Ainda para o Desafio Literário de junho, mais uma peça clássica da literatura ocidental. Édipo-Rei, escrita por Sófocles, é considerada uma das mais perfeitas tragédias da Grécia Antiga e conta a história de Édipo.
Laios, o rei de Tebas, soube que sua vida seria tomada por uma maldição: seu primeiro filho seria seu assassino e se casaria com a própria mãe. Tentando escapar ao desditoso destino, Laios manda matar Édipo logo depois de seu nascimento, mas este acaba salvo por um pastor que o entrega a Políbio, rei de Corinto, que o cria como seu filho.
Quando adulto Édipo descobre a maldição e, tentando evitá-la, foge para Tebas, sem saber que lá vivem seus verdadeiros pais. No caminho encontra uma comitiva e depois de um desentendimento e uma briga acaba matando a todos, inclusive Laios, que era um dos homens dentro da carruagem.
Depois de vencer a Esfinge, Édipo é proclamado rei de Tebas e recebe a mão de Jocasta, a rainha e sua verdadeira mãe, em casamento. Quando a cidade é assolada por uma nova onda de desgraças, uma consulta a Delfos, o oráculo, revela que as pragas só seriam afastadas quando o verdadeiro assassino de Laios fosse punido. Só então os fatos vem à tona. Sem conseguir suportar a verdade Édipo arranca os próprios olhos e Jocasta se suicida.
De todas as peças lidas este mês, esta foi a mais “aborrecida”. Sim, a peça é fantástica, muito bem arquitetada e ilustra com maestria a questão da impotência humana sobre seu próprio destino, um clássico firmado e justificado. A questão é que não me dei muito bem com os discursos looongos e a linguagem extremamente rebuscada, além do fato de não ter o gostinho da surpresa, já que conhecia de antemão várias versões da mesma história em detalhes.
É uma das histórias que, na minha opinião, todos deveriam conhecer, não importa se na versão teatro, poema, conto ou romance…
Mais um post para o Desafio Literário 2011 cuja tarefa para o mês de junho é a leitura de peças teatrais. Confira também as resenhas de Hamlet, Rei Lear e Macbeth, de William Shakespeare e de A Mandrágora, de Nicolau Maquiavel.
Édipo-Rei
Sófocles
- Editora: Domínio Público, versão PDF
- Categorias: Peças Teatrais
- Avaliação:








Dani Neves
Tragéeeeeeeedia perfeita mesmo. Praticamente ladrilhando o caminho pros românticos e ultra românticos posteriores, né?
Boa resenha!
Bjs
30/06/2011 - 13:22
Oi Dani!
De fato uma grandiosa tragédia, meio que serve de modelo para muitos escritos posteriores, não?
Abraço e obrigada pela visita!!
01/09/2011 - 21:21
Luma Kimura
Vivi
Como a surpresa alimenta uma leitura né? E a linguagem rebuscada foi uma das barreiras mais citadas pelos demais participantes.
Beijocas
01/07/2011 - 17:44
Ah, com certeza não ter o sabor da surpresa, do inesperado, faz com que a leitura tenha outra cara. Se não sabemos o que vai acontecer e o livro capta nossa atenção, a ansiedade de saber o que vem pela frente é um verdadeira combustível, não?
Beijos, querida!
01/09/2011 - 21:23
Luma Kimura
iris
amei esse livro a historia e muito interesante bjs iris
11/06/2012 - 19:50