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	<title>LumaKimura.net [ Blog ] &#187; Cultura e Entretenimento</title>
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		<title>Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 20:29:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Em maio de 1980, desapareci do mundo por uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro. (&#8230;) Uma semana depois, um policial à paisana teve a impressão de conhecer aquele garoto; a descrição batia. O suspeito vagava pela estação de Francia como uma alma penada numa catedral de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-marina.jpg" alt="Capa: Marina, de Carlos Ruiz Zafón" class="alignleft" /> &#8220;<em>Em maio de 1980, desapareci do mundo por uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro. (&#8230;) Uma semana depois, um policial à paisana teve a impressão de conhecer aquele garoto; a descrição batia. O suspeito vagava pela estação de Francia como uma alma penada numa catedral de ferro e névoa. O policial me abordou com uma de romance de terror. Perguntou se meu nome era Óscar Drai e se era o rapaz que havia sumido sem deixar rastros do internato onde estudava. (&#8230;) Na época, não sabia que, cedo ou tarde, o oceano do tempo nos devolve as lembranças que enterramos nele. Quinze anos depois, a memória daquele dia voltou para mim. Vi aquele menino vagando entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina se acendeu de novo como uma ferida aberta.</em>&#8220;</p>
<p>Perdoem-me, meus amigos, mas utilizei o trecho da contracapa como introdução para o post porque simplesmente não consegui elaborar uma sinopse razoável. Acreditem, perdi a noção de quanto tempo fiquei aqui, olhando para o cursor piscando no canto da tela branca, sem saber o que escrever. Como fazer um resumo <strong>sem <em>spoilers</em></strong> de uma história em que o suspense tem tanta força que poderia, por si só, ser considerado um personagem? Pois é exatamente assim que me sinto com relação a <strong>Marina</strong>, um livro que perde muito em experiência de leitura quando já se conhecem detalhes da trama de antemão. E se você ainda não leu o livro, siga meu conselho: <strong>NÃO</strong> leia a sinopse oficial oferecida pela editora, tive a sorte de ler o livro antes e percebi que a tal sinopse revela muito mais do que deveria.</p>
<p>Há muito tempo eu tinha curiosidade em conhecer o trabalho de <strong>Carlos Ruiz Zafón</strong> e <strong>Marina</strong> foi minha primeira oportunidade (logo em seguida li <em>A Sombra do Vento</em>, mas vou deixar os comentários mais detalhados deste para outra resenha) e o que posso dizer? Fui com-ple-ta-men-te absorvida pela história, não consegui largar o livro antes de alcançar a última página, devorei os parágrafos com ansiedade arrebatada e fui surpreendida por uma trama que enveredou por caminhos totalmente discrepantes daqueles que se formavam em minha imaginação simplória.</p>
<p>Ler <em>Marina</em> é acompanhar duas histórias ao mesmo tempo, é se deixar envolver por um suspense minuciosamente arquitetado, é viajar por uma Barcelona de mistérios e tragédias em cenários primorosamente descritos.</p>
<p>Amei a maneira como <em>Zafón</em> escreve. O texto é carregado de tensão, evoca os sentimentos mais arrebatadores &#8211; tendam eles para o amor ou para o ódio &#8211; e, depois de ter lido também <em>A Sombra do Vento</em> e ter reconhecido alguns de seus traços estilísticos, começo a perceber que o autor tem tudo para entrar para a listinha dos meus favoritos.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é a leitura de um livro cujo título seja um <em>Nome Próprio</em>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Marina</h3>
<p>Zafón, Carlos Ruiz</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Suma de Letras</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Suspense</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Marina</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.carlosruizzafon.com/" title="Visite o site do autor">http://www.carlosruizzafon.com/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 5 out of 5 stars</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Book Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
	<object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NED7zfccbHg?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NED7zfccbHg?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
    </div>
</div>
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		<title>Filme: O Túmulo dos Vagalumes</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema e Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[1001 filmes]]></category>
		<category><![CDATA[isao takahata]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[studio ghibli]]></category>

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		<description><![CDATA[Em O Túmulo dos Vagalumes Seita, um adolescente de 12 anos, e Setsuko, de apenas 4 anos, são dois irmãos que vivem no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Sua mãe morre depois de ser atingida durante um ataque aéreo que destruiu a cidade onde moravam. Seu pai, membro da marinha japonesa, está desaparecido e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/cartaz-o-tumulo-dos-vagalumes.jpg" alt="Cartaz: O Túmulo dos Vagalumes" class="alignleft" /> Em <strong>O Túmulo dos Vagalumes</strong> Seita, um adolescente de 12 anos, e Setsuko, de apenas 4 anos, são dois irmãos que vivem no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Sua mãe morre depois de ser atingida durante um ataque aéreo que destruiu a cidade onde moravam. Seu pai, membro da marinha japonesa, está desaparecido e há muito não se tem notícias dele. Sem ter para onde ir eles se vêem obrigados a procurar ajuda em casa de parentes, mas não demoram a constatar que a tia os considera um fardo indesejado. Quando as constantes brigas tornam-se insuportáveis, os dois irmãos decidem se mudar, sozinhos, para um antigo abrigo abandonado e fazem dele o seu lar. Os tempos de guerra, no entanto, são extremamente cruéis, em especial para aqueles que não dispõem de muitos recursos e logo a fome passa a ser seu inimigo mais próximo.</p>
<p>A história é baseada em um romance de inspiração autobiográfica de <em>Akiyuki Nosaka</em> e não difere de muitas que já vimos por aí tantas e tantas vezes, tragédias de guerra com as quais jamais deveríamos nos acostumar. Espantoso que uma história que não traz uma essência inédita ainda consiga comover tanto. Espantoso que uma história possa ser tão trágica e ao mesmo tempo tão linda.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/b1160c2988b1.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>Mantendo as questões políticas da guerra como um pano de fundo e o foco quase exclusivo no drama dos irmãos, o longa intercala momentos de leveza e desgraça, alternando a dor com cenas de uma beleza poética que dão ainda mais vulto ao desespero e ao sofrimento que os conflitos armados trazem aos inocentes. Impossível não se apaixonar pela pequena Setsuko ou não se compadecer dos esforços, tão incompatíveis à sua idade, que Seita é obrigado a empreender quando tudo o que mais desejaria era não ter uma responsabilidade tão grande pesando sobre os ombros.</p>
<p>Impossível segurar as lágrimas e, sim, é preciso um pouco de coragem para encarar. Não obstante a experiência é absolutamente recompensadora, uma obra de força e sensibilidade ímpares, perfeita no ritmo e na mensagem. Recomendadíssimo.</p>
<div class="quadro">
<h3>Túmulo dos Vagalumes, O <img src="/blog/wp-content/uploads/ico_recomendado.png" alt="[recomendado]" /></h3>
<p>Hotaru no Haka (Japão, 1988, 93 min.)</p>
<ul>
<li> <strong>Direção:</strong> Isao Takahata</li>
<li> <strong>Roteiro:</strong> Akiyuki Nosaka, Isao Takahata</li>
<li> <strong>Gênero:</strong> Animação, Drama, Guerra</li>
<li> <strong>Elenco Principal (vozes):</strong> Tsutomu Tatsumi, Ayano Shiraishi, Yoshiko Shinohara, Akemi Yamaguchi</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 5 out of 5 stars</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
		<object width="500" height="369"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2pmhNqlgd14?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2pmhNqlgd14?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
	</div>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: Mil Dias em Veneza, de Marlena de Blasi</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-mil-dias-em-veneza-de-marlena-de-blasi/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora sextante]]></category>
		<category><![CDATA[marlena de blasi]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Marlena de Blasi, americana de meia idade, trabalhava como crítica de gastronomia e jornalista, era chef e sócia de um café e já tinha dois filhos adultos quando conheceu um &#8220;estranho&#8221; durante uma de suas viagens anuais a Veneza. Poucos meses depois vendeu tudo o que tinha e se mudou para a Itália a fim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-mil-dias-em-veneza.jpg" alt="Mil Dias em Veneza, de Marlena de Blasi" class="alignleft" /> <strong>Marlena de Blasi</strong>, americana de meia idade, trabalhava como crítica de gastronomia e jornalista, era chef e sócia de um café e já tinha dois filhos adultos quando conheceu um &#8220;estranho&#8221; durante uma de suas viagens anuais a Veneza. Poucos meses depois vendeu tudo o que tinha e se mudou para a Itália a fim de se casar com ele e iniciar uma nova fase. <strong>Mil Dias em Veneza</strong> é o relato autobiográfico dessa impetuosa reviravolta na vida da autora e de sua adaptação ao cotidiano de uma cidade pela qual é completamente apaixonada.</p>
<p>O amor de uma mulher e um homem, o amor por uma cidade cercada por um misticismo de tradição romântica, o amor pela boa comida. Sim, é uma bela história de amor, não nego os méritos de tudo isso, mas também não consigo dizer que o livro tenha me cativado completamente.</p>
<p>Não sei se consigo me fazer entender, ainda não tenho minhas impressões dispostas com muita clareza para mim mesma, a questão é que o tempo todo, por mais que a própria Marlena estivesse tentando se justificar e dizer o contrário, senti que ela estava se anulando. Deixar tudo para trás em nome do amor é lindo, fazer concessões faz parte de um relacionamento saudável. Mas qual é o limite?</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 300px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/3dd677bd3834.jpg" alt="Marlena e Fernando" /></p>
<p class="wp-caption-text">Marlena e Fernando <br /> &copy; Arquivo de Marlena de Blasi</p>
</div>
<p>Talvez o ponto seja apenas este, a autora passa tanto tempo tentando explicar porquê está abrindo mão disto, disso e daquilo, tantas páginas demonstrando sua abnegação em prol do &#8220;momento difícil&#8221; pelo qual seu amado está passando, que a impressão que tive é de que ela precisava, acima de tudo, convencer a si mesma. Fico feliz que no final as coisas tenham dado certo para Marlena e Fernando, que eles tenham encontrado o equilíbrio e estejam juntos até hoje, vivendo nos lugares mais lindos da Itália.</p>
<p>Alguns trechos do livro são inspiradores, Marlena reflete sobre mudanças de um jeito sereno e ao mesmo tempo corajoso &#8211; embora nem sempre faça sentido com suas próprias atitudes. Verdadeiros <em>insights</em> foram anotados no meu caderninho de capa vermelha. Outros trechos, em compensação, conseguem ser absolutamente enfadonhos. Exercício de força de vontade para evitar a &#8220;leitura dinâmica&#8221; e o salto direto por diversas páginas.</p>
<p>Não é bem o tipo de leitura que realmente me empolga, mas é leve, dá para encarar numa boa. Opção para aquelas tardes de domingo cinzentas e chuvosas, quando tudo o que queremos é um cantinho sossegado e um livro morninho, para afagar de leve o coração.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Mais um livro lido para o <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> cujo tema para janeiro é Literatura Gastronômica. Leia também as outras resenhas já publicadas este mês: <a href="/blog/2012/livro-fama-a-mesa-de-fabiano-dalla-bona/" title="Leia o post Livro Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona">Fama à Mesa, de Fabiano Dalla</a>, <a href="/blog/2012/livro-como-agua-para-chocolate-de-laura-esquivel/" title="Leia o post Livro: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel">Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel</a>, <a href="/blog/2012/livro-clube-do-jantar-de-jessie-elliot/" title="Leia o post Livro: Clube do Jantar, de Jessie Elliot">Clube do Jantar, de Jessie Elliot</a> e <a href="/blog/2012/livro-conforte-me-com-macas-de-ruth-reichl/" title="Leia o post Livro: Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl">Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Mil Dias em Veneza</h3>
<p>Blasi, Marlena de</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Sextante</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Biografia e Memórias</li>
<li> <strong>Título Original em inglês:</strong> A Thousand Days in Venice</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 2 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Leite Derramado, de Chico Buarque</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-leite-derramado-de-chico-buarque/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 12:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto está convalescendo em um leito de hospital, um homem já bastante velho entrega-se a um longo e intermitente monólogo onde conta a história de sua família &#8211; uma tradicional família brasileira &#8211; desde os ancestrais vindos de Portugal até o tataraneto, típico garotão do Rio de Janeiro contemporâneo. Uma saga familiar marcada pela decadência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-leite-derramado.jpg" alt="Capa: Leite Derramado, de Chico Buarque" class="alignleft" /> Enquanto está convalescendo em um leito de hospital, um homem já bastante velho entrega-se a um longo e intermitente monólogo onde conta a história de sua família &#8211; uma tradicional família brasileira &#8211; desde os ancestrais vindos de Portugal até o tataraneto, típico garotão do Rio de Janeiro contemporâneo.</p>
<p>Uma saga familiar marcada pela decadência social e financeira, contada sob um ponto de vista tão pessimista quanto irônico, em ares tragicômicos que salientam aspectos relacionados ao racismo, à hipocrisia social, à corrupção e à delinquência, sobre o pano de fundo de diversos fatos históricos brasileiros.</p>
<p>É interessante a maneira como o livro foi estruturado. A narrativa é toda em primeira pessoa, apoiada unicamente nas falas do velho, e não segue uma ordem cronológica ou qualquer tipo de sequência organizada, ao invés disso encontramos buracos, contradições, variações de um mesmo fato, repetitivas obsessões e até mesmo aquelas lembranças que ele reluta em comentar mas são possíveis de se captar nas entrelinhas.</p>
<p>A desarticulação exemplificou bem o que poderia ser a memória de um homem de idade avançada e  deu uma plausível impressão de espontaneidade, mas fez com que eu tivesse bastante dificuldade de acompanhar alguns trechos e acabasse achando a coisa toda um bocado cansativa. De qualquer forma ainda é uma leitura rápida, apesar da saga se estender por pelo menos dois séculos o livro não tem mais do que 200 páginas.</p>
<p>Foi uma leitura de ocasião, não é bem o tipo de livro que realmente me empolgue, mas valeu a experiência, especialmente porque eu nunca tinha tido algum tipo de contato com o trabalho literário de <strong>Chico Buarque</strong>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Leite Derramado</h3>
<p>Buarque, Chico</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Companhia das Letras</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Nacional, Romance</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Olhai os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-olhai-os-lirios-do-campo-de-erico-verissimo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 15:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[érico veríssimo]]></category>
		<category><![CDATA[recomendados por amigos]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Olhai os Lírios do Campo acompanhamos a história de Eugênio Fontes, que teve uma infância difícil, marcada pela pobreza e pelas humilhações. Determinado a se livrar da vergonha da miséria de sua família, ele consegue, com muito sacrifício, formar-se em Medicina, mas na ânsia de alcançar uma posição na sociedade ele se casa por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-olhai-os-lirios-do-campo.jpg" alt="Capa: Olhai os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo" class="alignleft" /> Em <strong>Olhai os Lírios do Campo</strong> acompanhamos a história de Eugênio Fontes, que teve uma infância difícil, marcada pela pobreza e pelas humilhações. Determinado a se livrar da vergonha da miséria de sua família, ele consegue, com muito sacrifício, formar-se em Medicina, mas na ânsia de alcançar uma posição na sociedade ele se casa por interesse com Eunice, em detrimento de seu verdadeiro amor por Olívia.</p>
<p>Meu palpite é de que este é um livro cuja experiência de leitura vai tomar proporções e características diferentes dependendo do estado de espírito do leitor. Consigo me imaginar profundamente tocada se eu o tivesse lido, por exemplo, em meados de 2010, época em que, por uma série de motivos que não vêm ao caso agora, eu andava equilibrando minhas emoções sobre uma corda bamba, debatendo comigo mesma questões bastante próximas às apresentadas no livro.</p>
<p>Não foi bem o caso agora. Vi no romance um painel social típico, com mensagens claras sobre os efeitos do capitalismo sobre os homens, repleto de personagens marcados pelos mais antigos conflitos humanos que representam papéis públicos enquanto lutam internamente para conciliar os desejos do coração e o medo da mediocridade. Um panorama de vastas possibilidades dramáticas, melancólico e belo, forte e ao mesmo tempo delicado, mas&#8230; bem, um pouquinho sentimentalista demais para meu gosto e meu momento pessoal, especialmente na primeira parte.</p>
<p>No mais, achei bem interessante a maneira como <em>Érico Veríssimo</em> construiu a narrativa, separando-a em duas partes e navegando entre o tempo presente e o passado, de maneira que ficam evidentes os contrastes de cada momento na vida de Eugênio.</p>
<p>Mais do que um romance de apelo emocional, <em>Olhai os Lírios do Campo</em> traz uma forte crítica ao arranjo social que encoraja futilidades, status e riquezas, e gera tanta hipocrisia nos relacionamentos.</p>
<div class="separador"></div>
<h3>Muito obrigada, Dri!</h3>
<p>E este foi mais um livro lido para o <a href="/blog/101coisas-3/#25" title="25. Perguntar a 15 amigos sobre um livro que tenha sido especial para cada um deles, ler e resenhar">item 25 da minha lista de 101 coisas</a> e esta fpo a recomendação da <strong>Dri Ornellas</strong>, do blog <a href="http://a-menina-do-fim-da-rua.blogspot.com/" title="Visite o blog A Menina do Fim da Rua">A Menina do Fim da Rua</a>. A Dri nem me &#8220;conhecia&#8221; há tanto tempo assim, mas foi um doce de pessoa e logo se prontificou a me ajudar.</p>
<p><strong><em>Muito obrigada pela colaboração com o meu projeto, Dri!</em></strong></p>
<div class="separador"></div>
<div class="quadro">
<h3>Olhai os Lírios do Campo</h3>
<p>Veríssimo, Érico</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Companhia das Letras</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Nacional, Romance</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Excalibur, de Bernard Cornwell</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-excalibur-de-bernard-cornwell/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-excalibur-de-bernard-cornwell/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 00:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[bernard cornwell]]></category>
		<category><![CDATA[epenguin]]></category>
		<category><![CDATA[kindle books]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[warlord chronicles]]></category>

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		<description><![CDATA[Excalibur (publicado com o mesmo título no Brasil) é terceiro e último livro da trilogia The Warlord Chronicles, em que Bernard Cornwell nos apresenta uma versão historicamente possível dos mitos arturianos. Chave de ouro para fechar a saga com a força que só as boas sagas carregam. Pode ser que eu já me encontrasse no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-excalibur.jpg" alt="Capa: Excalibur, de Bernard Cornwell" class="alignleft" /> <strong>Excalibur</strong> (publicado com o mesmo título no Brasil) é terceiro e último livro da trilogia <em>The Warlord Chronicles</em>, em que <strong>Bernard Cornwell</strong> nos apresenta uma versão historicamente possível dos mitos arturianos. Chave de ouro para fechar a saga com a força que só as boas sagas carregam.</p>
<p>Pode ser que eu já me encontrasse no ritmo certo depois de ler os 2 primeiros volumes, talvez Cornwell realmente tenha a habilidade de prender o leitor com seu texto de qualidade incontestável, mas é fato que embora todos os volumes sejam bastante volumosos não houve muito espaço para o cansaço, fui com-ple-ta-men-te absorvida pela trama.</p>
<p>Este último me pareceu o mais intenso dos três livros. As batalhas são mais sangrentas, os conflitos mais severos, os sentimentos mais explosivos, as atitudes mais impulsivas. Os anos vão passando e os personagens estão bem mais envelhecidos, muitos deles já não têm o mesmo vigor, ainda assim a narrativa tem muita força. E, finalmente, descobri porque Derfel encontra-se na posição em que está quando começa a contar a história &#8211; estou me perguntando sobre isso desde as primeiras páginas!</p>
<p>A história de Arthur não é de todo desconhecida mesmo para aqueles que nunca leram qualquer uma das versões, ainda assim vou evitar um post muito longo para não deixar escapar <em>spoilers</em> já que a graça aqui está justamente nas arranjos do autor para tornar a história mais plausível e coerente.</p>
<p>Se você não tem medo de um grande volume de páginas e gosta de sagas épicas, aqui está uma trilogia recomendadíssima. <img src='http://lumakimura.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<div class="quadro">
<h3>Excalibur</h3>
<p>Cornwell, Bernard</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> The Warlord Chronicles #3</li>
<li> <strong>Editora:</strong> ePenguin, versão Kindle</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Romance Épico</li>
<li> <strong>Título na edição brasileira:</strong> Excalibur (Record)</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.bernardcornwell.net/" title="Visite o site do autor">http://www.bernardcornwell.net/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-conforte-me-com-macas-de-ruth-reichl/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-conforte-me-com-macas-de-ruth-reichl/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 20:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora objetiva]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[ruth reichl]]></category>

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		<description><![CDATA[Ruth Reichl, que já foi crítica de restaurantes do The Los Angeles Times e do The New York Times (1993 a 1999), além de editora chefe da Gourmet Magazine (1999-2009), é considerada hoje uma referência entre escritores de gastronomia no mundo. Conforte-me com Maçãs é um relato com bases autobiográficas que começa com sua resolução [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-conforte-me-com-macas.jpg" alt="Capa: Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl" class="alignleft" /> <strong>Ruth Reichl</strong>, que já foi crítica de restaurantes do The Los Angeles Times e do The New York Times (1993 a 1999), além de editora chefe da Gourmet Magazine (1999-2009), é considerada hoje uma referência entre escritores de gastronomia no mundo. <strong>Conforte-me com Maçãs</strong> é um relato com bases autobiográficas que começa com sua resolução de deixar para trás o trabalho como cozinheira do restaurante The Swallow para se tornar crítica de gastronomia, ainda que toda a sua família desaprovasse a mudança.</p>
<p>Só depois da leitura, quando fui fazer algumas pesquisas para a resenha, é que fui descobrir que este livro é precedido por um outro &#8211; A Parte Mais Tenra &#8211; e seguido por Alhos e Safiras, ambos também parte das memórias da autora, mas não creio que o fato de não ter lido o primeiro tenha causado muitos prejuízos ao entendimento dos fatos narrados aqui.</p>
<p>A inexperiência e as dificuldades do início de uma nova carreira, as viagens por diversos países do mundo &#8211; da clássica Paris a exótica Tailândia, a busca por refeições memoráveis e sabores inigualáveis, os problemas familiares, as dúvidas, os medos, os sonhos, tudo é narrado em tom de descontração, em uma leitura tão agradável que (com o perdão do trocadilho) devorei o livro quase sem me dar conta.</p>
<p>Uma das coisas que mais me empolga é ver a paixão ardendo nas pessoas e esse é um aspecto que fica muito claro no livro. Ruth é profundamente apaixonada pelos prazeres da boa comida, dos sabores e dos aromas, e coloca tudo isso em palavras que conseguem nos transmitir as sensações em seus mínimos detalhes. As analogias e metáforas que ela utiliza para descrever suas experiências com os diferentes pratos ao longo do livro são espirituosas e divertidas, as melhores que já li em livros do gênero, é quase como sentir o que ela sentiu, ainda que eu sequer tenha ouvido falar em grande parte das receitas e ingredientes citados.</p>
<p>Se eu fosse considerar Ruth como uma personagem fictícia diria que não simpatizei completamente com ela, de vez em quando ela toma umas atitudes para as quais eu simplesmente não pude deixar de torcer o nariz, mas no final das contas este acabou se tornando, para mim, um bom exemplo de um livro com o qual não precisamos &#8220;concordar&#8221; plenamente para ter uma boa experiência de leitura.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Mais um livro lido para o <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desfio Literário 2012</a>, cujo tema para o mês de janeiro é Literatura Gastronômica. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-fama-a-mesa-de-fabiano-dalla-bona/" title="Leia o post Livro: Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona">Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona</a>, <a href="/blog/2012/livro-como-agua-para-chocolate-de-laura-esquivel/" title="Leia o post Livro: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel">Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel</a> e <a href="/blog/2012/livro-clube-do-jantar-de-jessie-elliot/" title="Leia o post Livro: Clube do Jantar, de Jessie Elliot">Clube do Jantar, de Jessie Elliot</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Conforte-me com Maçãs</h3>
<p>Reichl, Ruth</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Objetiva</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Biografia e Memórias, Gastronomia</li>
<li> <strong>Título Original em inglês:</strong> Comfort Me with Apples</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.ruthreichl.com/" title="Visite o site do autor">http://www.ruthreichl.com/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3.5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Filme: O Escafandro e a Borboleta</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/filme-o-escafandro-e-a-borboleta/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/filme-o-escafandro-e-a-borboleta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 21:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema e Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[1001 filmes]]></category>
		<category><![CDATA[anne consigny]]></category>
		<category><![CDATA[emmanuelle seigner]]></category>
		<category><![CDATA[isaach de bankolé]]></category>
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		<category><![CDATA[marie-josée croze]]></category>
		<category><![CDATA[mathieu amalric]]></category>
		<category><![CDATA[max von sydow]]></category>
		<category><![CDATA[olatz lópez garmendia]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[O Escafandro e a Borboleta conta a história verídica de Jean-Dominique Bauby, jornalista e escritor francês, editor da revista Elle, que aos 43 anos sofreu um grave AVC e entrou em coma. Ao acordar, 20 dias depois, descobriu que havia perdido a fala e os movimentos do corpo, restando-lhe apenas a capacidade de piscar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/cartaz-o-escafandro-e-a-borboleta.jpg" alt="Cartaz: O Escafandro e a Borboleta" class="alignleft" /> <strong>O Escafandro e a Borboleta</strong> conta a história verídica de Jean-Dominique Bauby, jornalista e escritor francês, editor da revista Elle, que aos 43 anos sofreu um grave AVC e entrou em coma. Ao acordar, 20 dias depois, descobriu que havia perdido a fala e os movimentos do corpo, restando-lhe apenas a capacidade de piscar o olho esquerdo, embora sua mente continuasse perfeitamente lúcida &#8211; uma condição muito rara, conhecida como síndrome do encarceramento.</p>
<p>Recusando-se a ficar à margem do mundo, Bauby aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto por um método desenvolvido por sua fonoaudióloga. A despeito de todas as limitações impostas ele escreveu um livro &#8211; <em>O Escafandro e a Borboleta</em> (em que foi baseado o filme) &#8211; com a ajuda de uma pessoa que tomava nota das letras &#8220;piscadas&#8221;, onde conta algumas passagens de sua vida, explica o sentimento de se viver preso de seu próprio corpo e dá uma visão do mundo que criou para si mesmo dentro de sua cabeça para não perder as únicas coisas que lhe restaram intactas: sua memória e sua imaginação.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/c259165f38f2.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>Não li o livro, mas sabia do que se tratava e já fui assistir ao filme sabendo que não passaria emocionalmente ilesa pela experiência. E, de fato, chorei e me emocionei, não pude evitar a sensação de angústia e sufocamento, a admiração, o tapa na cara.</p>
<p>A história de Jean-Dominique emociona por si mesma, mas não há dúvidas de que <strong>Julian Shnabel</strong> fez um trabalho de direção primoroso que, junto com a fotografia muito bem calculada de <strong>Janusz Kaminski</strong>, consegue colocar o espectador &#8220;dentro&#8221; do drama. Para transmitir o que poderiam ser as sensações de um paciente nestas condições foi adotado o recurso da câmera subjetiva, boa parte das cenas foi feita do ponto de vista do próprio Bauby, com visões entrecortadas e movimentos limitados. Os ângulos restritos destas visões, em contraste com cenas de vastas paisagens em tomadas abertas só faz aumentar a impressão claustrofóbica no hospital.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/0e1fb45958af.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>A atuação de <strong>Mathieu Amalric</strong> no papel do protagonista está irretocável, ele convence tanto nas cenas de antes, quanto nas de depois do AVC e ilustra de maneira ampla, quase chocante, as diferenças entre as duas fases da vida de Bauby. No mais, acrescento que nenhum dos coadjuvantes fica atrás, especialmente considerando o destaque e a importância que os atores ganham quando precisam &#8220;interagir&#8221; com a câmera em tantas cenas onde vemos o ponto de vista do paciente.</p>
<p>Forte, tocante, memorável. Se você ainda não assistiu, aviso que é um filme para ser assistido com o espírito preparado ou você correrá o risco de, como eu, passar por essa sensação de ter sido atropelado por um rolo compressor&#8230;</p>
<div class="quadro">
<h3>Escafandro e a Borboleta, O</h3>
<p>Scaphandre et le Papillon, Le (França, 2007, 112 min.)</p>
<ul>
<li> <strong>Direção:</strong> Julian Schnabel</li>
<li> <strong>Roteiro:</strong> Janusz Kaminski, Olivier Bériot, Ronald Harwood, baseado no livro de Jean-Dominique Bauby</li>
<li> <strong>Gênero:</strong> Biografia, Drama</li>
<li> <strong>Elenco Principal:</strong> Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Olatz López Garmendia, Max von Sydow, Isaach De Bankolé</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
		<object width="500" height="369"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ekcRF5Tllr8?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ekcRF5Tllr8?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
	</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Clube do Jantar, de Jessie Elliot</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-clube-do-jantar-de-jessie-elliot/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-clube-do-jantar-de-jessie-elliot/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 22:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora arx]]></category>
		<category><![CDATA[jessie elliot]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Junie quase não vê os pais, eles são executivos muito ocupados que passam a maior parte do tempo viajando para outros países. Quando seus sentimentos por Brian, seu adorável namorado, começam a ficar confusos ela sente que não tem com quem conversar&#8230; Célia nunca se apaixonou e não tem pressa, está à espera do &#8220;garoto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-clube-do-jantar.jpg" alt="Capa: Clube do Jantar, de Jesse Elliot" class="alignleft" /> Junie quase não vê os pais, eles são executivos muito ocupados que passam a maior parte do tempo viajando para outros países. Quando seus sentimentos por Brian, seu adorável namorado, começam a ficar confusos ela sente que não tem com quem conversar&#8230; Célia nunca se apaixonou e não tem pressa, está à espera do &#8220;garoto perfeito&#8221;. Ela tem um ótimo relacionamento com o pai, um excêntrico artista plástico, a quem considera seu melhor amigo, até que ele arruma uma namorada&#8230; Daniele não se lembra do pai, foi criada pela mãe e pela avó, família de origem italiana, cujas mulheres detém os dons da boa cozinha e a incrível &#8220;habilidade&#8221; de se interessarem somente pelos &#8220;homens errados&#8221;.</p>
<p>Em uma fase em que a confusão da adolescência ainda disputa espaço com as responsabilidades da vida adulta, as três garotas criam o hábito de se reunir uma vez por semana para cozinhar informalmente. Entre ingredientes e receitas, alegrias e tristezas, dúvidas e decisões, descobrem a importância de uma atividade conjunta e o valor das verdadeiras amizades.</p>
<p>Vou confessar que escolhi o livro apenas porque me pareceu uma boa para o tema do mês no <em>Desafio Literário</em>, um estilo diferente das outras opções que já havia selecionado, não esperava nada realmente inusitado. De fato não cheguei a me surpreender, mas, devo admitir, a leitura foi mais agradável do que eu esperava.</p>
<p>Junie, Célia e Danielle são personagens carismáticas, construídas de forma realista, cada qual com sua personalidade, que lembram pessoas que conhecemos no nosso dia a dia &#8211; ponto positivo para que eu pudesse me identificar e me aproximar delas.</p>
<p>A história &#8211; um <em>chick-lit</em> para adolescentes, eu diria &#8211; se abstém de exageros e extremismos que muitas vezes me incomodam bastante no &#8220;gênero&#8221;, é gostosa de acompanhar, emociona e ainda assim se mantém dentro do plausível. Gosto quando um escritor consegue captar o cotidiano em suas tramas e nos entreter com ela sem causar enfado.</p>
<p>Não posso dizer que tenha sido uma das leituras mais marcantes dos últimos tempos, mas sim, foi um bom entretenimento.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a>, cujo tema para o mês de janeiro é <em>Literatura Gastronômica</em>. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-fama-a-mesa-de-fabiano-dalla-bona/" title="Leia o post Livro: Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona">Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona</a> e <a href="/blog/2012/livro-como-agua-para-chocolates-de-laura-esquivel/" title="Leia o post Livro: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel">Como Água para Chocolate, de Laura Esquível</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Clube do Jantar</h3>
<p>Elliot, Jessie</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Arx</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Juvenil</li>
<li> <strong>Título Original em inglês:</strong> Girls Dinner Club</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3.5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Filme: O Segredo de Kells</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/filme-o-segredo-de-kells/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/filme-o-segredo-de-kells/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 20:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema e Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[nora twomey]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[tomm moore]]></category>

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		<description><![CDATA[Os tempos são de terror e medo na Irlanda do período medieval, época das incursões vikings. Temeroso dos violentos ataques, o abade Cellach mantém uma rígida disciplina entre os moradores da pequena vila e jamais descuida da construção dos altíssimos muros destinados à proteção da abadia de Kells. Seu sobrinho, Brendan, tem 12 anos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/cartaz-o-segredo-de-kells.jpg" alt="Cartaz: O Segredo de Kells" class="alignleft" /> Os tempos são de terror e medo na Irlanda do período medieval, época das incursões vikings. Temeroso dos violentos ataques, o abade Cellach mantém uma rígida disciplina entre os moradores da pequena vila e jamais descuida da construção dos altíssimos muros destinados à proteção da abadia de Kells. Seu sobrinho, Brendan, tem 12 anos e nunca viu o mundo além dos muros, até que a chegada de um famoso iluminador, mestre Aidan, desperta seu interesse por um antigo livro cujos textos e iluminuras guardam a sabedoria secreta e poderes para restabelecer a paz no mundo.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/a7c7c912da08.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>O livro, no entanto, ainda se encontra inacabado. Decidido a dar sua contribuição à conclusão da obra de arte, Brendan desobece as ordens de seu tio e parte em uma perigosa busca na floresta encantada, onde conhecerá Aisling, uma misteriosa fada que o ajudará ao longo do caminho&#8230;</p>
<p>A animação é baseada em fatos históricos e lendas acerca do <em>Livro de Kells</em>, um manuscrito religioso ricamente ilustrado, que hoje pode ser encontrado na biblioteca do <em>Trinity College de Dublin</em>, na Irlanda.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/00ebface5686.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>Da maneira como foi apresentada no filme, achei a história toda muito fraca e bobinha, além de uma conclusão totalmente insatisfatória, mas me encantei, total e completamente, com o belíssimo trabalho gráfico, os efeitos visuais e a sonorização. Traços estilizados, cores muito bem trabalhadas e cenas repletas de ornamentos. Lindo, lindo.</p>
<p>É um filme para encher os olhos e, apesar da trama fraquinha, deve despertar o interesse daqueles, que como eu, se interessam pela História e pela Cultura dessa região.</p>
<p>Para quem tiver curiosidade, há bastante material sobre o verdadeiro <em>Livro de Kells</em> na internet, inclusive um resumo com exemplos de reproduções das páginas na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_de_Kells" title="Livro de Kells, na Wikipedia">Wikipedia</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Segredo de Kells, O</h3>
<p>Secret of Kells, The (Bélgica/França/Irlanda, 2009, 75 min.)</p>
<ul>
<li> <strong>Direção:</strong> Tomm Moore, Nora Twomey</li>
<li> <strong>Roteiro:</strong> Tomm Moore, Fabrice Ziolkowski</li>
<li> <strong>Gênero:</strong> Animação</li>
<li> <strong>Elenco Principal (vozes):</strong> Brendan Gleeson, Liam Hourican, Mick Lally, Evan McGuire, Christen Mooney, Paul Tylack, Paul Young, Michael McGrath</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> [rating:]</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
    <object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ptXbPEHLwDs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowscriptaccess" value="always"><embed src="http://www.youtube.com/v/ptXbPEHLwDs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></object>
    </div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Enemy of God (O Inimigo de Deus), de Bernard Cornwell</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-enemy-of-god-de-bernard-cornwell/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-enemy-of-god-de-bernard-cornwell/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 15:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[bernard cornwell]]></category>
		<category><![CDATA[epenguin]]></category>
		<category><![CDATA[kindle books]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[warlord chronicles]]></category>

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		<description><![CDATA[Enemy of God (O Inimigo de Deus, na edição brasileira) é o segundo livro da trilogia The Warlord Chronicles em que Bernard Cornwell propõe uma versão historicamente possível da história de Arthur. Depois da sangrenta batalha no Vale do Lugg, Arthur consegue unificar os reinos da Britânia sob um juramento de fidelidade ao Rei Mordred [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-enemy-of-god.jpg" alt="Capa: Enemy of God, de Bernard Cornwell" class="alignleft" /> <strong>Enemy of God</strong> (O Inimigo de Deus, na edição brasileira) é o segundo livro da trilogia <em>The Warlord Chronicles</em> em que <strong>Bernard Cornwell</strong> propõe uma versão historicamente possível da história de Arthur.</p>
<p>Depois da sangrenta batalha no Vale do Lugg, Arthur consegue unificar os reinos da Britânia sob um juramento de fidelidade ao Rei Mordred e acredita estar preparado para confrontar e expulsar, definitivamente, os saxões de suas terras. Ele não contava, no entanto, com pesadas traições que colocariam em risco sua própria vida e que afetariam tudo aquilo em que acredita, seus ideiais e os rumos da guerra.</p>
<p>Se durante a leitura do primeiro livro &#8211; <a href="/blog/2011/livro-the-winter-king-de-bernard-cornwell/" title="Leia o post Livro: The Winter King (O Rei do Inverno), de Bernard Cornwell">The Winter King</a> &#8211; precisei de algum tempo para me acostumar aos personagens e às características que o autor imprimiu a cada um deles, aqui já foi possível mergulhar de cabeça na trama, torcer por aqueles com quem mais simpatizei, me surpreender com atitudes inesperadas.</p>
<p>Os conflitos entre os seguidores da antiga fé e os cristãos ganham mais força neste segundo volume, com discussões mais acaloradas, atitudes mais extremas, intrigas mais complexas. As cenas de batalhas são brutais e detalhadamente descritas &#8211; podem, inclusive, incomodar aos mais sensíveis. A tensão nas entrelinhas é quase palpável.</p>
<p>Impossível detectar qualquer tipo de perda na qualidade do texto de <strong>Bernard Cornwell</strong>. Tal como o primeiro, é um livro bastante denso e extenso, que prende a atenção pela excelente narrativa.</p>
<div class="quadro">
<h3>Enemy of God</h3>
<p>Cornwell, Bernard</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> The Warlord Chronicles #2</li>
<li> <strong>Editora:</strong> ePenguin, versão Kindle</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Romance Épico</li>
<li> <strong>Título na edição brasileira:</strong> O Inimigo de Deus (Record)</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.bernardcornwell.net/" title="Visite o site do autor">http://www.bernardcornwell.net/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4.5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Livro: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 10:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[1001 livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[laura esquivel]]></category>
		<category><![CDATA[martins fontes]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Como Água para Chocolate enaltece a cozinha como o lugar mais importante da casa, tratando-a como local de aprendizado e conhecimento, onde se vivem todos os tipos de emoções e desejos. Também é onde a protagonista, Tita, passa a maior parte do tempo. O romance conta a história de sua vida, desde o seu nascimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-como-agua-para-chocolate.jpg" alt="Capa: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel" class="alignleft" /> <strong>Como Água para Chocolate</strong> enaltece a cozinha como o lugar mais importante da casa, tratando-a como local de aprendizado e conhecimento, onde se vivem todos os tipos de emoções e desejos. Também é onde a protagonista, Tita, passa a maior parte do tempo. O romance conta a história de sua vida, desde o seu nascimento em um rancho no norte do México, próximo a fronteira com os EUA, tendo como pano de fundo a Revolução Mexicana no início do século XX.</p>
<p>Este é precisamente o tipo de leitura que imaginei quando soube que o tema de janeiro para o <em>Desafio Literário 2012</em> seria <em>Literatura Gastronômica</em>. É um desses livros que evocam as emoções, os aromas e os sabores através de palavras muito bem colocadas, que incitam a imaginação.</p>
<p>Cada um dos 12 capítulos do livro começa com a lista de ingredientes de uma receita e mescla a narrativa com o modo de fazer em um texto tão bem coordenado que fica impossível imaginar uma coisa sem a outra, a história de Tita está indubitavelmente relacionada aos pratos que prepara ao longo da vida. Tudo isso &#8220;temperado&#8221; com História, tradições mexicanas e toques de realismo fantástico &#8211; estilo que, especialmente na literatura latino-americana, tem marcado forte presença entre meus favoritos nos últimos tempos.</p>
<p>Este foi o meu primeiro contato com o trabalho de <strong>Laura Esquivel</strong> e agora fiquei curiosíssima para conhecer outros livros dela (alguém recomenda algum?). <em>Como Água para Chocolate</em> é um livro para, em todos os sentidos, ser saboreado e apreciado.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a>, cujo tema para o mês de janeiro é Literatura Gastronômica. Veja também a resenha de <a href="/blog/2012/livro-fama-a-mesa-de-fabiano-dalla-bona/" title="Leia o post Livro: Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona">Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Como Água para Chocolate</h3>
<p>Esquivel, Laura</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Martins Fontes</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Romance</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Como Agua para Chocolate</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Filme: Os Smurfs</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 15:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema e Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[hank azaria]]></category>
		<category><![CDATA[jayma mays]]></category>
		<category><![CDATA[neil patrick harris]]></category>
		<category><![CDATA[raja gosnell]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[sofía vergara]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vésperas do Festival da Lua Azul, o malvado feiticeiro Gargamel (Hank Azaria) descobre &#8211; graças a mais uma trapalhada de Desastrado &#8211; o esconderijo da Vila dos Smurfs e invade o local aos borbotões desencadeando uma fuga desesperada dos pequenos seres azuis pela floresta e a misteriosa passagem de seis deles &#8211; Papai Smurf, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/cartaz-os-smurfs.jpg" alt="Cartaz: Os Smurfs" class="alignleft" /> Às vésperas do Festival da Lua Azul, o malvado feiticeiro Gargamel (<em>Hank Azaria</em>) descobre &#8211; graças a mais uma trapalhada de Desastrado &#8211; o esconderijo da Vila dos Smurfs e invade o local aos borbotões desencadeando uma fuga desesperada dos pequenos seres azuis pela floresta e a misteriosa passagem de seis deles &#8211; Papai Smurf, Smurfette, Ranzinza, Arrojado, Gênio e Desastrado &#8211; para o Central Park, em Nova York, através de um portal mágico. Tão pequeninos em um mundo desconhecido, eles precisam da ajuda de Patrick (<em>Neil Patrick Harris</em>) e sua esposa (<em>Jayma Mays</em>) para encontrar um jeito de reabrir o portal e voltar para casa antes que Gargamel consiga capturá-los.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/32091eb6f1d9.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>Concordo que o enredo não é nada original, mas tenho que admitir que apesar de todas as críticas desfavoráveis eu me diverti <em>bastante</em> com o filme. Pode ser que eu tenha dado sorte e estivesse em um momento de boa sintonia ou apenas tenha a memória fraca o suficiente para não me incomodar com a descaracterização da antiga série, fato é que gostei do tom inocente, quase bobo, empregado no longa, das piadas infantis e os personagens que em momento algum deixam de parecer bonecos.</p>
<p>Ouvi muitas críticas sobre a qualidade da animação e não deixo de concordar com elas. O trabalho de CG não é dos mais impressionantes e os Smurfs realmente parecem bonecos, não convencem como &#8220;seres reis&#8221;. Para mim a questão é: deveriam mesmo parecer tão reais? Da maneira como foram apresentados os pequeninos seres azuis transbordam fofura, são carismáticos, trazem expressões faciais bem trabalhadas e representam satisfatoriamente aquilo que são: criaturas mágicas, não verdadeiras.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/7daeef60dd49.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>A interpretação de <em>Hank Azaria</em> para o vilão Gargamel é assunto à parte, arrisco dizer o que há de melhor no longa. O ator/dublador emprestou ao personagem uma personalidade menos ranzinza do que nos desenhos e trabalha muito bem no que se propôs &#8211; seja na postura, nos trejeitos ou no sotaque. O Gargamel do filme é um vilão bobalhão, atrapalhado, alheio ao ridículo de si mesmo, mas completamente centrado em seus objetivos, desses que, por momentos, nem mesmo torcemos contra.</p>
<p><strong>Os Smurfs</strong> está longe de ser uma obra-prima, mas diverte aqueles que conseguem se abster de um alto nível de exigência, é uma boa opção para curtir com a família e apresentar os carismáticos personagens aos mais novos.</p>
<div class="separador"></div>
<p>&#9835; <em>La la lala lala&#8230;</em> 	(&#8592;<small>musiquinha grudenta que não sai da minha cabeça há dias</small>)</p>
<div class="separador"></div>
<div class="quadro">
<h3>Smurfs, Os</h3>
<p>The Smurfs (EUA, 2011, 103 min.)</p>
<ul>
<li> <strong>Direção:</strong> Raja Gosnell</li>
<li> <strong>Roteiro:</strong> J. David Stem, David N. Weiss, Jay Scherick, David Ronn, baseado na obra de Peyo</li>
<li> <strong>Gênero:</strong> Animação em CG, Aventura, Fantasia</li>
<li> <strong>Elenco Principal:</strong> Neil Patrick Harris, Hank Azaria, Jayma Mays, Sofía Vergara. Vozes: Alan Cumming, Katy Perry, Jonathan Winters, Fred Armisen, George Lopez, Anton Yelchin.</li>
<li> <strong>Site Oficial:</strong> <a href="http://www.smurfs.com.br/" title="Visite o site oficial do filme">http://www.smurfs.com.br/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3.5 out of 5 stars</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
	<object width="500" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ae6WLq9it30?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="300" src="http://www.youtube.com/v/ae6WLq9it30?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
    </div>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-fama-a-mesa-de-fabiano-dalla-bona/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 13:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[fabiano dalla bona]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[tinta negra bazar editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando comprei este livro não tinha uma noção muito exata do que ele tratava, fui atraída pela sinopse que prometia um texto relacionando Gastronomia e História, com curiosidades sobre a origem de pratos famosos. Achei o tema interessante e resolvi encarar. Fama à Mesa é uma compilação de diversas receitas (a princípio totalmente realizáveis, embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-fama-a-mesa.jpg" alt="Capa: Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona" class="alignleft" /> Quando comprei este livro não tinha uma noção muito exata do que ele tratava, fui atraída pela sinopse que prometia um texto relacionando Gastronomia e História, com curiosidades sobre a origem de pratos famosos. Achei o tema interessante e resolvi encarar.</p>
<p><strong>Fama à Mesa</strong> é uma compilação de diversas receitas (a princípio totalmente realizáveis, embora alguns ingredientes sejam realmente difíceis de se encontrar por aqui) que levam nomes de pessoas famosas, na maior parte pratos criados em homenagem à elas. O livro é dividido em 6 capítulos: homens famosos, mulheres famosas, musicais, realeza, grandes escritores e personagens literários e drinks, e cada receita traz consigo um pequeno texto com a história do citado prato e uma rápida biografia do homenageado e/ou de seu criador.</p>
<p>O livro faz juz ao título incluindo, junto com as receitas, uma detalhada análise do que é a fama e de como é impossível, em qualquer época, desvincular a vida das pessoas &#8211; famosas ou não &#8211; dos prazeres da comida.</p>
<p>A-do-ro comer, mas Gastronomia não é um assunto com o qual tenho muito contato, não tenho muito conhecimento de pratos tradicionais/típicos e nem sequer tinha ouvido falar de boa parte das receitas apresentadas aqui como famosas. Este talvez seja o ponto de desvio da minha atenção, a leitura é rápida, leve, traz trechos bem interessantes, mas não foi para mim aquela que realmente prendeu minha atenção. Falta de um maior reconhecimento dos pratos e personalidades apresentadas, creio. Aqueles que estão mais ligados a este mundo muito provavelmente haverão de curtir mais a leitura.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este foi o primeiro livro lido para o <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e o tema da vez é <em>Literatura Gastronômica</em>. Para quem está participando do Desafio e ainda não escolheu os livros para este mês, fica a dica: <em>Fabiano Dalla Bona</em> já publicou outros livros com o tema da Gastronomia &#8211; <em>Literatura e Gastronomia: um Casamento Perfeito</em> e <em>O Céu da Boca</em>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Fama à Mesa</h3>
<p>Bona, Fabiano Dalla</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Tinta Negra Bazar Editorial</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> História, Gastronomia</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 2.5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: Ratos, de Gordon Reece</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2011/livro-ratos-de-gordon-reece/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[gordon reece]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://lumakimura.net/blog/?p=8171</guid>
		<description><![CDATA[Shelley e sua mãe são como ratos, sofrem todo o tipo de maus tratos e humilhações, mas não sabem como reagir. Coagidas, medrosas e assustadas, acabam sempre permitindo que suas vidas sejam afetadas por todo o tipo de injustiça. Decididas a dar um fim em seus pesadelos, elas se mudam para um chalé isolado e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-ratos.jpg" alt="Capa: Ratos, de Gordon Reece" class="alignleft" /> Shelley e sua mãe são como ratos, sofrem todo o tipo de maus tratos e humilhações, mas não sabem como reagir. Coagidas, medrosas e assustadas, acabam sempre permitindo que suas vidas sejam afetadas por todo o tipo de injustiça.</p>
<p>Decididas a dar um fim em seus pesadelos, elas se mudam para um chalé isolado e afastado da cidade. Depois de um doloroso e vexatório processo de divórcio, um longo período de <em>bullying</em> e um atentado violento que deixou os culpados impunes e marcas de cicatrizes no rosto de Shelley, elas enfim começam a se sentir seguras, protegidas pelas árvores e pela dificuldade de acesso a seu local seguro. Mas, na madrugada do aniversário de 16 anos de Shelley, um estranho invade sua confortável tranquilidade e desencadeia uma série de acontecimentos que vão mudar tudo.</p>
<p>Uma história sobre ação e reação, humilhações e limites, que me pareceu muito interessante quando li a sinopse e tinha praticamente todos os ingredientes para convencer. De fato, é bem escrita, bem conduzida, consegue prender a atenção e  manter um clima de tensão e suspense mesmo que o leitor consiga antever com relativa facilidade as direções que a trama vai tomar, mas me deixou com a sensação de que faltou <em>alguma coisa</em> &#8211; alguma coisa pequena, mas importante.</p>
<p>Não sei, apenas imagino, que a intenção do autor era fazer com que o leitor sentisse alguma compaixão pelas personagens mas, pelo menos comigo, não funcionou muito bem. Shelley e sua mãe carecem de carisma, nelas a fragilidade e a fraqueza se confundem em vários momentos, atrapalhando o processo de &#8220;solidificação da simpatia pelas personagens&#8221;, se é que vocês me entendem.</p>
<p>Também me incomodei um pouco com as &#8220;soluções&#8221; apresentadas. Pessoalmente acredito que parte deste incômodo vem da identificação. Sim, eu mesma me vejo na situação de <em>rato</em> em muitos momentos, também tenho um quê de dificuldade em lidar com uma porção de coisas, mas não gosto de pensar que para melhorar isso eu teria que adotar justamente o comportamento, o pensamento e as atitudes daqueles que estão no papel de opressores. A postura de Shelley ao final do livro me causou certo horror.</p>
<p>Não é um livro ruim. É tenso, traz algumas cenas um bastante fortes, trabalha assuntos que sempre chacoalham as emoções humanas, mas&#8230; é como eu disse, o &#8220;algo&#8221; que faltou parece ter feito uma significativa diferença.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2010/desafio-literario-2010/" title="Leia o post Desafio Literário 2011">Desafio Literário 2011</a> cuja tarefa para o mês de dezembro é ler lançamentos do ano. Leia também a resenha de <a href="/blog/2011/livro-identidade-roubadas-de-chevy-stevens" title="Leia o post Livro: Identidade Roubada, de Chevt Stevens">Identidade Roubada, de Chevy Stevens</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Ratos</h3>
<p>Reece, Gordon</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Intrínseca</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Suspense, Contemporâneo</li>
<li> <strong>Título Original em inglês:</strong> Mice</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.gordon-reece.com/" title="Visite o site do autor">http://www.gordon-reece.com/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
]]></content:encoded>
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