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Série: Camelot

Camelot

Camelot já estava na minha “geladeira” há um tempão. Uma série sobre mitos arturianos (temática que sempre me fascina), com uma produção caprichada e um elenco de atores que gosto de acompanhar (Eva Green principalmente, mas também Joseph Fiennes e Jamie Campbell Bower) e ainda assim, sei-lá-porquê, ainda não tinha me animado a encarar. Aí que dias atrás fiquei sabendo que a série sairia da Netflix em breve (fica até o próximo dia 16, se não me engano) e finalmente encontrei motivação suficiente para encarar uma maratona.

Sabemos que existem muitas adaptações e releituras para a saga do Rei Arthur e, como esperado, a versão apresentada aqui traz várias diferenças em relação às mais clássicas. A história começa quando o caos ameaça a Grã-Bretanha depois da súbita morte do Rei Uther. Atormentado por visões de um futuro sombrio, Merlin vai buscar Arthur, filho de Uther e Igraine, um jovem que fora criado por uma família plebeia ignorando sua ascendência real, para assumir o trono.

O antagonismo fica por conta de Morgana, meia-irmã de Arthur, disposta a tudo, recorrendo inclusive a meios sombrios a custo de vida ou morte, para conseguir a coroa.

Não demorei muito para sacar o porquê da baixa popularidade e do cancelamento da série. O roteiro é fraco e arrastado, grande parte do elenco parece estar desconfortável em seus papéis e muitas das “releituras” soaram muito esquisitas, não me agradaram.

Eva Green, definitivamente, é o que faz tudo valer a pena. Posso dizer que só insisti em continuar assistindo por causa dela, que está fabulosa no papel de Morgana. Linda, atuação convincente e passional. Apenas.

Com o restante das personagens a química não rolou. Sim, o elenco é ótimo, são todos atores que considero muito bons, mas sabe quando não encaixa, não flui? Química mesmo.

Jamie Campbell Bower não se sai tão mal como o jovem Arthur. Admito que demorei um pouco para conseguir enxergá-lo bem encaixado no papel, mas no final já estava até achando que o jeitão pouco régio do menino combinava com sua situação dentro do roteiro. A infelicidade no caso dele foi essa tentativa de direcionar a história toda para o drama romântico. O rapaz é catapultado de uma vida absolutamente comum para o trono de um grande reino, tudo no mundo em que ele conhece vira de cabeça para baixo de uma hora para outra, sua família morre, o reino está se despedaçando e o cara só faz ficar de mimimi por causa da Guinevere! E já que estamos falando na Guinevere (Tamsin Egerton)… pois é, não gostei. Bonita, mas insossa. Por que sumiram com o Lancelot, meus deuses? E de onde saiu esse Leontes (Philip Winchester)? É alguma referência a The Winter’s Tale de Shakespeare?

E não dá para não falar do Merlin, certo? Entendo que a imagem cabelos brancos, barba longa e cajado é exageradamente cliché, mas por mais que eu tentasse não conseguia ver o mago em Joseph Fiennes. As únicas cenas que se salvam (e apenas porque eu desconectei da mente o fato de ele ser o Merlin) são as que ele compartilha com a Rainha Igraine (Claire Forlani). Admito, shippei.

Enfim, dei conta da série em uma maratona de menos de uma semana, naquelas de “vamos acabar logo com isso”. Dá para assistir? Dá. Até porque foi cancelada tão rápido que só tem 10 episódios, mas é para aqueles que querem algo rápido, que curtem a temática e não se importam com um desfecho que não é propriamente um desfecho e apenas deixa tudo em aberto, uma preparação para uma segunda temporada que nunca foi concretizada…

Camelot

(EUA / Irlanda / Canadá / Reino Unido, Starz, Fev a Jun 2011, finalizada)

Cartaz: Camelot

  • Episódios: 10 episódios (50 min./ep.) – 1 temporada
  • Criação: Chris Chibnall, Michael Hirst
  • Produção: Graham King, Morgan O’Sullivan, Michael Hirst
  • Gênero: Aventura, Drama, História, Fantasia
  • Elenco Principal: Joseph Fiennes, Jamie Campbell Bower, Tamsin Egerton, Claire Forlani, Chipo Chung, Peter Mooney, Clive Standen, Philip Winchester, Eva Green
  • Avaliação: ★★★☆☆

Trailer

(Dados coletados em Maio/2017)

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