Filme: Aeon Flux

Aeon Flux

Em um futuro não muito distante, um vírus praticamente extermina a população humana do mundo quando se consegue uma cura que salva apena uma pequena parcela de humanos que passa a viver confinada na cidade de Bregna, rodeada por gigantescas muralhas e governada por uma família ditadora que tem absoluto controle sobre tudo o que fazem. Surge então um grupo de resistência, denominado Monican, que tem como sua melhor agente Aeon Flux (Charlize Theron), que recebe a importante missão de assassinar o líder deste governo. Durante sua empreitada, porém, ela descobre segredos que a farão repensar seus conceitos sobre o mundo que conhece.

O filme é na verdade a versão para as telonas de um desenho de Peter Chung, de 1995, um projeto que passou por muitos problemas chegando quase a ser cancelado. A história tem força, talvez não seja um exemplo de criatividade mas seria matéria-prima abundante para um ótimo filme se o desenvolvimento não tivesse sido tão mal trabalhado. Se em alguns momentos eu pensei me prender a trama, em outros fiquei com a sensação que podia ter sido mais aprofundado – o filme poderia, inclusive, ser mais longo. Vácuo, um bom exemplo da expressão “deixar a peteca cair”, com um desfecho totalmente sem sal nem açúcar.

Arte e fotografia se salvam. A ambientação e a caracterização dos personagens são boas, realmente te transportam para dentro de Bregna sem que você sinta que tudo aquilo é muito irreal ou longe da sua realidade, entretanto, a maneira como as circunstâncias se apresentam e se resolvem não convencem. Um pouquinho de atenção também deixa evidente algumas falhas graves, mas isto eu vou deixar para comentar pessoalmente com quem se interessar e já tenha assistido o filme, para evitar spoillers.

Charlize Theron começa apresentando um desempenho sofrível, com visível melhora no decorrer da película, mas ainda assim não consegue – sozinha e no recurso das roupas colantes – salvar o conjunto. O restante do elenco não apresenta mais nenhum destaque digno de comentários.

É um filme que deveria fazer pensar em algumas questões básicas da existência humana, mas que ficou muito longe do que poderia ter sido, tanto técnica quanto conceitualmente.

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