Fim de semana no Petar

Delícia de viagem!!! =D

Presente de aniversário da família (ya, um pouquinho adiantado): uma pequena viagem ao PETAR! E foi tudibom!!! Eu estava querendo (e precisando) fazer algo assim há tempos, viajar é uma das minhas grandes paixões. Respirar ar mais puro, ver mato, distrair a cabeça, sair do lugar comum, conhecer lugares e pessoas diferentes… É bem verdade que a sedentária aqui sempre volta destruída: estou cheia de hematomas, andando feito uma pata manca de salto quebrado tamanha dor nas pernas, mas valeu muuuito a pena! Cansar o corpo e relaxar a cabeça, manja?

Saímos daqui de Indaiatuba (minha irmã e eu, mais a galerinha da “excursão” num total de 12 pessoas) por volta das 20:30h, na sexta-feira. A viagem em si não foi das mais agradáveis, a van era um bocado desconfortável, sempre tenho sérios problemas para conseguir me “encaixar” no banco, a estrada ruim e cheia de curvas me fez ficar enjoada… mas cadê que eu me lembrei do Dramim? Segura onda e vambora. Chegamos a Iporanga depois das 2h da manhã.

Foto 1: Caverna Santana

O sábado começou cedo com café da manhã reforçado, preparativos e a partida para o Parque propriamente dito. O lugar é lindo, um dos últimos remanescentes da Mata Atlântica, com muito verde, uma vista espetacular, água cristalina. A primeira aventura foi na Caverna Santana, a mais “arrumadinha” para o turismo dentre as 3 que visitamos. Dizem que esta é uma das mais belas no que se refere a ornamentação e possui quase 7Km mapeados, mas apenas 800 metros são abertos ao turismo. Embora o monitoramento seja obrigatório, o percurso é dos mais leves, existem escadas e pontes de madeira e bambu que facilitam o acesso.

As formações desta caverna são bem diversificadas, com um bom guia o passeio torna-se bastante didático (embora eu deva confessar, já me esqueci a maior parte dos nomes “científicos” citados lá…). Ah! E já de cara aprendi que o uso do capacete de proteção é mesmo muito importante! :P

Eu nunca havia entrado em cavernas “de verdade” antes, no máximo umas pequeninas lá em São Thomé das Letras, a experiência é indescritível! Lá dentro a gente perde a noção do mundo, não dá para saber se do lado de fora está quente ou frio, se é dia ou noite, o tempo parece não passar da mesma maneira. Claro, não é programa para quem tem claustrofobia ou agonia de ficar em locais de pouca iluminação, mas para quem não tem problemas com isso, é um programa muito diferente.

Saindo da Caverna Santana seguimos a Trilha Betari em busca das cachoeiras. Cerca de 4Km de uma das trilhas mais bonitas que já fiz, toda beirando o Rio Betari de águas muito transparentes, inclusive cruzando-o por diversas vezes – tarefa que não foi tão difícil pelo nível das águas estarem baixos. Dizem ser uma ótima trilha para se fazer fotos da fauna da região, mas sinceramente não vi muita coisa. Considerando que era um sábado e a movimentação de grupos de turistas era grande, os animais já deviam ter sido espantados quando passamos. O nível de dificuldade da trilha é mediano, tem subidas, descidas, várias escadas e é preciso tomar muito cuidado com as pedras. Imagino que em tempos de cheia, a dificuldade é bem maior.

Foto 2: Cachoeira das Andorinhas

De qualquer forma, as cachoeiras no final da trilha compensam, apesar de geladíssimas – eu não tive coragem de entrar de cabeça, sou frescona pra essas coisas – são lindas, de águas claras e, nesta época em que o volume não é alto, oferece uma bela piscina para banho. São duas, a saber: a Cachoeira das Andorinhas e pouco a frente a Cachoeira Beija-flor.

Mas não, o sábado ainda não acabou aí. Saindo das cachoeiras e voltando pela mesma trilha ainda fomos encarar a Caverna Água Suja. Incrível como o interior de cada caverna é de um jeito! Nesta as estalactites têm uma textura diferente, a maior parte lembra corais e é possível observar claramente camadas de diferentes tonalidades de calcário nos paredões. Diferentemente da Santana, nesta não existem passarelas ou regalias de bambu para facilitar o acesso, o trajeto é praticamente todo feito dentro d’água – gelada, gelada, gelada! – e em alguns pontos chega até a altura da cintura. As galerias também são bem mais amplas. No final da caverna, é preciso passar por uma abertura mais baixa, onde a gente tem que se molhar até o pescoço, para chegar até uma pequena cachoeira que “brota” da pedra. Pronto, agora eu posso dizer que já vi uma cachoeira dentro de uma caverna! :mrgreen:

Andar dentro d’água gelada, apenas com a iluminação de pobres lanternas, em terreno tão cheio de pedras é cansativo, principalmente depois de já ter encarado tantos quilômetros a pé. Imagina o estado que a Luma-sedentária-vida-nerd voltou para a pousada? Banho, jantar e cama! Nem tive pique para encarar o luau que o povinho fez em volta da fogueira a noite…

No domingo de manhã partimos a pé para o Núcleo Ouro Grosso, perto da pousada. Primeiro uma visita à Caverna Alambari de Baixo que logo na entrada já impressiona: tem uma boca gigantesca e os salões desta também são enormes, muitas vezes não dava nem para ter a noção de até onde chega o teto. Mais uma vez a diferença nas formações de uma caverna para outra impressiona: esta é repleta de rochas azuis e desmoronamentos, alguns trechos exigem bastante esforço físico, escalada com cordas, muito feijão nos braços e nas pernas, nada de medo de se sujar: em algumas fendas é preciso se arrastar na lama para passar. Dentro desta também há um rio e boa parte do percurso é feito com as pernas n’água. A saída não é feita pelo mesmo lado da entrada como nas anteriores e antes de alcançar a luz do dia novamente, é preciso atravessar um trecho onde a água – repito: geladissíma – chega quase até o pescoço.

Uma última visita antes de encarar a viagem de volta para Indaiatuba: seguindo a estrada fomos conhecer as Cachoeiras do Sem Fim, são 3 pequenas cachoeiras seguidas, em todas é possível nadar. Esta fica em propriedade particular, paga-se R$ 2,50 por pessoa para visitá-la.

Foto 3: Vista do Mirante

Como dica de hospedagem vale dizer que ficamos hospedados na Pousada da Idati no Bairro da Serra. Lugar simples e acolhedor, a pousada é levada por uma família muito simpática, com atendimento personalizado e que oferece uma deliciosa comida caseira. O site deles está fora do ar, mas tem algumas boas informações no site EcoViagem.

É uma pena que não deu para tirar muitas fotos e as poucas que tiramos não estão com uma qualidade muito boa. A minha nova compacta não chegou a tempo (uma novela sobre a qual falarei em post futuro) e nós levamos apenas uma câmera antiga (na verdade minha primeira digital, a Sony P32), sem muitos recursos. Registros para lembrança.

As fotos que ilustram o post foram tiradas por mim:

  • Formações na Caverna Santana
  • Cachoeira das Andorinhas
  • Mirante da Boa Vista

Para quem nunca fez o passeio, uma busca no Google traz um mundo de informações. É importante verificar bem a bagagem sugerida, as dicas e as recomendações. Os passeios no Petar são maravilhosos, mas podem ser perigosos se não forem observadas questões básicas de segurança. No mais, vale muuito a pena! Um presente de aniversário inesquecível, com certeza! :D

Xandria - Who We Are

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