Filme: Gostosa Loucura

Nicole (Kirsten Dunst) é uma garota problemática que leva uma vida desregrada, matando aulas e se embebedando em festas. Ela não se entende com o pai, um rico congressista (interpretado por Bruce Davison), vive em conflito com sua metódica madrasta (Lucinda Jenney) e não reconhece qualquer tipo de autoridade. Carlos (Jay Hernandez) é um aluno esforçado que vive em uma comunidade de latinos no subúrbio, acorda muito cedo todas as manhãs para enfrentar uma longa viagem de ônibus até a escola em um bairro nobre da cidade onde estuda graças a uma bolsa e sonha ser piloto da Força Aérea. Apesar de estudarem na mesma escola é por acaso que os dois jovens se conhecem e o flerte inocente logo se transforma em algo mais forte, mas os problemas aparecem quando o comportamento rebelde e destrutivo de Nicole começa a afetar a vida de Carlos.
A sinopse apresentada pelo guia da televisão dizia alguma coisa do tipo: “jovem rica se apaixona por rapaz pobre e os dois precisam enfrentar a oposição das famílias para continuar juntos”. Em condições normais eu jamais teria dado bola para um filme com um título tão tosco e uma sinopse tão batida, mas sabe como é, domingão preguiçoso, namorado longe, nada que me chamasse a atenção na grade de programação… apenas continuei deitada e fui assistindo.
Não é a primeira vez que esta situação acaba me trazendo uma boa surpresa.
Cena do filme
Apesar do argumento baseado em um romance típico adolescente tão saturado em produções do gênero, Gostosa Loucura me cativou. O filme consegue contar a história se esquivando de boa parte (note: eu disse “boa parte”, não totalmente) dos clichês garota-rica-garoto-pobre que já estamos cansados de ver, especialmente nos aspectos relacionados a oposição dos familiares enfrentada pelo casal. Aqui o conflito principal não é o preconceito que o rapaz pobre e latino enfrenta ao se interessar por uma garota rica, mas o mal que uma jovem desestruturada e sem regras pode causar a um aluno extremamente aplicado e seu futuro promissor.
Com exceção das sequências finais, que tendem pesadamente ao piegas, o filme consegue se manter afastado de dramalhões e estereótipos culturais ou raciais e ainda traz diálogos inteligentes com tiradas interessantes. A atuação do elenco central é outro ponto de destaque. Kirsten Dunst está muito bem no papel e a química com Jay Hernandez realmente funciona. A gente simpatiza com o casal, torce por eles.
Particularmente, não sou muito fã de John Stockwell como diretor. Filmes como “A Onda dos Sonhos” (Blue Crush), “Mergulho Radical” (Into the Blue) ou mesmo “Turistas” – aquele esteriotipado filme sobre turistas que vêm ao Brasil e acabam nas mãos de uma quadrilha de contrabandistas de órgãos – nunca me despertaram o menor interesse. Gostosa Loucura fica mesmo como um caso à parte.
Gostosa Loucura
Crazy/Beautiful (2001)
- Direção: John Stockwell
- Roteiro: Phil Hay e Matthew Manfredi
- Origem: EUA
- Gênero: Romance, Drama
- Elenco Principal: Kirsten Dunst, Jay Hernandez, Bruce Davison, Lucinda Jenney, Taryn Manning, Rolando Molina, Keram Malicki Sanchez
- Avaliação:





Epica - Sensorium















lucas
23/07/2009 - 08:28
É bom demais