Projetos Pessoais

Listografia: 10 guilty pleasures

Guilty Pleasures, ou prazeres culpados, são aquelas coisas pela quais sentimos alguma “culpazinha” por gostar mesmo que elas nos sejam prazeirosas, seja por ser algo considerado cafona ou ridículo, por ser pouco saudável ou que simplesmente não “combine” com a nossa personalidade conhecida.

Nem preciso pensar muito para conseguir uma lista bem recheada das minhas guilty pleasures, mas serei sincera: nenhum dos itens listados aqui me faz sentir realmente culpada, muito menos arrependida. Também não lembrei de nada muito sórdido, nem refleti tão a fundo a ponto de alcançar os recônditos mais obscuros da minha alma, queria que esta fosse uma lista leve, bem humorada e, convenhamos, algumas coisas devem mesmo ficar restritas a um âmbito mais privado, concordam? 😛

Listografia: top 10 guilty pleasures

Comédias românticas

10 Guilty Pleasures - Comédias Românticas

Não chego a ser uma dessas pessoas que só admite assistir filmes “cabeça”, nem desconsidero os blockbusters como “filmes de verdade”, mas me orgulho de ser uma pessoa cujas preferências cinematográficas tendem ao cinema arte.

Comédias românticas, dessas bem bobas, repetitivas, caricaturais e quase sempre pessimamente interpretadas, são o meu calcanhar de aquiles. Raríssimas vezes consigo dizer que um desses filmes é bom, mas não resisto, assisto todos os que aparecem na minha frente. Às vezes estou tão no clima que sou capaz de fazer uma maratona só com esse tipo de filme.

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Suspenses policiais com romance

10 Guilty Pleasures - Suspenses policiais com romance

Minha posição com relação aos livros é muito parecida com a do cinema, minhas preferências pairam sempre ali, na categoria dos “livros sérios”, os grandes clássicos, os que despertam sentimentos e reflexões profundas, os mind fuck, mas não fecho minha mente aos best sellers populares e aqueles a que sempre recorro quando “estou a fim de ler mas não estou a fim de ler”, saca?

Nesta última categoria os suspenses policiais com romance (não descobri se existe uma expressão que defina melhor esse tipo de história) estão no topo. Sabe aquelas tramas que giram em torno de algum crime e, invariavelmente, rola algum tipo de romance inadequado, geralmente temperado com uma atração tão inexplicável quanto irresistível, que pode envolver o detetive, o agente federal, a vítima, a testemunha, até mesmo o principal suspeito? Pois é. Tudo dentro dos mesmíssimos moldes, escritos para agradar a um público simplório e eu devoro aos quilos. São exemplos vários romances de Nora Roberts e os stand alone de Tess Gerritsen, que se encaixam no tipo e eu sempre alterno com outras leituras mais pesadas.

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Salgadinhos industrializados

10 Guilty Pleasures - Salgadinhos industrializados

Não há muito o que falar a respeito. Nada saudáveis, me deixam com a sensação de estufamento, empapuçada e às vezes até enjoada. Mas é muito viciante! Não resisto, sou dessas que não pára de comer até esvaziar o pacote mesmo que já não esteja aguentando mais.

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Clichés fotográficos

10 Guilty Pleasures - Clichés fotográficos

Fotos turistóides (braços abertos em frente ao Cristo Redentor? ‘bora!), foto dos pés na praia, asas de avião durante o vôo, a silhueta de um casal em frente ao pôr do sol, gotinhas sobre as flores depois da chuva, um pessoa de costas apreciando a vista de um mirante…

Dizem que nós temos que ser criativos, desenvolver o nosso próprio estilo, fugir dos clichés, mas a verdade é que se me deparo com a oportunidade de fazer uma daquelas fotos beeem clássicas, que todo mundo faz, simplesmente não consigo resistir: eu tenho que fazer também!

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Músicas “inesperadas”

10 Guilty Pleasures - Músicas inesperadas

Quem me conhece sabe que minhas preferências musicais se concentram em heavy metal e música clássica (com alguma abertura para rock / pop rock) e que posso ser bastante intolerante com outros estilos mais “populares”.

O caso é que às vezes alguns artistas… como dizer… inesperados aparecem na minha playlist nas redes sociais e os amigos até acreditam que outra pessoa está ouvindo música no meu celular. Rammstein ao lado de ABBA, In Flames seguido de Lady Gaga ou Sabaton e MIKA… sim, sou eu mesma, não é outra pessoa usando minha conta no Spotify.

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Fofocas sobre casais de Hollywood

10 Guilty Pleasures - Fofocas sobre casais de Hollywood

De maneira geral não me ligo muito no mundo das celebridades e não é como se eu corresse atrás dos babados, devorasse Contigos da vida ou assinasse newsletters sobre o assunto, mas vocês sabem como é, nem é preciso procurar, essas “notícias” chegam até nós por conta própria. Aí que quase sempre me passa batido, mas quando se trata de um novo casal ou uma nova separação a curiosidade fala mais alto, eu preciso dar uma espiada.

Não sei explicar a curiosidade (tampouco me preocupo em justificar), não acrescenta nada à minha vida, sequer penso no assunto depois, mas né… prazeres culpados nem sempre são explicáveis.

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Fazer compras

10 Guilty Pleasures - Fazer compras

Eu sou consumista e já desisti de tentar negar isso.

Sim, eu sei. Passar o dia andando no shopping ou em centros comerciais, olhar vitrines, “precisar” de repente de objetos que eu nem sabia que existiam e estourar o limite do cartão de crédito comprando mais do que sou capaz de usar não são atitudes inteligentes. Cheira a futilidade, tentativa de compensação, falta de uma vida, que seja. Eu a-do-ro, é um dos meus programas favoritos. Em minha defesa não compro as coisas apenas para me desinteressar delas depois, eu realmente as uso (embora às vezes não com muita frequência devido à quantidade, mas enfim…).

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Espírito vingativo

10 Guilty Pleasures - Espírito vingativo

Sempre digo que não ligo para esse negócio de horóscopo, mas que me identifico muito com as características sempre associadas às pessoas de escorpião. Ser vingativa é uma delas. Nada que se compare a Edmond Dantés, na verdade eu não busco a vingança (não tenho estrutura e criatividade para tanto), mas se tem uma coisa que me deixa regozijada é ver que a própria vida se encarrega de “dar o troco” na hora certa. Pode me chamar de ruim, coração de pedra, o que quiser, mas nessas horas não consigo ter compaixão, se me parece merecido, para mim é bem feito!

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Joguinhos estilo match-3

10 Guilty Pleasures - Joguinhos estilo match-3

Jogos para celular nos moldes de Candy Crush e afins? Pode me largar lá jogando e esquecer de mim, sou capaz de passar horas jogando sem prestar atenção a mais nada ao meu redor. Hoje em dia tento me conter para o bem das minhas atividades diárias, mas já cheguei a ter mais de 10 jogos desse tipo instalados no celular, tudo para não ficar parada enquanto espero recarregar as vidas. 😛

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The Sims

10 Guilty Pleasures - The Sims

Ainda no quesito jogos, outro que pode me entreter por hoooooras é o The Sims. O 3 é o meu preferido, e veja só, nem sou tão fã assim do jogo em si, meu negócio mesmo é construir. Bairros, cidades inteiras, lotes residenciais ou comerciais, os mais variados estilos, do barraco fuleira a grandes castelos. Aqui também, pode esquecer que existo se eu estiver concentrada no jogo.

ico_plug Este post faz parte do Listografia, um projeto que consiste em escrever listas como um exercício de memória, criatividade e autoconhecimento. O tema de hoje foi uma sugestão da leitora Mayara Nunes, se você também tiver alguma sugestão manda para mim! Mais informações e as listas já publicadas aqui.

Livros

Livro: Carmilla, de Sheridan Le Fanu

Carmilla (Sheridan Le Fanu)

Publicada pela primeira vez em 1872, a novela gótica do escritor irlandês Sheridan Le Fanu é considerada uma das precursoras das histórias de vampiros na literatura, origem de muitos dos elementos que ainda hoje caracterizam esse tipo de ficção, tais como o vampiro retratado como uma criatura irresistivelmente bela e sedutora, a ambientação em regiões remotas da Europa Central, o envolvimento emocional da vítima e os paralelos entre o vampirismo e a sexualidade.

Narrado em primeira pessoa por Laura, uma garota de 19 anos que perdeu a mãe ainda criança e vive com seu pai e alguns poucos criados em um castelo isolado na Estíria, o livro descreve os dias em que ela e seu pai tiveram como hóspede a misteriosa Carmilla e os estranhos acontecimentos na região após a sua chegada.

Carmilla, personagem que empresta o nome ao título, é descrita como uma jovem extremamente bela mas de saúde frágil, gestos lânguidos e hábitos estranhos: nunca acorda antes do meio-dia, mantém as portas e janelas trancadas e não permite a presença de criados em seus aposentos, raramente se alimenta, tem acessos de raiva que contrastam sobremaneira com seus modos quase sempre encantadores, e nunca revela nada a respeito de seu passado, sua origem e sua família. A despeito de tantas reservas, Laura rapidamente se afeiçoa a Carmilla e durante todo o período de convivência ela tenta lidar com os sentimentos controversos de paixão e repulsa, confiança e aceitação.

Foi uma leitura muito rápida (minha edição tem aproximadamente 90 páginas, suficiente para uma “sentada”), de linguagem simples e fluida, marcada por aquele tom ligeiramente afetado dos escritos de horror gótico dos séculos XVIII e XIX.

Reconheço o poder de influência da obra, assim como os méritos da ousadia para sua época e é bastante interessante perceber os aspectos que a caracterizam como um produto de uma cultura com costumes sexuais e religiosos inflexíveis baseados no medo, considero uma recomendação bastante válida para os interessados no estilo, mas eu não seria totalmente sincera se dissesse que Carmilla realmente me impressionou – reação, compreensível creio, de uma mente já contaminada por trabalhos posteriores, como Drácula por exemplo, que acabaram por se mostrar mais apelativos ao meu gosto pessoal.

Carmilla

Le Fanu, Sheridan

Capa: Carmilla

  • Editora: KZK Editora, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Ficção, Horror, Gótico
  • Título original: Carmilla
  • Avaliação: ★★★½☆
Palavras garimpadas

Palavras Garimpadas

Não sei se você já se sentiu assim, querendo dormir por mil anos. Ou se sentiu que não existe. Ou que não tem consciência que existe. Ou algo parecido.

As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky

Cotidiano

De volta outra vez

Blog Planner

Pois é. Eu sou teimosa, eu continuo insistindo.

Depois de mais um looongo período de hiatus cá estou, novamente, para mais uma tentativa de retomar as atividades do blog, prometendo a mim mesma uma certa regularidade, um pouco mais de dedicação e um ultimato: se a coisa toda não engrenar de vez, admitirei que está na hora dar o espetáculo por encerrado e baixar as cortinas.

Mantenho este blog desde 2002 (!!) e é bastante óbvio que, sendo um blog pessoal, ele reflete e acompanha minhas mudanças através dos anos. Este espaço já teve cara de “querido diário”, já registrou muitos desabafos, já tentou ser mais sério, já tentou o papel de utilidade pública, já vagou muito no limbo. E, também bastante óbvio, já teve muitas fases em que simplesmente ficou às moscas porque eu não estava com o menor saco para escrever o que quer que fosse. Normal, creio eu, dentro de todo o contexto e do longo período de tempo que podemos considerar.

É com tristeza no coração que vejo tantos blogs que eu acompanhava há muitos anos encerrando suas atividades e compreendo bem as motivações desses blogueiros e blogueiras (alguns dos quais realmente se tornaram amigos para a vida), perdi a conta de quantas vezes me identifiquei com o que foi dito em posts de despedida por aí, constatei que esses períodos do que podemos chamar “ausência” estão cada vez mais longos e mais frequentes por aqui e me vi levada a refletir se já não está na hora de desapegar também.

Mas, todavia, contudo, porém…

… eu ainda não estou preparada. Ainda preciso deste espaço, ainda faz sentido para mim, ainda tenho o que dizer. Ainda quero escrever e se não o tenho feito é muito mais por preguiça e procrastinação do que por qualquer outra coisa.

Então é isso. Aderindo ao máximo dos clichés aproveito o primeiro dia do ano para fazer promessas, criar algumas expectativas, recomeçar. Não farei nenhuma mudança muito brusca, não me vejo tentando adequar meus posts às “diretrizes bloguísticas atuais”, a ideia é mesmo manter o blog em um nível pessoal, postando o que der vontade. Alguém me acompanha? 🙂

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