Livros

Livro: Carmilla, de Sheridan Le Fanu

Carmilla (Sheridan Le Fanu)

Publicada pela primeira vez em 1872, a novela gótica do escritor irlandês Sheridan Le Fanu é considerada uma das precursoras das histórias de vampiros na literatura, origem de muitos dos elementos que ainda hoje caracterizam esse tipo de ficção, tais como o vampiro retratado como uma criatura irresistivelmente bela e sedutora, a ambientação em regiões remotas da Europa Central, o envolvimento emocional da vítima e os paralelos entre o vampirismo e a sexualidade.

Narrado em primeira pessoa por Laura, uma garota de 19 anos que perdeu a mãe ainda criança e vive com seu pai e alguns poucos criados em um castelo isolado na Estíria, o livro descreve os dias em que ela e seu pai tiveram como hóspede a misteriosa Carmilla e os estranhos acontecimentos na região após a sua chegada.

Carmilla, personagem que empresta o nome ao título, é descrita como uma jovem extremamente bela mas de saúde frágil, gestos lânguidos e hábitos estranhos: nunca acorda antes do meio-dia, mantém as portas e janelas trancadas e não permite a presença de criados em seus aposentos, raramente se alimenta, tem acessos de raiva que contrastam sobremaneira com seus modos quase sempre encantadores, e nunca revela nada a respeito de seu passado, sua origem e sua família. A despeito de tantas reservas, Laura rapidamente se afeiçoa a Carmilla e durante todo o período de convivência ela tenta lidar com os sentimentos controversos de paixão e repulsa, confiança e aceitação.

Foi uma leitura muito rápida (minha edição tem aproximadamente 90 páginas, suficiente para uma “sentada”), de linguagem simples e fluida, marcada por aquele tom ligeiramente afetado dos escritos de horror gótico dos séculos XVIII e XIX.

Reconheço o poder de influência da obra, assim como os méritos da ousadia para sua época e é bastante interessante perceber os aspectos que a caracterizam como um produto de uma cultura com costumes sexuais e religiosos inflexíveis baseados no medo, considero uma recomendação bastante válida para os interessados no estilo, mas eu não seria totalmente sincera se dissesse que Carmilla realmente me impressionou – reação, compreensível creio, de uma mente já contaminada por trabalhos posteriores, como Drácula por exemplo, que acabaram por se mostrar mais apelativos ao meu gosto pessoal.

Carmilla

Le Fanu, Sheridan

Capa: Carmilla

  • Editora: KZK Editora, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Ficção, Horror, Gótico
  • Título original: Carmilla
  • Avaliação: ★★★½☆
Palavras garimpadas

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Não sei se você já se sentiu assim, querendo dormir por mil anos. Ou se sentiu que não existe. Ou que não tem consciência que existe. Ou algo parecido.

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Cotidiano

De volta outra vez

Blog Planner

Pois é. Eu sou teimosa, eu continuo insistindo.

Depois de mais um looongo período de hiatus cá estou, novamente, para mais uma tentativa de retomar as atividades do blog, prometendo a mim mesma uma certa regularidade, um pouco mais de dedicação e um ultimato: se a coisa toda não engrenar de vez, admitirei que está na hora dar o espetáculo por encerrado e baixar as cortinas.

Mantenho este blog desde 2002 (!!) e é bastante óbvio que, sendo um blog pessoal, ele reflete e acompanha minhas mudanças através dos anos. Este espaço já teve cara de “querido diário”, já registrou muitos desabafos, já tentou ser mais sério, já tentou o papel de utilidade pública, já vagou muito no limbo. E, também bastante óbvio, já teve muitas fases em que simplesmente ficou às moscas porque eu não estava com o menor saco para escrever o que quer que fosse. Normal, creio eu, dentro de todo o contexto e do longo período de tempo que podemos considerar.

É com tristeza no coração que vejo tantos blogs que eu acompanhava há muitos anos encerrando suas atividades e compreendo bem as motivações desses blogueiros e blogueiras (alguns dos quais realmente se tornaram amigos para a vida), perdi a conta de quantas vezes me identifiquei com o que foi dito em posts de despedida por aí, constatei que esses períodos do que podemos chamar “ausência” estão cada vez mais longos e mais frequentes por aqui e me vi levada a refletir se já não está na hora de desapegar também.

Mas, todavia, contudo, porém…

… eu ainda não estou preparada. Ainda preciso deste espaço, ainda faz sentido para mim, ainda tenho o que dizer. Ainda quero escrever e se não o tenho feito é muito mais por preguiça e procrastinação do que por qualquer outra coisa.

Então é isso. Aderindo ao máximo dos clichés aproveito o primeiro dia do ano para fazer promessas, criar algumas expectativas, recomeçar. Não farei nenhuma mudança muito brusca, não me vejo tentando adequar meus posts às “diretrizes bloguísticas atuais”, a ideia é mesmo manter o blog em um nível pessoal, postando o que der vontade. Alguém me acompanha? 🙂

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Não há nada como a respiração profunda depois de uma gargalhada.

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