Um tempo

Preciso de um tempo, uma pausa, uma licença, umas férias.

Férias do turbilhão de pensamentos emaranhados que não me deixam dormir. Férias de gente, da obrigação social de dizer ‘bom dia’, dos sapos engolidos que insistem em permanecer atolados no estômago. Férias das máquinas, do ar condicionado, dos telefones, da caixa de entrada de e-mails, da sala claustrofóbica sem janelas, do serviço que não rende. Férias das contas vencidas, dos post-its urgentes, das obrigações civis e naturais. Férias do relógio, da ampulheta, dos minutos implacáveis, acelerados, torturantes, impossíveis. Férias dos sonhos que não cabem em lugar algum, falidos, pisoteados. Férias da impotência palpável, dos medos que não consigo enfrentar, das frustrações que não consigo superar, da ansiedade que não consigo aquietar.

De mim, apenas de mim mesma.

Um simples botão turn on/off, pode ser?

Nirvana - In Bloom

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