Filme: Os Agentes do Destino

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Cartaz: Os Agentes do Destino David Norris (Matt Damon) é um jovem congressista que está dando seus primeiros passos no que promete ser uma promissora carreira política. Na mesma época em que alguns empecilhos ameaçam sua ascensão ele conhece Elise Sellas (Emily Blunt), uma bela bailarina por quem se apaixona. Embora seja correspondido, David não consegue reencontrar Elise e acaba descobrindo que um grupo de agentes misteriosos com poderes de interferir no futuro das pessoas está trabalhando para impedir que suas carreiras sejas afetadas se o romance se concretizar.

Temática abundantemente explorada, mas que ainda parece longe de esgotar as possibilidades: somos donos de nosso próprio destino? Nossas histórias já estão “escritas” independente de nossas escolhas? Existem forças superiores agindo sobre nossas vidas?

Não cheguei a ler o conto de Philip K. Dick em que o roteiro foi inspirado, só posso comentar especificamente a respeito do filme. O veredicto? Divertido, bom entretenimento, mas não mostra firmeza diante da discussão que deveria despertar.

Um dos grandes problemas, a meu ver, está nos aspectos ligados aos tais “agentes do destino”. Eles não convencem, são passionais e manipuláveis demais para as exigências de seu “trabalho” e quando o filme tenta, de maneira bastante desajeitada, esclarecer a importância de seu papel na história e no destino dos homens, fica patinando em cima do desnecessário enquanto deixa lacunas incômodas em pontos que poderiam fazer a diferença.

O que salva o filme e o mantém em um patamar de um entrenimento de fácil assimilação é o fato de ter um bom ritmo, com ótimas atuações do casal protagonista. Matt Damon e Emily Blunt parecem confortáveis em seus papéis, são um casal carismático e têm uma boa química em cena.

É uma pena que o desfecho seja tão decepcionante, algo como um conto de fadas onde as coisas se resolvem magicamente com um “felizes para sempre”, à margem de quaisquer dúvidas. A escolha de um caminho em detrimento de outro não deveria resultar em algum tipo de sacrifício? A impressão final poderia ser bem diferente se a questão da renúncia fosse abordada, mas a “facilidade” com que tudo fica bem do jeito em que está de um momento para outro incomoda e a convicção cega de David, sem espaço para questionamentos, no final das contas, acaba soando como teimosia de um garotinho que não gosta de ser contrariado.

Agentes do Destino, Os

Adjustment Bureau, The (EUA, 2011, 105 min.)

  • Direção: George Nolfi
  • Roteiro: George Nolfi, baseado em um conto de Philip K. Dick
  • Gênero: Romance, Suspense, Ficção Científica
  • Elenco Principal: Matt Damon, Emily Blunt, John Slattery, Anthony Mackie
  • Site Oficial: http://www.theadjustmentbureau.com/
  • Avaliação: ★★★½☆

Trailer

Meme: 5 personagens que eu gostaria de ser

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Minha primeira participação nos memes propostos pelo Rotaroots e logo de cara meus neurônios tiveram que encarar uma hora extra para chegar a uma lista razoável. Não que seja uma tarefa ingrata, mas dificilmente consigo me imaginar sendo uma outra pessoa ou uma personagem integralmente, acabo me lembrando que tudo aquilo que admiro virá junto com um monte de problemas, uma carga dramática com a qual não estou disposta a lidar e, bem… acho que deu para entender.

Mas não vamos estragar a brincadeira com excesso de seriedade. Escolhi 5 personagens femininas (porque outra de minhas grandes dificuldades é me imaginar no lugar de um homem), com algumas características em comum, na maior parte aquelas que definem o que eu gostaria de ser ou ter. ;)

Tauriel, do filme “O Hobbit”

Se pudesse escolher ser uma personagem de fantasia medieval eu seria uma elfa (um pouco irônico, porque durante praticamente toda minha fase “rpgística” eu fui uma anã). Os tolkianos sempre foram meus preferidos, mas nunca encontrei nos livros uma com quem eu me identificasse, até que apareceu a Tauriel. A personagem não é uma criação original de Tolkien, ela foi concebida pelo cineasta Peter Jackson e pela roteirista Fran Walsh para os filmes da trilogia “O Hobbit”, mas embora eu não concorde com muitas das alterações na adaptação do livro para o filme, eu gosto dela. Tauriel é audaciosa, tem um espírito independente, segue seu coração e é mais tolerante com outras raças do que a maior parte de seu povo, uma elfa que eu gostaria de ser.

Nausicaä, dos quadrinhos/animação “Nausicaä do Vale do Vento”

Uma das minhas personagens preferidas do Miyazaki, uma jovem princesa de um pequeno reino chamado Vale dos Ventos em um mundo pós-apocalíptico onde tudo no ambiente é tóxico e infestado de seres agressivos. Eu gostaria de ser Nausicaä porque ela tem uma personalidade forte e cativante, acredita no ideal de união entre o homem e a natureza, tem o dom de compreender as coisas e os seres, da empatia com os animais e de inspirar outras pessoas a seguirem suas ideias.

Miranda Hobbes, da série de TV “Sex and the City”

Nunca me identifiquei com uma das garotas de Sex and the City em particular, sempre achei que tenho um pouco das características de cada uma (e acredito que isso nem é algo incomum) mas se eu tivesse que escolher apenas uma, eu seria a Miranda Hobbes. Não sei se é verdade, já me disseram que ela é a menos popular do quarteto e acho até que este pode ser um dos motivos pelos quais gosto dela, mas o que gosto mesmo é do seu estilo um pouco sincero demais mesmo quando não é preciso, que não se rende ao excesso de romantismo, seu ceticismo e comentários sarcásticos a respeito dos homens e dos relacionamentos.

Sorcha, do livro “A Filha da Floresta”, de Juliet Marillier

Para esta coloquei a capa do livro mesmo, embora a imagem não represente minha leitura (li a versão kindle, Daughter of the Forest, em inglês), nem se pareça muito com a Sorcha que criei em minha imaginação. Juliet Marillier é uma de minhas escritoras favoritas e mais do que ser uma de suas personagens eu gostaria de viver nessa Velha Irlanda tão fantástica e tão fascinante, ainda que hostil, descrita em seus livros, então pensei em escolher uma de suas heroínas para o meme. Sorcha é a protagonista do primeiro livro da série Sevenwaters, uma garota aparentemente frágil, com um forte sentimento de proteção em relação à sua família, que descobriu sua determinação e sua coragem quando forçada ao limite pelos acontecimentos.

Kate Beckett, da série de TV “Castle”

Kate Beckett é uma personagem que representa muito do que eu gostaria de ser: linda, inteligente, concentrada, intimidadora, uma mulher que sabe ser durona sem perder a sensualidade. Claro que, quem assiste sabe, algumas dessas características vão ficando cada vez menos evidentes no decorrer da série e um lado mais frágil e inseguro de Becket aparece em diversos episódios. Ainda assim é uma personagem que eu gosto bastante e uma série que me diverte.

ico_plug Este post faz parte do meme proposto pelo Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que procura resgatar a velha paixão por manter diários virtuais.

Livro: Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

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Capa: Diário de uma Paixão Na contramão da máxima que diz que “o livro é sempre melhor”, quando se trata dos livros de Nicholas Sparks eu quase sempre gosto mais da adaptação para o cinema. Não sei explicar exatamente o porquê – a bem da verdade, para mim, tanto os livros quanto os filmes estão naquela categoria “para ler ou assistir quando não quero pensar muito”, simples entretenimento – só sei que é o que acontece.

Com Diário de uma Paixão não foi diferente. A história de Noah e Allie segue a mesma receita dos livros que fizeram do escritor um best-seller entre os mais românticos: um amor intenso, capaz de resistir ao tempo e às adversidades, com a emoção do reencontro, um toque de tragédia e uma generosa cobertura de glacê extra-doce.

Sim, uma bela história de amor, do tipo que muita gente sonha em encontrar na vida, que nos faz querer acreditar que é possível, ainda que haja um preço a pagar, mas da maneira que foi contada no livro (li antes de ver o filme), não conseguiu me cativar. Senti falta de mais detalhes sobre como eles se conheceram, dos encontros na época em que eram jovens, de como essa ligação se tornou tão forte, uma falta que acabou por afetar minha simpatia pelas personagens. Comigo é assim, é mais fácil eu me aproximar da história se puder acompanhar os detalhes e me sentir envolvida, do contrário a coisa toda fica distante demais para que eu realmente me emocione.

Creio que, neste caso, é este o aspecto que me fez gostar mais do filme, que trabalha melhor o lance da proximidade com as personagens, mas vou deixar os detalhes para uma futura resenha do filme.

Por fim, uma perguntinha: algum entendido em Nicholas Sparks sabe me dizer se “Diário de uma Paixão” e “O Caderno de Noah” são o mesmo livro?

Diário de uma Paixão

Sparks, Nicholas

  • Editora: Novo Conceito
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance
  • Título Original em inglês: The Notebook
  • Site do autor: http://nicholassparks.com
  • Avaliação: ★★☆☆☆

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Livros e Literatura

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Livro: A Casa do Sono, de Jonathan Coe

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Capa: A Casa do Sono Este livro já estava na minha estante há bastante tempo, é mais um exemplo desses que comprei por impulso numa banquinha de ofertas durante um passeio descompromissado por alguma livraria, depois acabei esquecendo em meio a tantos outros que ainda estão esperando para serem lidos. E, mais uma vez, acabei me surpreendendo tão positivamente que fico me condenando por não ter dado uma chance a ele antes.

A trama toda se concentra ao redor de uma casa, situada no alto de um penhasco no litoral inglês, que serviu de moradia estudantil e depois passou a abrigar uma clínica para pesquisa e tratamento de distúrbios do sono, e as pessoas que, de uma maneira ou de outra, viram-se atreladas a este lugar em ligações cíclicas: Sarah, uma narcoléptica que viveu na casa durante seus últimos anos de estudos; Robert, um jovem extremamente sensível em uma busca por algo que ele ainda precisa descobrir o que é; Terry, um obcecado por filmes capaz de passar muito tempo sem dormir e sem se sentir afetado por isso e Gregory, psiquiatra e dono da clínica, disposto a provar, a qualquer custo, que dormir é um desperdício de tempo, um atraso na vida daqueles que almejam coisas grandiosas.

A construção e o desenvolvimento das personagens são aspectos que chamam bastante a atenção, Jonathan Coe conseguiu criar histórias ontogônicas que se entrecruzam com harmonia e mesclam o absolutamente comum com peculiaridades quase extremas sem perder a coerência.

A narrativa alterna os capítulos entre a vida dos estudantes nos anos 80 e os acontecimentos em torno da clínica em meados de 96, fluindo habilmente de uma época para outra, construindo aos poucos, uma trama original e imprevisível. No decorrer da leitura tive a clara sensação de estar montando um quebra-cabeças sem um modelo-guia: começando pelas beiradas, supreendendo-me com a imagem formada mesmo quando todas as peças ao redor parecem já estar encaixadas.

Diga lá se não é uma delícia encontrar bons trabalhos que ainda conseguem surpreender em tempos de tanto “mais do mesmo” abarrotando as estantes nas livrarias?

Casa do Sono, A

Coe, Jonathan

  • Editora: Record
  • Categorias: Literatura Estrangeira, Romance
  • Título Original em inglês: The House of Sleep
  • Site do autor: http://www.jonathancoewriter.com/
  • Avaliação: ★★★★★