Filme: O Segredo de Kells

Cartaz: O Segredo de Kells Os tempos são de terror e medo na Irlanda do período medieval, época das incursões vikings. Temeroso dos violentos ataques, o abade Cellach mantém uma rígida disciplina entre os moradores da pequena vila e jamais descuida da construção dos altíssimos muros destinados à proteção da abadia de Kells. Seu sobrinho, Brendan, tem 12 anos e nunca viu o mundo além dos muros, até que a chegada de um famoso iluminador, mestre Aidan, desperta seu interesse por um antigo livro cujos textos e iluminuras guardam a sabedoria secreta e poderes para restabelecer a paz no mundo.

Cena do filme

Cena do filme

O livro, no entanto, ainda se encontra inacabado. Decidido a dar sua contribuição à conclusão da obra de arte, Brendan desobece as ordens de seu tio e parte em uma perigosa busca na floresta encantada, onde conhecerá Aisling, uma misteriosa fada que o ajudará ao longo do caminho…

A animação é baseada em fatos históricos e lendas acerca do Livro de Kells, um manuscrito religioso ricamente ilustrado, que hoje pode ser encontrado na biblioteca do Trinity College de Dublin, na Irlanda.

Cena do filme

Cena do filme

Da maneira como foi apresentada no filme, achei a história toda muito fraca e bobinha, além de uma conclusão totalmente insatisfatória, mas me encantei, total e completamente, com o belíssimo trabalho gráfico, os efeitos visuais e a sonorização. Traços estilizados, cores muito bem trabalhadas e cenas repletas de ornamentos. Lindo, lindo.

É um filme para encher os olhos e, apesar da trama fraquinha, deve despertar o interesse daqueles, que como eu, se interessam pela História e pela Cultura dessa região.

Para quem tiver curiosidade, há bastante material sobre o verdadeiro Livro de Kells na internet, inclusive um resumo com exemplos de reproduções das páginas na Wikipedia.

Segredo de Kells, O

Secret of Kells, The (Bélgica/França/Irlanda, 2009, 75 min.)

  • Direção: Tomm Moore, Nora Twomey
  • Roteiro: Tomm Moore, Fabrice Ziolkowski
  • Gênero: Animação
  • Elenco Principal (vozes): Brendan Gleeson, Liam Hourican, Mick Lally, Evan McGuire, Christen Mooney, Paul Tylack, Paul Young, Michael McGrath
  • Avaliação: [rating:]

Trailer

Livro: Enemy of God (O Inimigo de Deus), de Bernard Cornwell

Capa: Enemy of God, de Bernard Cornwell Enemy of God (O Inimigo de Deus, na edição brasileira) é o segundo livro da trilogia The Warlord Chronicles em que Bernard Cornwell propõe uma versão historicamente possível da história de Arthur.

Depois da sangrenta batalha no Vale do Lugg, Arthur consegue unificar os reinos da Britânia sob um juramento de fidelidade ao Rei Mordred e acredita estar preparado para confrontar e expulsar, definitivamente, os saxões de suas terras. Ele não contava, no entanto, com pesadas traições que colocariam em risco sua própria vida e que afetariam tudo aquilo em que acredita, seus ideiais e os rumos da guerra.

Se durante a leitura do primeiro livro – The Winter King – precisei de algum tempo para me acostumar aos personagens e às características que o autor imprimiu a cada um deles, aqui já foi possível mergulhar de cabeça na trama, torcer por aqueles com quem mais simpatizei, me surpreender com atitudes inesperadas.

Os conflitos entre os seguidores da antiga fé e os cristãos ganham mais força neste segundo volume, com discussões mais acaloradas, atitudes mais extremas, intrigas mais complexas. As cenas de batalhas são brutais e detalhadamente descritas – podem, inclusive, incomodar aos mais sensíveis. A tensão nas entrelinhas é quase palpável.

Impossível detectar qualquer tipo de perda na qualidade do texto de Bernard Cornwell. Tal como o primeiro, é um livro bastante denso e extenso, que prende a atenção pela excelente narrativa.

Enemy of God

Cornwell, Bernard

  • Série: The Warlord Chronicles #2
  • Editora: ePenguin, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance Épico
  • Título na edição brasileira: O Inimigo de Deus (Record)
  • Site do autor: http://www.bernardcornwell.net/
  • Avaliação: ★★★★½

Within Temptation - Shot in the Dark

Livro: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel

Capa: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel Como Água para Chocolate enaltece a cozinha como o lugar mais importante da casa, tratando-a como local de aprendizado e conhecimento, onde se vivem todos os tipos de emoções e desejos. Também é onde a protagonista, Tita, passa a maior parte do tempo. O romance conta a história de sua vida, desde o seu nascimento em um rancho no norte do México, próximo a fronteira com os EUA, tendo como pano de fundo a Revolução Mexicana no início do século XX.

Este é precisamente o tipo de leitura que imaginei quando soube que o tema de janeiro para o Desafio Literário 2012 seria Literatura Gastronômica. É um desses livros que evocam as emoções, os aromas e os sabores através de palavras muito bem colocadas, que incitam a imaginação.

Cada um dos 12 capítulos do livro começa com a lista de ingredientes de uma receita e mescla a narrativa com o modo de fazer em um texto tão bem coordenado que fica impossível imaginar uma coisa sem a outra, a história de Tita está indubitavelmente relacionada aos pratos que prepara ao longo da vida. Tudo isso “temperado” com História, tradições mexicanas e toques de realismo fantástico – estilo que, especialmente na literatura latino-americana, tem marcado forte presença entre meus favoritos nos últimos tempos.

Este foi o meu primeiro contato com o trabalho de Laura Esquivel e agora fiquei curiosíssima para conhecer outros livros dela (alguém recomenda algum?). Como Água para Chocolate é um livro para, em todos os sentidos, ser saboreado e apreciado.

Este post faz parte do Desafio Literário 2012, cujo tema para o mês de janeiro é Literatura Gastronômica. Veja também a resenha de Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona.

Como Água para Chocolate

Esquivel, Laura

  • Editora: Martins Fontes
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance
  • Título Original: Como Agua para Chocolate
  • Avaliação: ★★★★☆

Filme: Os Smurfs

Cartaz: Os Smurfs Às vésperas do Festival da Lua Azul, o malvado feiticeiro Gargamel (Hank Azaria) descobre – graças a mais uma trapalhada de Desastrado – o esconderijo da Vila dos Smurfs e invade o local aos borbotões desencadeando uma fuga desesperada dos pequenos seres azuis pela floresta e a misteriosa passagem de seis deles – Papai Smurf, Smurfette, Ranzinza, Arrojado, Gênio e Desastrado – para o Central Park, em Nova York, através de um portal mágico. Tão pequeninos em um mundo desconhecido, eles precisam da ajuda de Patrick (Neil Patrick Harris) e sua esposa (Jayma Mays) para encontrar um jeito de reabrir o portal e voltar para casa antes que Gargamel consiga capturá-los.

Cena do filme

Cena do filme

Concordo que o enredo não é nada original, mas tenho que admitir que apesar de todas as críticas desfavoráveis eu me diverti bastante com o filme. Pode ser que eu tenha dado sorte e estivesse em um momento de boa sintonia ou apenas tenha a memória fraca o suficiente para não me incomodar com a descaracterização da antiga série, fato é que gostei do tom inocente, quase bobo, empregado no longa, das piadas infantis e os personagens que em momento algum deixam de parecer bonecos.

Ouvi muitas críticas sobre a qualidade da animação e não deixo de concordar com elas. O trabalho de CG não é dos mais impressionantes e os Smurfs realmente parecem bonecos, não convencem como “seres reis”. Para mim a questão é: deveriam mesmo parecer tão reais? Da maneira como foram apresentados os pequeninos seres azuis transbordam fofura, são carismáticos, trazem expressões faciais bem trabalhadas e representam satisfatoriamente aquilo que são: criaturas mágicas, não verdadeiras.

Cena do filme

Cena do filme

A interpretação de Hank Azaria para o vilão Gargamel é assunto à parte, arrisco dizer o que há de melhor no longa. O ator/dublador emprestou ao personagem uma personalidade menos ranzinza do que nos desenhos e trabalha muito bem no que se propôs – seja na postura, nos trejeitos ou no sotaque. O Gargamel do filme é um vilão bobalhão, atrapalhado, alheio ao ridículo de si mesmo, mas completamente centrado em seus objetivos, desses que, por momentos, nem mesmo torcemos contra.

Os Smurfs está longe de ser uma obra-prima, mas diverte aqueles que conseguem se abster de um alto nível de exigência, é uma boa opção para curtir com a família e apresentar os carismáticos personagens aos mais novos.

La la lala lala… (←musiquinha grudenta que não sai da minha cabeça há dias)

Smurfs, Os

The Smurfs (EUA, 2011, 103 min.)

  • Direção: Raja Gosnell
  • Roteiro: J. David Stem, David N. Weiss, Jay Scherick, David Ronn, baseado na obra de Peyo
  • Gênero: Animação em CG, Aventura, Fantasia
  • Elenco Principal: Neil Patrick Harris, Hank Azaria, Jayma Mays, Sofía Vergara. Vozes: Alan Cumming, Katy Perry, Jonathan Winters, Fred Armisen, George Lopez, Anton Yelchin.
  • Site Oficial: http://www.smurfs.com.br/
  • Avaliação: ★★★½☆

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