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Cores: Paletas inspiradas em fotos de aquários

Aquário

Foto: (cc) Benson Kua @ Flickr

Blogosfera

Tag: Conhecendo a blogueira

Tag: Conhecendo a blogueira

Fui convidada pela Ana Paula para participar de uma tag que vem rolando pela blogosfera há algum tempo. Gosto bastante desse tipo de brincadeira, tanto de responder, quanto de ler as respostas de outras pessoas, é uma maneira interessante de saber mais a respeito desses “amigos virtuais” que acompanhamos praticamente todos os dias mas com quem nem sempre podemos ter uma convivência mais próxima.

As regras da brincadeira: relatar 11 fatos sobre si, responder 11 perguntas, fazer 11 perguntas e marcar 11 pessoas para respondê-las. Vamos lá?

11 fatos sobre mim

Eu já respondi vários memes ou tags com alguns fatos sobre mim (como este aqui, por exemplo) e tenho uma longa lista de fatos sobre a minha pessoa na página de apresentação do blog, por isso, apesar de tentar não ser muito repetitiva, já aviso que não consegui pensar em muitas coisas “inéditas”.

  • 1. Sofro de catsaridafobia séria. Não, não é medinho, não é nojo, é um pavor incapacitante e desesperador de baratas. Não tenho problemas com nenhum outro tipo de inseto, mas baratas… olha, só de escrever sobre o assunto já começo a suar e sentir palpitações! E talvez seja justamente por conta desse medo é que tenho um radar praticamente infalível para essas monstrengas, sou capaz de enxergá-las de longe, no escuro, até de localizá-las só de ouvir os estalos de seus passinhos atrás de uma caixa.
  • 2. Tenho várias pequenas obsessões nessa vida e a mania de comprar muito, às vezes mais do que sou capaz de usar, quando se trata delas. E isso se aplica a material de papelaria, roupas, sapatos, bijuterias, batons, perfumes, esmaltes e, claro, livros. Em minha defesa: eu realmente uso essas coisas, às vezes não dou conta pela quantidade, mas não compro apenas para deixar guardado.
  • 3. Eu gosto de ficar sozinha. Veja bem, não estou dizendo que prefiro ficar sozinha, apenas que não me importo, não preciso estar o tempo todo perto de gente, gosto de ter alguns desses longos momentos de estar apenas em minha própria companhia.
  • 4. Ao contrário do que muita gente acredita sou uma pessoa desorganizada e bagunceira. Acho que organização é um tipo de ideia fixa para mim justamente por causa disso, não por ser muito organizada, mas por estar sempre em busca de melhorar este aspecto em mim mesma. Acredito que consegui mudar bastante de uns anos para cá – a questão de como organizo minha agenda é um exemplo – mas tenho a consciência de que ainda não é natural para mim e tenho muito o que melhorar.
  • 5. Sou notívaga. A luta para condicionar minha vida aos horários comerciais é uma constante no meu dia a dia. Não sei se esta é realmente uma condição de origem biológica como alguns defendem ou se é apenas um hábito tão enraizado que não consigo mais mudar, mas é fato que sempre me senti muito melhor e mais ativa à noite do que de manhã.
  • 6. Sou uma descendente de japoneses um tanto quanto desnaturada. Não falo, não leio, não escrevo, não entendo japonês (e as pessoas sempre me espantam por se espantarem com isso). Não conheço praticamente nenhuma tradição japonesa e não ligo para nenhuma delas. Não tenho vontade de morar no Japão, tenho alguma curiosidade de visitar mas mesmo como destino de turismo não está entre minhas prioridades. Não ligo muito para mangás e animes. Não faço questão de viver rodeada por pessoas “da comunidade”. Não como peixe, não importa se cru, cozido, frito ou disfarçado no meio de uma dezena de outros ingredientes. Não repudio coisa alguma, apenas não ligo. E sim, eu gosto dos meus olhos puxados.
  • 7. Nunca fui boa em Matemática e Física na escola, minhas matérias preferidas eram Biologia, Inglês e Educação Artística. Apesar disso sou formada na área de Exatas e trabalho com Tecnologia da Informação. Sempre digo que caí neste meio em um páraquedas desgovernado, mas, estranhamente, não consigo me imaginar em outro meio.
  • 8. Posso passar dias seguidos sem sair de casa. Posso passar dias inteiros sem proferir uma única palavra em voz alta. Nenhuma das duas coisas é problema para mim.
  • 9. Escrevo com um tipo diferente de letra dependendo do tipo de caneta que estou usando: algo parecido com o “letra de imprensa” maiúsculas e minúsculas quando uso caneta de ponta sintética fina (Stabilo Point 88, por exemplo), letras de fôrma maiúsculas quando uso caneta de ponta porosa mais grossa (Stabilo Pen 68) e letra cursiva quando uso caneta esferográfica. Raramente uso canetas ponta pincel ou tinteiro, então não tenho um hábito para estas.
  • 10. Amo sapatos, tenho vários de diversos modelos diferentes, mas se só pudesse escolher um tipo ficaria com os clássicos “mary jane”. São os meus preferidos.
  • 11. Eu gosto mais da Coca Zero do que da Coca normal. Sério.

Respondendo as perguntas da Ana

01. Se você puder realizar somente um sonho em 2015, qual seria?

Escrever um livro, um romance para ser mais exata. Pode parecer estranho, mas publicar não é algo que eu considere realmente, eu gostaria mesmo é de conseguir escrever. Tenho uma caderneta abarrotada de ideias e até roteiros completos, todavia ainda não consegui dar forma ao projeto.

02. Qual é o melhor momento do seu dia?

Aquele trechinho da noite, normalmente depois do jantar e antes de dormir, depois de encerradas as obrigações do dia, que reservo para dedicar aos meus hobbies e cuidar um pouco de mim.

03. Se existisse uma máquina de teletransporte, pra onde você iria agora?

Agora, neste momento, para qualquer lugar frio. Odeio calor e o verão por aqui anda insuportável.

04. O que você gostaria de fazer mas não tem coragem de jeito nenhum?

Matar baratas. Sério. Sabe a fobia que comentei ali em cima? Pois é, eu gostaria de conseguir me livrar delas, mas não consigo. Eu travo, fico paralisada. Normalmente chamo alguém, mas às vezes nem gritar eu consigo. Tenho medo até de barata morta.

05. Qual sua primeira lembrança remota da infância? Qual é a coisa mais antiga de que você lembra?

Taí uma coisa que eu nunca soube responder com o mínimo de exatidão. Se eu fechar os olhos e me deixar levar posso lembrar de uma séries de imagens, cheiros e sensações dispersas – a barrigona da mamãe quando estava grávida do meu irmão, o cheiro da casa da minha avó paterna, areia escorrendo pelos meus dedos quando eu brincava na pracinha – , mas nada muito claro e nenhuma que eu consiga identificar como a mais antiga…

06. Se você pudesse dar um único conselho a um recém-nascido, qual seria?

Não seria bem um conselho, mas uma dessas coisas que todo mundo sabe, mas gostamos de ser lembrados de vez em quando. Eu diria simplesmente: “olha, não vai ser fácil, mas vai valer a pena”.

07. Queria ser melhor em…

desenhar. É uma das minhas frustrações na vida, não ter a facilidade de pegar um lápis e colocar no papel o que imagino na minha cabeça.

08. Qual foi a última vez que você riu de gargalhar?

Não me lembro com exatidão quando foi, nem mesmo o motivo, mas com certeza foi em alguma das reuniões de família – mãe, irmãos, cunhado – é uma ocasião em que sempre dou boas e longas risadas.

09. Qual seria sua idade se você não soubesse quantos anos tem?

Pergunta difícil. Tenho hábitos de velho, manias de adolescente, faço birra como criança. Fisicamente as pessoas costumam dizer que pareço mais nova, não sei dizer se é verdade ou apenas uma tentativa de agradar, mas eu mesma não sei dizer porque sou péssima com esse tipo de palpite. Acho que eu teria a minha idade mesmo, algo na casa dos 30, aquela fase em que a gente ainda carrega muito do que já foi mas ainda tem muito o que absorver pela frente.

10. Cite algo pelo qual você é mais grato.

Minha família. Um pouco cliché, mas absolutamente verdadeiro na minha vida, a primeira coisa em que penso e que cito sem quaisquer tipos de dúvidas ou hesitações.

11. Se todos seus conhecidos morressem amanhã, quem você visitaria hoje?

Ninguém. Não sei se consigo me fazer entender, mas se eu não pudesse ver todos eu jamais poderia conviver com uma escolha entre um ou outro no depois. Escolher ninguém também não teria consequências agradáveis, mas seria a minha opção.

Minhas perguntas

  • 1. Se você pudesse voltar 10 anos no tempo e dar um único conselho a você mesmo, que conselho daria?
  • 2. Que cineasta você escolheria para dirigir um filme sobre sua vida?
  • 3. E qual músico/banda seria perfeito para a trilha sonora desse filme?
  • 4. Quem foi sua primeira paixão platônica?
  • 5. Como você descreve seu estilo para se vestir?
  • 6. Você tem um “amuleto”? Algum objeto que lhe dê sorte, a sensação de segurança?
  • 7. Se você pudesse passar uma semana fazendo turismo em uma outra época, quando e onde seria?
  • 8. Cite uma característica que as pessoas lhe atribuem como um “defeito”, mas que no fundo você gosta ou de que se orgulha.
  • 9. Descreva um dia perfeito para você.
  • 10. Um vício que você gostaria de largar.
  • 11. Me mostra a sua letra manuscrita? 🙂

Convido

Passo a bola para algumas amigas da blogosfera que eu gostaria de conhecer um pouquinho mais. Eu não tenho certeza se alguém da lista já respondeu a tag, dei uma olhada rápida nos blogs, mas como estou com a leitura dos feeds com-ple-ta-men-te atrasada pode ser que eu tenha deixado passar algum, se for o caso desculpem-me. No mais, este é apenas um convite, fique a vontade para responder ou não, se a brincadeira puder ter um espacinho na sua pauta caso não seja exatamente o tipo de post que você costuma publicar, ok? 😉

Cotidiano

Fiapos do Cotidiano #5

Retornando para o local onde estacionei depois de postar algumas encomendas nos Correios, encontro um homem e um menininho, que não deve ter mais do que 4 anos, agachados ao lado da porta do meu carro. Ambos estão curvados sobre uma caixa de sapatos onde posso visualizar, quando me aproximo, um filhote de passarinho machucado, muito pequeno, que ainda nem tem todas as penas.

Há muitas árvores naquela calçada, olho para cima vasculhando os galhos com o olhar e digo:

– Deve ter caído de algum ninho por aqui…

O menininho olha para mim e abre um sorrisão escancarado:

– Meu pai e eu salvamos o passarinho. Eu vou levar ele pra casa, vou cuidar dele, salvar a vida dele e ele vai ser o meu melhor amigo na vida!

Projetos Pessoais

52 Objetos – #6: caneca lente

52 Objetos - #6: caneca lente

  • O quê: caneca em formato de objetiva fotográfica
  • Onde: quando não estou usando fica no armário de canecas na cozinha
  • Origem: comprada por mim mesma na Photojojo Store

Esta caneca é um dos meus xodós, mas admito, não uso com tanta frequência porque tenho medo de desgastá-la muito rápido. 😛

Como todo aficcionado por fotografia que conheço fiquei louca por uma dessas desde que elas começaram a aparecer nas redes sociais, mas só comprei a minha quando já havia se popularizado e os preços estavam um pouco mais acessíveis.

Ela é térmica, tem tampa, tem detalhes muito bem feitos e, o principal, realmente parece uma objetiva fotográfica da Canon (porque é a marca dos meus equipamentos, mas também existem as versões para os nikonzeiros) – na época que comprei e postei no Instagram muita gente realmente achou que fosse!

No Projeto dos 52 Objetos ela representa aqueles objetos que não são absolutamente indispensáveis (eu bem poderia usar qualquer outra caneca), mas que fazem parte dos queridinhos, bem como a minha paixão pela fotografia. 😀

» Este post faz parte do Projeto 52 Objetos que consiste em postar, uma vez por semana, durante um ano, objetos que sejam significativos para mim e digam um pouco sobre a minha pessoa. Para saber mais espia aqui e para ver os objetos já publicados aqui.

Livros

Livro: O Assassinato e Outras Histórias, de Anton Tchekov

O Assassinato e Outras Histórias (Anton Tchekhov)

Este foi o meu primeiro contato com a obra do autor, precisei fazer algumas pesquisas antes de me arriscar a escrever algo a respeito. Anton Tchekov, russo, nascido em 1860, é um dos mais conceituados contistas da literatura. Os contos presentes nesta edição da Coleção Clássicos Abril fazem parte da que é chamada a sua última fase e trazem relatos do cotidiano da população russa – em alguns contos focados na classe média, em outros no populacho – bem como suas questões sentimentais, profissionais e financeiras.

Seis contos, selecionados por Rubem Figueiredo, compõem esta antologia:

  • O Professor de Letras conta a história de Nikítin, um jovem professor que consegue realizar o sonho de desposar sua amada Mánia, mas que acaba por perder sua visão de encanto apaixonado dos primeiros tempos de casado por conta de um cotidiano deveras repetitivo, temperado por futilidades que se tornam cada vez mais insuportáveis aos olhos do protagonista.
  • O Assassinato foca a vida pobre dos moradores dos arredores da estação de Progonáia através do relato da vida de Matviei Terekhov que vive com o irmão Iákov Ivânitch em um acordo de aparências que na verdade desagrada a ambos. Advindos de uma família cuja história é marcada pela constante decadência, seu relacionamento se deteriora a cada dia e culmina em um assasinato.
  • Os Mujiques retrata a vida dos mujiques miseráveis na aldeia de Jukovo. Focado nos contrastes entre os moradores da aldeia e aqueles que partiram para trabalhar em Moscou, o retorno de Nikolai Tchikildiéiev, que resolveu retornar à aldeia depois que um problema de saúde o obrigou a largar o emprego como um lacaio de hotel, é o ponto de partida para o retrato dessas diferenças.
  • Iônitch volta à classe média como centro de sua narrativa e conta como a vida do Dr. Dmítri Iônitch Startev foi se alterando, gradativamente, desde sua nomeação como médico distrital quando tudo ainda era novidade, até a velhice, acomodado em uma rotina enfadonha, sem ter realizado os sonhos que o moveram na juventude.
  • Em Serviço retoma o tema da vida enfadonha ao contar a história de um médico e um juiz de instrução chamados à uma pequena aldeia para a autópsia de um agente de seguros que cometeu suicídio dentro da isbá do conselho local e descrevendo a vida dos locais em uma alegoria a que o narrador chama “lascas de vida”.
  • No Fundo do Barranco narra a trajetória do meerceiro Grigori Pietrov Tsubúkin e sua família, repleta de trapaças e trambiques que os levaram a enriquecer, mas que, inevitalmente, os conduz à degradação e à tragédia.

Gostei bastante da prosa de Tchekov, é dessas que consegue me prender à leitura balanceando o discurso direto e incisivo com uma resignação reticente e a omissão de soluções aprazíveis. Leitura rápida sim, mas envolvente, algo de triste, e repleta de meandros cruéis e atemporais. Para mim foi mais um exemplo do quanto vale a pena dedicar meu tempo à leitura de grandes autores clássicos.

Assassinato e Outras Histórias, O

Capa: O Assassinato e Outras Histórias

  • Editora: Abril – Clássicos Abril Coleções
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Contos, Escritores Russos
  • Avaliação: ★★★★☆