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	<title>LumaKimura.net [ Blog ] &#187; Livros</title>
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		<title>Livro: O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 16:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clarice Starling é uma estudante da Academia do FBI, prestes a se tornar uma agente especial, que acaba envolvida na investigação dos assassinatos cometidos por &#8220;Buffalo Bill&#8221;, um psicopata que vem matando jovens mulheres e desovando seus corpos esfolados em diferentes cidades americanas. Em busca de pistas e informações para traçar o perfil psicológico do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-o-silencio-dos-inocentes.jpg" alt="Capa: O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris" class="alignleft" /> Clarice Starling é uma estudante da Academia do FBI, prestes a se tornar uma agente especial, que acaba envolvida na investigação dos assassinatos cometidos por &#8220;Buffalo Bill&#8221;, um psicopata que vem matando jovens mulheres e desovando seus corpos esfolados em diferentes cidades americanas. Em busca de pistas e informações para traçar o perfil psicológico do <em>serial killer</em>, Clarice entrevista Hannibal Lecter, um brilhante psiquiatra e canibal sanguinário, preso há 8 anos em um manicômio sob forte vigilância.</p>
<p>Conseguir a ajuda do Dr. Lecter, no entanto, não é tarefa fácil. Ele não tem pressa, não tem nada a perder, e exige que Clarice satisfaça sua doentia curiosidade respondendo perguntas pessoais em troca de informações, envolvendo-a em um intrincado jogo psicológico repleto de enigmas perturbadores.</p>
<p>Já comentei uma vez que <em>Hannibal Lecter</em> é o meu &#8220;<a href="/blog/2011/meme-literario-de-um-mes-2011-dia-15/" title="Meme Literário de Um Mês 2011 - Dia 15">vilão favorito</a>&#8221; e que <em>O Silêncio dos Inocentes</em> é um dos filmes do gênero que mais gosto, mas a verdade é que há bastante tempo eu andava protelando a leitura deste livro com medo de me decepcionar, especialmente quando a experiência com <a href="/blog/2009/livro-hannibal-a-origem-do-mal-de-thomas-harris/" title="Livro: Hannibal - A Origem do Mal, de Thomas Harris">Hannibal &#8211; A Origem do Mal</a> não foi tudo aquilo que eu esperava.</p>
<p>Bem, o que posso dizer agora é que se ainda guardo algum arrependimento é o de não ter lido este livro antes.</p>
<p>Eu não sei quanto a vocês, mas da minha parte gosto de <em>sentir</em> a tensão da narrativa quando leio um suspense/terror. Sabe aquela sensação da pele vibrando de expectativa, de não conseguir largar o livro mesmo quando as horas já avançam pela madrugada e você sabe que <em>logo menos</em> terá que encarar um longo dia de trabalho sentindo-se um caco por causa do sono? Pois é. Mesmo conhecendo muito da história <strong>O Silêncio dos Inocentes</strong> me manteve de olhos pregados nas páginas.</p>
<p>A habilidade na construção de personagens tão fascinantes, em especial o psiquiatra-canibal Hannibal Lecter, e a trama muito bem elaborada, que não deixa nada a dever seja no quesito ação,  no desenvolvimento ou nos confrontos intelectuais e psicológicos, fizeram deste trabalho de <strong>Thomas Harris</strong> um dos melhores que já li em muito tempo.</p>
<p>É um livro a ser evitado se você se sente insuportavelmente repugnado por imaginar atrocidades como, por exemplo, canibalismo, esfolamento e escalpelamento, mas praticamente indispensável aos amantes dos grandes thrillers de suspense.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>, cujo tema para o mês de março são os <em>serial killers</em>. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-crianca-44-de-tom-rob-smith/" title="Livro: Criança 44, de Tom Rob Smith">Criança 44, de Tom Rob Smith</a>, <a href="/blog/2012/livro-batons-assassinatos-e-profetas-de-mehmet-murat-somer/" title="Livro: Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer">Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer</a>, <a href="/blog/2012/livro-calafrios-de-lisa-jackson/" title="Livro: Calafrios, de Lisa Jackson">Calafrios, de Lisa Jackson</a>, <a href="/blog/2012/livro-a-proxima-vitima-de-julie-garwood/" title="Livro: A Próxima Vítima, de Julie Garwood">A Próxima Vítima, de Julie Garwood</a>, <a href="/blog/2012/livro-congelado-de-lindsay-ashford/" title="Livro: Congelado, de Lindsay Ashford">Congelado, de Lindsay Ashford</a> e <a href="/blog/2012/liro-o-colecionador-de-ossos-de-jeffery-deaver/" title="Livro: O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver">O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Silêncio dos Inocentes, O</h3>
<p>Harris, Thomas</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> Hannibal Lecter #2 (na ordem de lançamento dos livros da série)</li>
<li> <strong>Editora:</strong> BestBolso</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Thriller, Policial</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> The Silence of the Lambs</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.randomhouse.com/features/thomasharris/" title="Visite o site do autor">http://www.randomhouse.com/features/thomasharris/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4.5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-o-colecionador-de-ossos-de-jeffery-deaver/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 20:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[edições bestbolso]]></category>
		<category><![CDATA[jeffery deaver]]></category>
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		<description><![CDATA[Lincoln Rhyme é um brilhante criminologista cuja carreira foi abruptamente interrompida por um acidente que o deixou tetraplégico, capaz de mover somente a cabeça e um dos dedos da mão. Cansado do que considera uma &#8220;semi-vida&#8221;, ele procura por alguém que o ajude com um suicídio assistido e parece ter encontrado uma pessoa justamente quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-o-colecionador-de-ossos.jpg" alt="Capa: O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver" class="alignleft" /> Lincoln Rhyme é um brilhante criminologista cuja carreira foi abruptamente interrompida por um acidente que o deixou tetraplégico, capaz de mover somente a cabeça e um dos dedos da mão. Cansado do que considera uma &#8220;semi-vida&#8221;, ele procura por alguém que o ajude com um suicídio assistido e parece ter encontrado uma pessoa justamente quando alguns de seus antigos colegas da polícia o procuram. Por ser considerado uma verdadeira referência quando o assunto é prática forense, Rhyme é convidado a prestar consultoria em um intrigante caso de assassinatos seriados em que o psicopata deixa um punhado de pistas plantadas que indicam a localização da próxima vítima, mas que somente um cérebro astuto e experiente poderá interpretar.</p>
<p>É durante esta investigação que Rhyme conhece Amelia Sachs, a patrulheira que encontrou a primeira cena de crime conhecida e que, Rhyme espera, será seus olhos, braços e pernas no processamento das pistas.</p>
<p>Esta foi minha primeira experiência com o autor. Eu já havia assistido ao filme (adaptação de 1999 dirigida por <em>Phillip Noyce</em>, com <em>Denzel Washington</em> e <em>Angelina Jolie</em> nos papéis de Rhyme e Sachs) e creio que a primeira coisa que posso dizer é que livro e filme partem de um mesmo ponto e um mesmo embasamento, mas seguem por caminhos diferentes &#8211; no desfecho, nos detalhes, até mesmo na descrição física das personagens &#8211; a um ponto que não dá para dizer que um é melhor do que o outro, são apenas diferentes em suas versões.</p>
<p>Gostei bastante do estilo de <strong>Jeffery Deaver</strong>, da maneira como ele consegue manter o fio de tensão sobre a narrativa, o clima de urgência e perigo, bem do jeitinho que sempre imagino que um livro do gênero tem que ser. Também é um prato cheio para quem curte uma &#8220;pegada&#8221; mais CSI, o processamento das pistas e provas é minuciosamente detalhado, inclui até um glossário de termos, procedimentos e máquinário específico no final do livro.</p>
<p>Outro ponto que me interessou bastante no livro é a construção dos personagens e das personalidades complexas de Rhyme e do psicopata. Testemunhar o embate entre duas forças intelectuais, enquanto o tempo se esgota, quase me fez prender a respiração durante a leitura e me mostrou que as cenas de <em>ação</em> em uma trama de suspense, nem sempre precisam estar relacionadas a movimentação física.</p>
<p><strong>O Colecionador de Ossos</strong> foi publicado em 1997 e é o primeiro de uma série (que já contava com 9 volumes em 2010) protagonizada por Lincoln Rhyme e Amelia Sachs. Não consegui informações precisas a respeito, mas pelo que pude entender até o momento 4 ou 5 deles foram publicados no Brasil.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a> e a tarefa para o mês de março é ler livros com <em>serial killers</em>. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-crianca-44-de-tom-rob-smith/" title="Livro: Criança 44, de Tom Rob Smith">Criança 44, de Tom Rob Smith</a>, <a href="/blog/2012/livro-batons-assassinatos-e-profetas-de-mehmet-murat-somer/" title="Livro: Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer">Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer</a>, <a href="/blog/2012/livro-calafrios-de-lisa-jackson/" title="Livro: Calafrios, de Lisa Jackson">Calafrios, de Lisa Jackson</a>, <a href="/blog/2012/livro-a-proxima-vitima-de-julie-garwood/" title="Livro: A Próxima Vítima, de Julie Garwood">A Próxima Vítima, de Julie Garwood</a> e <a href="/blog/2012/livro-congelado-de-lindsay-ashford/" title="Livro: Congelado, de Lindsay Ashford">Congelado, de Lindsay Ashford</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Colecionador de Ossos, O</h3>
<p>Deaver, Jeffery</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> Lincoln Rhyme #1</li>
<li> <strong>Editora:</strong> BestBolso</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Thriller, Policial</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> The Bone Collector</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.jefferydeaver.com" title="Visite o site do autor">http://www.jefferydeaver.com</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3.5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: Congelado, de Lindsay Ashford</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 21:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[editora record]]></category>
		<category><![CDATA[lindsay ashford]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais um livro &#8220;extra&#8221; para o tema do mês no Desafio Literário. Serial killers realmente fazem sucesso no imaginário popular, não? Tantas opções! A todo momento topo com mais um livro sobre o tema e simplesmente não resisto a incluí-lo no desafio. Congelado já estava na minha estante há algum tempo, comprei em uma banquinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-congelado.jpg" alt="Capa: Congelado, de Lindsay Ashford" class="alignleft" /> Mais um livro &#8220;extra&#8221; para o tema do mês no <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>. <em>Serial killers</em> realmente fazem sucesso no imaginário popular, não? Tantas opções! A todo momento topo com mais um livro sobre o tema e simplesmente não resisto a incluí-lo no desafio.</p>
<p><strong>Congelado</strong> já estava na minha estante há algum tempo, comprei em uma banquinha de ofertas na <em>Fnac</em>, mas confesso que não tinha prestado muita atenção nele até então, nem tinha me dado conta que a trama gira em torno de um <em>serial killer</em>.</p>
<p>A história acompanha o trabalho de Megan Rhys, psicóloga especializada em perfis de criminosos, a partir do momento em que ela é convidada pela polícia para analisar o assassinato de duas prostitutas. As evidências indicam que as mulheres podem ter sido vítimas de uma dupla de maníacos agindo em conjunto, mas Megan sente que nem todas as peças estão se encaixando com precisão. Conforme novas vítimas são descobertas, fica claro que a polícia está manipulando informações, e ela se vê envolvida em um perigoso jogo de regras indistintas com um maníaco que pode estar muito mais perto do que ela imagina, ao mesmo tempo em que precisa lidar com seus próprios traumas e ajudar uma amiga que anda recebendo cartas ameaçadoras e anônimas de um pervertido &#8220;admirador&#8221;.</p>
<p>É um suspense policial dos mais fraquinhos que já li &#8211; e veja, não foram poucos! A trama é apresentada de maneira muito confusa, a investigação é precária e os meios pelos quais a psicóloga, a polícia e os pitaqueiros de plantão chegam a algumas conclusões são por demais inconsistentes. Tudo muito frouxo, nada soa convincente.</p>
<p>Os trechos dedicados à vida pessoal de Megan também são mal explorados. Considerando que (olha um <em>spoiler</em> aí, geeente!) seus traumas e os acontecimentos pregressos de sua vida demonstram estar muito mais ligados aos assassinatos do que se supõe, era de se esperar que a coisa toda fosse melhor trabalhada e não simplesmente jogada no meio do desfecho, disfarçada de &#8220;supresa&#8221;, com a pretensão de ser a reviravolta do final.</p>
<p>Inexpressivo é a palavra que restou depois de concluída a leitura. Um livro tão pouco memorável que até mesmo para escrever a resenha tive alguma dificuldade para relembrar detalhes e sensações&#8230;</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio LiterÃ¡rio 2012">Desafio Literário</a>, cuja tarefa para o mês de março é ler livros com a temática de <em>serial killers</em>. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-crianca-44-de-tom-rob-smith/" title="Livro: CrianÃ§a 44, de Tom Rob Smith">Criança 44, de Tom Rob Smith</a>, <a href="/blog/2012/livro-batons-assassinatos-e-profetas-de-mehmet-murat-somer/" title="Livro: Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer">Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer</a>, <a href="/blog/2012/livro-calafrios-de-lisa-jackson/" title="Livro: Calafrios, de Lisa Jackson">Calafrios, de Lisa Jackson</a> e <a href="/blog/2012/livro-a-proxima-vitima-de-julie-garwood/" title="Livro: A Próxima Vítima, de Julie Garwood">A Próxima Vítima, de Julie Garwood</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Congelado</h3>
<p>Ashford, Lindsay</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Record</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Policial</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Frozen</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 2 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: A Próxima Vítima, de Julie Garwood</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-a-proxima-vitima-de-julie-garwood/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 17:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora landscape]]></category>
		<category><![CDATA[julie garwood]]></category>
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		<description><![CDATA[Alec Buchanan está prestes a deixar seu trabalho como detetive na Polícia de Chicago para assumir um cargo de destaque no FBI, mas antes precisa realizar uma última tarefa: proteger Regan Hamilton Madison, a charmosa herdeira de uma rede de hotéis de luxo e administradora da instituição filantrópica da família. A polícia e os irmãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-proxima-vitima.jpg" alt="Capa: A Próxima Vítima, de Julie Garwood" class="alignleft" /> Alec Buchanan está prestes a deixar seu trabalho como detetive na Polícia de Chicago para assumir um cargo de destaque no FBI, mas antes precisa realizar uma última tarefa: proteger Regan Hamilton Madison, a charmosa herdeira de uma rede de hotéis de luxo e administradora da instituição filantrópica da família.</p>
<p>A polícia e os irmãos superprotetores de Regan acreditam que sua vida corre perigo quando ela começa a receber inquietantes fotos de cenas de crimes onde as vítimas são pessoas que tiveram algum tipo de contato desagradável com a moça.</p>
<p>O problema parece ter começado quando Regan concordou em ajudar uma amiga jornalista a desmascarar o Dr. Shields, charlatão da área de auto-ajuda, que costuma enganar mulheres vulneráveis para lhes extorquir grandes somas em dinheiro. Na busca por provas Regan participa de um dos seminários de Shields e durante o encontro de apresentação é obrigada a tomar parte em um exercício de recomeço proposto pelo palestrante: todos os participantes devem fazer uma lista com o nome de pessoas de seu passado de quem gostariam de se ver livres para iniciar uma vida nova. As listas deveriam ter sido queimadas em um ato simbólico de limpeza, mas uma série de imprevistos faz com que Regan não consiga destruir a sua, acaba por perdê-la e, dias depois, as pessoas citadas começam a ser assassinadas uma a uma&#8230;</p>
<p><strong>A Próxima Vítima</strong> é muito mais um livro para quem procura uma história romântica do que um suspense policial (embora não seja excepcional em nenhum dos casos), a convivência entre guarda-costas e  protegida e a atração entre eles é muito mais trabalhada do que o <em>thriller</em> em si. A príncípio o argumento me pareceu bem interessante, existe a figura do <em>serial killer</em> (motivo pelo qual acrescentei o livro como um <em>extra</em> ao <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>) e alguma tensão no ar, mas as coisas demoram um bocado a acontecer, a ação fica muito aquém das expectativas e culminam em uma pretensa reviravolta que, na boa, não surpreende nem o leitor mais distraído. Não chega a ser um livro ruim, é apenas&#8230; <em>morninho</em> &#8211; pouco lisonjeiro para o que poderia ser realmente um bom <em>thriller</em>.</p>
<p>O livro faz parte de uma série em que cada volume conta a história &#8211; não interligada às outras &#8211; de um dos membros da família Buchanan-Renard. Eu nunca tinha lido nada de <strong>Julie Garwood</strong> e tenho visto alguns comentários sobre este ser um dos livros mais fracos dentro de uma das séries menos competentes da autora, mas ainda que me reste alguma curiosidade não creio que tão logo eu vá encarar outro livro dela, especialmente quando ainda tenho tantos e tantos outros de maior interesse na minha estante&#8230;</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>, cuja tarefa para o mês de março é ler livros com a temática de <em>serial killers</em>. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-crianca-44-de-tom-rob-smith/" title="Livro: Criança 44, de Tom Rob Smith">Criança 44, de Tom Rob Smith</a>, <a href="/blog/2012/livro-batons-assassinatos-e-profetas-de-mehmet-murat-somer/" title="Livro: Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer">Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer</a> e <a href="/blog/2012/livro-calafrios-de-lisa-jackson/" title="Livro: Calafrios, de Lisa Jackson">Calafrios, de Lisa Jackson</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Próxima Vítima, A</h3>
<p>Garwood, Julie</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Landscape</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Policial</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Murder List</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Calafrios, de Lisa Jackson</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-calafrios-de-lisa-jackson/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-calafrios-de-lisa-jackson/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 21:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[bertrand brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[lisa jackson]]></category>
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		<description><![CDATA[Um perigoso psicopata está agindo na cidade de Nova Orleans. Suas vítimas são assassinadas sempre aos pares, um homem e uma mulher que aparentemente não têm nenhuma ligação entre si. Reuben Montoya, o detetive responsável pelo caso, se vê mergulhado em uma intricada investigação onde nada é o que parece, um emaranhado de pistas confusas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-calafrios.jpg" alt="Capa: Calafrios, de Lisa Jackson" class="alignleft" /> Um perigoso psicopata está agindo na cidade de Nova Orleans. Suas vítimas são assassinadas sempre aos pares, um homem e uma mulher que aparentemente não têm nenhuma ligação entre si. Reuben Montoya, o detetive responsável pelo caso, se vê mergulhado em uma intricada investigação onde nada é o que parece, um emaranhado de pistas confusas que, por meios inesperados, parecem remeter sempre ao mesmo lugar: um hospital psiquiátrico desativado onde Abby Chastain, ex-mulher de uma das primeiras vítima, sofreu um grande trauma há 20 anos.</p>
<p>Embora Abby seja suspeita para alguns de seus colegas Montoya não acredita em sua culpa, mais do que isso, não consegue ignorar sua crescente atração por ela e à medida que a investigação se desenrola, fica cada vez mais claro que o passado dessa mulher tão irresistivelmente vulnerável guarda muitos segredos. Segredos que nunca foram devidamente esclarecidos e enterrados.</p>
<p>Uma sinopse bem sucinta para uma trama que envolve muitas outras variáveis, mas tentei não falar demais para não estragar a leitura de ninguém. <strong>Calafrios</strong>, um suspense policial com toques românticos, tem um bom argumento, uma história que não chega a ser das mais criativas no gênero, mas que consegue prender a atenção e gerar alguma expectativa.</p>
<p>É um livro volumoso, <strong>Lisa Jackson</strong> estende a narrativa em <em>longas</em> descrições, alternando entre os pontos de vista da polícia, das vítimas e do assassino, acompanhando <em>tudo</em> em detalhes &#8211; a investigação, os depoimentos, as sensações, as ações, os assassinatos, os pensamentos, o sentimentos. Não chega a ser um &#8220;defeito&#8221;, já que na maior parte das vezes a prosa é caprichada, mas sim, em alguns momentos o excesso de minúcia atravanca a fluidez e se torna cansativo.</p>
<p>Minha maior ressalva, no entanto, é quanto ao desfecho. Muitas pontas soltas e uma sensação ligeiramente incômoda de &#8220;é isso?&#8221;. Cheguei a pensar que o livro poderia fazer parte de alguma série cujas respostas seriam dadas em outro volume, mas não consegui encontrar muitas informações a respeito, parece que realmente há uma série com os mesmos detetives, mas nada que indique que as tramas são interligadas (alguém aí conhece melhor o trabalho de <em>Lisa Jackson</em> e saberia informar?).</p>
<p>É mesmo uma pena, porque <strong>Calafrios</strong> é um bom <em>thriller</em>, consegue até mesmo causar <em>calafrios</em>. De qualquer forma um bom entretenimento para aqueles que estiverem dispostos a encarar as 500 e tantas páginas.</p>
<p><small>PS: Só para constar, <strong>juro</strong> que só quando estava no final do livro (e tenho ele na estante há <em>muito</em> tempo) é que fui perceber que aquele treco cor de rosa na capa não é vestido!</small></p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>, cuja tarefa para o mês de março é ler livros com a temática de <em>serial killers</em>. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-crianca-44-de-tom-rob-smith/" title="Livro: Criança 44, de Tom Rob Smith">Criança 44, de Tom Rob Smith</a> e <a href="/blog/2012/livro-batons-assassinatos-e-profetas-de-mehmet-murat-somer/" title="Livro: Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer">Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Calafrios</h3>
<p>Jackson, Lisa</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Bertrand Brasil</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Policial</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Shiver</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: O Poderoso Chefão, de Mario Puzo</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-o-poderoso-chefao-de-mario-puzo/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 22:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[1001 livros]]></category>
		<category><![CDATA[edições bestbolso]]></category>
		<category><![CDATA[mario puzo]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente em 1969, O Poderoso Chefão é um romance de ficção que procura retratar o cotidiano e os negócios das famílias de mafiosos que imigraram da região da Sicília, na Itália, para os Estados Unidos. O personagem central é Vito Corleone, um siciliano que, em Nova York, ascendeu da posição de imigrante pobre para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-o-poderoso-chefao.jpg" alt="Capa: O Poderoso Chefão, de Mario Puzo" class="alignleft" /> Publicado originalmente em 1969, <strong>O Poderoso Chefão</strong> é um romance de ficção que procura retratar o cotidiano e os negócios das famílias de mafiosos que imigraram da região da Sicília, na Itália, para os Estados Unidos. O personagem central é Vito Corleone, um siciliano que, em Nova York, ascendeu da posição de imigrante pobre para um dos mais poderosos chefes de máfia do país. A história abrange um longo período entre as décadas de 40 e 50 e conta os detalhes de uma sangrenta guerra entre famílias mafiosas desencadeada quando Don Corleone se recusa a participar de um negócio no tráfico de drogas, com um grande parênteses que conta os detalhes de sua chegada e ascensão no país.</p>
<p>Bem, o que dizer? Esta resenha já estava nos meus rascunhos há um tempão, mas eu simplesmente não estava conseguindo colocar em palavras claras os motivos porque não achei a leitura <em>tããão-tão</em> quanto imaginava (já levei até um puxão de orelhas por ter dado somente 3 estrelas à obra, não é mesmo, <a href="http://gatopretodebiblioteca.blogspot.com/" title="Visite o blog Gato Preto de Biblioteca">Tatiana</a>? rs). É um livro <strong>muito bom</strong>, não estou dizendo o contrário, apenas não era <strong>tudo</strong> o que eu esperava &#8211; talvez, mais uma vez, a velha questão da expectativa hiperbólica.</p>
<p>Sei que muita gente vai me crucificar por dizer isto, mas <strong>O Poderoso Chefão</strong>, para mim, é um dos pouquíssimos casos em que o filme me agrada mais do que o livro. O motivo? O principal deles é que simplesmente não entendi porque é que alguns personagens e acontecimentos ganham tantas páginas e tanto detalhamento. Para mim ficou com cara de lenga-lenga irrelevante, sentia a quebra na empolgação da leitura toda vez que a narrativa caía em um desses momentos. Digam-me (<strong>spoiler alert!</strong>): por que é que a gente precisava conhecer tão detalhadamente o passo a passo de uma cirurgia vaginal?</p>
<p>O filme, por sua vez, tem um ritmo mais ágil, manteve o foco deixando de fora justamente esses momentos que me entediaram no livro e ainda assim conseguiu ser bastante fiel. É também um daqueles casos em que som e imagem fazem a diferença: sotaque, entonação, trejeitos. Ah, e só para constar, assisti os filmes somente depois da leitura.</p>
<p>De qualquer forma é como eu disse: é um livro muito bom. Uma história envolvente e intrigante, por vezes cruel, inesperadamente humana e apaixonada.</p>
<p>E o ponto fortíssimo do livro com certeza é Don Corleone. Personagem singular, de carisma extraordinário, muitíssimo bem desenvolvido e apresentado por <strong>Puzo</strong>. Adoro essa mistura de autocontrole, implacabilidade e paixão que o movimentam.</p>
<p>Não é difícil conceber as razões para que o trabalho de <strong>Mario Puzo</strong> figure sempre entre os clássicos e mais influentes da literatura. Mérito para uma obra que conseguiu ditar o formato do estereótipos de mafiosos que ficaram gravados no imaginário popular, assim como muitos dos termos usuais, hoje tidos como típicos da <em>Cosa Nostra</em>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Poderoso Chefão, O</h3>
<p>Puzo, Mario</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Edições BestBolso (Grupo Record)</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Drama, Máfia</li>
<li> <strong>Título Original em inglês:</strong> The Godfather</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.mariopuzo.com" title="Visite o site do autor">http://www.mariopuzo.com</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-a-sombra-do-vento-de-carlos-ruiz-zafon/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 00:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[carlos ruiz zafón]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[suma das letras]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando Daniel tinha 11 anos seu pai o levou ao Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar quase desconhecido, tratado como uma espécie de segredo para poucos, que abriga uma vasta coleção de obras literárias perdidas e/ou abandonadas. Lá, ele é orientado a escolher um único livro que deverá guardar e proteger, garantindo que ele nunca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-sombra-do-vento.jpg" alt="Capa: A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón" class="alignleft" /> Quando Daniel tinha 11 anos seu pai o levou ao <em>Cemitério dos Livros Esquecidos</em>, um lugar quase desconhecido, tratado como uma espécie de segredo para poucos, que abriga uma vasta coleção de obras literárias perdidas e/ou abandonadas. Lá, ele é orientado a escolher um único livro que deverá guardar e proteger, garantindo que ele nunca desapareça. Andando em meio a tantos e tantos corredores de estantes abarratodas, sua atenção é captada por um exemplar de <strong>A Sombra do Vento</strong> do escritor Julian Carax, que ele escolhe levar.</p>
<p>A história do livro deixa Daniel completamente fascinado. Como filho de um livreiro, ele estranha o fato de nunca ter ouvido falar em um escritor tão primoroso e vai em busca outros títulos e mais informações sobre Julian Carax, mas acaba descobrindo que pouquíssimas pessoas o conhecem &#8211; e quando sim, hesitam em falar a respeito &#8211; e que um homem misterioso anda queimando os poucos exemplares remanescentes de seus títulos. Incapaz de conter sua curiosidade, Daniel será arrastado a uma despótica aventura que remonta a um passado de mistérios e segredos lúgubres que vai provocar profundas transformações em sua vida.</p>
<p>Por nenhuma razão especial, apenas uma questão de oportunidade, acabei indo na contramão de muita gente e li <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon/" title="Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina</a> <em> antes</em> d&#8217;<strong>A Sombra do Vento</strong>. Os dois romances têm uma dinâmica muito parecida e acho que é por isso que este segundo não chegou a me causar <em>tanta</em> surpresa, mas posso garantir que em nada isso afetou minhas impressões positivas a respeito da história.</p>
<p>Assim como em <em>Marina</em>, <strong>A Sombra do Vento</strong> traz uma trama engenhosamente elaborada e conta, ao mesmo tempo, duas histórias diferentes que se entrelaçam de maneiras inesperadas, com uma narrativa envolvente e personagens intrigantes. Uma leitura que me fez ficar ansiosa, curiosa, surpreendida como raras vezes tem acontecido nos últimos tempos. Sem contar que a-do-ro a <em>Barcelona</em> de <strong>Zafón</strong>! Na visão do autor, esta cidade cinzenta e sombria, quase gótica, tem tanta personalidade que quase poderia ser considerada uma personagem da história. Simplesmente me fascina a maneira como somos apresentados a ela.</p>
<p>Como já comentei antes, <strong>Carlos Ruiz Zafón</strong> tem tudo para se tornar um dos meus escritores favoritos. Já estou com <strong>O Jogo do Anjo</strong> em mãos e estou ansiosíssima para encontrar um tempinho para ele no meu cronograma de leituras! <img src='http://lumakimura.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<div class="quadro">
<h3>Sombra do Vento, A</h3>
<p>Zafón, Carlos Ruiz</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Suma das Letras</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Suspense</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> La Sombra del Viento</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.carlosruizzafon.com/" title="Visite o site do autor">http://www.carlosruizzafon.com/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Livro: Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-batons-assassinatos-e-profetas-de-mehmet-murat-somer/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 21:42:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora rocco]]></category>
		<category><![CDATA[mehmet murat somer]]></category>
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		<description><![CDATA[Um assassino está à solta pelas ruas de Istambul. Suas vítimas têm sempre o mesmo perfil: jovens travestis cujos nomes de batismo coincidem com nomes de profetas mencionados no Alcorão. Consciente da pouca atenção que o caso vem recebendo da polícia e da mídia, a protagonista do romance, uma travesti experiente, sócia de uma empresa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-batons-assassinatos-e-profetas.jpg" alt="Capa: Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer" class="alignleft" /> Um assassino está à solta pelas ruas de Istambul. Suas vítimas têm sempre o mesmo perfil: jovens travestis cujos nomes de batismo coincidem com nomes de profetas mencionados no Alcorão. Consciente da pouca atenção que o caso vem recebendo da polícia e da mídia, a protagonista do romance, uma travesti experiente, sócia de uma empresa de segurança da informação durante o dia e de uma das boates mais badaladas da cidade durante a noite, resolve investigar por conta própria e sai no encalço do maníaco homicida. É claro que conciliar tantas atividades não é fácil e, entre sessões de depilação, amigas histéricas e o assédio de admiradores apaixonados, ela precisa correr contra o tempo &#8211; equilibrando-se sobre os saltos altíssimos! &#8211; e provar a culpa do suspeito antes que ela mesma se torne a próxima vítima.</p>
<p>Um romance policial (embora alguns trechos lembrem muito mais um <em>chick-lit</em>) escrito por um turco, ambientado em uma cidade que sempre despertou meu fascínio, tendo como protagonista uma travesti peculiar e um argumento instigante&#8230; escolhi este livro para o <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a> apostando no que, para mim, parecia bastante <em>inusitado</em>. E de fato é, todas estas características servem para descrever o livro, mas alguma coisa no estilo de escrita do autor não me cativou.</p>
<p>Não sei se consigo explicar, simplesmente achei a coisa toda &#8220;seca&#8221; demais. De um relato em primeira pessoa, feita por uma travesti que se diz tão apaixonada pela vida, tão disposta a proteger suas &#8220;meninas&#8221;, eu esperava qualquer coisa mais enérgica, mais viva. E no texto tudo me parece distante e frio demais.</p>
<p>O suspense também não é grande coisa, não há um grande mistério que desafie o leitor, nem mesmo um antagonista de personalidade forte ou inteligência acima da média &#8211; os &#8220;vilões&#8221; para mim, têm que ser dignos de nota. Os diversos momentos do livro se confundem em trechos &#8220;quase lá&#8221;: quase irônicos, quase engraçados, quase tensos, quase-quase, sem nunca chegarem àquele tão ansiado ápice. A grande sacada está mesmo por conta das peculiaridades da protagonista e das personagens de seu mundo, mas não sei se vale mesmo a pena somente por causa disso. Foi uma leitura rápida porque são poucas páginas e a linguagem é simples, mas não chega a ser uma que eu queira passar a recomendação à frente.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>, cuja tarefa para o mês de março é ler livros com a temática de <em>serial killers</em>. Leia também a resenha de <a href="/blog/2012/livro-crianca-44-de-tom-rob-smith/" title="Livro: Criança 44, de Tom Rob Smith">Criança 44, de Tom Rob Smith</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Batons, Assassinatos e Profetas</h3>
<p>Somer, Mehmet Murat</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Rocco</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Policial</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Peygamber Cinayetleri</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 2 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Criança 44, de Tom Rob Smith</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-crianca-44-de-tom-rob-smith/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 13:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora record]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[tom rob smith]]></category>

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		<description><![CDATA[E o primeiro livro de março para o Desafio Literário não constava na minha &#8220;lista original&#8221;, foi uma leitura de ocasião mas encaixou no tema e foi uma experiência tão boa que eu não pude deixar de fora. Criança 44 é baseado em fatos históricos e inspirado na história real de Andrei Romanovic Tchikatilo &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-crianca-44.jpg" alt="Capa: Criança 44, de Tom Rob Smith" class="alignleft" /> E o primeiro livro de março para o <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a> não constava na minha &#8220;lista original&#8221;, foi uma leitura de ocasião mas encaixou no tema e foi uma experiência tão boa que eu não pude deixar de fora.</p>
<p><strong>Criança 44</strong> é baseado em fatos históricos e inspirado na história real de <em>Andrei Romanovic Tchikatilo</em> &#8211; o primeiro <em>serial killer</em> noticiado na Rússia, conhecido por ter matado e canibalizado mais de 50 pessoas.</p>
<p>A trama é ambientada na União Soviética, no ano de 1953, bem no final da era Stalin. O período é tenso, por um motivo banal &#8211; ou mesmo por nenhum motivo &#8211; qualquer um pode ser considerado um traidor e cair nas mãos dos agentes da MGB, uma força policial conhecida pela intolerância e brutalidade.</p>
<p>Liev Demidov é um agente responsável pela prisão e interrogatório de suspeitos que cumpre ordens sem questionamentos e é considerado um dos melhores do Departamento até que sua confiança no Partido sofre um pequeno abalo quando o corpo do filho de um de seus colegas é encontrado perto dos trilhos do trem em condições bastante suspeitas e ele é orientado a tratar tudo como um trágico acidente, uma vez que eles vivem em um estado onde &#8220;não existem crimes&#8221;, contrariando as desconfianças do pai que acredita em assassinato.</p>
<p>A vida de Liev, porém, ainda sofre muitos reveses antes que ele tenha a chance de dar atenção ao caso e só quando uma série de acontecimentos pouco felizes o levam para a pequena cidade de Voualsk, onde ele se depara com outras mortes semelhantes à do menino, é que decide arriscar o pouco que lhe resta para descobrir o cruel assassino, mesmo sabendo que estará batendo de frente com o Estado em que já não deposita tanta confiança.</p>
<p>É um livro que já nas primeiras páginas mostra muito de sua força com um prólogo absolutamente arrasador. A narrativa é lenta, acompanha em detalhes e sem pressa a situação política, o medo quase palpável dos personagens, as transformações &#8211; na vida, no casamento e nos pensamentos &#8211; de Liev. Admito que houve um momento em que quase comecei me sentir enfastiada com a leitura, mas quando chegamos ao desfecho, percebemos o quanto todo esse processo é importante para a absorção da trama e que de nenhuma outra maneira teria dado tão certo!</p>
<p>Reduzir <strong>Criança 44</strong> a um simples relato de perseguição policial a um assassino em série, como supõe a sinopse no próprio livro, é desmerecê-lo. Muito mais do que isso, é uma trama inteligente e bem arquitetada, um suspense conduzido com maestria, que lida com dramas pessoais de uma maneira rara dentro do gênero e também explora alguns aspectos muitos interessantes da história da URSS.</p>
<p>Com toda certeza uma leitura que vale a pena!</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> cuja tarefa para o mês de março é ler livros com <em>serial killers</em>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Criança 44</h3>
<p>Smith, Tom Rob</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Record</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Thriller, Suspense</li>
<li> <strong>Título Original em inglês:</strong> Child 44</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://tomrobsmith.com" title="Visite o site do autor">http://tomrobsmith.com</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Chéri, de Colette</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-cheri-de-colette/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-cheri-de-colette/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 20:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[colette]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Chéri foi considerada, em sua época, uma obra controversa e polêmica. O cenário é a Belle Époque de Paris, no início do século XX. Léa de Lonval, uma bela cortesã de meia-idade mantém um ardente romance com o jovem Chéri, filho de sua rival Madame Peloux. Ambos dedicam-se ao caso, por cerca de 6 anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-cheri.jpg" alt="Capa: Chéri, de Colette" class="alignleft" /> <strong>Chéri</strong> foi considerada, em sua época, uma obra controversa e polêmica. O cenário é a Belle Époque de Paris, no início do século XX. Léa de Lonval, uma bela cortesã de meia-idade mantém um ardente romance com o jovem Chéri, filho de sua rival Madame Peloux. Ambos dedicam-se ao caso, por cerca de 6 anos, acreditando que o relacionamento se baseia puramente no prazer sexual: ela tem à sua disposição um amante fogoso e cheio de energia a quem pode ensinar os pormenores da arte do amor e ele, por sua vez, pode desfrutar o desejo de uma mulher experiente e poderosa. A situação muda quando, pressionado pela mãe, Chéri aceita se casar com uma jovem rica. Léa e Chéri percebem, só então, que o sentimento que os une é muito mais do que apenas luxúria.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Não ligo a mínima para o fato de não ter sido seu primeiro amante! O que eu gostaria, ou melhor, o que teria sido&#8230; conveniente&#8230; limpo&#8230; seria ter sido o último&#8221;.</p>
</blockquote>
<p>Posso dizer que minha experiência de leitura não foi das melhores e o principal motivo: não me adaptei ao estilo de escrita de <strong>Colette</strong>. Não digo que toda narrativa deva ter uma sinalização clara, específica e bem definida &#8211; eu <em>gosto</em> de estruturas experimentais &#8211; mas aqui tive muita dificuldade em encontrar o ritmo e me localizar. A sucessão em círculos, que a transpassa o tempo passado, o futuro e o presente sem quaisquer indicações, misturando tudo com personagens que surgem do nada para nada e diálogos um pouco afetados demais para o meu gosto, me fizeram ficar confusa e cansada.</p>
<p>Menos de 200 páginas, letras grandes, um bom espaçamento entre linhas, e eu simplesmente não conseguia avançar!</p>
<p>Não nego, porém, os méritos da obra, nem contesto aqueles que a consideram entre as mais representativas da literatura francesa. Dentre alguns pontos interessantes no livro eu destacaria a curiosa inversão de esterótipos e o exame irônico que <strong>Colette</strong> faz dos círculos sociais da época. O tom de falsete nos diálogos e uma atmosfera impregnada de veneno e escárnio, faz frente a um mundo que se vangloria de seu nível cultural e intelectual, mas tem a apresentação pessoal, as jóias e as posses que se possam exibir, como aspectos tão, ou mais, importantes do que os sentimentos que movem as pessoas.</p>
<p>A experiência é sempre válida, mas não creio que eu tenha pique para uma releitura ou procure outros livros da escritora para ler no futuro&#8230;</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a>, <a href="/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/" title="Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo">Pedro Páramo, de Juan Rulfo</a>, <a href="/blog/2012/livro-candido-de-voltaire/" title="Livro: Cândido, de Voltaire">Cândido, de Voltaire</a>, <a href="/blog/20120/livro-helena-de-machado-de-assis/" title="Livro: Helena, de Machado de Assis">Helena, de Machado de Assis</a> e <a href="/blog/2012/livro-lolita-de-vladimir-nabokov/" title="Livro: Lolita, de Vladimir Nabokov">Lolita, de Vladimir Nabokov</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Chéri</h3>
<p>Colette, Sidonie-Gabrielle</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> </li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Chéri</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 2 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Lolita, de Vladimir Nabokov</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 13:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[1001 livros]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca folha]]></category>
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		<description><![CDATA[Lolita é uma das obras mais polêmicas da literatura contemporânea, foi publicada pela primeira vez em 1955 depois de ter sido recusada por diversas editoras. O romance, narrado em primeira pessoa por Humbert Humbert, conta a obsessão do personagem-narrador por sua enteada de 12 anos, a quem chama Lolita. Humbert é um professor de literatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-lolita.jpg" alt="Capa: Lolita, de Vladimir Nabokov" class="alignleft" /> <strong>Lolita</strong> é uma das obras mais polêmicas da literatura contemporânea, foi publicada pela primeira vez em 1955 depois de ter sido recusada por diversas editoras. O romance, narrado em primeira pessoa por Humbert Humbert, conta a obsessão do personagem-narrador por sua enteada de 12 anos, a quem chama Lolita.</p>
<p>Humbert é um professor de literatura de meia-idade que deixa a França depois de um casamento mal sucedido e parte em busca de uma nova vida nos Estados Unidos. Lá, ele aluga um cômodo na casa onde vivem a viúva Charlotte Haze e sua geniosa filha. Logo de cara ele se sente atraído pela garota &#8211; que, de sua parte, também se insinua para ele. Durante um acampamento que manteve Lolita ausente por um período razoalmente longo, Charlotte se declara a Humbert e pede-lhe que, se seus sentimentos não forem correspondidos, ele deixe a casa. Atemorizado pela ideia de se afastar da menina, Humbert aceita o casamento, mas pouco tempo depois Charlotte descobre seu diário onde estão registrados seus desejos mais pervertidos acerca de Lolita. Transtornada, Charlotte sai em disparada pela rua e morre atropelada, deixando o caminho totalmente livre para Humbert.
<p>Humbert escreve seu relato da prisão, onde aguarda julgamento, e desde as primeiras páginas se descreve como um pervertido. Ele não procura realmente se justificar, tal como não demonstra arrependimento por seus atos, mas tampouco permite que se crie, ao seu redor, uma efígie de ares monstruosos. O tom provocativo consegue chocar, ao mesmo tempo em que denota a &#8220;normalidade&#8221; da situação para um homem que já convive há tanto tempo com seus desvios. Lolita, por sua vez, não é retratada como uma simplória vítima &#8211; óbvio que aqui pesa o ponto de vista do narrador &#8211; mas como uma garota consciente de ter nas mãos o poder para explorar a obsessão e o ciúme de seu algoz. Até que ponto uma menina de 12 ou 13 anos pode ser considerada inocente?</p>
<p>Não foi uma leitura fácil. O tema pesado, a obcecação levada ao extremo e a minha incapacidade de <em>compreender</em> tal tipo de perversão, fizeram com que eu mantivesse, o tempo todo, o pensamento do quanto tudo aquilo me soava repugnante. Narrativa crua, carregada e muito bem conduzida. Nesse ponto percebi a genialidade de <strong>Nabokov</strong>, sua habilidade em causar tamanha angústia, ao mesmo tempo que prende o leitor com uma sequência intrigante, não permite que abandonemos o livro pela simples curiosidade de saber o que vai acontecer.</p>
<p>Minha posição primária ante a temática do livro sempre foi imaginar Humbert como um depravado sem escrúpulos corrompendo crianças sexualmente. O romance não me fez compreende-lo, mas me fez perceber as muitas camadas e nuances de uma situação que não pode ser, por qualquer ângulo, simples. Material inesgotável para muitas discussões. Dica perfeita para uma pauta no <em>clube do livro</em> (viu, Drika? rs).</p>
<p>No mais, quero acrescentar que &#8211; nesta edição brasileira, da Biblioteca Folha &#8211; me incomodou bastante o fato de muitas frases em francês, que não podiam ser simplesmente ignoradas ou entendidas pelo contexto, não terem tradução, sequer uma nota de rodapé. Por diversas vezes perdi totalmente o ritmo da leitura quando era obrigada a recorrer a um dicionário e, convenhamos, isso é muito chato&#8230;</p>
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<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a>, <a href="/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/" title="Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo">Pedro Páramo, de Juan Rulfo</a>, <a href="/blog/2012/livro-candido-de-voltaire/" title="Livro: Cândido, de Voltaire">Cândido, de Voltaire</a> e <a href="/blog/20120/livro-helena-de-machado-de-assis/" title="Livro: Helena, de Machado de Assis">Helena, de Machado de Assis</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Lolita</h3>
<p>Nabokov, Vladimir</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Biblioteca Folha</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Clássico</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Lolita</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Livro: Helena, de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 20:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[domínio público]]></category>
		<category><![CDATA[machado de assis]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Leitura extra para fevereiro no Desafio Literário! Helena não constava na minha lista original mas veio a calhar, o livro &#8220;caiu&#8221; nas minhas mãos na semana passada e se adequou perfeitamente à tarefa do mês, resolvi acrescentar. A história começa com a morte do Conselheiro Vale, homem rico e importante no Rio Janeiro da época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-helena.jpg" alt="Capa: Helena, de Machado de Assis" class="alignleft" /> Leitura extra para fevereiro no <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>! <strong>Helena</strong> não constava na minha lista original mas veio a calhar, o livro &#8220;caiu&#8221; nas minhas mãos na semana passada e se adequou perfeitamente à tarefa do mês, resolvi acrescentar. <img src='http://lumakimura.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A história começa com a morte do Conselheiro Vale, homem rico e importante no Rio Janeiro da época colonial. A abertura de seu testamento surpreende a todos quando ele reconhece uma filha bastarda, a jovem e bela Helena, que passa a ser herdeira de uma quantia bastante considerável e, conforme solicitado pelo pai, vai viver na mansão da família, junto com seu meio-irmão Estácio e a tia D. Úrsula.</p>
<p>Helena assume seu lugar na família e logo se revela uma jovem admirável. Bonita, inteligente e sensível, sabe como cuidar bem da casa e dedica especial atenção à família, impressionando não somente os parentes &#8211; e até mesmo D. Úrsula que, a princípio, era a pessoa que mais se mostrava reticente com a presença da jovem em suas vidas &#8211; como também os amigos próximos e a sociedade em geral.</p>
<p>Estácio, que desde o princípio acolheu Helena de boa vontade, impressiona-se cada vez mais com os encantos da moça e acaba por se apaixonar, sendo, secretamente, correspondido por ela. Surge daí a base do principal conflito do romance: o martírio causado por uma paixão, supostamente, incestuosa.</p>
<p>A trama é simples, segue linearmente sem grandes sobressaltos e chega, até determinado ponto, a soar um pouco entendiante &#8211; um reflexo, talvez, da inércia do cotidiano da família, mas durante toda a narrativa o estilo machadiano marca sua presença com o tom sarcástico e o aprofundamento psicológico das personagens e da natureza humana.</p>
<p>Mais do que a história de um amor frustrado, <em>Helena</em> é um romance que ironiza valores sociais, morais, políticos e religiosos da época. Não é a melhor obra da <em>Machado de Assis</em>, mas ainda assim é uma leitura que vale a pena.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Leia o post Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a>, <a href="/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/" title="Leia o post Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo">Pedro Páramo, de Juan Rulfo</a> e <a href="/blog/2012/livro-candido-de-voltaire/" title="Leia o post Livro: Cândido, de Voltaire">Cândido, de Voltaire</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Helena</h3>
<p>Assis, Machado de</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Domínio Público</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Brasileira, Romance</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Livro: Cândido, de Voltaire</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-candido-de-voltaire/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 20:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[1001 livros]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos abril coleções]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
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		<category><![CDATA[voltaire]]></category>

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		<description><![CDATA[Engraçado como nem mesmo uma &#8220;experiência&#8221; relativamente longa com leituras é capaz de minar completamente com algumas ideias pré-concebidas enraizadas na mente. Pensar na obra literária de Voltaire sempre me suscitou a imagem de livros de linguagem rebuscada e difícil compreensão. Por quê? Não sei, pura impressão. Fui encarar a leitura de Cândido com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-candido.jpg" alt="Capa: Cândido, de Voltaire" class="alignleft" /> Engraçado como nem mesmo uma &#8220;experiência&#8221; relativamente longa com leituras é capaz de minar completamente com algumas ideias pré-concebidas enraizadas na mente. Pensar na obra literária de <strong>Voltaire</strong> sempre me suscitou a imagem de livros de linguagem rebuscada e difícil compreensão. Por quê? Não sei, pura impressão. Fui encarar a leitura de <strong>Cândido</strong> com o espírito preparado para tal e qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um texto completamente acessível que em absolutamente nada deixa a perder o riquíssimo conteúdo.</p>
<p>O livro narra as desventuras do personagem-título em uma errática viagem por diversos países do mundo. <strong>Cândido</strong>, um jovem rapaz de &#8220;juízo reto e espírito simples&#8221;, nascido e criado em um belo castelo na Vestfália, levava uma vida &#8220;perfeita&#8221;, recebendo a orientação de seu preceptor, Pangloss, a quem muito admirava, até que, por um infeliz desentendimento com o senhor do castelo, acabou sendo expulso do lugar a pontapés. Desnorteado pela súbita quebra em sua edênica rotina, segue caminhando sem rumo e é aí que começa a sucessão de acontecimentos que vai pôr à prova os ensinamentos de seu caro mentor.</p>
<p>O tom é deliciosamente sarcástico, pastelão a um estilo ligeiramente caricato, esconde pesadas críticas sob uma discreta aparência de ingenuidade. A paródia aos romances de aventura &#8211; e a seus mais frequentes <em>clichés</em> &#8211; é clara desde o princípio, há uma sucessão convulsiva de cenários, grandes movimentações, feitos inacreditáveis e muita, muita desgraça. O choque do mundo imaginado por Cândido e aquele que realmente encontra cria situações, no mínimo, tragicômicas.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 212px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/0cc0fa9c0ef2.jpg" alt="Voltaire, por Nicolas de Largillière" /></p>
<p class="wp-caption-text">Voltaire, por Nicolas de Largillière <br /> <small>Domínio Público</small></p>
</div>
<p>É bem verdade que só pude ter uma noção melhor da profundidade da obra depois de concluída a leitura, quando fui pesquisar um pouco mais a respeito do próprio autor e das ideias que ele combatia ou defendia. Eu me diverti com a leitura, mas depois é que fui me dar conta do quanto o trabalho é genial.</p>
<p>Se as duras críticas à Igreja e às tradições religiosas são bastante conhecidas na obra de <em>Voltaire</em>, em <em>Cândido</em> o ataque aponta diretamente ao pensamento do <em>otimismo de Leibniz</em>, que defendia a ideia de que, uma vez que o universo tenha sido criado por Deus e que a bondade divina não pode ser afetada pela existência do mal, a conciliação do máximo de bem e o mínimo de mal torna nosso meio o &#8220;melhor dos mundos possíveis&#8221;. No livro a teoria ganha voz nos ensinamentos de Pangloss e a desilusão de Cândido se avoluma com o testemunho e a vivência de tantos e tantos reveses pelo caminho.</p>
<p>É um livro para muitas releituras e perfeito para discussões, que me fez ficar pensando, mais uma vez, que a leitura dos grandes clássicos realmente vale a pena&#8230;</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Leia o post Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a> e <a href="/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/" title="Leia o post Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo">Pedro Páramo, de Juan Rulfo</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Cândido</h3>
<p>Voltaire (François-Marie Aroue)</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Abril (Coleção Clássicos)</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Clássico</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Candide, ou l&#8217;Optimisme</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Livro: A Mulher Sábia, de Christian Jacq</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-a-mulher-sabia-de-christian-jacq/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 12:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[a pedra da luz]]></category>
		<category><![CDATA[bertrand brasil]]></category>
		<category><![CDATA[christian jacq]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando sequência à série A Pedra da Luz, escrita pelo egiptólogo francês Christian Jacq, A Mulher Sábia retoma os acontecimentos logo após a morte de Ramsés, o Grande, no final do primeiro livro. A dúvida assombra a tranquilidade dos moradores do Lugar da Verdade: Merneptah, o novo faraó, manterá o apoio e a proteção aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-mulher-sabia.jpg" alt="Capa: A Mulher Sábia, de Christian Jacq" class="alignleft" /> Dando sequência à série <em>A Pedra da Luz</em>, escrita pelo egiptólogo francês <strong>Christian Jacq</strong>, <strong>A Mulher Sábia</strong> retoma os acontecimentos logo após a morte de Ramsés, o Grande, <a href="/blog/2011/livro-nefer-o-silencioso-de-christian-jacq/" title="Livro: Nefer, o Silencioso, de Christian Jacq">no final do primeiro livro</a>.</p>
<p>A dúvida assombra a tranquilidade dos moradores do Lugar da Verdade: Merneptah, o novo faraó, manterá o apoio e a proteção aos talentosos artesãos, permitindo que eles continuem com seu trabalho sagrado? Enquanto Nefer, o Silencioso, sua esposa, Clara, que agora ocupa o lugar de Mulher Sábia e Paneb, o Ardoroso, lutam para provar o valor e a importância da confraria, seguindo com as obras a despeito das artimanhas de Mehy, o tesoureiro-chefe de Tebas, a situação política por todo o Egito se agrava. Merneptah precisa vencer os inimigos das Duas Terras que estão se reagrupando e ameaçam atacar os pontos onde sua autoridade ainda não foi totalmente reconhecida, mas, acima de tudo, terá que subjugar as maquinações advindas dos traidores que vivem em seu próprio círculo.</p>
<p>Praticamente não tenho nada a acrescentar depois da resenha do primeiro livro da série &#8211; Nefer, o Silencioso &#8211; as impressões aqui foram quase-quase as mesmas. A narrativa mantém o padrão de qualidade, o ritmo fluido e o estilo ágil que me agradaram desde o início. Referências históricas mais detalhadas e fundamentadas continuam um pouco escassas e ainda são meu único ponto de frustração com a série.</p>
<p>A trama envereda por caminhos um pouco mais tensos, os conflitos ganham volume com mais mortes, esquemas de traições e espionagem, e as descrições mais frequentes do cotidiano dos membros da confraria parecem querer fortalecer a simpatia do leitor pelo Lugar da Verdade, mas tudo ainda parece um pouco longe do ápice de toda a trama. Veremos, ainda tenho 2 volumes pela frente.</p>
<p>Por hora vou dizer apenas que o segundo livro é tão envolvente quanto o primeiro, uma leitura praticamente obrigatória para os que se interessam pela ambientação do Antigo Egito.</p>
<div class="quadro">
<h3>A Mulher Sábia</h3>
<p>Jacq, Christian</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> A Pedra da Luz #2</li>
<li> <strong>Editora:</strong> Bertrand Brasil</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Romance Histórico, Egiptologia</li>
<li> <strong>Título Original em francês:</strong> La Femme sage</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Série de Livros: As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 12:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[as brumas de avalon]]></category>
		<category><![CDATA[imago editora]]></category>
		<category><![CDATA[marion zimmer bradley]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[As Brumas de Avalon é um romance divido em 4 volumes em que Marion Zimmer Bradley reconta as lendas arturianas pela perspectiva das heroínas da história: Gwenhwyfar, Igraine, Viviane e, principalmente, Morgana. A saga, por este prisma, ressalta a importância e a forte influência das mulheres sobre a vida de Arthur, desde antes do seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="aligncenter">
    <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-senhora-da-magia.jpg" alt="Capa: A Senhora da Magia, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" /> <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-grande-rainha.jpg" alt="Capa: A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" /> <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-o-gamo-rei.jpg" alt="Capa: O Gamo-Rei, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" /> <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-o-prisioneiro-da-arvore.jpg" alt="Capa: O Prisioneiro da Árvore, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" />
</div>
<p><strong>As Brumas de Avalon</strong> é um romance divido em 4 volumes em que <strong>Marion Zimmer Bradley</strong> reconta as lendas arturianas pela perspectiva das heroínas da história: Gwenhwyfar, Igraine, Viviane e, principalmente, Morgana. A saga, por este prisma, ressalta a importância e a forte influência das mulheres sobre a vida de Arthur, desde antes do seu nascimento até a sua morte.</p>
<p>Esta na verdade foi uma releitura, eu já havia lido a série há muitos anos. Na época foi a segunda versão dos mitos arturianos que peguei para ler &#8211; a primeira foi uma versão d&#8217;<em>A Morte do Rei Arthur</em>, de Thomas Malory, adaptada para jovens leitores -, a que despertou o meu fascínio pelas histórias da <em>Matter of Britain</em> e que continua sendo uma das minhas preferidas ao lado de outras, de indiscutível qualidade, que vim a ler depois, como a <a href="/blog/tag/warlord-chronicles/" title="Leia resenhas da trilogia The Warlord Chronicles, de Bernard Cornwell">trilogia de Bernard Cornwell</a>.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 160px;">
	<img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/5dba382adbbb.jpg" alt="Marion Zimmer Bradley" /></p>
<p class="wp-caption-text">Marion Zimmer Bradley <br /> &copy; Reuters</p>
</div>
<p>Ao contrário da versão &#8220;historicamente possível&#8221; de <em>Bernard Cornwell</em>, que dá bastante ênfase às batalhas, aos conflitos políticos e a luta pelo trono, <strong>As Brumas de Avalon</strong> tem um tom mais místico e, ao perfeito estilo de <strong>Marion Zimmer Bradley</strong>, detalha com minúcia os aspectos da Antiga Fé. Aqui praticamente não temos descrições de embates armados, mas os rituais, as velhas tradições e o que seria o mundo das fadas imaginado pela autora podem ser observados em seus pormenores.</p>
<p>Ainda que a vida, a percepção e os medos das mulheres estejam em foco, este não é, como muitos pensam, um romance &#8220;delicado&#8221;. Marcado pela força dos conflitos, especialmente pelos irascíveis confrontos religiosos, a narrativa chega a ser cruel em muitos pontos, tão devastadora quanto fascinante, dessas que nos fazem amar e odiar as personagens como se fossem pessoas de nosso próprio convívio.</p>
<p>Se a paixão pelo tema e pelo estilo da autora me fazem cega, sou realmente muito suspeita para falar, mas não posso por de parte a recomendação: se você ainda não leu, leia. Vale a pena. <img src='http://lumakimura.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<div class="quadro">
<h3>Brumas de Avalon, As</h3>
<p>Bradley, Marion Zimmer</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> Brumas de Avalon, As
<ul>
<li> 1. Senhora da Magia, A</li>
<li> 2. Grande Rainha, A</li>
<li> 3. Gamo-Rei, O</li>
<li> 4. Prisioneiro da Árvore, O</li>
</ul>
</li>
<li> <strong>Editora:</strong> Imago</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Fantasia, Mitos Arturianos</li>
<li> <strong>Títulos Originais em Inglês:</strong> Mists of Avalon, The
<ul>
<li> 1. Mistress of Magic</li>
<li> 2. High Queen, The</li>
<li> 3. King Stag, The</li>
<li> 4. Prisoner in the Oak, The</li>
</ul>
</li>
<li> <strong>Avaliação média:</strong> 5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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	</channel>
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