Cinema e VídeoCotidiano

Filme: O Jardineiro Fiel

Ontem a noite eu planejava trabalhar um pouco, depois tentar colocar em dia as visitas aos Flickrs dos amigos e quem sabe ler uma parte dos e-mails que ainda estão acumulados desde o Carnaval… Tudo cancelado em prol de uma sessão de cinema com Mamis! :)

Eu estava de fato muito cansada, trabalho anda bem pesado, ia acabar não fazendo absolutamente nada, então, a pequena fuga para um lazer no meio da semana, com certeza acabou sendo muito mais proveitosa!

O Jardineiro Fiel

*** Cuidado, pode conter spoilers! ***

Depois de tanto ouvir falar no dito filme, pude enfim aproveitar a volta dele ao cinema aqui da cidade – provalmente no embalo do Oscar – para assisti-lo. E, sim, eu gostei. Mamãe não muito.

Antes de falar qualquer outra coisa do filme, devo dizer: não assisti Cidade de Deus (é… pois é… =/) e não li o livro de John Le Carré em que se baseia o filme.

A trama: Ralph Fiennes representa o papel de Justin Quayle, um diplomata inglês que vive na África com a esposa (Rachel Weisz) advogada e ativista em defesa dos direitos humanos. Ela é brutalmente assassinada durante uma viagem ao norte do Quênia e seu acompanhante, um médico de uma ONG (Hubert Koundé), com quem ela tinha uma relação bastante próxima, desaparece, deixando suspeitas de que o crime tenha sido passional. Justin resolve investigar e descobre que a mulher estava envolvida numa luta contra a ganância de uma multinacional farmacêutica que utilizava africanos como cobaias para uma nova droga contra a tuberculose.

Fui assistir a um filme classificado como: “Drama”. O resultado da adaptação para o cinema, porém, resultou em uma mistura de doses de drama e romance com um bocado de suspense, desses trillers investigativos em que um “pequeno” parte atrás de uma resposta e descobre algo que é muito maior do que ele. Em essência, a história toda não é das mais originais – quantos filmes dentro deste mesmo clichê temos aí? – e nesse ponto bato palmas para o trabalho de Fernando Meirelles e Jeffrey Caine, porque acho que foi muito bem conduzido. O recurso do flashback é bastante – e bem – utilizado, conseguindo manter a coesão dentro de uma sequência não linear.

Um ponto que me chamou muito a atenção neste filme é a fotografia e ambientação: fantásticos! Enquadramentos e ângulos inusitados, jogo de foco, muita utilização da câmera na mão. É feito, ainda, uma diferenciação de mundos baseada no trabalho de cores: quentes e vibrantes na paisagem africana e azulada, fria, no mundinho pessoal de Justin. Recurso de efeito que achei bem interessante.

Pretendendo, com este post, voltar a falar um pouco mais sobre os filmes que tenho assistido – sempre apenas minha opinião pessoal, não tenho cacife nenhum para fazer qualquer tipo de crítica-verdadeira -, porque embora já tenha visto mais de 30 este ano, confesso: andei preguiçosa demais para escrever sobre o que achei deles… ;P

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