A Mandrágora, peça escrita pelo italiano Nicolau Maquiavel, conta as peripécias do jovem Calímaco para se aproximar de Lucrécia, uma bela mulher casada que não consegue ter filhos com seu marido, um velho rico e bastante tolo. Para conquistá-la, Calímaco conta com a ajuda de um conhecido embusteiro que o convence a se fingir de médico e receitar ao desesperado casal um preparado de mandrágora, uma planta perigosa, com fama de afrodisíaca.
Mais uma peça clássica lida para o Desafio Literário e depois de três tragédias foi ótimo encarar uma boa comédia para aliviar.
Escrita no início do século XVI, A Mandrágora é considerada um marco no teatro ocidental, foi uma das primeiras peças a abordar uma trama em que a conquista amorosa é o fim que justifica todas as maquinações da personagem principal, desenvolvendo o tema da arte da manipulação e da persuasão. Embora digam que a famosa expressão “os fins justificam os meios” seja mais fortemente sugerida por outra obra do escritor – O Príncipe – aqui também é possível perceber com clareza a expressão da ideia.
Uma ótima leitura, engraçada, rápida, fácil de acompanhar, mas nem por isso “leve”. A peça é carregada de humor sarcástico e um leve erotismo, com personagens interessantes – o embusteiro, o frei sem escrúpulos, o marido tolo – que merecem boas análises, tanto de suas personalidades quanto de suas atitudes.
Para quem ainda não teve a coragem de encarar a leitura de peças teatrais, taí uma boa sugestão.
Mais um post para o Desafio Literário 2011 cuja tarefa para o mês de junho é a leitura de peças teatrais. Confira também a resenha de Hamlet, Rei Lear e Macbeth, de William Shakespeare.
Mandrágora, A
Maquiavel, Nicolau
- Editora: Liber Liber, versão PDF
- Categorias: Peças Teatrais, Comédia
- Título Original em italiano: Mandragola
- Avaliação:








Vivi
Escrever temas profundos com leveza é pra poucos. Maquiavel? Ninguém o leu no DL. Mais uma vez, Luma faz valer a marca da sua distinção no DL2011.
Beijocas
01/07/2011 - 17:22