Desenho e Pintura

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Desenhar, pintar ou simplesmente rabiscar, para mim, é um passatempo, talvez um pouco mais do que isso, uma terapia anti-estresse.

Estou longe de dominar alguma técnica, não nasci com um dom admirável para a coisa, nem cheguei a desenvolver uma grande habilidade. E, veja bem, não estou dizendo tudo isso pra pedir confetes, apenas para amainar quaisquer expectativas, uma vez que resolvi abrir um espaço para estes rabiscos aqui no blog.

O caso é que ter um cantinho para publicar esse tipo de coisa ao invés de simplesmente guardá-las numa pasta escondida na gaveta funciona como um incentivo para mim (nem que seja apenas para ter algo para publicar) e não deixa de ser uma maneira de guardar e listar esse conteúdo.

Então é isso. A partir de agora, de tempos em tempos, alguns dos meus rabiscos devem aparecer por aqui. ;)

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lápis de cor, caneta nanquim

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Livro: Anna and the French Kiss (Anna e o Beijo Francês), de Stephanie Perkins

Capa: Anna and the French Kiss Li este livro em meados de junho do ano passado e me lembro bem da época: eu tinha acabo de concluir uma sequência de leituras complexas, até um pouco pesadas, e estava precisando de algo mais leve para descarregar os neurônios, aquela sensação de uma brisa fresca em um dia abafado de verão, sabem? Anna and the French Kiss (Anna e o Beijo Francês, na edição brasileira) foi perfeito para o momento.

A história é relativamente simples: Anna é uma garota de 17 anos, vive em Atlanta, é apaixonada por cinema e trabalha no Midtown Royal 14 Multiplex. Ela adora passar o tempo com sua melhor amiga Bridgette, está prestes a engrenar um romance com um colega de trabalho e está bastante satisfeita com a perspectiva de colocar em prática seus planos para o último ano de colégio. Tudo cai por terra, porém, quando seu pai decide enviá-la para um intercâmbio de um ano em Paris e nenhum argumento é capaz de dissuadi-lo da ideia.

Nas primeiras semanas de Anna em Paris o sentimento predominante ainda é a resistência e as coisas só começam a melhorar quando ela conhece Étiénne St. Clair. Lindo, educado e um pouco misterioso, ele se revela uma companhia muito agradável, ajuda Anna a descobrir os encantos da Cidade Luz e as oportunidades que a experiência do intercâmbio tem a oferecer. Mas à medida que a amizade entre eles cresce os sentimentos começam se confundir e as coisas ficam mais complicadas porque Étiénne tem uma namorada.

Admito que não simpatizei com Anna logo de cara. Compreendo que ela tenha se sentido contrariada por não ter a opção da escolha e por ver seus planos frustrados, assim como concordo que cada um tem suas vontades e um intercâmbio em qualquer que seja o lugar não é um desejo obrigatório para toda e qualquer adolescente. É mais pela maneira com que ela expressa toda essa “relutância”, de um jeito que soa um pouco como birra infantil de quem diz que não gosta de algo antes mesmo de experimentar ou de ter a mínima noção do que está falando, ares de “pré-conceito”, entendem o que quero dizer?

O pequeno desconforto, no entanto, se dissipou com o avanço da leitura e a infantilidade inicial acabou por criar um ponto de partida necessário ao processo de amadurecimento da personagem ao longo do seu ano de intercâmbio. Creio que o grande mérito é da maneira adorável como Stephanie Perkins conduz a história, a naturalidade com que expõe e trabalha os sentimentos e dúvidas das personagens. Anna e Étiénne são mais possíveis do que literários, é muito fácil se identificar com eles, torcer por eles, querer tê-los como amigos.

É um romance gostoso de ler. Fofo, é uma palavra que encaixa muito bem. Desses que você lê sem peso e chega à última página com aquela sensação macia e confortante dentro do peito.

Para finalizar, apenas uma indignação pessoal: como é que uma garota que se diz tão apaixonada por cinema simplesmente ignora o fato de que Paris pode oferecer oportunidades tão preciosas para os amantes da sétima arte? :P

Anna and the French Kiss

Perkins, Stephanie

  • Editora: Speak, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance – Adolescentes e Jovens Adultos
  • Título na edição brasileira: Anna e o Beijo Francês
  • Site do autor: http://www.stephanieperkins.com/
  • Avaliação: ★★★½☆
Cinema e Vídeo

Filme: A Garota da Capa Vermelha

Cartaz: A Garota da Capa Vermelha Nesta releitura sombria da história de Chapeuzinho Vermelho, Amanda Seyfried interpreta Valerie, uma jovem dividida entre a paixão pelo forasteiro Peter (Shiloh Fernandez) e o compromisso com Henry (Max Irons), a quem foi prometida em casamento. Decidida a seguir seu coração Valerie resolve fugir com Peter, mas quando estão prestes a deixar a aldeia recebem a notícia de que Lucie, a irmã mais velha de Valerie, foi atacada e morta pelo lobisomem que vive na floresta das redondezas.

Inflamada pelo desejo de vingança e temerosa de novos ataques, a aldeia recorre a um famoso caçador de lobisomens, o padre Solomon (Gary Oldman), mas sua chegada acaba provocando uma maré de desconfiança entre os moradores quando é revelado que qualquer um pode ser o lobisomem uma vez que ele pode assumir a forma humana e estar vivendo entre eles. A sequência de acontecimentos leva Valerie a acreditar que o lobisomem é alguém muito próximo e quando sua capacidade de se comunicar com a criatura é descoberta, ela passa a ser considerada, ao mesmo tempo, a principal suspeita e a isca perfeita.

Assisti este filme no início do ano passado e para dizer a verdade não sei muito bem o que me levou a fazê-lo já que não me recordo de ter tido algum interesse. Bem pelo contrário: o trailer não me atiçou, a direção de Catherine Hardwicke me deixou totalmente cabreira (o único filme dela que eu havia assistido até então era Crepúsculo, então imaginem…), e esse triângulo amoroso tão formatadinho no padrão “dois-bonitões-brigando-pela-mocinha”… bom, deu pra entender, certo?

No final das contas o segredo é exatamente este: não esperar absolutamente nada, assim, o que vier é lucro. Livre de expectativas pude assistir o filme com alguma tranquilidade e até mesmo me manter entretida.

Sim, o longa tem lá seus pontos positivos. A sequência tem algum ritmo, a maneira como os cenários foram reduzidos a uma gama de cores quase monocromática e o contraste com a tal capa vermelha sustentaram bem o clima de lugubridade. Amanda Seyfried segura bem as pontas, embora a falta de química entre os atores principais – em especial Shiloh Fernandez e Max Irons em suas performances pouco mais que passáveis – seja bastante incômoda em alguns momentos.

A Garota da Capa Vermelha é um suspense mediano, com alguns bons momentos e um final razoável, que lambe o cliché mas não chega ser o pior dos piores. Na falta de opções, serve como entretenimento.

Garota da Capa Vermelha, A

Red Hiding Hood (EUA / Canadá, 2011, 100 min.)

  • Direção: Catherine Hardwicke
  • Roteiro: David Johnson
  • Gênero: Conto de Fadas, Suspense, Drama
  • Elenco Principal: Amanda Seyfried, Gary Oldman, Lukas Haas, Billy Burke, Shiloh Fernandez, Julie Christie, Michael Shanks, Virginia Madsen, Michael Hogan, Darren Shahlavi, Christine Willes, Adrian Holmes, Cole Heppell
  • Avaliação: ★★★☆☆

Trailer

Projetos Pessoais

Listografia: pequenos prazeres da vida

O tema, desta vez, foi uma sugestão do amigo Andrey (Obrigada, querido!) e vou lhes dizer uma coisa: fazer esta lista foi uma de-lí-cia! Dediquei mais tempo a ela do que havia planejado a princípio porque eu simplesmente não queria parar de escrever!

Exercício de memória, de autoconhecimento e um verdadeiro bálsamo para qualquer mau humor ou fase ruim. A lista vai ficar aqui guardadinha para ser relida naqueles momentos em que, envolvida pelo estresse do dia a dia, pelo acúmulo de problemas e pelo desânimo, preciso ser relembrada de que as melhores coisas da vida são na verdade as mais simples, não custam praticamente nada e não exigem grandes esforços, fazem parte do dia a dia e eu só preciso não me esquecer disso para que tudo seja mais leve, mais prazeiroso. =)

Listografia: pequenos prazeres da vida

  • risada de bebê
  • bocejo de bebê
  • soprar dente de leão
  • reencontrar um(a) amigo(a) depois de muito tempo e descobrir que a amizade continua a mesma
  • morder a bochecha da minha irmã (quem a conhece vai entender…)
  • estourar plástico bolha
  • caminhar sobre folhas secas
  • brincar com bexigas
  • brincar com bexigas cheias de água
  • encontrar dinheiro esquecido no bolso de um casaco usado no inverno passado
  • ouvir o som da chuva
  • tempestades elétricas
  • encontrar aquela calça jeans que me serve como uma luva
  • terminar um trabalho em biscuit que fica exatamente como eu tinha imaginado
  • cortar o cabelo e constatar que ficou exatamente como eu queria
  • fazer uma nova receita e ver que todos na mesa gostaram
  • sujar a ponta do nariz com açúcar de confeiteiro comendo sonho
  • “cosquinha” no nariz tomando Coca-Cola
  • ganhar “beijinho” da Nickie
  • ouvir a Nickie ronronando
  • ficar dividida entre o orgulho, a dó e o nojo quando a Nickie traz uma de suas caças para dentro de casa
  • ver a cara da Nickie quando a pego em flagrante aprontando alguma
  • não resistir quando a Nickie sabe que aprontou e tenta fugir da bronca deitando de barriga pra cima fazendo cara de “olha só como eu sou irresistivelmente fofa”
  • quando a Nickie percebe que estou chateada e vem me fazer carinho e companhia
  • quando chego em casa e a Nickie vem correndo me receber na porta
  • ver a Nickie brincando e se divertindo horrores com uma bolota de papel
  • dormir em lençol recém lavado, ainda com cheiro de amaciante
  • abraço coletivo
  • comer bolo que acabou de sair do forno
  • pão quente com manteiga
  • sorvete de creme com Coca-Cola
  • conseguir entender um filme em inglês sem legendas
  • construir uma casa genial no The Sims 3
  • ganhar do meu irmão no Age of Empires
  • joguinhos do tipo “match-3″
  • conseguir encaixar todas as 7 peças de uma vez em uma palavra no Scrabble
  • banho gelado num dia de muito calor
  • banho quente num dia de muito frio
  • esvaziar a caixa de entrada de e-mails
  • ver aquela pessoa que eu sei que não usa o “curtir” indiscriminadamente curtindo um post meu no Facebook
  • ver o tempo fechando depois de um período de estiagem
  • ver o tempo abrindo depois de muitos dias seguidos de chuva
  • observar formigas trabalhando
  • observar uma aranha construindo a teia
  • observar um pássaro alimentando seus filhotes
  • “desfilar” por aí com aquele sapato de salto que me faz sentir poderosa e não machuca os pés
  • sapatos confortáveis
  • riscar todos os itens da lista de tarefas da semana
  • chegar ao fim do ano e constatar que mantive a agenda atualizada durante o ano todo
  • acertar a mão na maquiagem
  • conseguir fazer as unhas sozinha sem nenhum borrão
  • final de expediente no último dia de trabalho antes das férias
  • observar as pessoas no aeroporto e ficar imaginando suas histórias
  • ouvir um elogio e sentir que é sincero
  • escalda pés
  • massagem
  • cafuné
  • relembrar traquinagens de infância com meus irmãos
  • voltar a dormir na minha cama depois de uma longa viagem
  • conseguir alcançar uma coceira nas costas
  • rir de mim mesma, numa boa, sem amarguras
  • dar um presente e ver que a pessoa realmente gostou
  • receber a visita e um comentário do autor de um livro na resenha que publiquei no blog
  • cheiro de café recém coado
  • cheiro de pão recém assado
  • cheiro de cebola e alho sendo refogados
  • saldo positivo na conta bancária no final do mês
  • encontrar a paleta de cores ideal para um web layout
  • rever fotos antigas
  • meias atoalhadas no inverno
  • reencontrar um ex-namorado e me sentir satisfeita/aliviada por não estar mais com ele
  • o conforto do silêncio quando o ar condicionado é desligado e percebo o quanto me incomodava, mesmo que eu não tivesse consciência do barulho
  • pegar a fila mais rápida nos caixas do supermercado
  • estar na única faixa em movimento durante um congestionamento na estrada
  • brisa no rosto
  • garimpar sebos
  • o cricrilar dos grilos em uma noite escura
  • visitar livrarias ou bibliotecas sem hora para ir embora
  • abrir um livro aleatoriamente e encontrar o trecho perfeito para o momento
  • bolinhas de sabão
  • me identificar com um livro ao ponto de ter a “certeza” de que eu mesma o escrevi
  • aquela música que parece ter sido feita especialmente para mim
  • ver relâmpagos cortando o céu
  • dirigir sozinha ouvindo minha playlist “músicas deliciosamente ‘cantáveis'”
  • asssitir aquele filme que me deixa com a sensação de que a vida é bela
  • cheiro de terra molhada
  • cheiro de grama cortada
  • cheiro de eucaliptos
  • cheiro de biblioteca
  • cheiro de quitanda
  • rir até chorar e sentir dor no lado
  • desenhar e/ou pintar ouvindo música clássica
  • cochilar em uma rede
  • receber encomendas pelos Correios
  • receber cartões postais
  • receber uma carta manuscrita
  • ganhar um presente
  • abrir um presente
  • folhear guias de viagens
  • tirar um cochilo depois do almoço
  • reler meus livros favoritos
  • perceber novos detalhes e sensações quando estou relendo um livro
  • livros que não consigo parar de ler, avançando madrugada a dentro, mesmo sabendo que tenho que trabalhar no outro dia
  • reorganizar minha estante de livros
  • conversar com meus livros (sim, eu faço isso)
  • ouvir o relato de um sonho que alguém teve comigo
  • ouvir casais contando a história de como eles se conheceram
  • reencontrar amigos(as) de escola/colégio e constatar as mudanças que a vida de cada um sofreu desde aquela época
  • acordar e lembrar daquele sonho que, de tão bom, deixa uma sensação de bem estar o dia todo
  • cantar e dançar como se ninguém estivesse observando
  • ganhar imãs de geladeira para minha coleção, especialmente quando vem de alguém que se lembrou de mim durante uma viagem e trouxe de lembrança
  • constatar, ao final da tarde, que meus cílios ainda estão curvados depois de ter usado curvex e rímel pela manhã
  • receber uma mensagem de cancelamento daquele compromisso social a que eu só compareceria, muito relutantemente, por obrigação
  • reler registros antigos do meu diário
  • reler posts antigos do meu blog
  • perder a noção do tempo quando estou me dedicando a algum tipo de trabalho manual ou artesanato
  • quando o Netflix disponibiliza uma nova temporada daquela série que estou acompanhando e aguardando há tempos
  • ser reconhecida por algo que faço por paixão
  • encontrar o presente perfeito para alguém especial
  • ter a oportunidade de usar uma palavra “nova” que aprendi recentemente
  • encontrar a analogia perfeita para algo que estou tendo dificuldade de explicar
  • quando o vento bate em uma árvore florida provocando uma chuva de flores
  • ser atendida pelo garçom mais eficiente e simpático do estabelecimento
  • usar uma caneta esferográfica até acabar a tinta
  • comer bem devagar, sentindo de verdade o sabor e o aroma da comida
  • descobrir que estava certa quando segui meus instintos, mesmo quando esses instintos pareciam não ter lógica
  • escrever cartas para mim mesma
  • ler uma carta que escrevi para mim mesma anos atrás
  • descobrir que ainda lembro a letra de uma música que eu não ouvia há anos
  • quando estou viajando de carro ou ônibus e, de repente, depois de uma curva, surge aquela paisagem estonteante
  • aquele instante, segundos antes de pegar no sono, quando o corpo já está desligado mas ainda resta um fiapo de consciência e tenho a sensação de estar flutuando
  • sonhar que estou voando
  • as ideias mirabolantes que me ocorrem quando sou obrigada a trocar a senha do computador do trabalho e tenho que inventar uma nova, diferente das últimas usadas, com um mínimo de caracteres, usando letras e números
  • amostra grátis
  • missoshiru da Mamãe quando estou doente
  • finalmente concluir aquela tarefa que já estava, por um motivo ou outro, empacada há dias
  • descobrir coincidências assombrosas
  • conseguir dar instruções precisas quando alguém me pára na rua pedindo ajuda sobre como chegar a algum lugar
  • ler cartas de crianças
  • criança pequena ensinando alguma coisa para outra criança ainda mais pequena
  • quando percebo que a pessoa do outro lado do telefone está sorrindo
  • wi-fi grátis que realmente funciona
  • o momento em que as luzes se apagam antes do espetáculo
  • borboletas do bem no estômago
  • deixar ou receber recadinhos fofos, carinhosos ou engraçados em post-its
  • desistir de tentar me esconder quando a tempestade me surpreende na rua e curtir o passeio na chuva
  • sonhar com uma pessoa que não vejo há muito tempo e encontrá-la por acaso logo em seguida
  • ver a cara de espanto das pessoas quando meu cabelo está pela cintura e resolvo cortá-lo na altura do queixo
  • visitar a banca de temperos na feira
  • tirar fotos “turistóides” durante uma viagem
  • a visão da minha cama quando estou realmente cansada
  • fazer turismo em minha própria cidade
  • redescobrir pequenos prazeres que andavam esquecidos
  • fazer uma lista de pequenos prazeres da vida ;)

E aí, quais são os pequenos prazeres da vida para você?

ico_plug Este post faz parte do Listografia, um projeto que consiste em escrever listas como um exercício de memória, criatividade e autoconhecimento. Mais informações e as listas já publicadas aqui.