Livros

Livro: Presentes da Vida, de Emily Giffin

Presentes da Vida (Emily Giffin)

Atenção! Este post contém spoilers dos acontecimentos do livro anterior, O Noivo da Minha Melhor Amiga.

Aproveitando que a história ainda estava fresca na minha cabeça emendei a leitura deste livro logo depois de concluir O Noivo da Minha Melhor da Vida. Os fatos de Presentes da Vida se passam logo após os acontecimentos narrados no primeiro livro, mas desta vez sob o ponto de vista de Darcy.

Grávida de um amigo do seu ex-noivo que agora está com sua ex-melhor amiga, Darcy vê todos os aspectos de sua vida entrarem em uma espiral de péssimas decisões que a levam à sua pior fase: Marcus, seu novo namorado, não é em nada parecido com os homens perfeitos que costumavam despertar a inveja de todas as outras mulheres, sua família não a apoia, as amigas passam a evitá-la, seu emprego glamouroso já não funciona mais. Desacostumada com a derrota ou mesmo com a ideia de ser relegada a segundo plano não importa em que área da vida, ela foge para Londres, indo se refugiar na casa de Ethan, disposta a recomeçar do zero em um novo círculo onde possa ser novamente o centro da atenções.

Todavia as coisas não saem como esperado: Londres é um mundo estranho, um terreno onde seus poderes de sedução parecem não surtir qualquer efeito e a obsessão pela ideia de que Rachel e Dex não podem ser felizes depois do que fizeram a ela a impede de seguir em frente. Sem amigos, sem dinheiro e sem família, Darcy precisa reconsiderar seus valores se quiser realmente dar um novo rumo à sua vida.

Darcy é detestável, fato. Não que suas atitudes sejam impulsionadas pela maldade, é muito mais uma questão de poder, de querer estar sempre por cima, de valores deturpados. Não é o tipo de pessoa que eu gosto de ter no meu círculo de amizades, mas como personagem gosto bastante dela. É determinada, do tipo que faz e não espera acontecer, e mesmo que eu não concorde com suas atitudes ou sua maneira de ser, me agradou mais acompanhar sua história. Rachel era “boazinha” demais, chegava a ser tonta e a falta de atitude da guria me dava nos nervos.

Bem encaixado no estilo que para mim já é a cara de Emilly Giffin, Presentes da Vida (que tradução é essa, minha gente?) é um livro bem escrito, de leitura fácil, que desliza com suavidade entre o tempo presente, lembranças e divagações, segurando o ritmo em um bom patamar.

Gostei bastante de acompanhar o processo de tranformação de Darcy – com ressalvas apenas para as conclusões que me pareceram um tanto quanto abruptas e forçadas – e até pude compreender melhor suas motivações e seu jeito de ser. E adorei ter tido a oportunidade de conhecer um pouco mais do Ethan, me encantei completamente com sua personalidade adorável e maneira como ele faz o possível para se manter fiel à amizade sem tomar o partido de Darcy ou Rachel quando estão em conflito.

Valeu a pena a leitura e, sendo possível, recomendo ler os dois livros assim, um após o outro. Faz toda diferença na percepção que temos das personagens.

Presentes da Vida

Giffin, Emily

Capa: Presentes da Vida

  • Série: Darcy & Rachel #2
  • Editora: Novo Conceito, versão Kindle
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance
  • Título original em inglês: Something Blue
  • Site do autor: http://www.emilygiffin.com
  • Avaliação: ★★★★☆
Livros

Livro: O Noivo da Minha Melhor Amiga, de Emily Giffin

O Noivo da Minha Melhor Amiga conta a história de Rachel, uma jovem advogada que vive na região de Manhattan. Na noite de seu aniversário de 30 anos, Rachel começa a ficar deprimida por ainda estar solteira e sem filhos, muito longe do que havia imaginado para si mesma nessa fase da vida, acaba bebendo demais e termina indo para cama com Dex, seu amigo de faculdade, cujo casamento com Darcy, sua melhor amiga desde a infância, está marcado para dali a poucas semanas.

A sinopse é a mesma do filme, sobre o qual publiquei um post no mês passado e, no geral, as histórias seguem os mesmos fatos.

Este foi apenas o segundo livro de Emily Giffin que li (o primeiro foi Questões do Coração, lááá em 2014) e posso dizer que tenho gostado da autora. O Noivo da Minha Melhor Amiga é um romance de dramas sentimentais que trata de histórias de amor mas foca principalmente na questão da amizade, com um estilo de escrita que consegue se manter leve e ser envolvente ao mesmo tempo, os pés bem plantados na realidade e uma carga dramática bem dosada.

Admito que esse tipo de livro não está exatamente no topo das minhas preferência quando vou procurar uma nova leitura, a princípio foi mesmo a curiosidade despertada depois de assistir ao filme. O veredito final, entretanto, foi bastante favorável e pretendo ler outros da autora em breve.

Livro x Filme

Atenção! Este trecho do post pode ter comentários que remetem a spoilers.

Um dos problemas de se assistir à adaptação antes de ler o livro é que fatalmente as imagens dos atores ficam na minha cabeça. Fisicamente as personagens dos livros são bem diferentes dos atores – Darcy, por exemplo, não é loira como Kate Hudson no filme – e às vezes o “conflito” causa alguma estranheza – especialmente quando esse fator é relevante para alguns acontecimentos – mas estes foram os únicos momentos em que tive que forçar um pouco a concentração na leitura.

Nenhuma surpresa aqui: gostei mais da experiência do livro. A história escrita não traz as cenas mais engraçadas do filme, mas é mais gostosa de acompanhar e me fez sentir mais próxima das personagens, compreender melhor seus dramas, motivações e as consequências de fatos passados desde a infância. Eu não mudaria, entretanto, nenhuma das alterações/adaptações adotadas no filme. A meu ver o que foi alterado para o longa fez com que a coisa toda funcionasse melhor na tela.

Minha simpatia pendeu mais para o livro ou para o filme dependendo da personagem. Dex, por exemplo, é um bobão sem atitude em ambos os casos, não consigo realmente simpatizar com tanta covardia, mas no filme os porquês ficam mais evidentes e acaba caracterizando melhor a situação enquanto no livro o noivo em questão fica relegado a um papel mais secundário uma vez que a história é narrada em primeira pessoa por Rachel. Ethan, que não tem muito destaque neste livro, é um caso a parte: a princípio achei sua personagem no livro apagada demais e gostei mais da versão apresentada no filme, mas logo depois li Presentes da Vida (resenha em breve, prometo) e achei que não podia mesmo ter sido diferente, o Ethan do filme funcionou bem no filme, o do livro ficou reservado para ganhar destaque no segundo livro.

Livro versus filme? Experiências diferentes, nem tão diferentes assim, dá pra entender?

Noiva da Minha Melhor Amiga, A

Giffin, Emily

Capa: O Noivo da Minha Melhor Amiga

  • Série: Darcy & Rachel #1
  • Editora: Nova Fronteira
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance
  • Título Original em inglês: Something Borrowed
  • Site do autor: http://www.emilygiffin.com
  • Avaliação: ★★★★☆
Cores

Cores: Paletas inspiradas em fotos de flores

Flores #1

Foto: (cc) kev-shine @ Flickr

Flores #2

Foto: (cc) Peter Pham @ Flickr

Flores #3

Foto: (cc) Peter Pham @ Flickr

Desabafos, Devaneios e DivagaçõesProjetos Pessoais

Já sofreu bullying na escola?

Já sofreu bullying na escola?

Quando recebi esta pergunta, enviada pela Duda para o meu projeto Pergunta que eu respondo, não imaginei que teria dificuldades ao tentar respondê-la. Veja bem, não estou dizendo que falar sobre bullying me desperta traumas ou lembranças dolorosas, nada disso. É apenas um assunto sobre o qual nunca refleti profundamente e, admito, para mim é cercado de dúvidas.

A principal delas diz respeito a limites. Existem limites para o que pode/deve ser considerado bullying?

Pode argumentar o quanto quiser, mas pensando exclusivamente no período escolar padrão (visto que entendi ser este o direcionamento da pergunta), eu acredito sim que crianças e adolescentes podem ser verdadeiramente cruéis, que “inocência” não é uma justificativa, no mesmo passo em que pessoas diferentes são afetadas e reagem de maneiras diferentes a um mesmo tipo de provocação. Então até que ponto certos tipos de “brincadeirinhas” podem ser consideradas inocentes ou isentas de intenções pouco nobres?

Em boa parte da minha época de escola (faz tempo isso, hein? mas abafa!) eu fui a menina CDF (lembram desse termo?), aquela que só tirava boas notas, para quem olhavam estranho porque ela realmente lia os livros exigidos para os trabalhos de Português e coloria os mapas para aula de Geografia. A muito quieta, a desprovida de habilidades sociais, perto da qual a maioria dos colegas só queria sentar em dia de prova. Aquela que reconhece – de verdade – o sacrifício dos pais para mantê-la em uma boa escola, mas que nem sempre sabia lidar com o sentimento de inferioridade porque todos os colegas ao seu redor tinham muito mais dinheiro, esfregavam roupas e tênis de marca na sua cara, frequentavam lugares e faziam viagens que ela não podia. Aquela que usava óculos fundo de garrafa, tinha a cara pipocada de espinhas e aparelho “freio de burro” nos dentes. Aquela que recebia apelidos pejorativos, ouvia risinhos pelas costas e lidava com o desdém – declarado – de muita gente por causa de tudo isso.

Claro que falando assim a coisa parece bem ruim, mas é porque só comentei mesmo os pontos pertinentes ao assunto. Não era assim 100% do tempo, tive amigos, tive ótimos momentos, tenho ótimas lembranças e – juro! – na época nem pensava muito nisso, não passava o tempo me remoendo com nada disso.

Não aprovo, não acho “normal”, não acho que “faz parte”, não acredito que essas crianças e jovens não saibam o que estão fazendo. Mas sei também que muito do que eu sentia na época vinha de mim mesma, do que eu sentia em relação aos outros, de como eu me rebaixava, da insegurança. E sei que foi muito menos “grave” do que zilhões de casos que vemos por aí todos os dias, alguns para além dos extremos (existe um medidor de gravidade para esse tipo de coisa?) e nunca sofri qualquer dano físico ou material. Sei que essas experiências também são parte do que me moldou ao longo dos anos, então não digo que não me afetou, mas de maneira alguma poderia dizer que me traumatizaram, que guardo ressentimento daqueles colegas, que lembro com mágoa ou raiva.

Aí se alguém me pergunta se eu sofri bullying na escola, minha resposta deve ser obrigatoriamente binária? Não consigo responder um simples sim ou não…

ico_plug Este post é uma resposta à pergunta da Duda no Pergunta que eu respondo!, uma seção do blog onde respondo, com posts, às perguntas dos leitores. Para saber mais, enviar a sua pergunta ou ver a lista de perguntas/respostas já publicadas espia aqui.

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Penteados fáceis e rápidos

Penteados fáceis e rápidos

Meu cabelo é naturalmente liso, cheio e pesado. Se por um lado não consigo manter nenhum penteado nele por muito tempo, também posso deixá-lo solto sem quaisquer problemas, ele não fica de fato despenteado, então, em 99.9% das vezes você vai me encontrar com o cabelo simplesmente solto ou preso em um rabo de cavalo simples. A questão é que gosto de penteados e acessórios, não uso com frequência por preguiça e falta de jeito. Vamos mudar o que não nos deixa satisfeitos, certo? Esta também é uma das metas da minha lista de 101 coisas, andei pesquisando dicas de penteados fáceis, para o dia a dia mesmo, que eu possa fazer sozinha e acabei descobrindo que tanto a procura quanto a oferta são bem abundantes. Nunca é tão simples quanto parece nos vídeos e tutoriais, mas é preciso tentar para aprender, não?