Findi…

Com planos cancelados e um probleminha de ordem financeira que limitou meu orçamento a uma mísera nota de um real sem direito nem a usar cartão, o negócio foi encarar um findi na maiooooor tranquilidade, o que pode ser resumido em: dois vídeos com muita pipoca, bate-papo descompromissado com alguns amigos no domingo a noite e um pastel com dinheiro emprestado!

Ainda com a sensação de tédio pairando no ar…

Anaconda 2 – A Caçada Pela Orquídea Sangrenta

Anaconda 2 - A Caçada Pela Orquídea Sangrenta

Não vi o primeiro filme e vim encarar este de maneira totalmente descompromissada: já aguardando todos os clichês previsíveis, com o espírito preparado para não ter que ficar revoltada com isso depois. Não me surpreendi, o filme segue bem a trilha do que já era esperado, mas ainda assim não é ruim como poderia ser. Eu chamaria de uma boa “aventura”.

Explico: Não tem nada de assustador (a menos que se tenha pavor de cobras, o que não é o meu caso), não rende grande suspense, nem tensão, mas tem ritmo e uns belos cenários.

A história: um grupo de cientistas parte em uma expedição patrocinada por uma indústria farmacêutica para a selva de Bornéo, no sudoeste da Ásia, atrás de uma orquídea rara que desabrocha somente uma vez a cada sete anos e é considerada a chave para a produção de um soro que poderia aumentar o número de vezes que as células poderiam se reproduzir, em outras palavras: prolongar a vida. Eles acreditam que o soro irá lhes render uma grande fortuna, valendo a pena correr os riscos de subir o rio na época das chuvas, enfrentando as cheias, a mata fechada e, claro, as cobras gigantes.

Um filme para assistir naqueles dias em que você não está afim de ver algo “para pensar”…

Espanglês

Espanglês

Paz Vega interpreta uma mexicana – Flor – que emigra para os Estados Unidos com sua filha e vai trabalhar como empregada para os Clasky, uma família excêntrica composta por um chefe de cozinha atormentado pelo repentino sucesso na carreira (Adam Sandler), casado com uma mulher extremamente insegura (Téa Leoni) e duas crianças. Ela tem que lidar a princípio com as dificuldades de comunicação, já que não fala inglês e com o passar do tempo se vê envolvida com os problemas diários dos membros da família.

O filme é uma comédia dramática que a princípio se apresenta leve e descompromissada, mas que apresenta no seu decorrer a profundidade de várias questões como diferenças culturais e de valores, casamento e dedicação a família, insegurança e crescimento, dando um olhar sobre relacionamentos em diversos níveis. Descartada a primeira impressão, temos um filme bem interpretado e agradável de se ver, que, apesar da forte carga de estereótipos, apresenta sentimentos fortes dentro de uma mistura bem dosada de comédia, drama e romance.

Adam Sandler está muito bem, convence em cenas complexas mostrando um nível de interpretação que eu ainda não havia visto em trabalhos dele. Paz Vega e Téa Leoni também não ficam atrás, embora representem papéis muito mais carregados de “chavões” que deixem uma margem muito pequena para um trabalho mais elaborado, seguram bem as pontas com cenas consistentes na apresentação dos contrastes entre as duas personagens.

Aliás, esse contraste tão acentuado entre elas, em certo ponto funciona negativamente, já que denuncia logo de cara o desfecho para que a trama toda caminha.

É um filme bonitinho. Vale a pena assistir, desde que não se espere demasiadamente dele.

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