Cotidiano

Palavras Garimpadas #26

A dor é um país onde chove e chove, mas nada cresce. Os mortos vivem em outro lugar – usando as roupas com as quais nos lembramos deles.

O Amor Começa no Inverno – Simon Van Booy

Estudo e Trabalho

Cores: Paletas inspiradas em fotos de florestas

Floresta 03

Foto: (cc) Barbara @ Flickr

Livros

Livro: Diários de Jack Kerouac, organizado por Douglas Brinkley

Diários de Jack Kerouac, organizado pelo historiador Douglas Brinkley, reúne anotações dos diários de Kerouac no período de 1947 a 1954 e retratam o que é considerado o período mais crucial de sua formação como escritor.

Já li muitos livros de ficção escritos no formato de diário, mas acabei por me dar conta de que foram poucos os diários de pessoas reais e acredito que embora se encaixem em uma estrutura em comum, o conteúdo essencial de um e de outro difere bastante.

Tal como praticamente quaisquer tipos de anotações pessoais, os diários de Kerouac revelam muito do autor – confissões, vida pessoal e amizades, seus progressos na busca pela primazia em sua escrita e sua “relação” com os principais influenciadores literários de seu trabalho, anotações para diversos textos, suas viagens -, mas também trazem muitas informações que não fazem muito sentido para um leitor “externo”, afinal quem é que realmente escreve diários da maneira como eles nos são apresentados na ficção, com uma narrativa bem estruturada, repleto de diálogos e detalhes explicadinhos em seus pormenores? Não Jack Kerouac. E neste ponto o trabalho de Douglas Brinkley é muito bem feito, especialmente na contextualização e na localização temporal.

Gostei muito de “acompanhar” Jack Kerouac durante sua luta para terminar e aperfeiçoar seu primeiro romance – The Town and the City. Não sei se consigo explicar exatamente o que senti, mas estar ciente de seus medos e de suas dificuldades, da força de sua autocrítica, me fez enxergar mais do que um escritor inalcançável ou um nome na capa de um livro, me senti próxima de um ser humano sensível e melancólico, que sonha, vai em frente e se importa, apaixonado pela escrita de uma maneira bela que quase beira a inocência.

Por fim, imagino que não faça muito sentido, mas eu ainda não li nenhum livro de Kerouac (On the Road está na minha fila). Pois é. Imagino que a experiência de leitura dos seus diários seria muito mais interessante se eu já tivesse algum conhecimento de seu trabalho, mas era o único dos meus livros que se encaixava no tema do mês para o Clube de Leitura

Diários de Jack Kerouac

Brinkley, Douglas; Kerouac, Jack

Capa: Diários de Jack Kerouac

  • Editora: L&PM, versão Kindle
  • Categorias: Diários
  • Avaliação: ★★★½☆
Projetos Pessoais

52 Objetos – #11: anel de polegar

52 Objetos - #11: anel de polegar

  • O quê: anel de polegar
  • Onde: quando não estou usando fica na gavetinha de anéis do meu organizador de bijuterias
  • Origem: comprado por mim mesma durante uma viagem à Irlanda

Gosto de bijuterias de todos os tipos. Tenho pelo menos 2 organizadores, daqueles de plástico com 3 gavetinhas cada um, abarrotados de colares, pulseiras, brincos e anéis. Não costumo usar muita coisa ao mesmo tempo, gosto apenas de ter opções para fazer combinações de 2 ou 3 peças de cada vez, adoro brincar com “estilos” diferentes.

Eu poderia dizer que de todas as peças os anéis são os meu preferidos. E dentre os anéis, aqueles que normalmente usamos no polegar.

Desde a época da minha adolescência o anel no polegar direito era praticamente uma marca registrada minha, eu me sentia semi nua se saísse de casa sem ele e já tinha até aquela marca esbranquiçada típica dos que usam aliança por muito tempo. Acabei perdendo um pouco o hábito quando tive um probleminha de saúde há alguns anos, engordei bastante, os anéis ficaram apertados e estavam atrapalhando meus movimentos, especialmente na hora de escrever. Tempos depois, quando voltei a emagrecer, o hábito não retornou com a mesma força, já não os uso o tempo todo, mas continuam sendo meus “acessórios” preferidos.

Este da foto, na verdade, não é dos mais antigos, foi comprado em 2012, durante uma viagem à Irlanda. Escolhi para representar o “grupo” no projeto porque é um dos meus preferidos, decorado com temas celtas que, por sua vez, representam outra de meus fascínios nessa vida: a cultura celta.

» Este post faz parte do Projeto 52 Objetos que consiste em postar, uma vez por semana, durante um ano, objetos que sejam significativos para mim e digam um pouco sobre a minha pessoa. Para saber mais espia aqui e para ver os objetos já publicados aqui.

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