quando. Não consigo me recordar quando ou porquê essa cena surgiu, nem como foi isso. Foi há muito tempo, eu ainda morava em São Paulo e desde então ela me acompanha. Impossível descrever com palavras a sensação de felicidade e leveza eu ela me traz. É como sonhar que estou voando… Algumas vezes, quando me sinto cansada ou estressada, fecho os olhos e me vejo alí, vivendo aquele momento e isso me ajuda a superar o que estou passando. Parece loucura? Pode ser… Mas, de verdade, isso pra mim não importa. É o meu momento e não abro mão dele por medo de parecer uma desvairada sonhadora. Parte de mim. Apenas isso.

Cotidiano

Diário:

Nossa! Depois de tanto tempo finalmente consegui dar um pouquinho de atenção pro meu sitezinho de letras de músicas. Pouca coisa, é verdade, só atualizei o contador e disponibilizei + 40 letras que na verdade já estavam prontas, só faltavam ser publicadas mesmo…

Estou com algumas idéias pros 2 sites, mas com toda a correria e agora sem mail no serviço ficou um pouco complicado… mas aos poucos espero conseguir ir ajeitando as coisas…

Ai, como a correria do dia-a-dia atravanca nossa vida… Tenho tanta coisa na cabeça, um monte de idéias, um monte de vontades… mas os dias passam e passam sem que eu consiga realizar nada… de vez em quando bate até uma certa frustração. Não que seja algo muito grave, nem que eu me sinta infeliz, eu gosto da vida que levo, tem muitas e muitas coisas boas… o fato é que eu queria fazer tantas coisas mais…

Esse corre-corre também acaba afastando um pouco a gente das pessoas que a gente ama. Meus pais e minha irmã eu vejo tão pouco, mesmo morando na mesma casa… E meu irmão… quando ele tava de férias aqui a gente nem conseguia conversar direito, agora ele voltou para Rio Claro, onde ele estuda, e também tá na maior correria… Mandei um e-mail esses dias e ele não está nem conseguindo responder… Complicado…

CotidianoDesabafos, Devaneios e Divagações

Amigo garçom

Era um cara novinho, tinha 17 anos. Trabalhava como garçom no Jogada de Mestre, um american-bar com mesas de bilhar que eu frequentava todo fim de semana, religiosamente. Uma das melhores coisas da vida, como diria a propaganda “merece uma Kaiser” é garçom-amigo. E ele se tornou nosso amigo, amigo da galera. Sorridente, brincalhão. Vivia fazendo graça, malabarismos com a bandeja, com as garrafas. Tinha jeito mesmo pra coisa, um ótimo equilíbrio. Chegou até a participar de uma olimpíadas de garçons daqui da cidade. Confesso, não fui assistir, e também não lembro da colocação dele. Vi só em vídeo, uma gravação bem amadora mesmo, imagem ruim, iluminação péssima, toda tremida, mas lembro que me diverti muito, só pelo fato do meu amigo estar ali. Uma vez chegou a pintar um clima entre nós. Foi assim, meio de brincadeira. Falei alguma coisa, não me lembro exatamente o quê, tirando um sarrinho dele. Ele chegou bem perto, se fazendo de bravo e eu encarei. Face a face. Aquelas cenas de filme, que de repente parece que todo o barulho do bar ao redor não existisse mais. A galera toda achou que ia sair um beijo. Platéia atenta. Não rolou. Sei lá, fora de esquema. Aí um dia um amigo nosso me telefona: “ – Você soube? Nosso amigo garçom morreu em um acidente ontem de madrugada…” Choque. Não há qualquer outra palavra que defina melhor o que a gente sente nessa hora. Eu só sei que hoje eu não consigo mais me recordar o que fiz depois que desliguei o telefone. Sei que não pude nem mesmo chorar. Tinha a sensação de que ele se decepcionaria comigo se fizesse isso. Meu amigo merecia sorrisos, não lágrimas. Estranho, claro, mas era uma sensação real. Ele era alegre, queria alegria. Também não fui ao velório, não porque não quis, mas quando me deram a notícia ele já tinha sido levado pela família para o Paraná. No outro dia saiu a notícia do acidente no jornal da cidade. Recortei e guardei. Tenho guardado até hoje. por muito tempo ficou dentro de mim um ódio mortal do cara que naquela madrugada dirigia bêbado o Kadett preto que atropelou a Mobilete do meu amigo. Mas até isso acabou passando. Acredito, sinceramente, que ele também não gostaria que eu carregasse isso comigo pro resto da vida.

Hoje, não sei porquê, de repente me lembrei dele. Do meu amigo. Do amigo da galera. Dele, ficaram algumas fotos, muitas boas lembranças. E a saudade de um tempo maravilhoso do qual ele teve um papel com toda certeza muito especial.

CotidianoPalavras garimpadas

Diário:

Esse negócio de Van cheia, chegar mais tarde em casa… tá acabando comigo… E aquela minha resolução do início do ano, onde eu prometia não me deixar abater pelo cansaço, como é que fica? Estou chegando assim, por volta de meia-noite, se eu chegasse e fosse direto pra cama, até ia, mas é quase impossível. Pra começar eu sempre chego agitada, não dá pra dormir… vou comer alguma coisinha, tomar um banho, converso um pouco com o pessoal de casa que também costuma dormir um pouco tarde, às vezes tenho que fazer algum trabalho da faculdade, resolver algum outro assunto… nunca dá pra dormir logo. Aí eu não consigo acordar cedo no outro dia, acabo chegando um pouquinho atrasada no serviço, passo o dia todo morrendo de sono e quando chega o fim da semana eu já tô pedindo arrego… Essa última sexta eu tava tão acabada que não conseguia comer direito… tinha que apoiar a cabeça… lastimável…. Mas, enfim, como diria um amigo meu: “- Tá ruim, mas tá bom…” Fora esse pequeno contratempo eu tô curtindo ir de Van, é bem mais sossegado por não precisa ficar se preocupando com o carro, com combustível e pedágio, em ir dirigindo tendo mais 4 vidas sob minha responsabilidade… e eu me divirto na Van! O pessoal é muuuuuuito legal, às vezes chego em casa com dores no lado de tanto dar risada…

Fiquei revoltada essa semana… cortaram nossos e-mails lá no serviço… Eu respondia a maior parte de todos os mails que recebo lá, mantinha contato com o pessoal da faculdade a respeito de aulas, baixava minhas apostilas…. agora ficou complicado. Chegando tarde em casa eu não tenho pique pra acessar a net discada pra ler os mails do dia e na facul só dá nas aulas vagas quando o laboratório está vago… Tudo bem, eu confesso que também lia os e-mails “não tão nobres” lá também, mas agora complicou pra um monte de coisas… Vou ter que pensar numa maneira de me organizar quanto a isso…

Nossa! Hoje, quer dizer ontem (sábado), a hora que eu estava passando em frente à bilioteca do CNA saindo da aula, alguns livros me chamaram a atenção e eu entrei com minha irmã pra dar uma olhadinha… Tem um monte de livro legal que eu estava louca pra ler!!! Só que detalhe básico: tudo em inglês! Resolvi arriscar… peguei Macbeth de Willian Shakespeare pra tentar ler… Cara, se eu conseguir vou fazer a festa!!! Tem muita coisa boa lá!

Sexta-feira à noite eu praticamente não tive aulas e fiquei um tempão no laboratório. Depois de ver meus e-mails fiquei “dandos uns rolês” em alguns site de bandas… quando tiver um tempinho vou estar colocando os links de uns sites oficiais de umas bandas que eu curto aí no menu…

Ah! Tem algumas pessoas que não leram os posts anteriores e estão perguntando se essa mulher do template sou eu…. hahahahaha…. um bocado longe disso…. quem me dera ser linda e cantar tanto como ela. Repetindo pela terceira vez aqui: essa é Tarja vocalista do Nightwish

Vou colocar aqui a letra de uma música do Gary Moore, que foi regravada pelo Nightwish numa versão que eu simplesmente A-DO-RO!!!

Nightwish – Over The Hills And Far Away

“They came for him one winter’s night.
Arrested, he was bound.
They said there’d been a robbery,
his pistol had been found.

They marched him to the station house,
he waited for the dawn.
And as they led him to the dock,
he knew that he’d been wronged.
“You stand accused of robbery,”
he heard the bailiff say.
He knew without an alibi,
tomorrow’s light would mourn his freedom.

Over the hills and far away,
for ten long years he’ll count the days.
Over the mountains and the seas,
a prisoner’s life for him there’ll be.

He knew that it would cost him dear,
but yet he dare not say.
Where he had been that fateful night,
a secret it must stay.
He had to fight back tears of rage.
His heart beat like a drum.
For with the wife of his best friend,
he spent his final night of freedom.

Over the hills and far away,
he swears he will return one day.
Far from the mountains and the seas,
back in her arms again he’ll be.
Over the hills and far away.

Over the hills and,
over the hills and,
over the hills and far away.

Each night within his prison cell,
he looks out through the bars.
He reads the letters that she wrote.
One day he’ll know the taste of freedom.

Over the hills and far away,
she prays he will return one day.
As sure as the rivers reach the seas,
back in his arms again she’ll be.

Over the hills and far away,
he swears he will return one day.
Far from the mountains and the seas,
back in her arms again he’ll be.

Over the hills and far away,
she prays he will return one day.
As sure as the rivers reach the sea,
back in her arms is where he’ll be.

Over the hills,
over the hills and far away.