Desabafos, Devaneios e Divagações

Ontem meu namorado e eu fomos almoçar na casa de uns amigos, o Emerson e a Fabiana. Eles começaram a namorar mais ou menos na mesma época que o Lê e eu, éramos todos colegas de classe no técnico de PD e em maio desse ano eles se casaram, o Lê e eu, inclusive, fomos padrinhos. É meio engraçado de ver, dois amigos nossos, que iam pras baladas com a gente lá, casadinhos, no cantinho deles, levando aquela vida caseira, cuidando das pequenas coisas do dia-a-dia… Nossa! Fiquei observando cheguei a conclusão que ainda não estou com o espírito muito bem preparado pra essa vida não… Sei lá, parece tão estranho… Tão distante da realidade que vivo hoje… E às vezes tenho a sensação de que tenho tantas coisas pra fazer, coisas que não combinam muito com a vida a dois… Não que eu não queira uma vida a dois, quero sim, mas a certeza que eu tenho é que eu ainda preciso de um tempo, viver outros momentos e outras situações pra me sentir realmente pronta pra juntar as escovas de dente com outra pessoa…

Desabafos, Devaneios e Divagações

É engraçado como a gente acaba descobrindo as pessoas que realmente se importam com a gente nos momentos mais difíceis… Passei uns dias terríveis nessa última semana e mal tava conseguindo segurar minha onda, a força dos amigos acaba vindo daqueles “amigões de sempre, pra todas as horas”, mas também de alguns que a gente não sabia que tinham tanto carinho por nós… e em meio a tantas dificuldades a gente acaba encontrando um motivo MA-RA-VI-LHO-SO para arriscar um sorriso…

Palavras garimpadas

“Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos sempre.

Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.”

Cotidiano

Hum… não estou muito bem por esses dias… Nossa! Hoje de manhã por exemplo eu tive uma crise de dor de cabeça tão forte que não conseguia nem sair da cama, pedi pra minha mãe ligar lá no meu serviço e avisar que eu ia me atrasar, só fui pra lá depois das 9:30h. da manhã, acabadaça…

Tô meio de saco cheio do serviço ultimamente, nem sei bem porquê… Tão cansada, não vejo a hora de sair fora, ir embora, vontade de sair correndo… Nem pareço a mesma, meu colega de serviço tá fazendo quase tudo sozinho, não tô contribuindo praticamente em nada! E pensar que eu já curti tanto trabalhar lá… Que será que tá acontecendo comigo?

Desabafos, Devaneios e DivagaçõesPalavras garimpadas

Nem sei bem o que anda acontecendo comigo e com as pessoas ao meu redor, de repente parece que tá todo mundo tão desanimado, passando por um monte de problemas… Eu tenho andando tão desanimada… Andei levando umas bordoadas da vida nesses dias e por mais que eu faça um bruta esforço não tô mais conseguindo manter a pose… Bom, mas com certeza é só mais uma fase e espero que passe logo.

Uma grande amiga minha me mandou por e-mail uma poesia do Fernando Pessoa, achei muito bonitinha e resolvi pôr aqui.

“O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de “dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr’a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…”

Fernando Pessoa