Palavras garimpadas

Palavras Garimpadas #10

Então, acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.

As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky

Cotidiano

Ponto “x”

Abril passou rápido.

Minha agenda diz que o mês foi tranquilo. E foi mesmo,se eu pensar apenas em compromissos marcados e tarefas listadas, mas a sensação predominante é outra: a leve fadiga típica daqueles que estão correndo atrás de seus sonhos, ainda que na surdina e com cautela, mas que se agarram ao objetivo, a despeito de quaisquer dificuldades, porque sabem que tudo valerá a pena.

Os dias escorrem silenciosos enquanto eu me divido entre planos, pesquisas, estudos e preparativos, momentos de euforia, momentos de ansiedade, exercícios de paciência e as tarefas de um cotidiano que ainda não pode ser deixado para trás.

As mudanças previstas para este ano – e também aquelas para as quais foram lançadas as sementes, mas que só devem dar frutos a longo prazo – já estão afetando o meu dia a dia. Aquele momento em que percebo que estou com os pés no ponto “x”, mais um passo e estarei dentro de um redemoinho de onde só poderei sair para encontrar tudo mudado. De uma maneira ou de outra.

É bom ter planos novamente. É bom sentir que estou caminhando. Para frente.

Leituras de Abril

  • Hush, Hush #3: Silence, de Becca Fitzpatrick (kindle book)
  • Hush, Hush #4: Finale, de Becca Fitzpatrick (kindle book)
  • Taker #1: Ladrão de Almas, de Alma Katsu
  • Os Segredos do Rei do Fogo, de Kim Edwards

Minha lista completa de livros e links para as respectivas resenhas aqui.

Filmes de Abril

  • Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985)
  • A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, 1990)
  • A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, 1968)
  • Em Busca do Ouro (The Gold Rush, 1925)
  • Coração de Tinta (Inkheart, 2008)
  • Capitão América – O Primeiro Vingador (The First Avenger: Captain America, 2011)
  • A Mulher de Preto (The Woman in Black, 2012)
  • Videodrome – A Síndrome do Vídeo (Videodrome, 1983)
  • Luzes da Cidade (City Lights, 1931)
  • Jornada nas Estrelas – O Filme (Star Trek: The Movie, 1979)
  • Tempos Modernos (Modern Times, 1936)
  • O Balconista (Clerks, 1994)
  • Flakes (Flakes, 2007)
  • O Enigma do Horizonte (Event Horizon, 1997)
  • Imortais (Immortals, 2011)
  • Polissia (Polisse, 2011)

Minha lista completa de filmes e links para as respectivas resenhas aqui.

Links Interessantes

Links interessantes #66

Crescimento Pessoal e Profissional

Journals e Planners

Fotografia

Webdesign e Webdesenvolvimento

Artesanato

Receitas

Wishlist

Estudo e Trabalho

Cores: Paletas inspiradas no Outono

Outono #1

Foto: (cc) Greekr @ Flickr

Outono #2

Foto: (cc) Blakkos @ Flickr

Outono #3

Foto: (cc) bestarns @ Flickr

Cinema e Vídeo

Filme: Videodrome – A Síndrome do Vídeo

Cartaz: Videodrome - A Síndrome do Vídeo Quando penso em David Cronenberg a primeira coisa que me vem à mente é a lembrança dos pesadelos que tive depois de assistir A Mosca pela primeira vez. Traumático. Claro que eu ainda era criança e não associava o nome do diretor ao monstrengo nojento que tanto me assustou na época, mas talvez seja esse o motivo pelo qual nunca tenha realmente procurado assistir muitos filmes assinados por ele, embora tenha um tipo de respeito curioso por seu trabalho.

Desafio pessoal embutido no desafio dos 1001 filmes: Videodrome faz parte de um grupo de filmes que sempre me causaram um certo “medo por antecipação”. Desta vez não tive pesadelos, mas não posso negar que me deu bastante material para pensar.

A premissa é relativamente simples: Max Reen (interpretado por James Woods) é o dono de um canal de TV “alternativo” cuja grade de programação inclui, basicamente, pornografia e violência. Na busca por atrações ainda mais subversivas ele se depara com o Videodrome, uma série de filmes snuff sustentada por uma filosofia distorcida e capaz de alterar as percepções do telespectador, causando-lhe danos cerebrais, alucinações e, por fim, a completa distorção da realidade e a disposição para a manipulação mental.

Videodrome foi um dos primeiros filmes a levantar a questão da influência da televisão sobre as pessoas na sociedade moderna e os efeitos da super-exposição. As críticas são pesadas e totalmente ao estilo pelo qual o diretor é conhecido: o conjunto apelativo, cenas agressivas e cruamente grotescas, personagens doentios e obcecados, algo de bizarro e surrealista.

Um filme de 1983 que traz uma discussão atualíssima ainda para os dias de hoje e bem o tipo de experiência pessoal que tenho bastante dificuldade em explicar. Não é o tipo de filme que dá prazer em assistir, mas que considero muito bom porque tem o mérito de causar alguma coisa, porque fica martelando a cabeça, suscita ótimos debates e nos faz lembrar que o cinema é muito, muito mais do que simples entretenimento.

Outro filme de Cronenberg na lista dos 1001 filmes é Mistérios e Paixões (Naked Lunch, 1991), já estou me preparando psicológicamente para encarar. :P

Videodrome – A Síndrome do Vídeo

Videodrome (Canadá / EUA, 1983, 87 min.)

  • Direção: David Cronenberg
  • Roteiro: David Cronenberg
  • Gênero: Ficção Científica, Suspense, Terror
  • Elenco Principal: James Woods, Deborah Harry, Sonja Smits, Peter Dvorsky, Leslie Carlson, Jack Creley, Lynne Gorman
  • Avaliação: ★★★½☆

Trailer