Lendo…

Comecei a ler “Cem dias entre céu e mar“, de Amyr Klink e já de cara estou curtindo muito. Aventuras como esta enfrentada pelo brasileiro sempre exerceram um fascínio mágico sobre mim, não pelos records que para mim nunca sigficaram muita coisa, mas pelo desafio, por todas as experiências pessoais e de vida que elas podem proporcionar.

“Dias inteiros de calmaria, noites de ardentia, dedos no leme e olhos no horizonte, descobri a alegria de transformar distâncias em tempo. Um tempo em que aprendi a entender as coisas do mar, a conversar com as grandes ondas e não discutir com o mau tempo. A transformar o medo em respeito, o respeito em confiança. Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso antes de mais nada, querer” (Amyr Link, Cem dias entre céu e mar)

Diário

Na quarta-feira foi o aniversário do Daniel, um dos rapazes da turminha de São Tomé. Teve uma festinha, mais precisamente uma reunião de amigos, na casa dele e eu fui com meus irmãos. O pessoal estava bem animado e eu me diverti bastante, com direito a muita risada e um bolo de sorvete simplesmente divino!

Quinta-feira tive que ir pra faculdade. Meu professor orientador me mandou um e-mail me avisando sobre um problema com a minha monografia e eu fui lá verificar, mas acabei perdendo a viagem porque a Camila, responsável por essa parte lá na secretaria não estava. Na sexta à tarde liguei para lá e consegui falar com ela. Putz, por um momento cheguei a estressar, ela me falou que meu nome sequer constava na lista dos matriculados e que minha ficha de proposta da monografia não estava na secretaria, sendo que eu havia entregue tudo certinho no dia da matrícula. Disse ainda que por conta disso o Prof. Ralph não poderia mais ser meu orientador e me deu como opção 2 outros professores que não me agradaram nem um pouco, ou trancava a matrícula e fazia só no próximo semestre. Nossa! Fiquei possessa, quase cheguei a perder a razão! Que que há? Eu iria ser prejudicada por causa da desorganização de uma secretaria? A secretaria de uma faculdade, céus, onde estamos? No final das contas ela me disse que iria conversar com a diretora e pediu para que eu fosse lá à noite ver isso.

Pelo menos não precisei brigar de verdade, embora já tenha ido pra lá com o espírito preparado pra isso. Quando cheguei à Americana à noite as coisas já estavam mais ou menos resolvidas. O Ralph será mesmo o meu orientador e as horas dele serão incluídas no próximo semestre, refiz minha ficha e boa.

Agora é mandar bala nessa monografia!

Semana daquelas…

Essa prometia ser uma semana calma. Ledo engano.

Parece que os imprevistos e as urgências pipocam do nada e todos ao mesmo tempo. Como mulher, do sexo feminino, fêmea, não consigo abandonar a velha mania de querer executar diversas tarefas ao mesmo tempo, resultado: termino o dia me sentindo um bagaço.

Mas apesar do cansaço físico, estou bem. Estou passando por uma fase em que essas pressões não chegam a me afetar ao ponto de me deixar realmente estressada, então o serviço rende, a monografia segue dentro do cronograma e eu continuo podendo curtir os meus bons momentos.

Faculdade

Hoje fui pra faculdade. As aulas começaram esss semana. Bom rever o pessoal, existe um quê de delicioso em abraçar velhos companheiros. Esse semestre pretendo estar indo pra lá em uma média de 1 ou 2 vezes por semana, vai depender do andamento do projetão. A monografia posso estar fazendo em casa.

Já tenho uma boa quantidade de material e bibliografia a disposição. O tema será GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos, comecei a escrever alguma coisa mas ainda estou trabalhando na triagem do material.

A apresentação desse trabalho no fim do semestre já me dá friozinhos na barriga desde já…

São Tomé das Letras

Indescritível. Não dá pra definir com simples palavras o que foi essa viagem. Sabe quando praticamente tudo dá certo, o tempo ajuda, a galera é super legal, o lugar é lindo…? Mais ou menos por aí.

Foi realmente MA-RA-VI-LHO-SO! E só Deus sabe o quanto eu estava precisando fazer algo assim Por 4 dias não existiu estresse, computador, pressões. Por alguns dias eu pude me sentir mais leve, pensar em outras coisas, ter um pouco do sossego que eu tanto precisava.

Saímos na sexta-feira pela manhã, em um grupo de 10 pessoas, de van. Pequeno contratempos a parte, tudo correu bem..

Posso considerar essa viagem a São Tomé das Letras um marco na minha vida. Descobrimento e aprendizado.

Descobri que alguns poucos dias podem ser suficientes para aprender a querer muito bem às pessoas ao meu redor.

Descobri que posso ser muito mais resistente do que eu mesma poderia imaginar.

Aprendi o quão deliciosos pode ser ouvir o barulho de uma cachoeira, sentada numa pedra, olhando a mata ao redor.

Aprendi que uma garrafinha de água quente pode ser a salvação para 10 pessoas morrendo de sede, andando debaixo de sol forte.

Aprendi que obstinação e força de vontade podem vencer muitos quilômetros…

Mas a vida continua. Difícil foi a terça-feira com cara de segunda, encarar o computador e passar o dia sentada no meu canto da sala, tendo ao meu redor as divisórias, o concreto, os sons de telefones e impressoras, o ambiente sem vida, sem cor. Sufocada, presa, limitada.

Passados os primeiros dias estou me sentindo bem e bastante disposta. Estou animada, o serviço rendendo e a sensação de que tudo valeu a pena me leva pra frente…

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