Palavras Garimpadas #2

Ela desejava, com avidez, possuir a despreocupação das meninas da sua idade, o sentimento vazio de imortalidade. Desejava toda a leveza dos seus quinze anos, mas, na busca por alcançá-la, despertava a fúria com que o tempo de que dispunha se esvaía.

A Solidão dos Números Primos – Paolo Giordano

Filme: XXY

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Cartaz: XXY XXY é o primeiro longa-metragem escrito e dirigido pela argentina Lucía Puenzo. O filme conta a história de Alex (Inés Efron), uma adolescente de 15 anos que devido a um problema genético nasceu com características sexuais masculinas e femininas.

Na tentativa de protegê-la da malícia e do assédio de médicos que desejam “corrigir” sua ambiguidade genital, seus pais a levam para uma pequena vila no interior do Uruguai, onde vivem tão isolados quanto possível em uma casa nas dunas.

O drama da protagonista é exposto quando outro adolescente se apaixona por ela, uma situação que traz à tona seus conflitos internos e familiares e o confronto entre o despertar de seus próprios desejos frente à indefinição de sua orientação sexual, o que seus pais desejam para ela e o que ela deseja para si mesma.

Com um roteiro enxuto e direto, Lucía Puenzo conseguiu captar as nuances de um assunto denso sem apelar para a pieguice, ainda que tratado com notável sensibilidade. Eu arriscaria dizer que a diretora encontrou o tom ideal para tratar do tema.

O resultado, no entando, não seria nem de longe o mesmo sem o ótimo trabalho do elenco. Destaque para Ricardo Darín no papel do pai que é o primeiro a perceber que a filha pode ser, na verdade, um filho, e, principalmente, Inés Efron, absolutamente perfeita como a adolescente arisca, empregando a delicadeza e a brutalidade em doses bem medidas à protagonista.

XXY é um filme que não pretende dar respostas, apresentar saídas ou resultados, mas que convida a um mergulho reflexivo na questão dos gêneros sexuais e no mundo dos indivíduos hermafroditas. Vale a pena.

XXY

XXY (Argentina/Espanha/França, 2007, 86 min.)

  • Direção: Lucía Puenzo
  • Roteiro: Sergio Bizzio (conto), Lucía Puenzo (roteiro)
  • Gênero: Drama
  • Elenco Principal: Inés Efron, Ricardo Darín, Valeria Bertuccelli, Germán Palacios, Carolina Pelleritti, Martín Piroyansky, Guillermo Angelelli, César Troncoso
  • Site Oficial:
  • Avaliação: ★★★★☆

Trailer

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Livro: Paneb, o Ardoroso, de Christian Jacq

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Capa: Paneb, o Ardoroso Com a morte de Merneptah e a subida de seu filho Seth II ao trono uma nova crise de insegurança se instala entre os moradores do Lugar da Verdade. Desta vez a ameaça parece ainda mais grave pois Amenemesse, filho de Seth II, não reconhece a soberania do pai e também é coroado faraó na região de Tebas. Por todo o território a situação é tensa e todos aguardam com apreensão o momento em que pai e filho entrarão em guerra.

Paneb, o Ardoroso, o terceiro volume da série A Pedra da Luz escrita por Christian Jacq, mantém o estilo e o ritmo dos anteriores, com os conflitos se avolumando em uma sequenciação bastante padronizada. Sim, por um lado estes são aspectos positivos uma vez que, junto com a temática, estes são pontos que fazem desta uma série interessante, mas a verdade é que depois de tantas e tantas páginas – cada volume tem em média 500 – a coisa toda começa ter ares de mesmice.

O que salva é que a partir da metade deste livro as coisas tendem a ficar mais e mais tensas, a história parece estar, finalmente, caminhando para um grande ápice e, embora isto também tenha significado a morte de um dos meus personagens favoritos, me deixou bastante curiosa quanto ao próximo – e último – volume da série…

Paneb, o Ardoroso

Jacq, Christian

  • Série: A Pedra da Luz #3
  • Editora: Bertrand Brasil
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Egiptologia
  • Título Original em francês: Paneb, lArden
  • Avaliação: ★★★☆☆

Palavras Garimpadas #1

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa.

Um só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.

Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.

No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los.

A menina que roubava livros – Markus Suzak