Cores

Cores: Paletas inspiradas em fotos de flores

Flores #1

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Flores #2

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Flores #3

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Livros

Livro: Tiger’s Quest (O Resgate do Tigre), de Colleen Houck

Tiger's Quest (Colleen Houck)

Atenção! Este post pode conter spoilers sobre o enredo de toda a série A Saga do Tigre (The Tiger Saga).

Eu havia comentado na resenha d’A Maldição do Tigre que tinha dúvidas quanto a escrita muito simples, quase pobre, com a qual me deparei no livro, imaginando o que poderia ter se perdido com a tradução. Eu tinha decidido continuar lendo a série, mas não tinha os outros volumes, por isso quando encontrei as edições em inglês disponíveis para o Kindle na Amazon resolvi tirar a prova. De fato a linguagem é bem simples, tanto que esta leitura também foi muito rápida, mas eu me senti mais confortável com a leitura no idioma original.

Tiger’s Quest (O Resgate do Tigre na edição brasileira, lançada pela Editora Arqueiro) começa exatamente no ponto em que A Maldição do Tigre termina. Kelsey está de volta ao Oregon tentando retomar sua vida, começa a frequentar as aulas na faculdade, até tenta alguns encontros desajeitados na esperança de esquecer sua paixão por Ren. Nenhuma surpresa: justamente quando ela acredita estar se encontrando em meio a seus fantasmas particulares, Ren aparece.

Quase metade do livro é totalmente dedicado à vida comum de Kelsey, ao confuso processo de reatação do casal e ao aparecimento de Kishan, o irmão de Ren, que também foi amaldiçoado e se transforma em um tigre negro. Até este ponto não temos nenhum sinal de todo aquele clima de aventura do primeiro livro. Em um dado momento eu estava me sentindo tão entediada que cogitei abandonar a leitura, a barrinha de progresso do Kindle já marcava uns 40% e a sensação que eu tinha era a de que absolutamente nada tinha acontecido.

Veja bem, eu respirei fundo, prossegui com a leitura e depois (muito depois) acabei percebendo que acompanhar o desenvolvimento do relacionamento entre Kelsey, Ren e Kishan de perto, com tantos detalhes cotidianos, me ajudou a entender a força e a profundidade dos sentimentos que os movem nos próximos livros, mas não consigo deixar de acreditar que há muito de desnecessário nessas páginas e o drama todo poderia ter sido contado de maneira bem mais sucinta.

É bem verdade que as personagens são todas muito cativantes (inclusive várias das antagonistas), dessas com as quais a gente simpatiza, do tipo que a gente gostaria de conhecer pessoalmente e sua construção está cada vez mais interessante. Neste ponto da saga eu diria que este foi o principal motivo para eu continuar lendo a série, porque acabei me apegando às personagens, já tinha alcançado o nível “torcida”, querendo saber como tudo iria terminar.

A ação propriamente dita só começa quando Lokesh, o mago from hell da história e aparentemente o culpado pela maldição dos irmãos, descobre a localização de Kelsey e vai atrás dela, a princípio porque deseja o fragmento do medalhão mágico que ela carrega. Durante a fuga, Ren é capturado. Na impossibilidade de partir para um resgate imediato, Kelsey segue para a segunda busca pelos itens que possibilitarão a quebra da maldição, desta vez acompanhada de Kishan.

Neste segundo volume as referências à Mitologia Hindu se misturam com versões de outras mitologias, de diferentes períodos e partes do mundo, e o resultado é um mundo místico que soa ao mesmo tempo familiar e inusitado. Achei bem interessante a experiência, muito embora as tentativas de mesclar os mitos antigos com referências pop contemporâneas me soem um bocado exageradas às vezes. Sabe quando parece que a autora está forçando uma empatia com os leitores? Chega a bater aquele sentimento de “vergonha alheia” em alguns momentos.

Posso adiantar que, de toda a série, é o livro que menos gostei. Mas veja só como é a curiosidade, mesmo com a experiência desanimadora eu segui com a série e, sim, as próximas leituras foram mais empolgantes. Resenhas em breve. 😉

Tiger’s Quest

Houck, Colleen

Capa: Tiger's Quest

  • Série: The Tiger Saga #2
  • Editora: Hodder & Stoughton, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Fantasia, Young-Adult
  • Título na edição brasileira: O Resgate do Tigre
  • Site do autor: http://colleenhouck.com/
  • Avaliação: ★★☆☆☆
Desabafos, Devaneios e DivagaçõesProjetos Pessoais

Já sofreu bullying na escola?

Já sofreu bullying na escola?

Quando recebi esta pergunta, enviada pela Duda para o meu projeto Pergunta que eu respondo, não imaginei que teria dificuldades ao tentar respondê-la. Veja bem, não estou dizendo que falar sobre bullying me desperta traumas ou lembranças dolorosas, nada disso. É apenas um assunto sobre o qual nunca refleti profundamente e, admito, para mim é cercado de dúvidas.

A principal delas diz respeito a limites. Existem limites para o que pode/deve ser considerado bullying?

Pode argumentar o quanto quiser, mas pensando exclusivamente no período escolar padrão (visto que entendi ser este o direcionamento da pergunta), eu acredito sim que crianças e adolescentes podem ser verdadeiramente cruéis, que “inocência” não é uma justificativa, no mesmo passo em que pessoas diferentes são afetadas e reagem de maneiras diferentes a um mesmo tipo de provocação. Então até que ponto certos tipos de “brincadeirinhas” podem ser consideradas inocentes ou isentas de intenções pouco nobres?

Em boa parte da minha época de escola (faz tempo isso, hein? mas abafa!) eu fui a menina CDF (lembram desse termo?), aquela que só tirava boas notas, para quem olhavam estranho porque ela realmente lia os livros exigidos para os trabalhos de Português e coloria os mapas para aula de Geografia. A muito quieta, a desprovida de habilidades sociais, perto da qual a maioria dos colegas só queria sentar em dia de prova. Aquela que reconhece – de verdade – o sacrifício dos pais para mantê-la em uma boa escola, mas que nem sempre sabia lidar com o sentimento de inferioridade porque todos os colegas ao seu redor tinham muito mais dinheiro, esfregavam roupas e tênis de marca na sua cara, frequentavam lugares e faziam viagens que ela não podia. Aquela que usava óculos fundo de garrafa, tinha a cara pipocada de espinhas e aparelho “freio de burro” nos dentes. Aquela que recebia apelidos pejorativos, ouvia risinhos pelas costas e lidava com o desdém – declarado – de muita gente por causa de tudo isso.

Claro que falando assim a coisa parece bem ruim, mas é porque só comentei mesmo os pontos pertinentes ao assunto. Não era assim 100% do tempo, tive amigos, tive ótimos momentos, tenho ótimas lembranças e – juro! – na época nem pensava muito nisso, não passava o tempo me remoendo com nada disso.

Não aprovo, não acho “normal”, não acho que “faz parte”, não acredito que essas crianças e jovens não saibam o que estão fazendo. Mas sei também que muito do que eu sentia na época vinha de mim mesma, do que eu sentia em relação aos outros, de como eu me rebaixava, da insegurança. E sei que foi muito menos “grave” do que zilhões de casos que vemos por aí todos os dias, alguns para além dos extremos (existe um medidor de gravidade para esse tipo de coisa?) e nunca sofri qualquer dano físico ou material. Sei que essas experiências também são parte do que me moldou ao longo dos anos, então não digo que não me afetou, mas de maneira alguma poderia dizer que me traumatizaram, que guardo ressentimento daqueles colegas, que lembro com mágoa ou raiva.

Aí se alguém me pergunta se eu sofri bullying na escola, minha resposta deve ser obrigatoriamente binária? Não consigo responder um simples sim ou não…

ico_plug Este post é uma resposta à pergunta da Duda no Pergunta que eu respondo!, uma seção do blog onde respondo, com posts, às perguntas dos leitores. Para saber mais, enviar a sua pergunta ou ver a lista de perguntas/respostas já publicadas espia aqui.

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Penteados fáceis e rápidos

Penteados fáceis e rápidos

Meu cabelo é naturalmente liso, cheio e pesado. Se por um lado não consigo manter nenhum penteado nele por muito tempo, também posso deixá-lo solto sem quaisquer problemas, ele não fica de fato despenteado, então, em 99.9% das vezes você vai me encontrar com o cabelo simplesmente solto ou preso em um rabo de cavalo simples. A questão é que gosto de penteados e acessórios, não uso com frequência por preguiça e falta de jeito. Vamos mudar o que não nos deixa satisfeitos, certo? Esta também é uma das metas da minha lista de 101 coisas, andei pesquisando dicas de penteados fáceis, para o dia a dia mesmo, que eu possa fazer sozinha e acabei descobrindo que tanto a procura quanto a oferta são bem abundantes. Nunca é tão simples quanto parece nos vídeos e tutoriais, mas é preciso tentar para aprender, não?

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