Eu não sei de nada…

De vez em quando um sexto sentido dentro de mim dá uns apitos. Uma vozinha lá no fundinho de mim mesma me dizendo coisas… boas ou ruins, não vem ao caso agora… Esquisito é que na maioria das vezes eu mesma acabo tentando sufocar isso dentro de mim, não sei explicar bem o porquê… Quem é que tem a coragem de botar a cara a tapa simplesmente se deixando levar por leves sensações? Admiro alguém que porventura venha a ter essa coragem, assim, de verdade mesmo. Eu sou covarde. Não consigo seguir vivendo de acordo com minha intuição, embora tenha essa vontade. Tenho a impressão de quem faz isso vive mais livre, mais leve… Normalmente tento não dar ouvidos: bobagem da minha cabeça, penso. Mas se mais tarde a “coisa” se confirma eu fico um pouco mal, achando que devia ter acreditado em minhas próprias impressões antes… Preciso aprender a lidar com isso em mim mesma, no meu coração e na minha cabeça… No final das contas é meio que comodismo, muito mais fácil me fazer de inocente, não vi nada, não sei de nada…

Tudo isso só pra comentar que esse tal “sexto sentido” anda buzinando coisas demais no meu ouvido ultimamente… mais do que medo, dessa vez ele também está me dizendo que a melhor coisa a fazer é ficar quietinha na minha…

The Riddler, do Nightwish

Diário:

Tanta correria eu acabei nem falando nada ainda sobre meus últimos dias… Sábado eu acordei com outra daquelas terríveis dores de cabeça. Levantei da cama só por volta das 3h da tarde e passei o resto do dia zuretinha, fora de ar. Não consegui fazer absolutamente nada e entre melhoras e pioras, só o que fiz foi conseguir tomar um banho e comer alguma coisinha… Um sábado inútil, não fui pro inglês, não fui pra celebração… fiquei deitada o dia todo e depois ainda fui dormir cedo… Essas crises de dor de cabeça são o meu karma. Meu humor vai pras cucuias e coitado de quem está perto de mim: tem que ficar me aturando (leia-se mamãe, papai, maninha e namorado). O mais chato ainda é que depois eu demoro pra voltar à ativa, não consigo fazer as coisas direito…

E como que para coroar o fim de semana totalmente improdutivo, a segunda-feira foi bastante corrida pra mim aqui no trampo. O tal do vírus BugBear andou fazendo a festa nos micros aqui da prefeitura e taca a Grazie e eu para correr atrás de micro por micro, passando o fix e atualizando o anti-vírus. Passei o dia todo fora do departamento, percorrendo a prefeitura atrás do vírus. Não vou dizer que não gosto. Pelo menos o tempo passa rápido, eu converso com um monte de gente ao invés de ficar o dia todo encafofada no meu cantinho, mas que é cansativo, isso é… No final das contas acabei não conseguindo atualizar o template shop e nem sei se hoje vai dar pra fazer isso… vou ver o que posso fazer…

Ontem cheguei da faculdade por volta das 21h30. Um amigo meu tinha ido de carro, nossa aula acabou mais cedo e eu peguei carona com ele. É engraçado, conheço esse cara desde que me mudei pro período da noite e mesmo estudando na mesma facul, morando na mesma cidade, vindo de carro algumas vezes e de Van juntos, só agora, 2 anos depois, é que a gente tá conseguindo conversar um pouco melhor… Por que será que com algumas pessoas o papo não desenrola? Tipo, uma pessoa pode ser muito gente fina, não ser uma companhia desagradável e mesmo assim não conseguir engatar um papo-cabeça… No final das contas, só sei que cheguei em casa pensando sobre algumas coisas… Depois comento mais sobre isso…

Avantasia - Reach Out For The Light

Correndo…

Estou percorrendo todos os departamentos da Prefeitura, fazendo uma manutenção geral e atualizando anti-vírus em todos os computadores. Não estou podendo escrever muito agora, volto assim que tiver um tempo para postar decentemente. Beijão a todos, prometo visitar os blogs-amigos hoje à noite!

Madrugada fria, garoa fina no rosto

Era feriado, mas nós não tínhamos nada para fazer. Não tínhamos grana para ir pra balada, nem para viajar. Depois de umas voltas pela cidade, vagando sem saber muito bem que rumo tomar, acabamos no parque ecológico da cidade. Meu amigo Flávio e eu. Nenhum de nós andava muito bem. Problemas em casa, as incertezas habituais da adolescência, uma certa melancolia, ânsias que pareciam nunca ter fim… Naquela madrugada buscávamos um ânimo, em qualquer lugar, desesperadamente… Estava frio, não haviam muitas pessoas no parque… alguns casais namorando nos carros, só. Uma garoa fina dava ao céu escuro uma aparência enevoada, mas descemos do carro assim mesmo. Abri os braços e fui praticamente correndo na direção da concha acústica, rindo como há muito tempo não ria, sentindo a chuva e o vento gelados no rosto, molhando meus cabelos que grudavam no pescoço… O Flávio entrou no espírito e correu atrás. Depois, deitados na grama úmida, olhando para cima, a chuvinha fina caindo, nos sentimos um pouco mais leves, um pouco mais felizes…

Momentos de um passado que parece cada vez mais distante… Do nada me lembrei desse dia, desse grande amigo… Sinto falta de uns momentos insanos assim de vez em quando, repentes de bobeira inocente sem lógica alguma. Tenho a sensação de que me transformei numa pessoa séria demais, certinha demais, chata.

Anthem Of The World, do Stratovarius

Carência

Ontem eu comentei aqui sobre “carência”… Na volta da facul eu estava conversando sobre isso com o Peterson e até disse pra ele que eu não fazia o estilo carente… Mas depois fiquei pensando muito sobre isso. Acho que todo mundo é carente de alguma forma, mesmo que não admita. Talvez eu nunca tenha sentido isso com muita intensidade, no sentido em que estávamos conversando, porque eu sempre estive rodeada de amigos, minha família, pessoas que amo e prezo muito e que suprem essa parte das minhas necessidades… Adoro fazer ou receber um carinho, gosto de estar perto, de me sentir próxima dessas pessoas. Algumas podem precisar mais ou menos… – carinho é algo que se possa medir? – … mas todos precisam… Se eu tenho uma postura um tanto quanto faustosa, é mais pelo meu jeito de ser mesmo… Desde que me entendo por gente, existe em mim uma ânsia enorme de ser forte, independente… de não deixar que meu bem estar esteja condicionada a boa vontade de terceiros… Pode parecer individualismo demais e talvez seja mesmo… quiçá simplesmente auto-proteção…

Saudade

Recebi um mail do meu irmão ontem. Saudades, saudades, saudades!!! Ele só volta pra Indaiatuba no próximo feriado e com a correria de nossas vidas, mesmo por mail ou telefone a gente tem se falado muito pouco…

A letra da música que estou ouvindo:

Edguy – Tears Of A Mandrake

Gaze at the leaving clairvoyant
Predicting inovasions and pain
A child can see trough the stranger
The watcher’s eye , the noble liar

It’s time for the merchant, and his help for sale
Blades to cut wicked flesh
On a merchantman he counts his money
Then he sales away
The sea he’ll cruise blood and fire

Oh father i can’t see a lane
They make you a pawn in a game
For we are all deaf, dumb and blind

Chorus:
After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Pawn in the game, invisible chains
Try to move, you’ll feeel as the graze

After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Fading away, the final decay
Try to move, break out from your chains

When you’re of to the hall of the serpent
See the synic who’s counting his gold
While gun runners, priests and clairvoyants
Are dancing around the rising demon

You are taught to eat up all the crap they shit
Parading your nuts on a silver plate
Kill your brother by the blade they sell
For you don’t unite
They reap your bondage sowing evil

There’s no use to tell what i’ve seen
they know how to make you belive
Just what they want you to know

Chorus:
After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Pawn in the game, invisible chains
Try to move, you’ll feeel as the graze

After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Fading away, the final decay
Try to move, break out from your chains

Tears of mandrake – yeah

Chorus:
After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Pawn in the game, invisible chains
Try to move, you’ll feeel as the graze

After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Fading away, the final decay
Try to move, break out from your chain

Chorus:
After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Pawn in the game, invisible chains
Try to move, you’ll feeel as the graze

After the storm when the magic has gone
Drown in the tears of a mandrake
Fading away, the final decay
Try to move, break out from your chain

Tears Of A Mandrake, do Edguy

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