Escrevendo apenas
Escrevi. Escrevi, escrevi, escrevi. Escrevi tantas cartas, testamentos, desabafos, lamúrias e choraminguelas quanto minhas mãos trêmulas foram capazes. Minha válvula de escape. Escritos que passaram por todas as fases possíveis para um período tão curto, partindo do choque à catatonia. Palavras que jamais serão publicadas e não têm mesmo qualquer outro fim, senão o descarrego.
É engraçado pensar que, sim, eu teria publicado muita coisa por impulso, no auge da emoção, com o coração em frangalhos de uma raiva ainda não totalmente dominada, mas não o fiz unicamente porque – sei-lá-porque-cargas-d’água – meu blog teve um aumento tão significativo nas visitas dos últimos dias que excedeu o limite de tráfego do mês e ficou fora do ar. Resumindo: estava sem acesso enquanto não pudesse entrar em contato com meu “hospedeiro”. Melhor assim. Eu teria me arrependido, não seriam palavras minhas, mas de uma Luma “paralela” e descontrolada.
Um fim de semana estranho. Comecei agindo paulatinamente e com cautela porque sabia que uma fase importante estava para começar, mas o choque de topar com um “importante” que se revelou justamente o oposto do que acreditei, chegando a um extremo a que jamais considerei, me nocautearam. Um baque para se juntar a uma fase terrível pela qual venho passando. Coroação.
Há quantos anos eu não chorava tanto?
Cansei de tentar entender, de procurar argumentos que convencessem a mim mesma, de procurar a palavra não dita que salvaria tudo aquilo que eu acreditava ser o alicerce, de um sonho de vida, do afundamento. Aos poucos tudo vai passando, é bem verdade. Lágrimas secam, prioridades e “importâncias” mudam. Vai restando o vácuo anestésico dos dias mecânicos.
Ainda não consegui me livrar da sensação de estar me sentindo tão tola… Eu me deixei transformar na mesma bobinha romântica que sempre condenei pela desmedida ingenuidade. Mas por outro lado, sabe que me orgulho? Eu quis viver tudo isso com intensidade e foi o que fiz. Se machucou mais, se dói mais, se faz sofrer mais, são consequências para as quais eu deveria estar preparada.
Agora a busca.
Por serenidade, por lucidez, por paz de espírito. Tenho que reencontrar a velha Luma.
Ou quem sabe, brindar o nascimento de uma nova?















Andrey Mackenzie
24/09/2007 - 22:17
eh pequena… sabe, eu nunca tinha visto vc acreditando tanto num relacionamento… viu q ateh parei de te importunar? soh espero q ele nao tenha cometido o msm erro q eu…
ah, vou voltar a te importunar! =P
patrícia
25/09/2007 - 14:51
Oi Luma…
Nem sei o que dizer…
Mas levante sua cabeça menina!
Pelo menos vc viveu tudo com intensidade enqto pôde.Pcas pessoas conseguem isso.
Fica bem.
Beijos
Cris
25/09/2007 - 20:31
Oi Luma!!!
Não sei o que te dizer porque, parodiando o seu orkut, eu às vezes tenho medo de construir/estar construindo uma vida em torno de um sonho… Mas não tem jeito, eventualmente, a gente acredita e se joga de cabeça…
Espero que vc fique bem!
Beijos
Evellyn
26/09/2007 - 11:39
Fique bem! Essas fases chatinhas passam e muitas coisas boas virão, tenha certeza!
Beijos
Dricota
26/09/2007 - 18:18
Vem pra cá nega e simbora beber