Palavras garimpadas

Palavras Garimpadas

Kino ouviu a leve batida das ondas da manhã na praia. Como era bom… Tornou a fechar os olhos para escutar a música dentro dele. Talvez só ele fizesse isso, talvez todos os homens da sua raça também o fizessem. Em outros tempos, todos costumavam fazer cantigas, de modo que tudo o que viam, pensavam, faziam ou ouviam virava cantiga. Foi assim há muito tempo. As cantigas haviam ficado e Kino as conhecia, mas não havia cantigas novas. Não que não houvesse cantigas pessoais. Naquele momento mesmo havia na cabeça de Kino uma cantiga clara e terna e, se ele pudesse dar voz aos seus pensamentos, a chamaria de a Cantiga da Família.

A Pérola – John Steinbeck

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