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Cinema e Vídeo

Filme: Videodrome – A Síndrome do Vídeo

Cartaz: Videodrome - A Síndrome do Vídeo Quando penso em David Cronenberg a primeira coisa que me vem à mente é a lembrança dos pesadelos que tive depois de assistir A Mosca pela primeira vez. Traumático. Claro que eu ainda era criança e não associava o nome do diretor ao monstrengo nojento que tanto me assustou na época, mas talvez seja esse o motivo pelo qual nunca tenha realmente procurado assistir muitos filmes assinados por ele, embora tenha um tipo de respeito curioso por seu trabalho.

Desafio pessoal embutido no desafio dos 1001 filmes: Videodrome faz parte de um grupo de filmes que sempre me causaram um certo “medo por antecipação”. Desta vez não tive pesadelos, mas não posso negar que me deu bastante material para pensar.

A premissa é relativamente simples: Max Reen (interpretado por James Woods) é o dono de um canal de TV “alternativo” cuja grade de programação inclui, basicamente, pornografia e violência. Na busca por atrações ainda mais subversivas ele se depara com o Videodrome, uma série de filmes snuff sustentada por uma filosofia distorcida e capaz de alterar as percepções do telespectador, causando-lhe danos cerebrais, alucinações e, por fim, a completa distorção da realidade e a disposição para a manipulação mental.

Videodrome foi um dos primeiros filmes a levantar a questão da influência da televisão sobre as pessoas na sociedade moderna e os efeitos da super-exposição. As críticas são pesadas e totalmente ao estilo pelo qual o diretor é conhecido: o conjunto apelativo, cenas agressivas e cruamente grotescas, personagens doentios e obcecados, algo de bizarro e surrealista.

Um filme de 1983 que traz uma discussão atualíssima ainda para os dias de hoje e bem o tipo de experiência pessoal que tenho bastante dificuldade em explicar. Não é o tipo de filme que dá prazer em assistir, mas que considero muito bom porque tem o mérito de causar alguma coisa, porque fica martelando a cabeça, suscita ótimos debates e nos faz lembrar que o cinema é muito, muito mais do que simples entretenimento.

Outro filme de Cronenberg na lista dos 1001 filmes é Mistérios e Paixões (Naked Lunch, 1991), já estou me preparando psicológicamente para encarar. :P

Videodrome – A Síndrome do Vídeo

Videodrome (Canadá / EUA, 1983, 87 min.)

  • Direção: David Cronenberg
  • Roteiro: David Cronenberg
  • Gênero: Ficção Científica, Suspense, Terror
  • Elenco Principal: James Woods, Deborah Harry, Sonja Smits, Peter Dvorsky, Leslie Carlson, Jack Creley, Lynne Gorman
  • Avaliação: ★★★½☆

Trailer

Livros

Livro: A Long, Long Sleep (Adormecida), de Anna Sheehan

Capa: A Long, Long Sleep Não é uma delícia quando um livro nos surpreende?

Quando comecei a ler A Long, Long Sleep (Adormecida na edição brasileira) imaginava encontrar um conto de fadas revisitado, algo nos moldes de Branca de Neve e o Caçador (Evan Daugherty) ou A Garota da Capa Vermelha (Sarah Blakley Cartwright), neste caso baseado na história d’A Bela Adormecida. Admito que não tinha grandes expectativas, mas no final das contas, tal como eu disse, fui agradavelmente supreendida.

O livro conta a história de Rose Fitzroy, uma garota que esteve dormindo por 62 anos, imersa em um sono quimicamente induzido, trancada em um tubo de estase no canto de um porão esquecido, enquanto o restante da humanidade enfrentava os Tempos Sombrios – um dos piores colapsos da história, uma crise generalizada de proporções apocalípticas que causou a morte de milhões de pessoas – e o mundo que ela conhecia passava por profundas transformações. Acordada, como que por encanto, Rose descobre que seus pais, seu namorado e todos aqueles a quem ela amava já não passam de meras lembranças e que agora ela é a herdeira de uma gigantesca corporação interplanetária. Desesperada para se adaptar e entender a si mesma neste novo tempo, Rose encontra dificuldades em confiar nas pessoas, sente-se deslocada e estranha em um mundo onde, apesar dos sorrisos complacentes, tudo lhe soa hostil.

Embora a sementinha da ideia seja realmente o famoso conto de fadas as semelhanças não vão além do longo período de sono e do beijo ao despertar. O foco aqui é o conflito existencial da personagem principal, suas descobertas, seu processo de amadurecimento. E, sim, o tema é abordado de maneira crível, as reações de Rose soam realistas, com uma carga dramática bem dosada.

O mundo distópico que serve de base para o drama da jovem adormecida também é um ponto de destaque. Uma sociedade que precisou se reconstruir com recursos escassos depois de um colapso repentino, longe de ser simplório demais, também não pende para o exagero tecnológico, filosofias complexas, nem para a ideia já tão explorada de um governo totalitário e repressivo. Permanece em uma espécie de meio termo palpável e emoldura muito bem a história sem roubar a cena.

Mérito de Anna Sheehan não ter deixado sua trama cair nos clichés básicos das histórias adolescentes e/ou pós-apocalípticas com o plus de conseguir levantar questionamentos muito pertinentes quanto aos limites da autoridade dos pais sobre seus filhos, as verdades que devemos ter a coragem de encarar a despeito da dor que podem nos causar, motivação e consequências.

Eu não conhecia a autora, nunca tinha ouvido nada sobre o trabalho dela, mas com certeza vou querer prestar mais atenção a partir de agora.

Long, Long Sleep, A

Sheehan, Anna

  • Editora: Orion, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Ficção Científica
  • Título na edição brasileira: Adormecida (Lua de Papel > Leya)
  • Site do autor: http://annasheehan.com
  • Avaliação: ★★★★☆
Palavras garimpadas

Palavras Garimpadas #9

- Ainda não posso morrer, doutor. Ainda não. Tenho coisas a fazer. Depois terei a vida inteira para morrer.

O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón