As chuvas, a convocação, o documento perdido

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Janeiro

Dias de muita chuva e temperaturas amenas para os padrões do nosso verão tropical. Como não acreditar que 2012 nasceu para mim? Amo esse tempinho chuvoso, essa luz difusa, esse clima ligeiramente mais introspectivo. Um bom livro nas mãos e o barulho da chuva sobre o telhado: há momentos em que não preciso de mais nada.

O mês começou bem tranquilo, tal como desejei, tal como ainda espero que o ano se desenrole. Aproveitei o quanto pude os últimos dias das férias do namorado aqui no Brasil e, depois de todos os abusos – deliciosos, mas extenuantes – das festas de final de ano, deixei-me escorregar suavemente para os braços morninhos de uma rotina branda.

Ainda sinto o cansaço de provações passadas, portanto tenho procurado manter um ritmo moderado. Concentração no trabalho para evitar acúmulos, mas sem exageros para evitar estresse. Leitura (óbvio), alguns filmes, caminhadas (quando a chuva permite), meditação, journaling e, inspirada pelas leituras do Desafio Literário, algumas aventuras na cozinha. Ainda sinto que não consigo me organizar o suficiente para dedicar uma fatia do meu tempo a cada uma das coisas que tenho vontade de fazer, mas… devagar, sigo colhendo fiapos de serenidade.

015/366

É claro que o mundo não pára esperando que encontremos nosso ritmo, as coisas continuam acontecendo. Há alguns dias fui convocada para assumir um novo cargo – Especialista em Tecnologia da Informação – na Prefeitura, o 3º nestes 10 anos e meio (!!) de funcionalismo. No geral as coisas não mudam, prestei um novo concurso no ano passado apenas para assumir um cargo de nível superior e entrar para o plano de carreira, continuo no mesmo departamento e, pelo menos por enquanto, desempenhando as mesmas funções.

No mais, estou a pé. Não, não vendi, nem bati o carro, apenas… bem, perdi o documento.

Não sei se acredito em coincidências, não sei se acredito na velha máxima que prega “uma zica puxa outra”, fato é que estou evitando usar o carro por causa de uma “série de coincidências zicadas”. Quando minha irmã usa o carro costuma deixar o documento na gavetinha onde guardamos as chaves, mas, justamente naquele dia, ela esqueceu. Eu costumo procurar pelo documento quando vou levá-la até a rodoviária, mas desta vez não me lembrei porque justamente naquele dia ela conseguiu uma carona. Como não poderia trazê-lo de volta, ela mandou para cá por Sedex, mas justamente naquele dia um grupo que andava roubando carteiros na cidade atravessou o caminho do “meu” carteiro.

Enquanto aguardo os trâmites burocráticos para conseguir um novo documento o carro permanece quietinho na garagem. Vamos lá, andar faz bem.

Sei que muitos de vocês vão dizer que eu poderia estar usando o carro assim mesmo, que a probabilidade de me pararem para pedir os documentos é mínima, mas vejam só: cagaço é a palavra. Com tanta zica, uma atrás da outra, você duvidaria que eu seria parada na primeira esquina, justamente pelo guarda mais irredutível da corporação?

Fevereiro já nos abocanhou e eu ainda não tenho planos concretos para o mês. Seria repetitivo demais dizer o quanto me assusto com a ligeireza cada vez mais impetuosa do tempo?

Leituras de Janeiro

  • Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona (desafio literário)
  • Como Água para Chocolate, de Laura Esquível (desafio literário)
  • The Warlord Chronicles: Excalibur, de Bernard Cornwell (kindle book)
  • Leite Derramado, de Chico Buarque
  • Clube do Jantar, de Jessie Elliot (desafio literário)
  • Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl (desafio literário)
  • Mil Dias em Veneza, de Marlena de Blasi (desafio literário)
  • As Brumas de Avalon: O Gamo-Rei, de Marion Zimmer Bradley (releitura)
  • O Poderoso Chefão, de Mario Puzo
  • Criança 44, de Tom Rob Smith
  • As Brumas de Avalon: O Prisioneiro da Árvore, de Marion Zimmer Bradley
  • Marina, de Carlos Ruiz Zafón (desafio literário)

Minha lista completa de livros e links para as respectivas resenhas aqui.

Filmes de Janeiro

  • Os Smurfs (The Smurfs, 2011)
  • O Segredo de Kells (The Secret of Kells, 2009)
  • O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon, 2007)
  • O Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka, 1988)
  • Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit, 1988)
  • A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankenstein, 1935)

Minha lista completa de filmes e links para as respectivas resenhas aqui.

Stone Temple Pilots - Big Bang Baby

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Comentários (2)

  • Amei esse “resumo” de janeiro!!! É melhor deixar o carro em casa mesmo, amiga! PAlavra de advogada. Bjos

    02/02/2012 - 15:18

    Responder

    • Conselho de advogada não se pode ignorar, não? =D

      O carro ficou na garagem por mais de um mês, finalmente chegou o novo documento, sexta-feira passada! Tanto tempo parado o carro não queria nem ligar, acredita? rsrs

      29/02/2012 - 14:56

      Responder

      Luma Kimura

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