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Retrospectiva Literária 2014

Retrospectiva Literária 2014

A aventura que me tirou o fôlego:

Capa: Asteca (Gary Jennings) Asteca (Gary Jennings)
Um romance histórico que relata a história do povo asteca através das aventuras de Mixtli. A personagem principal é fictícia, mas a consistência das informações históricas é impressionante, dizem que o autor desprendeu muitos anos em pesquisas minuciosas para escrever o livro. Embora algumas pessoas não o considerem uma “aventura” foi o sentimento que tive, uma aventura de tirar o fôlego.

O terror que me deixou sem dormir:

Capa: A Profecia (David Seltzer) A Profecia (David Seltzer)
Este não foi um ano de literatura de terror para mim, depois de uma overdose de Stephen King no ano passado estou dando um tempo para o gênero. A Profecia foi um dos poucos que li este ano. Não, não me deixou sem dormir, mas tem lá seus méritos e até consegue criar um clima ligeiramente assustador.

O suspense mais eletrizante:

Capa: Relíquias Relíquias (Tess Gerritsen)
Li vários livros da Tess Gerritsen (uma das minhas favoritas no gênero) no final deste ano, gosto bastante do ritmo frenético que ela consegue empregar em suas histórias. Fiquei na dúvida sobre qual deles poderia ser o mais “eletrizante”, então escolhi simplesmente um dos que mais gostei.

O romance que me fez suspirar:

Capa: A Última Carta de Amor A Última Carta de Amor (Jojo Moyes)
Não sei se “me fez suspirar” descreve bem minha reação ao livro, embora eu me considere romântica e emotiva, não faço o tipo que fica suspirando por histórias de amor. Gosto de ler, acho bonitinho, e só. Dos poucos romances mais açucarados que li este ano é um dos que mais gostei.

A saga que me conquistou:

Capa: Eragon Capa: Eldest Capa: Brisingr Capa: Herança

Ciclo da Herança (Christopher Paolini)
Comecei a ler esta série no ano passado, mas concluí este ano. De todas as sagas que li recentemente esta com certeza foi a mais marcante, uma história bem desenvolvida, que não foge de alguns clichés mas é gostosa de acompanhar, emociona em muitos momentos e retrata bem o desenvolvimento da escrita do autor que começou a escrevê-la quando ainda era muito jovem.

O clássico que me marcou:

Capa: O Corcunda de Notre Dame O Corcunda de Notre Dame (Victor Hugo)
Li muitos clássicos este ano por conta do desafio dos 1001 livros e vários deles me marcaram bastante, não foi nada fácil escolher apenas um. Esta é uma história que eu conhecia apenas da versão Disney e, apesar de saber que estas versões são sempre suavizadas e romantizadas, não imaginava que o original de Victor Hugo fosse tão mais interessante, tão repleta de meandros e de escrita tão caprichada. Um clássico imperdível.

O livro que me fez refletir:

Capa: Precisamos Falar Sobre o Kevin Precisamos Falar Sobre o Kevin (Lionel Shriver)
Impactante, cruel e, embora parta da premissa de um acontecimento que parece distante da vida de muitas pessoas, é tremendamente realista em tudo o que envolve. Um exemplo perfeito de livro “tapa na cara” que me fez refletir bastante a respeito de questões como sociopatia, sociedade e maternidade.

O livro que me fez rir:

Capa: A Cor da Magia A Cor da Magia (Terry Pratchett)
Embora eu seja chorona e me renda às lágrimas com relativa facilidade enquanto estou lendo, com o riso a coisa não é tão fácil, não me lembro de um livro que tenha me feito rir de verdade. Escolhi A Cor da Magia, não porque tenha me feito rir, mas porque é o mais “bem humorado” das minhas leituras deste ano. Um senso de humor um tanto quanto sarcástico, é verdade, mas bastante engraçado em diversos momentos.

O livro que me fez chorar:

Capa: Como Eu Era Antes de Você Como Eu Era Antes de Você (Jojo Moyes)
Bem, como dito, eu sou uma chorona. Sem mais.

O livro de fantasia que me encantou:

Capa: O Oceano no Fim do Caminho O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman)
Fantasia é um dos meus gêneros favoritos e quase sempre me encanta. Escolhi um dos que mais gostei de ter lido este ano.

O livro que me decepcionou:

Capa: Eu Sou o Mensageiro Eu Sou o Mensageiro (Markus Zusak)
Depois de me deliciar com a escrita de Markus Zusak em A Menina Que Roubava Livros fiquei louca para conhecer outros tabalhos dele e corri logo atrás de outros títulos. Bem, só o fato de mencionar isto aqui já esclarece que a experiência não foi, nem de longe, a mesma. Eu Sou o Mensageiro não é um livro ruim, mas não me cativou, em grande parte por causa das expectativas frustradas.

O livro que me surpreendeu:

Capa: A Casa do Sono A Casa do Sono (Jonathan Coe)
Comprei este livro por impulso em uma banquinha de ofertas na Fnac e o deixei “de molho” na estante durante muuuito tempo porque não me animava a encarar. Acabei pegando para ler apenas porque já estava começando a me sentir incomodada com ele “me encarando” fixamente toda vez que eu parava em frente à estante para escolher a próxima leitura e, grata surpresa, acabou sendo para mim uma das melhores leituras deste ano.

O thriller psicológico que me arrepiou:

Capa: No Escuro (Elizabeth Haynes) No Escuro (Elizabeth Haynes)
A temática não é, de maneira alguma, inédita ou absolutamente criativa, mas me surpreendeu a maneira como a autora consegue conduzir a narrativa – e o leitor -, fazendo-nos sentir tudo junto com a personagem principal. Tenso e sufocante, como um bom thriller psicológico deve ser.

O livro mais criativo:

Capa: Se um viajante numa noite de inverno Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino)
Não há muito o que comentar, é o tipo de livro que é preciso ler para entender porquê o considero o mais criativo das minhas leituras este ano. Uma história em que a personagem se funde e se confude com o leitor, com o livro, com a história, com outro livro, com outra história, com outro leitor, com o livro, com a história, com o leitor…

A melhor HQ:

Capa: Koko Be Good - Não É Fácil Ser Boazinha (Jen Wang) Koko Be Good – Não É Fácil Ser Boazinha (Jen Wang)
Muito bom, sem dúvida, especialmente nos traços que me encantaram, mas fica com a posição de “melhor do ano” porque não teve outros concorrentes, foi a única HQ que li este ano.

O infanto-juvenil que se superou:

Capa: Ponte para Terabítia Ponte para Terabítia (Katherine Paterson)
Outro gênero que não marcou grande presença nas minhas leituras este ano, creio que este foi um dos poucos (se não o único) por isso fica com o posto embora “se superou” não o descreva para mim. Tem algo de previsível, mas é bonitinho e emociona, um livro que eu indicarei alguma dia para meus sobrinhos.

A capa mais bonita:

Capa: The Color Purple (Alice Walker) The Color Purple (Alice Walker)
Adoro capas com ilustrações estilizadas.

A personagem do ano:

Capa: Os Miseráveis (Victor Hugo) Jean Valjean de Os Miseráveis (Victor Hugo)
Não me pergunte o porquê – eu não saberia explicar com clareza, mas eu simplesmente adoro esse cara.

O casal perfeito:

Capa: Se Eu Ficar (Gayle Forman) Mia e Adam, de Se Eu Ficar (Gayle Forman)
Admito que um bom trabalho de marketing tem o poder de me convencer a comprar um livro, desperta minha curiosidade. Adquiri este livro porque me convenceram de que seria um dos mais emocionantes que eu leria. Não, para mim não foi, na verdade achei até bem fraquinho, mas gostei bastante do casal central. Mia e Adam são muito diferentes um do outro, mas se encaixam de maneira quase inexplicável. Para mim são o “casal perfeito” porque representam o tipo de relacionamento que eu mesma gostaria de ter na minha vida, aquele com uma pessoa com quem o silêncio pode ser compartilhado sem constrangimentos, com quem sentimos a cumplicidade verdadeira a despeito das diferenças.

O(a) autor(a) revelação:

Capa: Um Cappuccino Vermelho Capa: A Imagem

Joel G. Gomes
Um escritor português, ainda bastante jovem, que “descobri” no início deste ano durante uma de minhas garimpadas na seção de kindle books gratuitos da Amazon.

O melhor livro nacional:

Capa: Gabriela Cravo e Canela Gabriela Cravo e Canela (Jorge Amado)
Li poucos livros nacionais este ano, mas dentro desses poucos constam Jorge Amado, Fernando Sabino e Chico Buarque, portanto vocês já devem imaginar que foi bem difícil escolher “o melhor”.

O melhor livro que li em 2014:

Capa: A Visita Cruel do Tempo (Jennifer Egan) A Visita Cruel do Tempo (Jennifer Egan)
Eleger O melhor do ano é tarefa deveras ingrata, li muita coisa boa este ano e mesmo sendo bastante rígida ainda consigo pensar em 5 ou 6 títulos que eu elegeria como o melhor do ano. Escolhi este porque ainda não foi citado no post de hoje, porque foi uma dessas leituras que me arrebataram completamente e me deixou de “ressaca literária” por vários dias depois de concluída a leitura.

Li em 2014: 129 livros.

A minha meta literária para 2015:

Reduzir ao máximo a quantidade de livros na minha lista de espera (livros adquiridos ainda não lidos na minha estante); ler mais livros da lista “1001 livros para ler antes de morrer”; publicar mais resenhas das minhas leituras no blog.

» Este post faz parte da blogagem coletiva promovida pela Angélica Roz do blog Pensamento Tangencial. Para saber mais a respeito da Retrospectiva Literária 2014, espia aqui.

Cotidiano

Sobre balanços e resumos (e o resumão de dezembro)

Beirutão na Casa da Esfiha seguido de um BAITA banho de chuva. #instafood Tá pronta minha #tbrjar! Meu primeiro sorteio rola ainda hoje. Depois de passar o último mês carregando duas agendas, passo oficialmente para a 2015. #planner #planningtime #stabilo

A partir de agora meus resumos mensais passarão a ser justamente isso: resumos. Algo bem sucinto, recapitulações organizadas em listas, com eventuais comentários rápidos.

Percebi que a parte em que tento fazer um balanço pessoal do mês está ficando cada vez mais vazia e repetitiva, sem contar que muitas vezes deixo para comentar/registrar algum fato do dia-a-dia nesses balanços e acabo simplesmente me esquecendo. Decidi mudar um pouco as coisas.

As listas com os livros lidos, filmes e episódios de séries assistidos e o andamento do meu Projeto 101 Coisas em 1001 Dias continuarão a ser publicados ao final de cada mês, em contrapartida pretendo voltar a publicar alguns posts mais pessoais, retomar um pouco daquela linha “diarinho” e dos simples devaneios, divagações e desabafos que costumavam dominar esse meu cantinho em outras épocas. Escrever sobre tudo isso – tomando o cuidado de não me expor exageradamente – sempre me fez bem e ando sentindo falta disso aqui no blog.

Esta é apenas mais uma das pequenas alterações que pretendo fazer aqui no blog. Nada muito radical, apenas alguns detalhes que poderão até passar despercebidos mas que, eu espero, me ajudem a sentir que o blog realmente é o que nunca deixou de ser: meu blog pessoal.

Em tempo, o ano só termina amanhã mas até lá o resumão de dezembro não deve mudar e como já tenho outros dois posts agendados para o último dia, resolvi postar hoje o resumão do mês. 🙂

Livros

  • Lugares Escuros (Gillian Flynn) – ebook
  • A Cidade e os Cachorros (Mario Vargas Llosa) – kindle book | 1001 livros
  • As Crônicas Vampirescas #6 – O Vampiro Armand (Anne Rice)
  • O Rei de Amarelo (Robert W. Chambers) – kindle book
  • Vingança da Maré (Elizabeth Haynes) – kindle book
  • Gélido (Tess Gerritsen) – kindle book
  • Crime e Castigo – Volume 2 (Fiódor Dostoiévski) – 1001 livros
  • Fronteiras do Universo #2 – A Faca Sutil (Philip Pullman)
  • O Ladrão do Tempo (John Boyne) – kindle book
  • Cartas de Amor aos Mortos (Ava Dellaira) – kindle book
  • À Procura da Felicidade (Chris Gardner) – biografias e memórias
  • Fronteiras do Universo #3 – A Luneta Âmbar (Philip Pullman)
  • Cotoco (John van de Ruit) – #tbrjar
  • O Amor Começa no Inverno (Simon Van Booy) – #tbrjar

Minha lista completa de livros e links para as respectivas resenhas aqui.

Filmes

  • Meu Monstro de Estimação (The Water Horse, 2007)
  • Os Contos da Noite (Les Contes de La Nuit, 2011)
  • O Professor Aloprado (The Nutty Professor, 1963) – 1001 filmes
  • O Verão da Minha Vida (The Way, Way Back, 2013)
  • O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993)
  • A Batalha dos Três Reinos (Red Cliff, 2008)
  • O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit – The Battle of the Five Armies, 2014)
  • Êxodo: Deuses e Reis (Exodus: Gods and Kings, 2014)

Minha lista completa de filmes e links para as respectivas resenhas aqui.

Séries

  • Merlin: S02E01 a E03

Projeto 101 Coisas em 1001 Dias

Status em 30/12/2014

  • Itens concluídos: 9
  • Itens em andamento: 29
  • Itens pendentes: 63

Minha lista completa no Projeto 101 Coisas em 1001 Dias aqui.

Livros

Livro: Água para Elefantes, de Sara Gruen

Água para Elefantes (Sara Gruen)

Jacob Jankowski é um homem de pouco mais de 90 anos de idade que mora em um lar para idosos desde a morte de sua esposa, preenchendo seus dias com ataques de rabugice em um ambiente que o sufoca, entre velhos que considera decrépitos e irritantes, até que um circo itinerante se instala próximo ao asilo despertando lembranças de suas próprias experiências com o “Esquadão Voador do Circo Irmãos Benzini” quando jovem.

O livro alterna os capítulos com Jacob discorrendo sobre sua atual situação no asilo e suas memórias no circo, onde foi parar, aos 23 anos, depois de receber a notícia da morte de seus pais em um acidente de carro e ficar subitamente ciente de que nada mais lhe resta além de um monte de dívidas, uma hipoteca a ser executada em breve e um curso de veterinária inacabado. Perturbado, ele sai perambulando pela noite e pula em um trem em movimento, o trem do circo, e acaba por ser contratado para cuidar dos animais.

Embora eu não simpatize com circos que incluem animais em suas apresentações (e pode dizer que a história se passa em uma outra época, isso não minimiza minha antipatia) não nego que essa temática do circo tem algo de mágico, uma curiosa mistura de revolta e saudade idílica com cheiro de infância. Uma sensação que permaneceu durante toda a leitura.

É uma história de personagens interessantes, com uma narrativa fluida de fácil leitura, que despertou a minha curiosidade em diversos pontos e me fez ficar com vontade de saber mais a respeito da verdadeira história dos circos itinerantes de antigamente, mas não posso dizer que tenha me cativado completamente. A autora até tenta, mas exceto pelos trechos em que o foco é a adorável elefanta Rosie, não conseguiu realmente me emocionar.

Água para Elefantes

Gruen, Sara

Capa:

  • Editora: Sextante
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance
  • Título Original em inglês: Water for Elephants
  • Site do autor: http://saragruen.com
  • Avaliação: ★★★☆☆
Projetos Pessoais

Projetos e Desafios para 2015

Projetos e Desafios para 2015

Quem já me acompanha há algum tempo sabe que eu sou #aloka dos projetinhos pessoais. Se envolve listas, algum tipo de tarefa a ser cumprida em determinado período de tempo e, principalmente, se for relacionado a livros ou filmes ou fotografia, é certeiro, me atiça na hora. E você pode até dizer que esse negócio de “ano novo” é apenas uma questão de calendário, mas eu simplesmente a-do-ro a ideia de começar essas coisas junto com um ano novinho em folha, repleto de possibilidades. Sim, eu sou cliché.

Você deve imaginar que com a proximidade da virada de ano já estou ansiosíssima para botar em prática aqueles que venho planejando desde meados de agosto/setembro. Juro, fiz o possível para não exagerar, pensei bem naqueles que realmente acredito poder executar uma vez que estou fazendo o projeto das 101 coisas e apenas este já é bastante trabalhoso.

Os projetos que escolhi para 2015:

Projeto 101 Coisas em 1001 Dias

Como dito, meu projeto master continua sendo a lista de 101 coisas e, direta ou indiretamente, praticamente todos os outros projetinhos que pretendo colocar em prática em 2015 estão relacionados a este.

Dentro desta lista quero dar uma atenção maior para os itens que foram um pouco negligenciados no ano corrente, especialmente aqueles relacionados a filmes (1001 filmes e ganhadores do Oscar), a trabalhos artesanais e a pequenos passeios.

Minha intenção é, na medida do possível, chegar ao final do ano com pelo menos 30% dos 101 itens riscados.

52 Objetos

Eu já tinha ouvido falar neste projeto há muito tempo, mas não aderi na época, deixei guardadinho na gaveta para um momento mais propício, até porque estava envolvida com outros desafios e não queria embolar tudo. Agora, como este também é um item da minha lista de 101 coisas, decidi que está na hora de encarar.

Todos os links com a indicação do projeto original que tentei seguir deram em páginas que não existem mais, então copiei o mote do blog da Ana Paula:

Years from now someone comes across a box full of your possessions and tries to piece together a story of the person you were. Maybe this box contains photographs, books, personal documents, clothing, cutlery, ticket stubs or even a packet of gum. What would those objects say about you? Would they tell an accurate history of your life? What story would they tell?

Em muitos anos no futuro alguém encontra uma caixa cheia de coisas que você possuiu e tenta descobrir que tipo de pessoa você era. Talvez essa caixa tenha fotografias, livros, documentos pessoais, roupas, talheres, bilhetes de shows ou até um pacote de chiclete. O que esses objetos diriam sobre você? Eles mostrariam um retrato fiel da sua vida? Qual história eles diriam?

Pretendo fazer as postagens uma vez por semana, durante um ano, a partir da primeira segunda-feira de 2015. Os objetos serão postados aqui mesmo no blog, de forma aleatória, sem qualquer ordem de preferência ou importância.

Project365

Pois é. De novo.

Eu já tentei concluir este projeto fotográfico 3 vezes antes, mas por um ou outro motivo (até mesmo ter a câmera roubada com todas as fotos do último mês dentro) nunca cheguei até o final. Bem, pode chamar de persistência, teimosia ou simplesmente ilusão, fato é que vou tentar novamente.

Para quem não conhece, a ideia é muito simples: uma foto por dia, todos os dias, durante um ano.

Desta vez as fotos serão tiradas com o celular (atualmente estou usando um Samsung Galaxy S5) e as publicações serão feitas no meu Instagram (e “replicadas” no Flickr e no Facebook), porque descobri que o fato de estar sempre com o celular em mãos realmente facilita as coisas e porque o Instagram é a rede social de compartilhamento de fotos em que tenho sido mais assídua nos últimos tempos.

Também decidi não fixar temas para as fotos, apenas me concentrar no exercício do olhar fotográfico e dar preferência a registros diferentes daqueles que já costumo publicar no Instragram no dia-a-dia.

Começo no primeiro dia do ano e no final de cada mês um resumão com todas as fotos do período será publicado aqui no blog.

Clube de Leitura

Eu havia prometido a mim mesma que não me envolveria com outros desafios de leitura enquanto estivesse comprometida com aqueles itens relacionados a livros da tal lista de 101 coisas, mas… bem, alguns convites eu simplesmente não consigo recusar.

Este Clube de Leitura já existe há mais de 3 anos, nunca foi muito divulgado, somos apenas um grupo de amigos virtuais fazendo leituras coordenadas e trocando ideias sobre a experiência. Não é um clube grande nem popular, a bem da verdade o grupo chegou a contar com apenas 3 pessoas em alguns meses, mas a ideia é dar um up nisso tudo.

As atividades – divulgação do tema do mês e a lista de resenhas – costumavam ser centralizadas no blog de uma das participantes, a Adriana, mas recentemente ela decidiu encerrar o blog e veio me pedir para centralizar essas atividades aqui, no LK.net – eis o convite que não pude recusar.

A participação é aberta, envolve apenas a leitura e a resenha de livros que correspondam ao tema publicado no início de cada mês, com compartilhamento de links, discussões online e, ocasionalmente, sorteio de livros aos participantes. Mais informações e o primeiro tema desta nova fase em breve.

Cinema e Vídeo

Filme: Mama

Mama - Cenas do Filme

Não tenho a ilusão de acreditar que todo mundo pense da mesma maneira, mas a mim agrada mais um arroz com feijão bem temperado do que um pretenso, caro e insosso haute cuisine. Esta é mais ou menos a sensação que tive com Mama, uma produção que não surpreende, não foge dos clichés do gênero, não flerta com a grandiosidade, mas funciona pela eficiência no uso dos elementos básicos.

Tudo começa em meio a uma pesada crise financeira no ano de 2008 quando Jeffrey D’Asange (Nikolaj Coster-Waldau), um homem profundamente perturbado, mata todos os seus colegas de trabalho e estrangula sua esposa antes de pegar suas duas filhas – Victoria de 3 anos e Lilly de apenas um ano – e sair dirigindo em alta velocidade durante uma tempestade de neve. Sobrevivendo a uma derrapagem nas montanhas, eles vão parar em uma cabana abandonada no meio da floresta. Planejando matar as meninas e cometer suicídio, Jeffrey aponta uma arma para a cabeça de Victoria mas é impedido por uma misteriosa sombra que o mata, quebrando seu pescoço.

Depois de cinco anos e muitos gastos com as buscas, a persistência de Lucas, o gêmeo idêntico de Jeffrey (também interpretado por Nikolaj Coster-Waldau), é finalmente recompensada quando as meninas são encontradas, em estado quase selvagem, ainda isoladas na mesma cabana.

Apesar da hostilidade inicial e da necessidade de acompanhamento psicológico constante, as meninas vão morar com o tio e sua namorada Annabel (Jessica Chastain). “Acidentes” começam a acontecer, um deles levando Lucas a ser hospitalizado em estado de coma. E é quando Annabel começa a perceber que a tal “Mama”, a que as meninas tanto referenciam, pode ser algo mais assustador do que um conforto psicológico inventado por duas crianças vivendo isoladas em um local abandonado por muitos anos.

Uma história direta, sem complicações ou ramificações desnecessárias, que tem qualquer coisa de intrigante e consegue despertar alguma curiosidade. Apesar das motivações da Mama reveladas no desfecho terem caído em uma inevitável mesmice, a direção firme de Andrés Muschietti conseguiu manter o desenrolar da trama em um nível bastante equilibrado, com efeitos visuais convicentes, uma boa trilha sonora e sutilezas que acabam funcionando melhor do que tentativas óbvias e desesperadas de causar sustos.

Outro ponto de destaque na produção é o elenco. Jessica Chastain desenvolveu um ótimo trabalho ao dar personalidade e força a uma personagem que tinha tudo para cair na caricatura tediosa da “garota cool, baixista de uma banda, que não tem jeito com crianças”. Megan Charpentier, que interpreta Victoria, também está muito bem sintonizada, empresta emoção e reações convincentes a um papel que, a meu ver, não é de tão representação simples para uma criança tão nova. Sobre Nikolaj Coster-Waldau, o Jaimie Lannister de Game of Thrones, não há muito a dizer, uma vez que seu papel, relegado a um patamar secundário, é praticamente irrelevante para a trama e não deixa espaço para mostrar seu trabalho.

Vale a pena? Creio que vale sim, se você não estiver na expectativa de filme que lhe arranque gritos de susto ou emoções extremas. Mama é um filme que funciona, que não força a barra ao ponto de cair no ridículo e justamente por isso é “agradável” (se é que posso usar esta palavra para um filme de suspense/terror) acompanhar.

Mama

Mama (Canadá / Espanha, 2013, 100 min.)

Cartaz:

  • Direção: Andrés Muschietti
  • Roteiro: Andrés Muschietti, Neil Cross, Barbara Muschietti
  • Gênero: Terror, Suspense
  • Elenco Principal: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier, Isabelle Nélisse, Daniel Kash, Javier Botet
  • Site Oficial: http://www.mamamovie.com
  • Avaliação: ★★★☆☆

Trailer