Diário Alimentar

Sempre fui magra. Magra de ruim, como dizem, já que costumava comer tudo o que tinha vontade sem precisar me preocupar com excesso de calorias na balança. E comia praticamente qualquer coisa! Adoro uma “besteirinha” industrializada, pratos elaborados, doces e porcarias em geral, mas também como muito bem legumes, verduras e grãos. Adoro comer! Só não como peixe, “a japaraguaia que não come peixe”, mas esta é outra história…

Acontece que em 2008 a coisa começou a mudar. Não sei se estou ficando velha e meu metabolismo já não é mais o mesmo ou se minhas atividades diárias já não exigem mais tantas calorias… fato é que comecei a engordar. Nada absurdo, nem fora de controle. Eu era mesmo magra demais, “desbundada e despeitada”, se é que me entendem.:P Atualmente ando na casa dos 50-52Kg, um pouquinho mais encorpada e em processo de “reestruturação” do guarda-roupas (tá pensando o quê, agora eu posso usar um ‘decotezinho’ discreto sem ficar parecendo murcha!).

A questão é: não quero passar disso, não quero perder a saúde e preciso dar um jeito nesta barriguinha indiscreta que está, sinceramente, me incomodando. Também tenho a impressão de que ando comendo porcaria demais, sem regularidade nenhuma nos horários e nas quantidades. Antes de perder o controle de vez decidi prestar mais atenção nisso e para me ajudar na tarefa comecei um diário alimentar.

Li algumas matérias (desculpem-me, mas já faz algum tempo e agora não me lembro mais onde foi, mas uma busca rápida no Google com certeza trará vários links interessantes sobre o assunto) sobre a teoria de que manter um diário alimentar ajuda não só a emagrecer, mas também a melhorar a qualidade da nossa alimentação, porque é uma ferramenta poderosa para identificar problemas e carências de tipos de alimentos, facilitando muito o acompanhamento de um nutricionista. Bem, resolvi tentar.

O primeiro passo foi procurar uma ferramenta para me ajudar na tarefa. Como passo a maior parte do tempo conectada decidi procurar por algum serviço online que eu pudesse acessar de qualquer lugar para facilitar as atualizações. Comecei testando os dois serviços que funcionam com o Twitter, sugeridos pela Maria Carol no Kiwi Nuclear: o FoodFeed é simples demais, não faz mais do que reunir as “twittadas alimentares” em uma lista simples sem nenhum recurso adicional. Descartei, queria alguma coisa um pouquinho mais elaborada. Usei o Tweet What You Eat durante algum tempo, é um pouco mais completo, permite acrescentar informações sobre as calorias consumidas, mostra a lista classificada por dia e hora e monta um gráfico com a variação do peso se você informá-los com frequência. Legalzinho, mas não funciona sempre. O site vive fora do ar, é lento e vira e mexe o itens enviados para o Twitter simplesmente não aparecem na listagem.

Pouco tempo depois descobri o Food Spying, mas também não me adaptei. Assim como o primeiro citado, é simplório demais, não tem nenhum recurso mais interessante, monta apenas uma lista simples.

Atualmente estou usando o TweetYourEats.com, comecei a testar há pouco tempo – o primeiro registro foi no dia 1º. O serviço ainda está em fase beta e é preciso cadastrar um e-mail para receber um convite (demora alguns dias). Ele é bem parecido com o twye, um pouquinho mais organizado na classificação das refeições e permite fazer anotações de calorias, carboidratos e gordura consumidas. Bom, eu não uso tudo isso, anotar só as calorias já dá uma trabalheira danada! Mas faltam alguns recursos que os desenvolvedores prometem implementar em breve, aliás, um ponto que a princípio parece positivo: mandei um e-mail para o suporte querendo tirar algumas dúvidas e a resposta veio super rápido!

Por enquanto vou usando este e vamos ver no que dá.

O próximo passo é começar, de uma vez por todas, alguma atividade física regular…

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