Preparativos, imprevistos, muita correria e… férias!

Sei que já venho reclamando do cansaço há bastante tempo, mas acredite, só no momento em que me vi estatelada no sofá, zapeando canais de filmes na TV com uma caneca de frozen capuccino na mão em plena tarde de segunda-feira é que realmente fui me dar conta da extensão da coisa, do quanto eu estava precisando de um descanso de verdade.

Março, conforme previsto, foi um mês dedicado aos últimos preparativos para as – ansiosamente aguardadas – férias. A lista de providências a tomar parece interminável, tanta coisa para resolver ao mesmo tempo! Uma “correria boa”, por assim dizer, é gostoso pensar que estou me preparando para algo que desejo há muito tempo. A parte chata são apenas os imprevistos… ah, os imprevistos! Murphy continua sendo meu amigo mais próximo, aquele que nunca sai de perto. Problemas mecânicos com o carro, problemas de toda sorte com o banco, crises insuportáveis de enxaqueca e otras cositas más, só para dizer o mínimo. Diz aí, tudo para que a coisa toda seja ainda mais emocionante, não é? :P

Bem, chegou hora de curtir um pouquinho o meu período de folga.

No mais, as postagens por aqui também terão uma pausa. Eu até pretendia preparar alguns posts e agendar para o período em que eu estivesse ausente, mas – adivinhem! – não deu tempo. Então, férias também para o blog.

“Vejo” vocês dentro de alguns dias. ;)

Leituras de Março

  • Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer (desafio literário)
  • Calafrios, de Lisa Jackson (desafio literário)
  • A Próxima Vítima, de Julie Garwood (desafio literário – extra)
  • Congelado, de Lindsay Ashford (desafio literário – extra)
  • O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver (desafio literário)
  • Life Support, de Tess Gerritsen (kindle book)
  • O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris (desafio literário)
  • Archie & Gretchen: Coração Maligno, de Chelsea Cain (desafio literário)
  • Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
  • Mil Tsurus, de Yasunari Kawabata (desafio literário)
  • Minha Querida Sputnik, de Haruki Murakami (desafio literário – extra)
  • O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder (recomendado por amiga)

Minha lista completa de livros e links para as respectivas resenhas aqui.

Filmes de Março

  • Querido John (Dear John, 2010)
  • Malditas Aranhas! (Eight Legged Freaks, 2002)
  • De Pernas pro Ar (2010)
  • O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, 2006)
  • Água para Elefantes (Water for Elephants, 2011)
  • Sexo sem Compromisso (No Strings Attached, 2011)
  • Cidade das Sombras (City of Ember, 2008)
  • Drácula (Dracula, 1931)
  • Casa Comigo? (Leap Year, 2010)
  • As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader, 2010)
  • A Última Música (The Last Song, 2010)
  • Missão Quase Impossível (The Spy Next Door, 2010)
  • O Artista (The Artist, 2011)
  • Planeta dos Macacos – A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011)

Minha lista completa de filmes e links para as respectivas resenhas aqui.

Livro: O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris

Capa: O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris Clarice Starling é uma estudante da Academia do FBI, prestes a se tornar uma agente especial, que acaba envolvida na investigação dos assassinatos cometidos por “Buffalo Bill”, um psicopata que vem matando jovens mulheres e desovando seus corpos esfolados em diferentes cidades americanas. Em busca de pistas e informações para traçar o perfil psicológico do serial killer, Clarice entrevista Hannibal Lecter, um brilhante psiquiatra e canibal sanguinário, preso há 8 anos em um manicômio sob forte vigilância.

Conseguir a ajuda do Dr. Lecter, no entanto, não é tarefa fácil. Ele não tem pressa, não tem nada a perder, e exige que Clarice satisfaça sua doentia curiosidade respondendo perguntas pessoais em troca de informações, envolvendo-a em um intrincado jogo psicológico repleto de enigmas perturbadores.

Já comentei uma vez que Hannibal Lecter é o meu “vilão favorito” e que O Silêncio dos Inocentes é um dos filmes do gênero que mais gosto, mas a verdade é que há bastante tempo eu andava protelando a leitura deste livro com medo de me decepcionar, especialmente quando a experiência com Hannibal – A Origem do Mal não foi tudo aquilo que eu esperava.

Bem, o que posso dizer agora é que se ainda guardo algum arrependimento é o de não ter lido este livro antes.

Eu não sei quanto a vocês, mas da minha parte gosto de sentir a tensão da narrativa quando leio um suspense/terror. Sabe aquela sensação da pele vibrando de expectativa, de não conseguir largar o livro mesmo quando as horas já avançam pela madrugada e você sabe que logo menos terá que encarar um longo dia de trabalho sentindo-se um caco por causa do sono? Pois é. Mesmo conhecendo muito da história O Silêncio dos Inocentes me manteve de olhos pregados nas páginas.

A habilidade na construção de personagens tão fascinantes, em especial o psiquiatra-canibal Hannibal Lecter, e a trama muito bem elaborada, que não deixa nada a dever seja no quesito ação, no desenvolvimento ou nos confrontos intelectuais e psicológicos, fizeram deste trabalho de Thomas Harris um dos melhores que já li em muito tempo.

É um livro a ser evitado se você se sente insuportavelmente repugnado por imaginar atrocidades como, por exemplo, canibalismo, esfolamento e escalpelamento, mas praticamente indispensável aos amantes dos grandes thrillers de suspense.

Este post também faz parte do Desafio Literário, cujo tema para o mês de março são os serial killers. Leia também as resenhas de Criança 44, de Tom Rob Smith, Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer, Calafrios, de Lisa Jackson, A Próxima Vítima, de Julie Garwood, Congelado, de Lindsay Ashford e O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver.

Silêncio dos Inocentes, O

Harris, Thomas

  • Série: Hannibal Lecter #2 (na ordem de lançamento dos livros da série)
  • Editora: BestBolso
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Thriller, Policial
  • Título Original: The Silence of the Lambs
  • Site do autor: http://www.randomhouse.com/features/thomasharris/
  • Avaliação: ★★★★½

Livro: O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver

Capa: O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver Lincoln Rhyme é um brilhante criminologista cuja carreira foi abruptamente interrompida por um acidente que o deixou tetraplégico, capaz de mover somente a cabeça e um dos dedos da mão. Cansado do que considera uma “semi-vida”, ele procura por alguém que o ajude com um suicídio assistido e parece ter encontrado uma pessoa justamente quando alguns de seus antigos colegas da polícia o procuram. Por ser considerado uma verdadeira referência quando o assunto é prática forense, Rhyme é convidado a prestar consultoria em um intrigante caso de assassinatos seriados em que o psicopata deixa um punhado de pistas plantadas que indicam a localização da próxima vítima, mas que somente um cérebro astuto e experiente poderá interpretar.

É durante esta investigação que Rhyme conhece Amelia Sachs, a patrulheira que encontrou a primeira cena de crime conhecida e que, Rhyme espera, será seus olhos, braços e pernas no processamento das pistas.

Esta foi minha primeira experiência com o autor. Eu já havia assistido ao filme (adaptação de 1999 dirigida por Phillip Noyce, com Denzel Washington e Angelina Jolie nos papéis de Rhyme e Sachs) e creio que a primeira coisa que posso dizer é que livro e filme partem de um mesmo ponto e um mesmo embasamento, mas seguem por caminhos diferentes – no desfecho, nos detalhes, até mesmo na descrição física das personagens – a um ponto que não dá para dizer que um é melhor do que o outro, são apenas diferentes em suas versões.

Gostei bastante do estilo de Jeffery Deaver, da maneira como ele consegue manter o fio de tensão sobre a narrativa, o clima de urgência e perigo, bem do jeitinho que sempre imagino que um livro do gênero tem que ser. Também é um prato cheio para quem curte uma “pegada” mais CSI, o processamento das pistas e provas é minuciosamente detalhado, inclui até um glossário de termos, procedimentos e máquinário específico no final do livro.

Outro ponto que me interessou bastante no livro é a construção dos personagens e das personalidades complexas de Rhyme e do psicopata. Testemunhar o embate entre duas forças intelectuais, enquanto o tempo se esgota, quase me fez prender a respiração durante a leitura e me mostrou que as cenas de ação em uma trama de suspense, nem sempre precisam estar relacionadas a movimentação física.

O Colecionador de Ossos foi publicado em 1997 e é o primeiro de uma série (que já contava com 9 volumes em 2010) protagonizada por Lincoln Rhyme e Amelia Sachs. Não consegui informações precisas a respeito, mas pelo que pude entender até o momento 4 ou 5 deles foram publicados no Brasil.

Este post faz parte do Desafio Literário e a tarefa para o mês de março é ler livros com serial killers. Leia também as resenhas de Criança 44, de Tom Rob Smith, Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer, Calafrios, de Lisa Jackson, A Próxima Vítima, de Julie Garwood e Congelado, de Lindsay Ashford.

Colecionador de Ossos, O

Deaver, Jeffery

  • Série: Lincoln Rhyme #1
  • Editora: BestBolso
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Thriller, Policial
  • Título Original: The Bone Collector
  • Site do autor: http://www.jefferydeaver.com
  • Avaliação: ★★★½☆

Livro: Congelado, de Lindsay Ashford

Capa: Congelado, de Lindsay Ashford Mais um livro “extra” para o tema do mês no Desafio Literário. Serial killers realmente fazem sucesso no imaginário popular, não? Tantas opções! A todo momento topo com mais um livro sobre o tema e simplesmente não resisto a incluí-lo no desafio.

Congelado já estava na minha estante há algum tempo, comprei em uma banquinha de ofertas na Fnac, mas confesso que não tinha prestado muita atenção nele até então, nem tinha me dado conta que a trama gira em torno de um serial killer.

A história acompanha o trabalho de Megan Rhys, psicóloga especializada em perfis de criminosos, a partir do momento em que ela é convidada pela polícia para analisar o assassinato de duas prostitutas. As evidências indicam que as mulheres podem ter sido vítimas de uma dupla de maníacos agindo em conjunto, mas Megan sente que nem todas as peças estão se encaixando com precisão. Conforme novas vítimas são descobertas, fica claro que a polícia está manipulando informações, e ela se vê envolvida em um perigoso jogo de regras indistintas com um maníaco que pode estar muito mais perto do que ela imagina, ao mesmo tempo em que precisa lidar com seus próprios traumas e ajudar uma amiga que anda recebendo cartas ameaçadoras e anônimas de um pervertido “admirador”.

É um suspense policial dos mais fraquinhos que já li – e veja, não foram poucos! A trama é apresentada de maneira muito confusa, a investigação é precária e os meios pelos quais a psicóloga, a polícia e os pitaqueiros de plantão chegam a algumas conclusões são por demais inconsistentes. Tudo muito frouxo, nada soa convincente.

Os trechos dedicados à vida pessoal de Megan também são mal explorados. Considerando que (olha um spoiler aí, geeente!) seus traumas e os acontecimentos pregressos de sua vida demonstram estar muito mais ligados aos assassinatos do que se supõe, era de se esperar que a coisa toda fosse melhor trabalhada e não simplesmente jogada no meio do desfecho, disfarçada de “supresa”, com a pretensão de ser a reviravolta do final.

Inexpressivo é a palavra que restou depois de concluída a leitura. Um livro tão pouco memorável que até mesmo para escrever a resenha tive alguma dificuldade para relembrar detalhes e sensações…

Este post faz parte do Desafio Literário, cuja tarefa para o mês de março é ler livros com a temática de serial killers. Leia também as resenhas de Criança 44, de Tom Rob Smith, Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer, Calafrios, de Lisa Jackson e A Próxima Vítima, de Julie Garwood.

Congelado

Ashford, Lindsay

  • Editora: Record
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Policial
  • Título Original: Frozen
  • Avaliação: ★★☆☆☆

Within Temptation - Sinead

Livro: A Próxima Vítima, de Julie Garwood

Capa: A Próxima Vítima, de Julie Garwood Alec Buchanan está prestes a deixar seu trabalho como detetive na Polícia de Chicago para assumir um cargo de destaque no FBI, mas antes precisa realizar uma última tarefa: proteger Regan Hamilton Madison, a charmosa herdeira de uma rede de hotéis de luxo e administradora da instituição filantrópica da família.

A polícia e os irmãos superprotetores de Regan acreditam que sua vida corre perigo quando ela começa a receber inquietantes fotos de cenas de crimes onde as vítimas são pessoas que tiveram algum tipo de contato desagradável com a moça.

O problema parece ter começado quando Regan concordou em ajudar uma amiga jornalista a desmascarar o Dr. Shields, charlatão da área de auto-ajuda, que costuma enganar mulheres vulneráveis para lhes extorquir grandes somas em dinheiro. Na busca por provas Regan participa de um dos seminários de Shields e durante o encontro de apresentação é obrigada a tomar parte em um exercício de recomeço proposto pelo palestrante: todos os participantes devem fazer uma lista com o nome de pessoas de seu passado de quem gostariam de se ver livres para iniciar uma vida nova. As listas deveriam ter sido queimadas em um ato simbólico de limpeza, mas uma série de imprevistos faz com que Regan não consiga destruir a sua, acaba por perdê-la e, dias depois, as pessoas citadas começam a ser assassinadas uma a uma…

A Próxima Vítima é muito mais um livro para quem procura uma história romântica do que um suspense policial (embora não seja excepcional em nenhum dos casos), a convivência entre guarda-costas e protegida e a atração entre eles é muito mais trabalhada do que o thriller em si. A príncípio o argumento me pareceu bem interessante, existe a figura do serial killer (motivo pelo qual acrescentei o livro como um extra ao Desafio Literário) e alguma tensão no ar, mas as coisas demoram um bocado a acontecer, a ação fica muito aquém das expectativas e culminam em uma pretensa reviravolta que, na boa, não surpreende nem o leitor mais distraído. Não chega a ser um livro ruim, é apenas… morninho – pouco lisonjeiro para o que poderia ser realmente um bom thriller.

O livro faz parte de uma série em que cada volume conta a história – não interligada às outras – de um dos membros da família Buchanan-Renard. Eu nunca tinha lido nada de Julie Garwood e tenho visto alguns comentários sobre este ser um dos livros mais fracos dentro de uma das séries menos competentes da autora, mas ainda que me reste alguma curiosidade não creio que tão logo eu vá encarar outro livro dela, especialmente quando ainda tenho tantos e tantos outros de maior interesse na minha estante…

Este post faz parte do Desafio Literário, cuja tarefa para o mês de março é ler livros com a temática de serial killers. Leia também as resenhas de Criança 44, de Tom Rob Smith, Batons, Assassinatos e Profetas, de Mehmet Murat Somer e Calafrios, de Lisa Jackson.

Próxima Vítima, A

Garwood, Julie

  • Editora: Landscape
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Policial
  • Título Original: Murder List
  • Avaliação: ★★★☆☆

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