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Filme: A Liga Extraordinária

A Liga Extraordinária

O enredo central é bem simples: o governo imperial britânico convoca Allan Quartermain, que curtia sua aposentadoria na África, para liderar um grupo de pessoas extraordinárias contra um misterioso vilão, que está fomentando uma grande corrida armamentista que pode acabar em um conflito de proporções mundiais.

Baseado na HQ de Alan Moore e Terry O’Neill que por sua vez é baseada na literatura fantástica do final do século XIX, a Liga reúne em uma única aventura personagens de clássicos como Allan Quatermain (“As Minas do Rei Salomão”, de H. Rider Haggard), Mina Harker (“Drácula”, de Bram Stoker), Henry Jekyll e Edward Hyde (“Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, de Robert Louis Stevenson), Rodney Skinner (“O Homem Invisível”, de H.G. Wells), Capitão Nemo (“20.000 Léguas Submarinas”, de Julio Verne), Dorian Gray (“O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde), Prof. Moriarty (“The Final Problem”, de Arthur Conan Doyle) e Tom Sawyer (“As Aventuras de Tom Sawyer”, de Mark Twain) que não existe nos quadrinhos.

Quando comecei a assistir o filme não tinha noção do enredo dos quadrinhos e ao topar com essa salada de “velhos conhecidos” vindos de ambientações tão diferentes, a impressão que tive é de que seria impossível continuar com uma história coerente. Eu mudei de opinião, mas infelizmente não por mérito do filme. Acabei acreditando que o resultado dessa mistureba doida poderia ser bem interessante, só que a versão telona só fez trazer um roteiro confuso, carregado de erros e passagens mal explicadas. Perdeu-se uma oportunidade de criar uma grande e memorável aventura.

Nunca fui muito ligada em quadrinhos, admito que o principal motivo que me fez ter vontade de assistir ao filme foi a presença de Sean Connery no elenco. Não que eu seja fã dele, mas vá lá, o cara tem uma imagem “respeitável”, eu não ia imaginar que uma produção que envolvesse o nome de um ator do gabarito dele pudesse ser tão tosca. Sim, o filme é tosco, a tal ponto que se torna cômico e pode render umas boas gargalhadas e até ser considerado divertido.

Os efeitos especiais mais poderiam ser chamados “defeitos especiais”. Não por falta de tentativa: o filme é cheio de cenas “pseudo-fantásticas” que mais soam como ilógicas, absurdas e desafiam a noção de bom senso do espectador. Muitas delas são tão pouco realistas que, sim, a gente se rende ao riso. Riso inconformado. Os personagens são densos. O elenco não é ruim. Individualmente cada ator trabalhou bem o seu papel, enfatizando as características que eternizaram estes personagens na literatura.

É um filme para se assistir sem prentensões ou expectativas e dar algumas boas risadas, afinal, quando a coisa fica incoerente demais o que resta senão rir?

Liga Extraordinária, A

The League Of Extraordinary Gentlemen (2003)

  • Direção: Stephen Norrington
  • Origem: EUA
  • Gênero: Aventura / Ficção / Quadrinhos
  • Elenco Principal: Sean Connery, Peta Wilson, Naseeruddin Shah, Tony Curran, Stuart Townsend, Shane West, Jason Flemyng, Richard Roxburgh, Terry O’Neill.

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Comentários (1)

  • Quando assisti isso, saí do cinema pensando algo como ‘X-Men 1799′, hehe. E como eu nunca crio expectativas mesmo, até que saí bem satisfeito.

    05/01/2007 - 02:24

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